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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Capítulo 25

— Eloá Andrade


Eu não queria admitir, mas estava cheia de vontade de ir para o show que Luan faria aqui no Rio. Por hora deixei isso de lado e preferi aproveitar mais meu primeiro dia de viagem, estava animada e confesso que ansiosa por isso.


— Então nós vamos, né? — perguntou depois de mergulhar mais uma vez, franzi o cenho e ele deu risada.– No show, Lolô. — revirou os olhos.
— Só assistir, não é? Não precisamos ser vistos... — falei meio apreensiva.
— Tá querendo se esconder de alguém? — ele ria mais ainda, me deixando sem graça. — Não vai nem mandar uma mensagem dizendo que nós vamos? — me encarou.
— Hm... não. — dei de ombros, mas estava confusa.
— Entendi. Você quer fazer uma "surprise". — ele brincou.
— Surpresa pra ninguém, eu hein, Rodrigo. Você tem cada ideia furada. — me estressei.
— Eu? Imagina, Eloá... não tenho ideia nenhuma. — ele ainda ria.
— Péssimo. Vou sair um pouco, quero ficar no sol! — resmunguei.
— Eu te ajudo, perae. — me pegou no colo e saiu em direção a areia onde estavam nossas mulheres, mamãe, a tia Nana e a vó Thereza. — Entregue.
— Todo engraçado, você. — falei bicuda e elas davam risada, assim como ele que deu de ombros e se sentou na areia mesmo. Puxei uma cadeira e peguei meu celular que estava em cima do shorts, que eu vestia antes.
— Já vai avisar que estamos aqui? — Rodrigo perguntou para me zoar e eu revirei os olhos, negando com a cabeça em seguida e minha mãe franziu a testa, tentando entender a conversa. — Fala a verdade, vai. — reprimiu um sorriso e eu bufei.
— Aí me deixa, menino. — ralhei.
— Tão vendo né? A gente chama a amiga pra passar uns dias com a gente e ela te troca por um celular.
— Tô postando uma foto minha, posso? — encarei-o.
— Só de biquíni? — franziu o nariz.
— Esses dois, viu. Vai dar casamento. — Vó Thereza, brincou.
— Que isso vó, essa menina aqui é como uma irmã. Sem segundas intenções! — ele falou rápido, enquanto nós dois fazíamos caretas.
— É isso mesmo, vó. — reforcei. — Rô, vamos no quiosque comigo? Quero um suco. — convidei, mas na verdade queria falar sobre o show.
Estava ansiosa e nervosa com a possibilidade de ver Luan hoje.
— Já aproveita e pede uma cervejinha pra gente. — minha mãe pediu e eu a olhei de boca aberta, ela riu e eu saí puxando o grandalhão.
— Só vai a gente pro show? — perguntei como quem não queria nada.
— E o Touro, né. — deu de ombros.
— Você não tem amigos aqui, não é? — perguntei enquanto íamos andando até o quiosque.– Sei lá, uma galerinha?! — acrescentei.
— Até tenho, mas é época de férias, Lolô. Geral viajando, sabe como é… — ele deu de ombros outra vez.
— Ai, é mesmo. Tinha esquecido disso... Mas também não vai ser a primeira vez que vamos só nós dois em um show... lembra no show do Maroon 5? — sorri empolgada.
— Não tinha um mais recente, não? – ele debochou e eu ri, negando. — Foi foda mesmo. — comentou.
— Sim, melhor show da vida. — suspirei ao lembrar do vocalista maravilhoso da banda. Entramos no quiosque e deixei Rodrigo fazer os pedidos enquanto ia ao banheiro, estava apertadíssima e precisava muito fazer xixi. Quando voltei ele já estava com o meu suco e disse que havia pedido algumas porções, que já podíamos voltar para debaixo do guarda sol.
— Filha, a água está muito fria? — mamãe perguntou.
— Não muito, na verdade está muito gostosa mãe. Uma delícia. — comentei me acomodando outra vez na cadeira, Rodrigo sentou no colo da mãe e depois escorregou para a areia, se ajeitando e apoiando a cabeça nas minhas coxas. — Tá cansadinho, é? — fiz voz de criança e todos riram.
— Tô com fome. Mãe… — ele resmungou, chamando-a.
— O camarão daqui é uma delícia. — ela respondeu.
— Eu pedi, mas demora uns minutos pra chegar. — Rodrigo fez careta.
— Aquele carinha tá vendendo alguma coisa de comer. — apontei para o ambulante que estava há poucos metros de nós, mas não demorou muito para se aproximar. Ele estava vendendo amendoim e pururuca. Eu peguei duas, mais um amendoim... estava uma delícia com um suco de laranja fresquinho.– Eu amo estar de férias! — suspirei e todos deram risada.
— Aproveita, minha filha, aproveita que você estudou foi demais esse ano. — mamãe não perdeu a oportunidade de reclamar, mesmo que no fundo eu soubesse que se orgulhava das minhas notas e do meu empenho.
— Pode deixar, dona Rosângela. — eu disse antes de voltar a mastigar e deixar que entrassem em outros assuntos, um deles foi eu estar solteira desde que Bruno foi embora. "Mas você é tão nova, querida" "um mulherão desses", entre outros comentários passamos o dia.


Voltamos da praia já era noite, entramos nos quartos e eu segui para um banho caprichado para tirar toda a areia do corpo e do meu couro cabeludo. Ao sair e depois de me secar melhor, vesti uma saia, blusa de alcinha e continuei calçada com os meus chinelos. Deixei a toalha enrolada na cabeça enquanto passava o hidratante corporal e facial. Estava sozinha quando Rodrigo invadiu o quarto e deitou na cama, todo espaçoso. — O que? — fiz careta, observando-o todo esparramado ali.


— Minhas costas estão ardendo. — ele choramingou.
— Se você tivesse passado protetor...— dei de ombros, acusando-o.
— Nem lembrei. — falou, fazendo careta.
— Deixa eu ver. — ele deitou de barriga pra baixo e as costas dele estavam vermelha por inteiro, principalmente nos ombros. Levantei e peguei na minha mala, dentro da necessarie, um pós-sol e espalhei onde ele mais reclamou. — Pronto, criança, agora melhora. — fechei o frasco e o guardei.
— Licença. — olhei para a porta e lá estava a vó Thereza sorrindo, já de pijama. — A comida está pronta.
— Estamos descendo, vó. — ele respondeu, se levantando.– Vem, coisinha.
— Coisinha, Rodrigo? — olhei-o com indignação.
— Sim, minha coisinha linda. — mordeu minha bochecha e me puxou pela mão. — Tá com fome?
— Não muita. Vou comer um pouco pra não dormir com o estômago vazio! — dei de ombros.
— Gorda. — ele acusou e eu dei risada.
Descemos e encontramos as três Marias na cozinha, terminando de pôr a mesa e logo nos acomodamos para jantar e em seguida ir dormir.


Na quinta feira eu acordei tarde, talvez por saber que estava de férias e que o meu corpo realmente precisava de descanso. Ainda acordei e fiquei na cama, rolando de um lado para o outro, levantei e fui ao banheiro, voltei para a cama e peguei o celular.


— Bandida! Foi para o Rio de Janeiro e nem pra chamar as amigas que também estão de férias. — escutei o áudio que a Jess mandou no nosso grupo, dando risada em seguida.
— Vim de última hora, nem deu tempo de avisar. — me defendi.
— Fala a verdade, vai..  Não queria a gente aí. — Brenna se manifestou, rindo.– Muitos boys sem camisa?
— Graças a Deus, sim, bastante. — ri.
— Vai hoje no show do Luan? Eu vi na agenda que ele tem show aí... Não tente me enganar. — revirei os olhos e ia responder quando a Bre mandou outro áudio.– E mais, ele acabou de chegar no Rio. Tem fotos dele num iate.
— Ah, o Rodrigo comentou alguma coisa do tipo. Ainda estamos vendo de ir ou não. — respondi tranquila, sem deixar na cara meu entusiasmo, que me sufocava por dentro.
— Nossa, que seca. Eu estaria louca, procurando o que vestir de mais bonito pra encontrar o boy e você aí fazendo pouco caso! Aí Eloá, me ajuda né!? — Jessica e seu histerismo por LUAN SANTANA.
— Até eu que sou mais besta, estaria eufórica. Você tem que ir, Eloá, tem que ir e pegar ele de novo. — Brenna sussurrou, provavelmente estava perto de algum curioso.
— NÃO. — acabei falando alto.– Não que eu não queira ou não tenha interesse, é que sei lá... todo show aqui é muito visado e se eu for já vai ser motivo de fofoca por estar com o Rodrigo e tal. — argumentei.
— Aí que preguiça de você, vou até levantar pra tomar um banho. — Brenna respondeu, bocejando.
— Miga, vai ser só mais uma nota em site... quem prova? — Jessica comentou tranquila, e ela tinha razão.


Sim, iríamos para o show. Mas eu não estava na intenção de ficar com ele outra vez, não sabia nem como ele iria me receber. Parei de fofocar com as meninas e entrei no insta onde a primeira foto era o Luan em solo carioca, estava lindo sorrindo. Curti e continuei fuçando em outros igs até minha mãe entrar no quarto, toda sorridente e de vestido.


— Bom dia, querida. Hora de levantar, não acha?
— Ai não, mãe. — virei de costas para a janela, sabendo que logo as cortinas seriam abertas e cobri o rosto com um lençol. — Tô de férias. — resmunguei e ouvi sua risada.
— Por isso mesmo. Tem que levantar cedo pra começar aproveitar bem cedinho. — abri os olhos e a claridade já invadia o cômodo inteiro, sentei na cama e voltei a fechar os olhos.
— Levanta, preguiça. — Rodrigo entrou sorrindo no quarto, com a camisa toda suada.– Tô te esperando pra tomar café! — avisou.
— Cinco minutos. — levantei num pulo e corri para o banheiro, lavei o rosto e fiz um coque do jeito que deu e sai. — Tô pronta. — falei.
— Viu tia Rô, tem que usar a palavra mágica?! — ele falou, se achando e nós duas franzimos as sobrancelhas.
— Palavra mágica, Rodrigo? — minha mãe perguntou, sem entender nada do que ele dizia.
— Comida. — piscou pra ela e levantou da cama, minha mãe deu risada e saiu do quarto junto conosco.


Descemos para comer e enquanto estávamos à mesa fizemos a programação do nosso dia. Mais praia. E não, eu não me cansava, até porque em São Paulo não tinha muito tempo para desfrutar disso.
Ajeitamos a cozinha e subimos para nos trocar, ele foi tomar banho por estar todo suado dos exercícios matinais e eu apenas me molhei rapidinho, vestindo um biquíni em seguida, continuei com os cabelos presos num coque e peguei na mala o protetor solar.


— Passa pra mim? Não quero ficar com as costas ardendo de novo, não. — meu amigo resmungou.
— Tá, me dá aqui. — peguei da mão dele o frasco com o produto e coloquei um pouco nas mãos, estiquei os braços e comecei pelos ombros. — Senta aqui na cama pra eu espalhar direito. — pedi.
— Baixinha. — ele sussurrou, mas eu ouvi.
— Sua mãe. — resmunguei.
— Também. — deu risada.


Espalhei o protetor nele e depois ele em mim. Coloquei óculos escuros e uma canga, coloquei na sacola de praia o protetor, caixinha do óculos e meu celular, e fomos.
Ficamos boa parte da manhã ali, voltamos para casa, almoçamos e nos deitamos um pouco para descansar. Acordei com a visão maravilhosa do sol se pondo pela janela. Fiquei debruçada na janela olhando e em seguida fui tomar um banho para começar me arrumar para o show que seria mais a noite.


Entrei de cabeça debaixo do chuveiro e comecei meu banho lavando os cabelos para depois passar uma máscara pra dar mais brilho, e deixar enquanto estava me ensaboando. Enxaguei, escovei os dentes, tirei todo o creme do cabelo e fechei o registro do chuveiro. Enrolei uma toalha na cabeça e sai do box para me secar, enrolei a toalha no corpo e saí do banheiro.


— Vai sair, querida? — mamãe perguntou.
— Vou sim, mãe. Eu e o Rô iremos em um show aqui perto. — falei andando pelo quarto, caçando minha mala.– Mãe, a senhora viu onde está a minha... — coloquei a mão na testa e ela apontou para a cadeira e a bendita mala estava atrás. — Linda. — agradeci.
— Show de quem? — franziu as sobrancelhas.
— Luan Santana. — foi escutar o nome dele, que a minha mãe abriu um sorriso do gato de Cheshire e me olhou toda desconfiada, eu já estava ficando sem graça.
— Ele que te convidou foi? — perguntou baixo, como se fosse um segredo e eu ri.
— Não, mãe. — sentei no colchão, depois de arrastar a mala para mais perto de mim. — Ele nem sabe que estamos indo! — Ué, mas vocês não são amigos? — sentou na cadeira e cruzou as pernas, típico de quando queria saber se alguma coisa.
— Somos, mas não de se falar todos os dias, toda hora. — expliquei.
— Vocês se beijaram já, não é? — ela riu eufórica, me encarando.
— Mãe! — a repreendi, enquanto sentia meu rosto esquentar.
— E ele beija bem? — ela continuou, se divertindo as minhas custas.
— É cada pergunta que a senhora me faz. — reclamei.
— E você foge de todas elas. — arqueou a sobrancelha, cruzando os braços enquanto ainda me encarava. — Já sabe o que vestir? — indagou.
— Nada muito cheio de frescura. — mordi meu lábio inferior.
— Como você quer conquistar o rapaz assim, minha filha? — ela perguntou indignada.
— Dona Rosângela Andrade, eu estou indo apenas assistir um show, me divertir ao som de uma boa música. — suspirei, tentando convencer a mim mesma de que não estava tão afoita quanto minha mãe.
— Não vão nem se ver? — perguntou com um tom de frustração.
— Ai mãe, a senhora tem cada ideia. — ficamos conversando durante toda a minha busca por uma roupa, deixei quase todas as peças da mala espalhadas em cima da cama. Passei o trinco na porta e comecei a provar cada uma delas.– Essa não, né? –me olhei no espelho, virei de um lado para o outro e não curti.– Hm, hm... não.
— Mas ficou bonita, eu gostei. — ela deu de ombros.
— Ficou muito cheguei... não quero. — fiz careta.
— Vê aquele vestido branco com os detalhes em preto. — apontou, eu olhei, vesti e ainda não era o que eu queria. — O rosa? –neguei. Provei alguns shorts, mais vestidos, arrisquei uma calça e por fim escolhi uma saia com estampa e uma blusa neutra e nada chamativa.– Você vai com isso? — ela perguntou, incrédula.
— Tá feio? — perguntei e ela torceu o nariz, olhou, olhou, olhou e disse que não. — Mãe! — suspirei.
— É que ficou apagadinha, mas não ficou feio, não. — tentou explicar.
— Nossa, mãe, apagadinha? — perguntei indignada e ela riu baixo.
— É. — deu de ombros. — Mas se você gostou...— deu de ombros.
— Vou ver, tenho um tempinho pra decidir até a hora de sairmos. — comentei despreocupada, tirando a última troca e vestindo meu pijama.
— Precisa de ajuda com alguma coisa? — ela perguntou.
— Não, pode ir. — beijei seu rosto e ela desceu.
Sentei na cama e comecei a dobrar as roupas que estavam bagunçadas. Fechei a mala e peguei o celular.

— Vamos sair daqui às 21h. — ouvi a voz de Rodrigo e assenti.
— Bater na porta é bom às vezes, não acha? Eu poderia estar pelada, sabia? — semicerrei os olhos e ele fez careta.
— Pra mim não ia fazer diferença. — deu de ombros, tirando minha toalha da cadeira e sentando. — Tô pensando em levar uma amiga. — mordeu o lábio inferior.
— Lá vem você com essas piriguetes peitudas. Não vou ficar de vela! — avisei.
— É perigoso eu ficar de vela, porque né...— ele deixou a frase no ar, me olhando com deboche.
— Haha... engraçadinho você, não?! — revirei os olhos.
— Tava procurando roupa é? — ele perguntou.
— Estava e quase que não acho nenhuma. — bufei.
— Mulheres. — revirou os olhos.
— Fica quietinho, fica, Rodrigo. — joguei uma blusa nele, que segurou rapidamente, rindo.
— Avisou a ele que estamos indo? — perguntou.
— Por que todo mundo pensa que eu e o Luan nos falamos todos os dias? — ri.
— Só nas datas comemorativas, né?!  — ele riu.
— Palhaço. — tentei ficar séria, mas acabei rindo também.
— Que você ama. — ele piscou.
— Ainda bem que você veio aqui... — comecei e ele me olhou torto,me fazendo reprimir um riso.– Eu não trouxe meu secador. — fiz bico.
— E? — ele arqueou apenas uma sobrancelha.
— Preciso do seu emprestado, pega lá, Rô. — mandei beijo e dei uma piscadela.
— Daqui a pouco. —  ele resmungou e ficou lá enrolando no celular, não demorou e a tia Nana veio trazer.
— Sem vergonha, fez sua mãe trazer aqui, Rodrigo? — reclamei quando ela saiu.
— Ela estava online no whats. — deu risada e eu bufei.
(...)
Cabelos secos, maquiagem feita e bolsa arrumada apenas com RG, dinheiro, maquiagem e espaço para o celular.
— Queria entender porque mulher demora tanto para se arrumar. — Rodrigo resmungava sentado na poltrona, todo largado.
— Eu só estou esperando minhas unhas secarem pra trocar de roupa. Eu tô pronta! — revirei os olhos.
— Eu tô pronta. — ficou me imitando.– Vai demorar muito? — indagou.
— Faz essa carinha outra vez? — pedi pegando o celular e tirei uma foto dele.– Vou postar.
— Tô lindo mesmo, gostoso pra cacete. — ele brincou e eu ri.
{Legenda: ~esperando a amiga mais legal ficar pronta ❤~}
Depois de publicar a foto eu o expulsei do quarto e troquei de roupa, calcei os saltos e desci, encontrando minha mãe, a tia Nana e a vó Thereza sentadas no sofá, conversando.

— Uau, que linda! — tia Nana elogiou.
— Obrigada, tia. Cadê o Rodrigo? — ela apontou com a cabeça e ele descia todo arrumado, e com duas camisas nas mãos.
— Essa ou essa? — mostrou as duas e o voto foi unânime, ele deixou uma no sofá e vestiu a outra correndo. — Vamos, atrasamos demais já?! — falou rápido.
— Eu já estava pronta. — mostrei a língua. — Tira uma foto minha antes de irmos? — pedi.
— Dá aqui, vai. — pediu, me apressando. Ajeitei o cabelo e posei algumas vezes, agradeci e saí com ele me puxando.
— Tchau, tchau. Até mais tarde amores da minha vida! –dizia ele, também mandei um beijo antes de ser puxada outra vez.
— Juízo e aproveitem o show, tá? — dona Rosângela disse, sorrindo toda travessa.
— Sem dúvidas. — Rodrigo riu, compactuando com ela e nós saímos.
Enquanto eles falavam algo sobre qual era o melhor caminho, editei e foto que Rodrigo havia tirado minha e postei.
eloaandrade Hoje é dia sertanejo, bb!  #LuanSantana #Errejota

Tudo bem que tínhamos previsão de sair de casa às 21 horas da noite, mas atrasamos e entramos no carro 22h13 para ser mais exata. Touro quem dirigia, Rodrigo e eu fomos atrás e no maior papo. Chegamos no lugar onde aconteceria o show e não encontramos uma enorme fila, até porque os portões costumam abrir uma ou até duas horas antes do horário de iniciar o evento.
Entramos no estacionamento e depois de escolher uma vaga tranquila, Touro estacionou e nós descemos. Baixei um pouco mais a saia, arrumei a alça da bolsa e esperei os bonitos.
— Cadê os ingressos? — perguntei.
— Com o Touro, comprei para o camarote. Fica bem pertinho do palco, você vai conseguir ver o seu amado perfeitamente! –Rodrigo zombou, rindo muito enquanto eu lhe fazia caras e bocas. — Bicuda. — apertou minha bochecha esquerda.
— Muito engraçadinho você, não é?! — semicerrei os olhos.
— Ô patrão, ela é brava. — Touro também caiu na pilha e enquanto andávamos pelo estacionamento eles me zoavam.
Entramos no grande salão e estava muito, muito, muito cheio, nossa entrada ficava para o lado esquerdo então teríamos que passar por uma galerinha até conseguirmos subir. Rodrigo foi reconhecido e tietado por algumas pessoas, até mandou beijos e fez joinha para fotos. Passamos por alguns seguranças e colocamos a pulseira.
— Agora sim. — ele disse sorrindo quando avistou o bar vazio, dei risada.
— Cachaceiro da bexiga. — falei ainda rindo.
— Graças a Deus, é minha folga e suas férias. — piscou. — Quer tomar alguma coisa? — perguntou-me.
— Não, eu tô de boa. — respondi me acomodando num sofazinho que ali estava. Como de costume peguei o celular e mandei uma mensagem para a minha mãe, avisando que nós já havíamos chegado e estávamos esperando pelo começo do show. — Nossa, o palco é baixinho... e o camarote é bem perto. — comentei.
— E é mesmo. Mas sabe que eu gostei?! E você? — me olhou.
— Eu o que? — franzi as sobrancelhas.
— Gostou? — indagou e eu assenti. — Tá bom. Vem cá, tira uma foto comigo..  — juntos tiramos uma selfie que segundos depois estava em seu Instagram, curti e comentei um coração.
rodrigomarim Showzin com a melhor! #LuanSantana #ÉSertanejoRapá

— Deve ser o segundo show dele que eu venho como espectadora. — comentei me aproximando da grade e observando o mar de gente que se formava na pista.– Sempre lota. — falei ainda mais admirada, olhando para os cartazes ainda enrolados como grandes canudos e pelúcias também.
— Meu sonho! — Rodrigo comentou com um grande sorriso em seu rosto.
— Sonho que está se realizando, Rô, tenho muito orgulho do artista que você é e se torna melhor a cada dia. — o abracei de lado e voltamos a conversar sobre a estrutura do palco.

Luzes para todos os lados, telões e toda a aparelhagem.
Uma gritaria ensurdecedora atraiu minha atenção e não era o início do show e sim um representante (patrocinador) que saiu de trás das cortinas para agitar ainda mais. E foi aquela coisa, né? Camisetas arremessadas, copos de acrílico e um "daqui a pouquinho teremos Luan Santana nesse palco". Eu entendia muito bem como funcionava o backstage, sabia que quando um artista estava atrasado ou algo não estava de acordo esses sorteios aconteciam. O famoso "ganha tempo".

Pegamos uma bebida cada um e voltamos a comentar sobre o ambiente, as pessoas que estavam chegando no camarote e dentre eles atores de novelas, vi dois apresentadores também, fora cantores cariocas que atraíram a atenção do público que gritava sempre que um deles apareciam na grade.
— Ai, não começa logo. Ele está meia hora atrasado! — falei tomando o restante do drink e cruzando os braços, Rodrigo desviou a atenção do celular e me olhou rindo. — O que foi?
— Tudo isso é saudade? — zombou e eu bati em seu ombro.
— Cala a boquinha, tá? — virei de costas pra ele e escutei uma voz de mulher bem próxima.
— Rô! Não sabia que iria te encontrar aqui. — virei outra vez e encarei a loira peituda que estava cheia de sorrisos. — Já estava até com saudades, você não me ligou mais... — ela comentou, agora mais baixo e sugestiva, ele coçou a cabeça meio desconcertado e ela olhou pra mim. Olhou não, me mediu. Mediu de cima a baixo. — E você, quem é? — ela perguntou com pouco caso.
— Eloá. Estou com ele. — apontei com o queixo para meu amigo, que assentiu, confirmando.
— Ah, vocês são... nossa eu não sabia que... — ajeitou uma mecha do cabelo e eu continuei séria.
— Essa é a Lorena, Eloá. Uma colega minha.
— Nossa, colega? — indagou ofendida e eu não escondi o sorriso irônico, ela logo caçou um jeito de sair dali e nós dois demos risada.
— Começou cedo hoje hein. — falei.
— Odeio mulher chiclete. Fiquei com ela uma vez e toda hora ela quer mandar mensagem, saber quando vamos nos ver de novo. — ele suspirou.
— Nisso que dá ser galinha. — revirei os olhos. — Mais um? — levantei o copo e ele se ofereceu para ir buscar.

Nesse meio tempo um rapaz se aproximou de mim. Bonito, mas muito do mal educado. Chegou sendo escroto, querendo pôr a mão em mim e falar no meu ouvido.

— Ficou louco? Quem é você? — falei brava.
— Calma, só queria te conhecer melhor. — sorriu malicioso.
— Pois perdeu o seu tempo, eu namoro e estou muito bem acompanhada. –falei e ele riu.
— Namora? Cadê a aliança? — desafiou, rindo.
— É da sua conta? — cruzei os braços e ele riu debochado. Olhei para o bar e Rodrigo vinha na minha direção com a testa franzida, e o Touro do mesmo jeito.– Amor, que bom que você voltou. –falei assim que ele chegou até nós.
— Ainda bem mesmo. Ele está te incomodando? — Rodrigo falou comigo, mas enacarava o cara.
— Não, não cara... estou de saída. Bom show pra vocês aí. — ele falou rápido e saiu apressado, se dispersando entre as pessoas.
— Ô amor... — meu amigo me imitou. — ...Tá arrasando os corações hein. — zombou.
— Pensei que ele fosse me agarrar. — falei ainda brava.
— Ele não é louco, não, Eloá. Nunca que eu ia deixar uma coisa dessas! — respondeu sério, achei fofo e acabei sorrindo.

Nos posicionamos melhor e no telão principal começou a contagem regressiva, em seguida as luzes se apagaram... a voz do Luan tomou conta do ambiente em um texto de abertura que me causou arrepios de início e num piscar de olhos lá estava ele em cima do palco. Lindo, sorrindo! Estávamos tão perto. As luzes no camarote estavam apagadas, pode ser que ele não tenha me visto, mas eu o via e estava de bom tamanho. Senti uma alegria enorme de estar ali tão perto.
Ele cantou a primeira música inteira para depois cumprimentar seu público, dizer que estava feliz em voltar a cidade e das fãs que estavam lindas e mais algumas palavras antes de dar continuidade ao show. Agitada ou lenta, cada música tinha sua maneira de prender a atenção e mexer com a emoção de quem assistia, pois eu tive a sensação de que trocamos olhares, compartilhamos sorrisos e tivemos uma sintonia com a energia que nos rodeava o tempo todo. Li em alguns cartazes meninas pedindo para ser "garota chocolate" e fiquei boiando, querendo saber que garota era essa e o "por quê?" do nome. Perguntei ao universitário Rodrigo e nem ele soube me dar uma resposta.
O Rô se afastou outra vez dizendo que iria ao banheiro e pediu pra eu continuar ali que ele voltava em dois minutos. Só que nesses dois minutos apareceu um cara cutucando meu ombro, olhei já imaginando ser outro "babaca" e dei de cara com um rapaz com a blusa da produção do bonitão. Ele veio com uma conversa mole de que era para uma participação rápida em uma das músicas e riu quando eu disse que não sabia cantar, explicou como funcionava e perguntou se eu aceitava. Óbvio que não!
— Ela vai sim, eu seguro isso. — Rodrigo pegou minha bolsa, o celular e me deu um empurrãozinho.

O rapaz me pegou pela mão e foi caminhando comigo por entre as muitas pessoas que estavam ali embaixo. Passamos pela grade de isolamento, os seguranças e não demorou para que estivéssemos na lateral do palco. Meu coração estava batendo muito acelerado, minhas pernas estavam estranhas e eu queria sair correndo dali.
— Ai meu Deus, e agora? — falei sozinha, olhei para os lados e avistei o baixinho, que eu já “conhecia”, acenando, dei sorrisinho e voltei a prestar a atenção na letra que estava sendo cantada.
— De chocolate nosso amor é feito, então não tem jeito, gruda em mim. Isso não é só confeti me abraça e enlouquece, meu vício sem fim. Alô doçura isso é mais que uma serenata de amor. — a letra em si era uma gracinha e eu já havia lido algo parecido, mas não de maneira cantada. Sei que na parte em que a música voltou a repetir, ele veio na minha direção e me pegou pela mão, eu não queria ir, estava assustada e não sabia o que fazer, mas ele me puxou e aos tropeços estava eu lá no meio do palco, morta de tanta vergonha, querendo esconder o rosto e ele olhando nos meus olhos, rindo. — Você é mais preciosa e bem mais brilhante que um diamante negro. — cantava acariciando meu rosto, colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e beijou meu rosto. Segurei os lados de sua camisa e ele meio que dançou comigo, antes de me entregar um chocolate na boca e finalizar a canção, dando-me um abraço apertado e logo veio o mesmo rapaz que foi me buscar no camarote para me tirar do palco.
— Eu não acredito no que eu fiz. — sussurrei toda boba, cobrindo a boca com as mãos. Ri e passei as mãos pelos cabelos, e ainda me dei uma abanada, toda besta.
Voltei para o meu lugar sob olhares curiosos, acompanhados de cochichos e até mesmo caras feias. No camarote, Rodrigo nem esperou eu me aproximar para mostrar o vídeo que tinha gravado em seu celular e publicado em seu snapchat. O restante do show seguiu, e continuou sendo uma delícia embora não tenha sido muito prolongado.

Luan se despediu de todos e sumiu dali. As cortinas fecharam, as luzes acenderam e as pessoas começaram a dispersar aos poucos. Poucos mesmo, porque muitas delas agora tietavam outros artistas ali presentes, meu Rodrigo inclusive.
— Vamos? Luan tá chamando a gente lá no camarim dele. — falou deixando seu copo vazio em cima da mesa onde estava o balde com outras bebidas.
— Ah não, quero ir pra casa... eu tô com fome. Vamos comer alguma coisa? — pedi nervosa, tentando fugir de um encontro depois de ficar morda de vergonha.
— Coisa rápida, prometo. — ele riu e beijou minha testa, pegou na minha e fomos.

Saímos por trás do camarote, entramos em um corredor e descemos uma escada que deu acesso a uma "área restrita" onde só entravam convidados ou pessoas credenciadas. Touro falou com os grandalhões da entrada que liberaram nossa passagem, ele viu o segurança do Luan e ambos se cumprimentaram e em seguida Wellington abriu a porta.– Grande, Luan Santana! — se cumprimentaram sem muitas formalidades, com um toque antigo e muitas gargalhadas por isso. — Showzão em cara, parabéns. — meu amigo falou animado.
— Eu que agradeço pela presença de vocês aqui, cara. — os dois se afastaram e eu olhei para ele sorrindo. — Fiquei muito feliz em te ver! — ele disse sorrindo e me abraçou forte, bem apertado mesmo.
— Oi. Também fiquei feliz em ter vindo te assistir cantar! — falei sorrindo.
— Gostou da surpresa? — perguntou com um sorriso travesso, ainda abraçado a mim.
— Morri de vergonha. — escondi o rosto em seu peito e ele riu. — Por que fez isso? — indaguei, mordendo meu lábio inferior.
— Surpresa, estava com saudades. — beijou minha bochecha.
— Uhum... e aí como você está? — perguntei, passando uma mão por seu rosto.
— Melhor agora, certeza. — sorriu malicioso.
— Para de me deixar sem graça. — dei um tapa leve em seu braço. — Feliz ano novo, viu?! — lembrei de desejar.
— Agora sim, eu começo o ano, rapaz. — riu. — Você está linda, sabia? — ele arrumou uma mecha do meu cabelo, colocando-a para trás da orelha.
— Obrigada, você também não está nada mal.  — pisquei, brincando.
— Nada mal. — riu. — Vai fazer alguma coisa depois daqui? — perguntou.
— Não, vamos voltar pra casa.
— Vai pra São Paulo ainda hoje? — ele perguntou surpreso.
— Não, cheguei ontem aqui no Rio. Estou de férias, viemos passar uns dias aqui. — expliquei.
— Viemos? — franziu a testa.
— Minha mãe e eu. — expliquei e ele sorriu.
— Hm... então você pode ficar comigo um pouquinho, não é? — enlaçou minha cintura com o braço direito e eu perdi o compasso da respiração.
— Já estou com você. — pisquei.
— No hotel. — ele passou a língua pelos lábios, umedecendo-os.
— Não posso. — murmurei.
— Como assim, não pode? — ele alternou seu olhar entre meus olhos e minha boca.
— Não podendo, ué. Vim com o Rodrigo, tenho que voltar com ele! – dei a desculpa mas esfarrapada que já existiu e em seguida dei de ombros, ele me olhou de boca aberta. — O que? — falei meio nervosa.
— Tá me trocando por ele, é isso? — Luan perguntou, sério.
— Para de besteira, é que depois eu não teria como ir embora... O que minha mãe iria pensar? — falei, tentando amenizar sua carranca. Passei a mão por seu rosto outra vez e uan suavizou a expressão, ainda me encarando.
— Não precisa ir embora, não, pode ficar a noite toda. — sorriu cheio de malícia e eu voltei a ficar envergonhada. — A menos que esteja com medo. — soltou no ar.
— De você? — ri baixo, desdenhando.
— De irmos além do que foi quando ficamos na sua casa. — sussurrou no meu ouvido, deixando meu corpo todo arrepiado e despertando minha imaginação, parecíamos ter voltado naquele dia e senti minhas bochechas queimarem. — Ficou com vergonha, né? — riu.
— Palhaço. — resmunguei, bicuda.
— Pouquinho. — ele sorriu, mordendo seu lábio inferior.
Ele soltou minha cintura e se afastou um pouco, ainda sorrindo para mim.
— Ô Luan, vem fazer umas fotos com o Rodrigão, deixa a Eloá sozinha um pouco. — um dos rapazes o chamou e eu fiquei sem jeito, abraçando-me e olhando-os posarem para algumas fotos.
Rober encostou do meu lado e trocamos algumas palavras, a assessora do Luan também estava ali e até que falou um pouco comigo. Acabei me sentando na poltrona que ali tinha e tirei o celular da bolsa, entrei no Instagram e fiquei uns minutinhos até sentir um beijo na bochecha.
— Até que enfim, sozinhos. — Luan disse e eu olhei em volta, vendo que não tinha mais ninguém ali dentro. Ele sentou de lado no meu colo e segurou meu rosto, beijando minha boca sem aviso prévio. Sua boca tocou a minha com saudade, desejo e carinho... não sei,  não, mas foi diferente das outras vezes que foi meio que na pressa.
— Hmmm... para... alguém pode entrar e... — comecei, mas ele riu e me beijou outra vez, dessa vez foi se levantando e me fez levantar junto. Passou o braço por minha cintura e levou a outra mão para o meio dos meus cabelos, sem se importar de estar bagunçando-os ou não. — Luan...— sussurrei.
— Relaxa, só me beija. Beijar essa sua boca é tão gostoso! — falou pausadamente, me dando selinhos.
— Fala isso pra todas não é? — eu sorri de canto.
— Tô falando pra você. — disse olhando dentro dos meus olhos, sorrindo. — Eu estava mesmo com saudades, nem imaginei que você estivesse aqui no Rio. — ele falou baixo e suas palavras soaram tão sinceras, que eu eu tive vontade de abraçá-lo outra vez.
— Bom, nem eu. Descobri ontem do seu show, também senti saudades!  — ri. — Vai ficar aqui até quando? — indaguei.
— Ainda não sei, logo entro de férias e ainda tô pensando no destino. — ele explicou e eu assenti.
— Hmm... — resmunguei, ele se sentou e me colocou sentada em seu colo, passei a mão em sua barba ralinha e Luan ficou me olhando. Acabei ficando sem graça de verdade. — Acho que já deu, não é? — falei.
— Fica mais um pouco, já que não vai voltar comigo... — ele disse manhoso.
— Podemos ver qualquer dia desses para nos encontrarmos, ué... — dei de ombros.
— Cê foge de mim, Lolô. — ele reclamou, soltando um suspiro frustrado.
— Eu? Por quê? — perguntei rápido.
— Não me dá muita atenção, nem parece que curte ficar comigo. — ele deu de ombros, repousando a mão esquerda em minha coxa desnuda.
— Ué, você é uma pessoa ocupada e bem... o que nós temos ou melhor... não temos nada assim... assim sério. — mais gaguejei do que falei e ele ficou quieto.– Ei..— chamei, segurando em ambos os lados do seu rosto.
— O que?
— Não faz essa carinha. — mordi sua bochecha.
— Pensei que nós dois tínhamos uma coisinha. — gesticulou.
— Fogo. — eu ri, mas estava morta de vergonha por dentro. Eu não sou tímida, mas com Luan é diferente, tudo que ele fala ou faz, me deixa envergonhada.
— Te acho linda, além de linda é inteligente e beija bem. Eu gosto de ficar com você! — falou sério.
Mordi meu lábio inferior e sorri de canto.
— Eu também gosto de ficar com você, só achei que não era… A mesma coisa para você. — dei de ombros e ele revirou os olhos.
— Claro que é. Estamos nos curtindo e eu gosto disso que temos! — ele acariciou meu rosto e eu fechei os olhos por breves segundo.
— Eu também. — me limitei a isso, antes de voltarmos a nos beijar e sermos interrompidos pela assessora dele, que se chamava Arleyde, e que teve a "grande ideia" de irmos jantar todos juntos. Eu adorei, porque realmente estava com fome e querendo fugir daquele papo estranho com o Luan, segundos atrás.
Então levantei e estava de saída quando ele me puxou pelo braço e sorriu antes de roubar outro beijo. E me deixar ir, dizendo um "até daqui a pouco".
— Não desgrudam mais, hein. Viu lá, Touro? — Rodrigo começou, me zoando.
— Vi tudinho. — Touro respondeu rindo.
— Tá, vamos parar né? Eu tô com fome. — reclamei.
— E deve estar com sede, porque haja fôlego, Eloá. — Rô voltou a dizer, ri e continuamos andando até chegarmos no carro. Rodrigo explicou que tinha conversado com o Rober e iríamos para o mesmo restaurante, mas em carros separados. E disse mais, que era um restaurante com um clima mais tranquilo e com mais privacidade para que ficarmos mais a vontade, e eu adorei essa parte.
(...)

Touro estacionou o carro e nós três descemos juntos. Touro acionou o alarme do carro e quando estava ajeitando minha saia, puxando-a mais para baixo, uma van foi estacionada ao lado do “nosso” carro. Rober foi o primeiro a descer, seguido de Arleyde, uma mulher muito bonita morena e outra igualmente bonita, só que loira. Alguns caras desceram e por fim Luan o fez, ajeitando a camisa, ele guardou o celular no bolso e caminhou até nós, assim como o restante de seu pessoal.
— E aí, bora comer? — falou animado, sorrindo.
Caralho, ele nunca fica feio?!
— Vamos! Tô morrendo de fome, cara! — Rodrigo falou e todos riram.
— Deixa eu apresentar todos. — Luan falou. — Essas aqui são a Marla e a Dai, elas são minhas backings, o testa vocês já conhecem, esse aqui é o… — ele foi nos apresentando a todos e por fim, resolvemos entrar no restaurante.
Estranhei que haviam poucos carros no estacionamento, mas era tarde já, então…
— Linda! — Luan falou, andando ao meu lado.
— O que cê tá querendo, em? — ri.
— Você, gatinha! — piscou e eu gargalhei.
Luan segurou em minha mão e eu me assustei, olhando em volta no mesmo instante.
— Relaxa, ninguém tá vendo. — ele deu de ombros.
— A sua equipe está! — falei como se fosse óbvio e ele sorriu de canto. Fiquei o encarando por alguns segundos e ele não disse nada, muito menos soltou minha mão, então fiz a única coisa que me restava, envolvi meus dedos nos seus, entrelaçando nossos dedos.

Rober abriu uma porta e nós passamos por ela, havia uma escada ali e subimos rapidamente, me surpreendi ao encontrar um andar inteiro vazio e com uma grande mesa montada no centro, certamente haviam juntado as mesas para forma uma só, devido a quantidade de pessoas. Nos aproximamos e logo todos foram tomando seus lugares, soltei da mão de Luan e me sentei, ele sentou ao meu lado e Rodrigo sentou perto da morena, acho que era Marla o seu nome.
— Você ligou antes? — perguntei, como se não fosse óbvio e ele deu risada.
— Claro. — respondeu. — O que quer beber? — perguntou.
— Não sei… O que você vai beber? — devolvi a pergunta.
— Cerveja! — ele riu.
— Então eu vou tomar cerveja. — dei de ombros e ele me encarou por alguns segundos. — O quê? — indaguei.
— Nada, gosto do seu jeito simples. — deu de ombros.
— Também gosto do seu, apesar da primeira impressão n]ao ter sido legal. — semicerrei os olhos e ele riu.
— Verdade. — franziu o nariz e esticou o braço esquerdo, segurando minha mão e entrelaçando os nossos dedos.
Os nossos amigos conversavam sobre coisas aleatórias, mas eu e Luan falávamos sobre as semanas que passamos sem nos ver, como tinham sido os seus shows, as folgas e como estava minha faculdade, e o trabalho na Helsinki.
— Você vai passar quanto tempo aqui? — perguntou, enquanto cortava a carne em seu prato.
— Não sei, mas acho que ainda passo uma semana aqui. — ri.
— Essa semana tô de folga. — ele comentou. — Acho que vou viajar com minha família, aproveitar um pouco eles. — acrescentou.
— É sempre bom, revigorar a alma e reabastecer as energias ao lado da família. — sorri.
— Sim. Mas quero te ver de novo! — ele comentou.
— É só marcar! — dei de ombros e ele sorriu, segurando em ambos os lados do meu rosto e me roubando um selinho rápido.
Eu sabia que não havia ninguém além das pessoas que estavam conosco, mas senti meu pescoço e rosto pegarem fogo.
— As vezes você merece uns tapas! — eu sussurrei, semicerrando os olhos para ele.
— Eu gosto. — ele piscou malicioso. — Se bem que...dar umas palmadas nessa sua bunda deve ser muito melhor! — falou e eu corei violentamente outra vez, fazendo-o rir alto, sendo acompanhados pelos nossos amigos, que sequer sabiam o motivo da graça.
— Escroto. — murmurei baixo e ele se esticou ainda rindo, deixando um beijo em minha bochecha.

Quando acabamos de comer, Rodrigo insistiu para pagar a conta, mas Luan não deixou de jeito nenhum e ainda mandou o Rober ir lá pagar. Enquanto eles se ajeitavam para sair, Luan segurou em minha mão, puxando-a em direção as escadas, passamos pela porta grande e de cor preta e senti o vento frio do estacionamento tocar minha pele, mas antes que eu pudesse reclamar, senti o braço dele me envolver, puxando-me para si enquanto caminhávamos em direção ao carro de Rodrigo e a van dele.
Num movimento rápido, Luan me encostou contra a lataria do carro, colocando suas mãos, uma a cada lado do meu rosto, seu corpo pressionou o meu e senti meu coração disparar, seus lábios roçaram os meus e eu arfei em expectativa. Ele sorriu e eu fechei os olhos.

— Você tá me deixando louco, menina. — sua voz não era mais que um sussurro.
— E você tá me deixando confusa. — suspirei.
Luan não falou mais nada, sua boca cobriu a minha e quando ele pediu passagem com a língua, eu cedi, retribuindo ao beijo com a mesma intensidade que ele, sua mão esquerda se emaranhou em meus cabelos e a direita desceu para a minha cintura, onde ele apertou com demasiada força, levei minhas mãos até seus cabelos, sem me importar se estava bagunçando ou não. O beijo era gostoso, uma mistura de desejo e saudade, saudade que eu nem sabia que estava sentindo. Quando o ar nos faltou, ele desceu os beijos por meu pescoço, me fazendo arrepiar com o contato de sua boca quente e seus lábios molhados na minha pele.
Ouvimos um barulho e eu o empurrei de leve, ele se afastou enquanto mexia em sua calça e eu olhei para baixo, vendo o volume que havia se formado ali, acabei rindo e ele semicerrou os olhos para mim. A galera se aproximou, me despedi de todos, um por um, ainda vi Rodrigo dar um beijo no canto da boca da Marla e sem nenhuma vergonha ou pudor, Luan me deu um beijo rápido, quando só faltavam ele, Well e Rober para entrar na van. Nos despedimos e eu logo entrei no carro, assim como eles que entraram na van. Saímos primeiro, enquanto eles ainda permaneciam no mesmo lugar.
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Hey, chegamos!
Vamos lá, OK? Bom, dificilmente eu, Geovanna, escrevo as notas finais. Mas aqui estou eu em nome da dupla. :D
Primeiramente, queremos muito agradecer a cada uma de vocês que tem tirado um pouco do tempo corrido, utilizado o tempo livre, os dados móveis e as fugas das "festas" para virem aqui e ler um novo capítulo e por comentarem o que acharam, o que deve melhorar, o que não está tão legal e coisas assim... nosso muito obrigada! Obrigada por terem chegado até o 25° capítulo mesmo com os pesares. Não são todas que tem a paciência de acompanhar mesmo com a demora. Agradecemos mesmo, de ❤.
Enfim... foram muitos comentários no capítulo anterior e muitos deles nos cobrando quanto a demora. Não foi errado, mas vamos lá. Quando iniciamos a fanfic, nós como autoras sabíamos do desafio que seria por se tratar de três rotinas completamente diferentes: final de ensino médio, semestres de faculdade e trabalho/curso técnico. Mas a ideia pra fanfic nos deu aquele gás pra arriscar e falar "Caralho, vale a pena investir nesse enredo" e estamos aqui. Falhamos? Sim. Não contamos com imprevistos e acabou que ficou aquela coisa desorganizada! Não tínhamos dias certos para as publicações, não conseguimos acertar alguns detalhes... resumindo, tivemos uns rolos por aí. A questão é que... mesmo com tudo isso em momento algum nossa intenção foi "não dar satisfações", até porque a fanfic tem grupo no Whatsapp e no Facebook, e interagimos por lá também (por ser um meio mais rápido e acessível) e ainda temos nossas redes sociais pessoais. Era só chamar, como aconteceu de virem perguntar em grupos de outras fanfics.
Sei que é chato postar textão nas notas finais, fica parecendo "desculpas esfarrapadas", mas estamos esclarecendo e explicando o que realmente aconteceu. Foi isso!
 A fanfic não vai ser abandonada, daremos continuidade sim e esperamos ter vocês conosco! Bora nos readaptar e mandar bala pra mexer nesses capítulos e as coisas acontecerem. Hoje somos apenas duas, uma de nós precisou “sair” para se dedicar ao TCC, então vamos nos organizar melhor e como eu disse acima, mexer nesses capítulos para as coisas acontecerem. Um beijo da dupla e nos vemos no capítulo 26. Fiquem com Deus, gatchenhas. (: