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Postagens todas as segundas, quartas e sextas, sem horário definido! ❥

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Capítulo 10

— Eloá Andrade  

O calor do Rio de Janeiro, apesar de intenso era inovador, sem contar no cheiro gostoso de maresia e o vento delícia que adentrava a casa toda. Passamos o dia em casa, assistindo série e comendo besteiras, até fuçamos e stalkeamos várias crush do Rodrigo. 
Almoçamos a comida gostosa que a Cida, empregada dele, fez. 

Cida foi embora à tarde e eu e O rodrigo organizamos tudo o que havíamos bagunçado, eu lavei a louça e ele enxugou e guardou. De noite saímos para tomar um suco e voltamos depois de algumas horas, subimos para o quarto dele e fomo assistir filme, um de terror. Acabei adormecendo na metade, estava bem cansada. 

Acordei sentindo um peso absurdo sobre a minha barriga, abri os olhos devagar para me acostumar com a claridade e praguejei-me mentalmente por conta das cortinas abertas. A perna do Rodrigo tava em cima da minha barriga, por isso o peso, consegui tirar com muito esforço e arrastei-me para fora da cama. Escovei meus dentes e já aproveitei para tomar banho, prendi meu cabelo em um coque no alto da cabeça e tomei um banho relaxante para despertar. Saí enrolada na toalha e me vesti ali mesmo, uma vez que o meu amigo estava dormindo. Coloquei um dos biquínis que eu trouxe e vesti um shorts jeans por cima, soltei e prendi meu cabelo outra vez em um coque frouxo no alto da cabeça. Calcei meus chinelos, desconectei meu celular do carregador e saí do quarto com cuidado, descendo as escadas e indo direto para a cozinha. 

Abri a geladeira e tinha muita coisa gostosa, depois de pensar em algumas coisas que poderia fazer, decidi por um bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Preparei tudo e coloquei para assar, quando tirei e desenformei, colocando num prato, fui atrás dos ingredientes para fazer a cobertura. Achei tudo no armário acima da bancada da pia e fui fazendo, depois de pronto, joguei sobre o bolo e voilá, estava pronto. Fiz suco para mim e café para o Rodrigo, ajeitei tudo sobre a mesa e quando me sentei, ele apareceu tomado banho já, mas ainda com a maior cara de sono. 

— Bom dia, sapo! — falei sorrindo. 
— Bom dia, Tiana! — ele devolveu, sorrindo de lado. 
— Dormiu bem? — perguntei. 
— Sim e você? — apenas assenti em confirmação. — Cê que fez tudo isso? — perguntou, olhando a mesa repleta de coisa gostosa que eu tinha achado na geladeira. 
— Mais ou menos, fiz o bolo, o café e o suco só. — expliquei. 
— Por que não me acordou? Eu poderia ter te ajudado. deu de ombros. 
— Ah, num instante eu fiz. — fiz pouco caso e ele riu, negando com um movimento de cabeça. 
— Peste.— me acusou e eu revirei os olhos. 
— Come logo que vamos à praia. — falei. 
— Ah é? Nem tinha percebido. — ele ironizou, estalando a cordinha do meu biquíni contra minha pele. 
— Babaca! — falei rindo, passando a mão sobre o local. 

Ele se sentou à minha frente e comemos em um clima descontraído, conversando sobre coisas aleatórias. Rodrigo lavou a louça e depois subiu para colocar uma sunga e trocar a bermuda. Subi também e peguei uma bolsinha, coloquei protetor solar, bronzeador, duas toalhas e uma canga. Peguei meus óculos de sol e saí do quarto, voltando para a cozinha, bebi água e me sentei no sofá da sala para esperar meu amigo. 

Aproveitei para entrar no instagram, curti as fotos que Jéssica e Brenna haviam postado e também uma da Jaque com um cara bem lindinho, deve ser crush novo. Sem querer cliquei no explorar e bufei quando vi uma foto do Luan ali. Apenas por curiosidade, cliquei na foto e...Puta merda! O cara pode não valer cinco centavos, mas tem um sorriso molhador de calcinhas, que meu Deus do céu. Li a legenda fofa da foto, que inclusive havia sido postada por um fã-clube, sem resistir e para saciar minha curiosidade cliquei no instagram que estava marcado na foto, era o perfil oficial dele, dei uma stalkeada de leve e parei em uma foto dele com um golfinho, a marcação na localização dizia que a foto havia sido tirada em Cancún. 

— Cachorro gostoso! — falei, mordendo o lábio inferior quando passei por uma foto. 
— Quem é cachorro? — Rodrigo perguntou, se jogando ao meu lado. Saí rapidamente do instagram e bloqueei o celular. 
— Ninguém não. Tá pronto, barbie? — perguntei. 
— Ridícula. Levanta logo essa bunda gorda daí e vambora! — ele resmungou, se levantando. Fiz o mesmo e entrelacei seu braço ao meu. 
— Toma, leva minha bolsa. — falei, já entregando a mesma para ele. 
— Me faz de empregado mesmo. — revirou os olhos, mas pegou a bolsa pondo no ombro esquerdo. 

Fomos apé mesmo, uma vez que o condomínio ficava do outro lado da rua, bem de frente a praia da barra da tijuca, assim que chegamos, Rodrigo foi logo atrás de alugar uma cadeira e um guarda-sol e eu estendi minha canga na areia ao lado da cadeira dele, coloquei meus chinelos e minha bolsa prendendo a mesma e tirei meu shorts, ficando apenas de biquíni. 
Prendi meus cabelos outra vez e ajeitei meus óculos de sol. Rodrigo tirou a camisa e ficou apenas de bermuda. 

— Vira aí as costas para eu passar protetor solar em você, senão vai ficar parecendo um camarão. — falei, já pegando o tubinho dentro da bolsa. 

Ele se virou e eu fui passando o creme por seus ombros, descendo pelas costas e passando para a frente, espalhei no peitoral e também no rosto até que sumisse na pele. Resolvi não usar o bronzeador e optei pelo protetor mesmo, que o Rodrigo passou em mim como eu tinha feito com ele. Me deitei de bruços e ficamos ali conversando, eu tomando sol e ele na sombra, paquerando as cariocas malhadas que passavam por nós, me fazendo rir. Algum tempo depois tomamos duas cervejas juntos e fomos mergulhar. 

Cada momento com o meu melhor amigo era incrível, porque o Rodrigo é o irmão que eu nunca tive. Agíamos como irmão de verdade e o fato de saber que eu poderia compartilhar com ele qualquer coisa assim como ele também pode fazer o mesmo comigo, é maravilhoso. 
Demos mais um mergulho e voltamos para a areia, entreguei uma toalha para ele e usei a outra, tirando o excesso de água, ele alugou outra cadeira e dessa vez me sentei na mesma, ao seu lado. Tiramos algumas fotos sentados, outras em pé e no divertimos muito. Puxei seu braço, olhando as horas em seu relógio de pulso. Quase duas da tarde. 

— Tô com fome, Rô. — reclamei, passando a mão pela a barriga. 
— Eu também, já passou da hora do almoço quase. — murmurou, conferindo o horário em seu relógio. — Conheço um restaurante ótimo e é aqui perto, topa? — perguntou. 
— Oush, pra já. — sorri animada, realmente estava com fome. 

Fomos andando e  fechei a cara quando Rodrigo gargalhou, porque tropecei numa pedra. Ao invés de me ajudar, o babaca ficou rindo e quem me ajudou foi uma menina que estava jogando vôlei. Ridículo! Antes de chegarmos no restaurante minha raiva já tinha passado e estávamos rindo das cantadas que ele soltava para as mulheres no meio do caminho.

Rodrigo estava agarrado em minha cintura, pra evitar que eu tropeçasse mais uma vez, fomos o caminho todo do restaurante assim. Quando chegamos e eu olhei o local, encontrei o olhar de quem eu menos esperava, sim, do gostoso imbecil do Luan Santana, ele levantou a cabeça e quando o fez me viu, vi que ele me comeu com os olhos, certamente por eu estar com a parte de cima do biquíni a mostra, ele percorreu com o olhar todo meu corpo e parou na mão do Rodrigo na minha cintura, certamente o baixinho já havia feito alguma fofoca, que eu era namorada dele, ou algo do tipo, ri internamente e resolvi provocar. Quando os olhos dele voltaram para os meus, já estava quase perto da mesa dele, dei uma piscadinha, um sorriso irônico e joguei meus cabelos para o lado, grudando mais ainda no meu amigo e dei risada.

— O que foi maluca? — ele me perguntou, mas apenas neguei com a cabeça e continuei rindo.

— Luan Rafael

Acordei reclamando de sono e cansaço, a baladinha de ontem foi boa demais. Chegamos era mais de sete da manhã e quando foi 10h aquelas três invadiram meu quarto e ficaram me enchendo que queriam almoçar fora e não me deixaram em paz até eu concordar com elas. Levantei igual lesma, tomei um banho e ainda fui me arrumar. Liguei pro Testa, pro negão e disse que ia esperar eles no hall. Assim que todos desceram nós fomos para um restaurante próximo ao hotel. Íamos sempre lá, além de tranquilo costumava ser sigiloso e eu conseguia comer sem ser interrompido.
Pegamos uma mesa próxima à entrada da porta de vidro, nos sentamos e estávamos escolhendo o que comer quando escutei a Mary de risadinha com a Piroca, olhei levantando a sobrancelha e me arrependi. Casal mais feio, sem graça.
Eloá estava gostosa pra caralho com aquele biquíni, barriga de fora e cabelão. O que não estava combinando era aquele cara com a mão na cintura dela, sorrindo e beijando seu pescoço, coisa que eu deveria estar fazendo e ela iria adorar.

— Tá resmungando o que aí boi? — Testa perguntou já que estava de costas para a porta.
— Seu amiguinho viado com a namorada mentirosa. — falei baixo olhando os dois caminharem na nossa direção, ela olhou para a mesa e sorriu cinicamente pra mim, jogando seus cabelos para o lado e dando uma piscadela. — Quando eu falo que não presta ninguém acredita. — resmunguei. 
— Do que você tá falando, Luan? — Rober perguntou.
— Óbvio que é dela né Roberval. Disse que não namorava e não sei o que, e agora tá aí se agarrando com esse armário. — bufei olhando pra trás e vendo os dois sentados um do lado do outro, ele dando um beijo no rosto dela, revirei os olhos. — Interesseira.
— Certa ela, porque ele é maravilhoso. — Ana disse suspirando.
— Maravilhoso é pouco, um deus grego, carioca... gostoso. — Maryana se abanava com o cardápio.
— E tem uma voz que até arrepia, imagina esse homem falando no meu ouvido. Me dando bom dia todos os dias com esse sorriso. — olhei incrédulo para a minha irmã que dizia isso de olhos fechados, fantasiando tudo o que não prestava e que ela não deveria saber nem como funcionava. Onde já se viu isso? Ah dona Bruna Santana.
— Cêis três larga de assanhamento, uai. Parece que nunca viram homem. — falei e as três riram da minha cara.
— Homem nós já até vimos, Lu. Mas gostoso igual esse é a primeira vez. — Ana Carolina voltou a suspirar fazendo os outros darem risada, bufei outra vez e levantei da mesa indo para o banheiro. E adivinhem, Rodrigo estava lá mijando também. Eu poderia encostar do lado dele e mijar numa boa, mas tinha princípios, meu orgulho. Então entrei no box, ao sair lavei as mãos e saindo do banheiro encontrei a bonitona debruçada na pia de frente para o espelho.
— Vida boa hein. — alfinetei.
— Ótima, viajar pra um paraíso desses é maravilhoso, agora vir com o Rodrigo... meu deus. — mordeu aquela boca gostosa atiçando meu pau dentro da sunga, vadia. — Tô muito bem acompanhada. — continuou provocando.
— Tá com o namorado né? — perguntei outra vez, um pouco mais próximo.— Engraçado que você tinha dito que era solteira. — sussurrei em seu ouvido, encoxando-a por trás. — Andou mentindo, foi?
— Só não te devo satisfações da minha vida. — me empurrou com a bunda e saiu dali rebolando, apertei meu pau ao ver aquela bunda mexer de um lado pro outro, excitado. Mesmo morrendo de raiva. Ah Eloá, você não perde por esperar. Do Luanzinho aqui você não escapa e vai engolir cada palavra junto com o meu gozo, vagabunda. Adora atiçar porque sabe que é gostosa pra caralho, ah!

Passei a mão pelos cabelos, arrumei o óculos, bermuda e voltei para a mesa. Graças à Deus o assunto tinha mudado, sentei tirando o celular do bolso e deixando em cima da mesa, fiz meu pedido e enquanto aguardava fiquei no Instagram vendo vídeos. Depois daquele almoço estressante, pedimos a conta e voltamos para o hotel, iriamos passar a tarde na piscina, já que a noite tinhamos planejado uma baladinha.

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Capítulo 10 no ar! Hahaha
E essas provocações em? Hum, sei não em?!
Gente, a fanfic não é daquelas onde os personagens se conhecem no capítulo um e casam no cinco, não, então, infelizmente, não é recomendável para quem está esperando isso. 
Enfim, esperamos que estejam gostando, inclusive, deixem suas opiniões nos comentários. 
Os comentários do capítulo anterior já foram respondidos e continuem animadas, que isso nos motiva. 
Um beijo do trio aqui! 💕😘

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Capítulo 09

— Luan Rafael


Me deitei na cama outra vez, só que agora limpinho e cheiroso. Peguei meu celular que estava sobre o bidê ao lado da cama e desconectei o carregador, quando vi que o mesmo já estava com a carga completa. Estava com sono ainda, mas bem mais desperto que uma hora atrás, quando minha mãe veio me acordar. Desbloqueei o aparelho e abri o whatsapp, indo direto no grupo que tinha com os meninos.


“Tá no Rio hoje, né Luan?” — Dudu perguntou.
“Deve estar, que nem o Rober responde.” — Marquinhos respondeu.
“Dois cuzão!” — Breno foi quem mandou dessa vez.
— Parem de falar da minha vida, bando de desocupados. — enviei.
“Apareceu a Margarida.” — era Dudu.
— Tava me ajeitando, viajo pro Rio daqui algumas horas.” — respondi sua pergunta de antes.
“Tô indo para lá amanhã. Vai estar por lá ainda? “ — ele perguntou.
— Creio que sim. Até porque tenho um programa para gravar! — respondi, enquanto comia o corinho do meu dedo.
“A gente se encontra lá então. Fechou?!”
— Tudo certo. — concordei.


Respondi a Lelê, o Rober, o Douglas e até mandei uma cantada por áudio para a Elô, mas é claro que quem respondeu foi o mané do namorado dela. Bloqueei meu celular e me levantei, calçando meus chinelos. Assim que abri a porta, dei de cara com Bruna, Ana e Mary paradas no corredor, prestes a bater.


— Opa, peguei no flagra! — brinquei, semicerrando os olhos.
— Nossa, tá tão bonito hoje! — Maryana falou, ajeitando minha camisa.
— O que você quer ein? — ergui uma sobrancelha, desconfiado.
— Nossa, que horror. — ela se defendeu, fingindo-se de ofendida.
— Nossa Pi, a gente viu na sua agenda que cê tá indo para o Rio né...— Bruna comentou como quem não queria nada, ajeitando o outro lado da gola da minha camisa, já que a Maryana só tinha arrumado um lado.
— Nossa, nunca mais fui no Rio...— Ana resmungou, passando uma mão pelo meu cabelo, organizando-o.
— Deve tá um delícia as praias essa época do ano...— Mary voltou a falar, agora ajeitando minha barba, com a mão mesmo.
— Que cês tão querendo em?  Um monte de mão boba aqui...— falei, tirando o monte de mão de cima de mim e me afastando delas, que haviam me cercado.
— Eu comprei um bíquini novo ontem, pena que nem tem praia por aqui para eu estrear.
— Nossa, uma foto sua com esse bíquini em copacabana seria show em?! — Maryana falou, fingindo pensar.
— Nossa, nem tinha pensado nisso. — Bruna falou, fingindo inocência.
Gargalhei quando entendi o que estavam fazendo.
— Falem logo o que vocês querem, chatas. — falei ainda rindo e descendo as escadas, com elas atrás de mim.
— Ah, sabe né? Você sempre viaja tão sozinho...— Bruna começou.
— E a gente sabe que você é carente.. — Mary completou.
— Queremos ir com você pro Rio. — Ana soltou, me fazendo rir mais ainda.
— E o que eu ganho com isso? — perguntei, entrando na cozinha, procurando algo para comer.
— A companhia de três pessoas lindas, maravilhosas, as melhores companhias que você poderia querer. — Mary disse dando de ombros, fingindo olhar as unhas.
— Você é convencida em toquinho? — perguntei pra Mary, que semicerrou os olhos.
— Toquinho é seu rabo. — disse. — eu sou realista meu bem, é diferente. — falou fazendo cara de convencida.
— Podem ir junto. — disse e elas comemoraram. — Não sei o que você tá comemorando, toquinho. — disse pra irritar Mary, que parou e me olhou confusa.
— Como é? — perguntou, fechando a cara.
— Sim, quem vai comigo é a Bruna e a Ana, você não. — disse sério, voltando a procurar algo pra comer.
— E posso saber o porquê do não? — ela perguntou.
— Ué, porque eu não quero sua companhia. — disse e olhei pra ela rápido.
— Ok. — ela disse simples.
Desconfiei de sua reação e quando olhei pra cima, ela havia saído da cozinha e as meninas me encaravam com as bocas entreabertas.
— Luan. — Bruna disse assustada, eu não achei que ela levaria a sério.
— Eu vou atrás dela. — disse fechando a porta da geladeira e saí correndo pra tentar alcançar ela, abri a porta da frente e ela andava apressada pra frente do condomínio, certamente para esperar o táxi lá fora, já que não havia ido com o carro dela. — Mary, espera. — gritei e ela me ignorou, apurando o passo. — Me espera, cara. — pedi novamente, ela olhou pra trás e respondeu.
— Me deixa em paz. — disse brava, voltando a andar, me fazendo rir da birra dela, corri até chegar até ela e a segurei pelo braço. — me solta caralho. — ela disse puxando o braço da minha mão.
— Para birrenta, deixa eu falar com você. — pedi.
— Não tenho nada pra falar com você. — disse ainda com a cara fechada. — volta pra lá logo, que os meninos chegam daqui a pouco te buscar.— foi só ela terminar de falar, pra van entrar no condomínio. — tá vendo só? Me deixa ir. — falou, tentando puxar o braço de minha mão novamente.
— O que ta acontecendo com os pombinhos ai? — Rober perguntou irritando ela.
— Pombinhos é a minha mão na sua cara Roberval. — disse emburrada, fazendo ele gargalhar. — manda esse insuportável pra casa dele logo. — falou, me ignorando.
— O que aconteceu? — Rober perguntou.
— Eu brinquei com essa chata e ela levou a sério e agora não quer voltar comigo. — falei, com cara de tédio.
— Brincou? Você sabe que eu odeio isso. — ela disse me olhando. — você é um ridículo Luan. — ela falou ainda séria, com os olhos enchendo de lágrimas, me fazendo entender o que estava acontecendo.
— Minha bebê ta na tpm né? Por isso está tão sensível. — eu disse, puxando ela pra um abraço.
— Me larga. — ela estava irredutível.
— Se você não parar com isso, vou te levar no colo pra dentro de casa e vai comigo a força. — ameacei.
— Duvido. — ela disse com as sobrancelhas erguidas, em segundos tirei ela do chão, fazendo a mesma gritar.
— Me solta seu idiota, eu vou andando. — falou, porém não fiz, continuei andando e a van atrás de mim, só a soltei quando entrei em casa, fazendo as meninas rirem.
— O que aconteceu? — a Bruna perguntou.
— Esse teu irmão é um idiota, isso que aconteceu. — ela falou irritada.
— Chega de papinho, peguem as malas e vambora. — disse e sai buscar minhas coisas.
— Eu nem deveria mais ir. — Maryana resmungou, bicuda.
Eu ri, porque sabia que quando ela estava de tpm, ficava ainda mais birrenta que o normal.
— Deixa de show, toquinho. — resmunguei e ela mostrou-me o dedo do meio.
— Que isso, menina! — ouvi a voz da minha mãe e me virei, sorrindo para ela.
— Desculpa tia, é que esse menino me irrita. — ela se explicou e minha mãe riu.
— Vocês são impossíveis! — ela revirou os olhos. — Conseguiram convencê-lo de levar vocês? — perguntou.
— Claro que sim, ele é carente e aceita a companhia de todas nós. — Ana falou e as quatro gargalharam.
— Ha Ha Ha, nossa você é engraçada assim mesmo ou fez cursinho? — perguntei com ironia.
— Bobo. — Ana resmungou, semicerrando seus olhos azuis.
— Sua mala já está pronta, filho. — mamusca resmungou e no mesmo instante Roberval adentrou a sala junto com o Well.
— Opa, gatona! — ele disse, se aproximando da minha mãe.
— Ó o respeito, malacabado. — reclamei e ele riu, dando de ombros.
— Vou buscar minha mala. — falei, já virando as costas e seguindo em direção as escadas.


Desci minhas coisas e as das meninas com a ajuda de Roberval e Welington. Organizamos tudo na van e depois de me despedir da mamusca, que até chorou, como sempre, nos acomodamos nos nossos lugares e seguimos rumo ao aeroporto. O bom de viajar com as meninas, era que sempre tinha assunto e o clima era animado e gostoso. Não gosto de admitir, mas de fato, me sinto um pouco sozinho durante as viagens.


Quando chegamos no aeroporto, atendi as poucas fãs que me esperavam ali e até as meninas tiraram fotos com elas. Adentramos o jatinho e depois de nos acomodarmos e relaxarmos, decolamos rumo ao Rio de Janeiro. Assim que desembarcamos, me surpreendi por não haver fãs ali, talvez por terem esperado que eu fosse só no dia da gravação, como geralmente acontece. Seguimos direto para o hotel e Arleyde teve de pedir mais um quarto para as meninas, que ficariam juntas.


Subi direto para o meu, já era quase três da tarde e estava um calor infernal. Assim que entrei no quarto, deixei minhas coisas perto da cama e já fui logo tirando o casaco, a camisa e desabotoando o cinto, me livrando dos coturnos e da calaça em seguida. Coloquei a Hidro para encher e fiquei mexendo no celular enquanto isso acontecia. Pus meu celular pra carregar e tirei a cueca, adentrando a água que estava em uma temperatura gostosa.
Relaxei ali, acho que até cochilei.


A noite, saímos para jantar todos juntos, eu, Bruna, Ana, Mary, Rober, Well e Arleyde. Jantamos num restaurante que Bruna sugeriu e depois fomos dar uma volta na orla, tomamos umas caipirinhas e voltamos para o hotel quando já era quase uma da manhã.


[...]


Estávamos saindo do hotel rumo ao Projac para gravar o Caldeirão do Huck quando lembrei do áudio que o Testa mandou falando que tinha que me contar uma coisa, ele estava sentado no banco da frente com os fone de ouvido e boné. Dei um tapa na aba e ele virou pra trás assustado, já querendo me xingar.


— Ô Testa, fala aí, o que você tinha pra me contar hein? –ele franziu o cenho e ficou pensativo.– Faz essa cara feia não, fala logo.
— Lembrei. –começou a rir.– Sabe a morena do camarim?
— Aí você tá forçando meu amigo. Quantas morenas entram no camarim por dia?
— Tô falando da gostosona que te deu vários foras. –ria ainda mais.–
— A Eloá?
— Óia que ele lembra até do nome. –Well brincou, fazendo Arleyde dar risada também e ficar prestando a atenção na conversa.–
— Ela namora viado, namora com o Marim.
— Rodrigo Marim? –perguntei curioso, ele assentiu e eu fiquei sem fala.– Mas... ela disse que era... era solteira.
— Solteira? Cara, fui no show dele antes de ontem e ele entrou no camarim com ela no colo, ficavam de brincadeirinha mordendo a bochecha e risadinha pra cá e pra lá, e toda hora amor, Lolô, esses caraio tudo ai.
— Mentira, cara. Não pode ser! O que ela viu naquele viadinho? Com o cabelo alisado de chapinha e zói claro. Que mal gosto. –falei imaginando os dois juntos.
— Supera vai cara, a mina não te quis e já era.
— É uma francisca mesmo, daquelas bem interesseira.
— Luan, não ofende a moça.
— Lelê, a única mulher que presta nesse meio é você... o resto oh... –fiz sinal de negativo. Mas vem cá, cê viu os dois beijando mesmo? Aquele beijão gostoso? — Que diferença faz? Eles saíram de mãos dadas de lá, no mesmo carro e ainda ouvi uma conversa dele chamando ela pra viajar, ia pedir pra mãe dela e tudo. –fomos o caminho todo falando da vida dos outros, de fotos que vimos no insta e paramos quando entramos no Projac. Aquele lugar era enorme, parecia uma cidade.


Descemos da van e fomos naquele carrinho de golfe até o estúdio do Caldeirão. Hoje faria uma participação bem bacana, faria uma surpresa pra uma fã que tinha não só o sonho de me conhecer, mas também uma história de vida muito linda e que me emocionou pra caramba quando a Ju me mostrou o conteúdo da carta. Topei na hora gravar e conhecer essa lindeza que só tinha 16 anos, mas um amadurecimento espetacular. Eu estava fascinado.
Como todo programa eu fui para o camarim, onde troquei de roupa, fiz maquiagem, arrumei o cabelo e dei uma entrevista rápida pro GShow antes de colocar ponto e pegar um microfone para entrar no cenário.


— Sua banda está pronta, você já vai entrar cantando. Beleza? –orientou o produtor do programa, assenti e esperei pelo anúncio que não demorou a vir.–
— Com vocês no palco do Caldeirão, Luan Santana. –as portas se abriram e então entrei cantando Te Vivo, enquanto mandava beijos e acenava para os espectadores que estavam na plateia.– Luan Santana. –Luciano veio ao meu encontro, nos abraçamos e demos um aperto de mão.– Tudo bom cara?
— E tem como ficar ruim com uma plateia linda dessas? –falei sorrindo. Gravamos toda a parte de introdução ao quadro, cantei mais uma música e aí passou o vídeo contando a história dessa fã que tinha por nome Maria Luísa.


Maria Luísa tinha 16 anos, era carioca e muito linda, nunca daria 16 anos pra ela, no mínimo 18. Ela contou que aos 10 anos de idade passou por um momento difícil no que perdeu um irmão e ainda sofreu os traumas físicos do acidente de carro, e que viu na música uma forma de se reerguer, de ter vontade de renascer segundo ela. Então ela passou a compôr, letras que passavam o que ela sentia em seu coração, coisas que havia vivido e aos 15 anos compôs uma música que disse que tinha o sonho de cantar comigo.
A música falava de amor, mas não de qualquer amor, falava do amor em sua essência, a forma mais pura e fiel. Demonstrado num ciclo de vida.


— Que história em meu caro.
— Ô Luciano, rapaz do céu, quando eu ouvi essa música fiquei até arrepiado e muito curioso. –comentava.– Ela tem uma voz tão doce, passa naquela calmaria cada palavra.
— É uma mensagem muito linda, muito forte. –falamos mais um pouco e ele explicou como seria. Maria Luísa pensava que estava ali apenas para cantar sua música em um quadro novo de estréia no programa. Ela iria começar a cantar e no meio da música eu entraria fazendo parte do dueto.– Fechô?
— Bora cara.
— Então até daqui a pouco hein. Enquanto a banda aqui se prepara e o Luan se esconde faremos uma pausa. –voltei para o backstage, tomei uma água, sequei o rosto e tirei um pouco o blazer. Não demorou mais que dez minutos para que eu escutasse aquela voz serena, doce e afinada cantar as primeiras estrofes da canção. Esperei minha vez e entrei sutilmente, cantando. Quando Malu me viu paralisou, colocou as mãos na boca e as lágrimas caiam, caminhei até ela dando um abraço apertado e encorajando-a a terminar a canção junto comigo.
Significava muito estar ali como referência, logo eu, que lutei muito para estar onde cheguei. Não tinha um preço, mas sim um valor inestimável. Terminamos a gravação do programa e voltei na van ainda pensando, sorrindo com orgulho.


— Onde vamos jantar? — Bruna perguntou, uma vez que estávamos na van e já se passavam das nove da noite.
— Podíamos comer no restaurante do Fasano e depois esticamos a noite em alguma baladinha carioca! — Ana sugeriu.
— Gostei dessa programação ein?! — sorri malicioso.
— Juízo, Rafael! — Arleyde que também estava conosco, pediu.
— Tenho de sobra, Lelê. — pisquei para ela, que revirou os olhos.
— Mas e aí, vamos ou não? — Mary perguntou.
— Simbora. — Rober falou, esfregando uma mão na outra.
— Vou chamar o Dudu, ele tá aqui no Rio com a Sô. — falei, já procurando pela conversa dele no Whatsapp.

Mandei mensagem e não demorou para que ele visualizasse e respondesse, confirmando que iriam sim encontrar conosco. Seguimos direto para o hotel e jantamos lá, seguindo direto para uma boate logo após.




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Capítulo 09 no ar! hahaha
O que vocês estão achando da fanfic?
Obrigada pelos comentários no capítulo anterior, continuem assim.💖
Essas meninas quando querem algo... Hahahaha
E o Luan todo indignado porque a Eloá tem um "namorado"? Tadinho, não sabe da missa um terço. 
Um beijo do trio aqui e até sexta-feira! 💖

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Capítulo 08


— Eloá Andrade 

Uma semana se passou da mesma forma, eu me revesando entre minha faculdade, minhas amigas, minha mãe e meu emprego, eu amava trabalhar e amava muito minha faculdade, mas ultimamente eu vinha me sentindo tão cansada, esgotada, queria tanto parar de trabalhar, mas eu sabia que não podia, eu precisava ajudar minha mãe com as despesas de casa, não podia ser tão egoísta e pensar só em mim, morávamos em um lugar humilde, eu andava de ônibus, mas mesmo assim, eu devia tudo a ela. Hoje o dia tinha sido corrido, tinha tido aulas intensas, feito trabalho e ainda tinha aproveitado pra estudar já que teria prova no outro dia e precisava trabalhar essa noite, provavelmente chegaria do show e estudaria pela madrugada, precisava ir bem, era uma das matérias mais difíceis do meu curso. 

Olhei no relógio e precisava correr contra o tempo, pra me arrumar e ir pro serviço, gostava de chegar antes pra adiantar as coisas, do que ter que fazer em cima da hora. Tomei um banho, arrumei minha bolsa com a roupa mais arrumadinha para eu usar lá, coloquei minhas maquiagens e meu perfume, coloquei uma roupa básica e desci correndo as escadas, peguei um pão que estava em cima da mesa, coloquei presunto e queijo dentro e sai correndo apressada pro ponto de ônibus, cheguei em cima do laço, por minutos que eu não perco o ônibus, entrei no mesmo e foi aquela coisa de sempre, eu em pé, tentando me equilibrar e comendo meu pão, pra não morrer de fome. Cheguei na casa de shows, guardei minha mochila no meu armário e fui até a sala do Felipe, encontrando Jaqueline ali.


— Boa tarde meus amores. — disse, dando um beijo no rosto dos dois.

— Boa tarde Elo. — Felipe disse sorrindo.
— Boa tarde amiga. — Jaque falou e eu sorri pra ela.
— A lista ta ai? Pra eu ir adiantando. — falei pra Felipe que assentiu e logo me entregou a folha com todas as exigências. 
— Ta tudo bem Eloá? — Felipe perguntou antes que eu saísse da sala.
— Ta tudo bem sim. — sorri. 
— Ta com um rostinho cansado. — ele fez a observação e eu soltei um suspiro.
— Foi um dia corrido hoje, mas ta tudo certo. — sorri, tentando lhe passar confiança, ele apenas assentiu e eu me retirei da sala, juntamente com a Jaque. 
— Vamos lá, eu faço a metade e você a outra metade, depois conferimos juntas, pra ver se não esquecemos de algo, ok? — perguntei a Jaque, já comandando o serviço.
— Certo, mão na massa. — ela disse brincando, fazendo eu rir.

Terminamos tudo e fui trocar de roupa e me maquiar, teria que esperar pelos cantores dentro do camarim, já que era uma exigência deles, se algo estivesse errado, eu arrumaria. Esperei por um tempo e eles chegaram, foram super educados, permaneci ali e quando me virei pra arrumar umas coisinhas fora do lugar, ouvi a voz dele. Ele é gostoso, eu confesso, arrogante também, não vou mentir que tinha vontade de dar uns beijos nele mas jamais admitiria isso em voz alta, essa informação ficaria comigo apenas. Óbvio que o abusado veio falar comigo, sabia que ele não perderia a chance de dar em cima de mim e eu que não sou boba nem nada, retruquei de maneira inteligente, até disse que iria pra cama com quem eu quisesse, a hora que eu quisesse, que eu que decidia aquilo, outra coisa que ele também não precisava saber, era que eu não ia pra cama com ninguém, afinal sou virgem, dei risada mentalmente dos meus pensamentos. Ele não se demorou por ali e foi com seu amigo baixinho e simpático até o camarote pra assistir ao show, continuei meu trabalho e quando o show acabou voltei até o camarim, pra ver se eles necessitavam de algo, quando eu estava saindo do mesmo, trombei com o Luan Gostoso Santana novamente, que me deu um sorrisinho e segurou meu braço enquanto passava por ele.


— Fez seu serviço direitinho hoje? — perguntou baixinho no meu ouvido.
— Vai a merda. — falei no ouvido dele também e me soltei de seus braços.
— Linda e boca suja. — ainda consegui ouvir antes de me afastar totalmente. Entrei no vestiário soltando fogo pelas ventas, cantorzinho metido, imbecil.
— Ele se acha né, só porque é um puta de um gostoso, um pedaço de mal caminho, não, um pedaço não, o caminho inteiro, eu não vou dar moral, como ele fala comigo desse jeito... "Fez seu serviço direitinho?" — imitei a voz dele. — aaaaah, arrogante, não tenho culpa se ele é um mimado e justo no dia que ele vem, as coisas não dão certo. — falei em voz alta, se alguém passasse por ali, certamente acharia que eu sou louca. Me troquei bufando de raiva desse imbecil e fui me despedir do Felipe, disse que tinha arrumado tudo e estava indo embora, senão perderia meu ônibus, sai as pressas dali, entrei no ônibus, cheguei em casa e fui comer e atualizar meu celular, no que eu abri meu whatsapp tinha mensagem do meu melhor amigo. 



















Depois de encerrar minha conversa com meu amigo, fui dar uma revisada na matéria, quando acabei tudo, já era 5 da manhã, resolvi que iria apenas tomar um banho, me arrumar, preparar o café e ir, já que o ônibus passava as 6:00 no ponto perto da minha casa. Essa era uma das piores partes de andar de ônibus, ter que sair tão cedo por ter que fazer trocas. Fiz tudo que precisava, comi um pão com uma xícara de café, peguei meu material e sai de casa. Cheguei na faculdade e fui direto pra minha sala, me sentei e esperei pelo professor, ele chegou e entregou a prova, respondi ela toda feliz por ter estudado tanto, sabia que tinha ido bem, logo após a prova, as aulas correram normalmente, sai as pressas da sala quando deu o horário, não tinha tempo de esperar as meninas e também queria a minha cama, precisava dormir nem que fosse uma horinha apenas. Cheguei em casa e ainda tive que ajudar minha mãe com o almoço e arrumar a casa, já que ela iria trabalhar e não tinha dado tempo pela manhã, ela tinha visto que eu havia ficado acordada até tarde e não tinha dormido, me deu um belo de um sermão, sobre minha saúde, provavelmente o mesmo que eu ouviria do Rodrigo pela noite. Terminei tudo era quatro da tarde, tomei um banho, coloquei um pijama fresquinho e desmaiei na minha cama, estava exausta. Acordei com vozes na parte de baixo da casa, o que não demorou pra porta do meu quarto ser aberta, quis manter meus olhos fechados, queria continuar dormindo, mas quem disse que meu amigo deixou?


— Você não dormiu essa noite né? — perguntou com os braços cruzados em frente ao peito, sério, na frente da minha cama, enquanto eu tentava abrir meus olhos.

— Eu tinha que revisar. — disse revirando os olhos e bocejando.
— Adianta revisar, ir bem em uma prova e ficar doente? — ele perguntou.
— Adianta eu ir dormir, ir mal na prova, reprovar e não achar um emprego que eu não precise ficar até de madrugada? — perguntei ficando mal humorada.
— Se você ficar doente não vai ter nenhum dos dois. — disse, mantendo o semblante sério.
— Sério que você vai fazer discurso e dar sermão logo agora que eu acabei de acordar? — perguntei com tédio. — to indo no banheiro. — avisei e levantei da cama.
— Tudo bem, mas volte sabendo que a gente vai conversar. — disse. Entrei no banheiro, lavei meu rosto, escovei os dentes, fiz xixi, lavei as mãos e sai do banheiro, olhando pra ele. — senta aqui vai. — bateu ao lado de onde ele havia sentado, me sentei e ele segurou minhas mãos, olhando em meus olhos. — eu não quero ser o amigo chato, que fica dando sermão, como se você fosse uma criança, mas é que as vezes, parece que você não tem a idade que tem. — quando eu fui contestar ele me interrompeu. — calma, deixa eu terminar. — ele disse e eu suspirei. — eu sei que você é madura, até demais, toma todas as responsabilidades pra você, por se sentir no dever de retribuir tudo que sua mãe fez por você. Só que não é bem assim meu amor. — ele disse e eu senti lágrimas descendo na minha face, que ele rapidamente limpou com as pontas dos dedos. — você precisa viver um pouquinho mais Eloá, você precisa fazer coisas que meninas da sua idade fazem e eu tenho certeza que sua mãe não vai te condenar por isso. Você tem que estudar? Ok, estuda. Mas não se mata assim não. Sua mãe me contou que você virou a noite e uma cabecinha cansada, não pensa direito e nem faz bem pra sua saúde, se você ficar doente, você vai faltar aula, vai faltar trabalho. E ai? Como você vai fazer? — ele me perguntou e eu baixei a cabeça, mexendo na mão dele. — Olha pra mim. — ele pediu e eu ergui meus olhos. — promete pra mim que vai se cuidar, porque senão, eu vou conversar com sua mãe e vou te levar comigo pro Rio e eu não estou perguntando se você concorda ou quer ir. Entendeu? — ele perguntou.
— Entendi. — respondi baixinho.
— Ótimo. — ele disse e sorriu.
— Agora posso ganhar aquele abraço que eu tanto esperei? — perguntei fazendo manha.
— Vem aqui dengosa. — me puxou pro seu abraço, que era o melhor. 

Ficamos juntos até a hora do show, me arrumei, arrumei o cabelo dele, comemos, fiquei vendo ele conversar com a minha mãe, grudada nele é claro, queria poder trazer ele pra pertinho de mim, amo tanto esse cara. Quando deu 22 hrs, ele me chamou, tinhamos que ir. Me despedi da minha mãe e saimos juntos. 
Fomos de táxi para o show, conversando ainda mais, o meu Diguinho contava como estava sendo a vida na estrada, da rotina e do reconhecimento que crescia a cada dia mais. Falou sobre as fãs que ele nem imaginava que tinha e das supostas loucuras que nos arrancaram boas risadas fazendo o táxi nos olhar preocupado pelo espelho. 

— E nenhuma namoradinha mesmo? Peguete? Nada? — perguntei abraçando seu braço.
— Nenhuma, também não estou com cabeça pra isso agora. — ele me disse.
— Ah não, e vai estar quando? — perguntei séria.
— Quando você desencalhar também. — riu da minha cara de "séria".
— Besta. — disse fazendo careta.
— Nenhum namoradinho viadinho não? — ele perguntou.
— Não, ninguém me quer sabe... — fiz drama.
— Duvido que não Eloá, duvido mesmo. Porque meus amigos veem as fotos e ficam babando, imagina aqueles caras que vão fazer shows onde você trabalha. — ele falou, me olhando desconfiado.
— Aí, mas aí estou em horário de serviço né Rô. — falei, jamais entregaria.
— E daí, eu te pegaria numa boa. — risos. — Trabalhando ou não. — ele disse com sorriso cafajeste. 
— Mas você fala isso porque somos amigos, pra eu não ficar tão mal assim. — brinquei.
— É a verdade, mas olha, não acho ruim você solteira não. Na verdade eu prefiro, assim não tenho que dividir minha Eloasinha com ninguém. — me abraçou beijando meu rosto. — Preparada para assistir o melhor show do país? — perguntou com olhar convencido. 
— Convencidinho você hein garoto. — perguntei erguendo as sobrancelhas 
— Realista, eu me garanto. — falou se gabando.
— Ui, senhor: eu sou demais, sou o foda. Mas sim, estou preparada. — disse.
— Sua mãe bem que poderia ter vindo, eu deveria ter insistido mais. — falou se lamentando. 
— Ah meu bem, pra tirar aquela ali de casa meu amor, só um milagre. Muito difícil. — brinquei.
— Percebi, não vi ela nem nas fotos lá da festa da produtora. — me falou.
— Ela não quis ir, falou que seria muita bagunça e que era coisa de jovens. — disse negando com a cabeça.
— Ela é jovem, se ela me quisesse. — mordeu os lábios e com isso ganhou um tapa no braço. — Pensa que lindo você me chamando de papai. — me provocou.
— Se liga Rodrigo, mais respeito com a minha mãezinha. — disse "brava".
— Ai bebêzona. — dizia rindo. — Chegamos. — me comunicou.
— Até que foi rapidinho. — falei corrigindo minha postura antes de abrir a porta e descer do carro, dando de cara com uma fila quilométrica de fãs do outro lado da grade esperando para entrarem na casa de shows.— Desce aí bonitão, dá um tchauzinho. — ele assim fez e a gritaria foi ensurdecedora. Vi Rodrigo dar tchau, mandar beijos e entrelaçar sua mão na minha enquanto estávamos entrando.
— Na hora hein. — o assessor dele disse assim que chegamos no camarim, sorri sem graça e ele já foi se aproximando.— Tudo bem Eloá? — me cumprimentou.
— Tudo ótimo, e você? — perguntei.
— Bem mais tranquilo agora que esse gato chegou aqui né. — bateu nas minhas costas. — Seu empresário agradece e minha conta bancária também. Vai se trocar, deixa pra namorar depois. — riu dando as costas, sentei no sofá e fiquei no celular dele esperando que o bonito trocasse de roupa para atender o pessoal do camarim.
— Rô, olha aqui, dá um tchauzinho. — chamei.
— O que você tá filmando aí?— perguntou desconfiado,
— Nada demais, só os bastidores. — ri tirando outra foto em seu snapchat. — Se preparem que agora o gatinho está trocando de camisa. — falei gravando vídeo, colocando a mão em parte da câmera. — Diguinho, lindo. Cadê o tanquinho? — brinquei com ele.
— Para, que eu vou filmar você também viu. — avisou.
— Eu não ligo, sou linda. — risos.
— Tonta, depois não reclama, vai ter troco. — disse sério.

Continuei enchendo o saco até ele sair da sala e ir para o espaço reservado para o atendimento, ele, o assessor e eu de câmera. 

— Olha como ele caminha. — ria. — Olha essa bunda, pode apertar Rô? — ele parou de andar e virou me pegando no colo. — Me solta vai. — disse dando um gritinho e rindo em seguida.
— Não, assim você sossega. — mordeu minha bochecha e foi caminhando comigo assim, nem parecia que eu pesava. Entramos na salinha no maior clima de descontração, sabia que algumas pessoas da equipe estariam ali, só não imaginei que fosse encontrar o baixinho que vive grudado no Luan conversando com a secretária do meu bonito. Ele nos olhou surpreso, ainda mais que eu estava abraçada com o Rodrigo e ele ainda me mordendo. — Oi, oi, oi pessoal. — me pôs no chão. — Boa noite. — sorriu adentrando um pouco mais. — E aí Rober, tranquilo cara? — se cumprimentaram e eu fiquei de canto na minha.
— Fala Rodrigão, tudo certo cara? — perguntou fazendo toque de homens.
— Ôh, certinho. — risos. — Elo, vem cá, esse é o Rober. Trabalha com o Luan e é um ótimo fotógrafo. — disse sorrindo.
— Hm... oi, boa noite. — falei sem muito entusiasmo.
— Boa noite. Sua namorada é? — perguntou me ollhando.
— Vou te deixar na curiosidade. — e realmente foi o que aconteceu, logo entrou o primeiro fã e eu esqueci do episódio um tanto constrangedor. Mas nada me tirava da cabeça que o tal do Rober estava sempre de olho em tudo o que eu fazia.

Terminou o atendimento e ele começou o aquecimento para subir no palco, participei de tudo, curtindo o momento e companhia do meu melhor amigo. Fizemos uma oração e ele subiu no palco, o acompanhei ficando na lateral e vendo tudo de um ângulo diferente. Rostos emocionados, casais apaixonados, trocas de olhares com o meu Diguinho lindo e até uma música dedicada a mim.
A última música foi tão linda que eu fiquei emocionada, até chorei. Ele se despediu do público e veio ao meu encontro, me abraçou, agradeceu por eu estar ali e beijou minhas lágrimas todo fofo. Sorrimos para o fotógrafo de sua fanpage e outra vez os olhos do Rober, desconfiados, nos observava. Ignorei e continuei do jeito que estava até que retornamos ao camarim.

— Foi lindo. — limpei o rosto. — Faz outro? — pedi sorrindo com as bochechas um pouco vermelhas. — Amei.

O show havia sido lindo, realmente maravilhoso. Ah, me dá tanto orgulho ver o meu menino realizando os seus sonhos. Desde criança o Rodrigo sonha em ser cantor, lembro das festinhas da escola, onde ele sempre era o que ficava com a parte da música. 
Hoje, poder vê-lo começar a realizar esse sonho é indescritível, me sinto uma irmã ainda mais babona do que já sou. Somos amigos da vida, parceiros por opção e irmãos de coração. O melhor de tudo é saber que o sentimento é completamente recíproco e que para ele sou a irmã mais nova que nunca teve.

— Não queria que você fosse embora! — pedi, fazendo um bico. 
— Que dengo, meu Deus! — Rodrigo riu, puxando-me para os seus braços. 
— É sério, você tá demorando muito a aparecer! — reclamei, cheia de razão. 
— Você trabalha esse feriadão? — perguntou. 
— Não. O Herman vai visitar a família em Petrópolis e a casa de shows vai fechar amanhã, sexta, sábado e domingo. — respondi, franzindo as sobrancelhas. — Por que? — indaguei. 
— Por que cê não vem pro Rio comigo? — ele convidou, sorrido. 
— Pro Rio?  Ai, não sei. — suspirei, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. 
— Deixa de bobagem, nem tem aula mesmo e tenho certeza que a Tia nem vai reclamar. — ele deu de ombros. 
— Será? — falei em dúvida. — Ai, tudo bem. — concordei, suspirando. 
— Fechou então. Vamos passar na sua casa, cê faz as malas e partimos direto para a minha casa. — ele falou animado, apertando seu braço em torno de mim. 
— Fica resolvendo minha vida, eueim. — brinquei e ele riu. 
— Idiota. — resmungou, bagunçando meu cabelo. 

Fechei meus olhos e relaxei ali, estava cansada e nada melhor do que descansar no “colo” do melhor amigo. Estava quase dormindo quando o carro passou num quebra-mola, me fazendo despertar. Ainda estava aninhada ao corpo de Rodrigo, que agora mexia no celular enquanto tinha um sorrisinho sacana no canto dos lábios. 

— O que é que cê tanto mexe aí em? — perguntei, esticando o pescoço para ver do que se tratava. 
— Você não tava dormindo? — ele abaixou a cabeça para me encarar e ergueu uma sobrancelha. 
— E quem dorme com esses quebra-molas da vida?! — resmunguei e ele riu. — Mas não me enrola, o que é que cê tá fazendo aí?
— Você viu aquela ruivinha que estava na frente do palco, de vestido preto e salto alto? — ele perguntou ainda sorrindo. 
— Vi sim. O que tem? — indaguei. 
— Então, ela me passou o número dela. — ele piscou para mim, que gargalhei. 
— Você não vale nada! — falei ainda rindo. 
— Que calúnia! — ele semicerrou os olhos. 
— Não pode ver um rabo e saia. — resmunguei de brincadeira. 
— Ah, mas não iludo nenhuma delas. — ele deu de ombros, defendendo-se. 
— Eu sei, mas isso não te faz menos cafajeste! — pisquei para ele. 
— Ridícula! — acusou-me. 
— Tá errando as bolas, é querido? Meu nome é Eloá e não Rodrigo. — debochei, ouvindo sua risada logo em seguida. 
— Ai, eu tava com tanta saudade disso. — ele confessou, se ajeitando e apoiando a cabeça em meu peito. 
Levei minhas mãos até os seus cabelos, fazendo um cafuné. 
— Das nossas idiotices? É, eu também. — assumi. 

Rodrigo sorriu, depositando um beijo no meu queixo e voltando a aninhar-se em meu peito. Não demorou para que chegássemos a minha casa, descemos juntos e o motorista permaneceu no carro, nos esperando. 

— Vão sair de novo? — minha mãe perguntou, aparecendo na porta do meu quarto. 
— Na verdade tia, eu convidei a Eloá para passar esse feriado junto comigo no Rio… A senhora deixa né? — ele perguntou todo sério e eu segurei a vontade de rir. 
— Pode ir sim, contando que se divirta muito. — minha mãe falou sorrindo. 
Pisquei para ela. 
— Podexá que essa parte é comigo! — ele deu de ombros, abraçando minha mãe. — E aí, a senhora já pensou na minha proposta? — ele perguntou e eu ri, já sabendo do que se tratava. 
— Pensei em quê? — ela perguntou, claramente confusa. 
— Uai, já esqueceu? Não acredito! — ele se fez de indignado. 
— O quê, menino? — ela resmungou. 
— Na minha proposta de casamento! A gente casa nas ilhas Maldivas, o que acha? — continuou. 
Minha mãe revirou os olhos, enquanto ria. 
— Toma tento menino, cria tudo menos vergonha nessa cara né? — ela resmungou pra ele, que riu, beijando os cabelos dela. 
— Vocês vão agora é? — ela perguntou, abraçando ele pela cintura, de lado. Seus olhos fixos em mim. 
— Vamos sim. Só passamos aqui para falar com a senhora, pedir permissão e pra Eloá fazer as malas. — Rodrigo respondeu. 
— Aham. Quer ajuda, filha? — perguntou. 
— Não, eu faço rapidinho. — dei de ombros, puxando minha mala de debaixo da cama e pondo-a sobre a cama, abrindo-a em seguida. 
— Sendo assim, vou passar um cafézinho. — ela resmungou. 
— Opa, vou descer junto que seu café não é algo que possa ser dispensado. — Rô brincou, piscando para mim. 

Os dois saíram do quarto e eu abri meu guarda-roupas, escolhi minhas melhores roupas de calor e biquínis também. Pode até soar estranho, mas embora eu vá bem pouco na praia, amo comprar biquínis, saídas, amo o mar. Se eu pudesse, moraria de frente para ela, porém… querer não é poder. Arrumei a mala com tudo o que eu iria precisar nesses quatro dias, peguei uma necessaire e pus o restante das coisas e por fim minha bolsa normal, onde estavam meus documentos, dinheiro, maquiagem. 

Troquei de roupa, colocando uma calça jeans, uma regatinha preta e um casaco amarrado na cintura, calcei meu tênis e prendi meu cabelo em um coque frouxo no alto da cabeça. Peguei minha mala, a necessaire e a bolsa e levei até a porta do quarto. 

— Rodrigo! — gritei. 
— Já vou. — ouvi sua voz, gritando. 

Ele logo apareceu e fez careta ao ver do que se tratava. 

— Bora filhinho, mostra para que servem esses músculos. — zombei, batendo em suas costas enquanto ele descia com a minha mala. 
— Para, idiota. — ele disse rindo. 
— Quantos anos você tem em? — minha mãe reclamou comigo quando paramos no pé da escada. 
— O que eu fiz? — perguntei indignada. 
— Fica gritando sendo que já alta madrugada. — ela me repreendeu e o Rodrigo riu. 
— Babaca. — falei para ele. 
— Oush, o que eu fiz? Maluca! — ele devolveu e escutei minha mãe rir. 
— Duas crianças, meu Deus. vela resmungou. 

Chamamos o Touro no carro e tomamos café juntos, depois nos despedimos da minha ma~e e depois dela nos abençoar, seguimos direto para o aeroporto. O voo foi tranquilo e quando chegamos no Rio de Janeiro já eram quase cinco da manhã. Touro levou minhas malas e Rodrigo se virou com as dele. 

— Perdeu playboy, a patroa agora sou eu. — brinquei com ele, que mostrou-me o dedo do meio. — Larga esse celular. — reclamei quando adentramos o carro e revirei os olhos. 
Rodrigo riu e me encarou. 
— Olha a nude que eu recebi. — ele pôs o celular na minha frente, mostrando-me uma foto da ruiva pelada. 

— CREDO SEU ESCROTO, EU NÃO QUER VER ISSO. DESNECESSÁRIO, RODRIGO! — gritei, fazendo-o gargalhar.


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Capítulo 08 no ar! haha
E aí, o que estão achando da fanfic até agora?
O Rodrigo é um amor, não é?! *--*
Obrogada por todos os comentários no último cap e continuem comentando bastante! 💖
Um beijo do trio aqui! 💖