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segunda-feira, 27 de março de 2017

Capítulo 13

"Atenção aqui bem rapidinho, lindas. A narração do Luan no capítulo é um hot, então assim, quem não gostar ou não se sentir a vontade de ler... pula pra narração da Eloá ou nos encontramos no próximo capítulo. Beijos do trio e boa leitura."

— Luan Rafael


Era madrugada, eu estava de banho tomado e deitado na cama do hotel sem sono, assistindo TV. Meu celular estava plugado no carregador, quase com a carga completa, e ficava toda hora mostrando uma notificação de nova mensagem. Ignorei as primeiras porque o filme estava muito interessante, mas aí ligaram.


— Oi, pode falar. –atendi.
— Sabia que estava acordado, não me respondeu por quê? –era a Ana Carolina.
— Estava assistindo filme, tava legal.
— Hm... mais que eu?
— Depende, você tava bem chatinha hoje cedo.
— Ah, mas a gente ficou bem lá na praia mesmo eu tendo a impressão de você ter me usado pra fazer ciúmes na outra lá.
— Eu? –me fiz de surpreso, mesmo sabendo que era verdade.– Nunca faria isso. –falei "ofendido".–
— Sei. Mas não foi pra isso que te liguei não... –respirou fundo e continuou falando.– Eu queria saber se você poderia vir aqui no meu quarto.
— Fazer o que aí? Você não está dormindo no mesmo quarto que a minha irmã?
— Elas estão no décimo quinto sono. –eu não estava vendo, mas sabia que ela estava mordendo os lábios só pelo grunhido que ela soltou bem baixinho.
— Melhor não arriscar, né?
— Não posso ir no seu quarto? –perguntou toda mansa.
— Pode, mas sabe que não vamos dormir né?
— Isso nem passou pela minha cabeça. –ri.
— Vou deixar a porta aberta, tá? Até já. –e desliguei.


Ainda tive tempo de ir ao banheiro mijar, depois respondi algumas mensagens via direct e no whatsapp, até que ela entrou. Estava escuro, somente com a luz da TV, Ana entrou devagar estava com um pijama de calor que definia mais seu corpo, blusa de alcinha mostrando sua barriga e o shorts bem curtinho que terminava quando acabava a polpa de sua bunda. Linda, gostosa. Continuei deitado na cama, ela sorriu e veio para a cama, engatinhando e subindo em cima de mim, sem dizer nada se sentou em cima do meu pau e inclinou seu corpo me dando um beijo rápido e ardente.


— Já chega assim? Não fala nem um boa noite? –brinquei.
— Você me espera só de cueca, com tudo isso a mostra e queria conversar ainda? Acho que não, né? –disse rindo, mostrando todos os dentes, ela era muito bonita. Um puta de um mulherão.
— Pra que pôr roupa se vamos tirar tudo mesmo.
— Quer começar por onde?
— Beijando essa sua boca. –soltei seus cabelos enfiando minha mão neles e prendendo os meus dedos antes de puxar sua cabeça e deixar sua boca vir de encontro com a minha. Ela correspondeu ao beijo, chupando minha língua, mordendo meu lábio, sem pressa de que ele acabasse. Aquele beijo que ia esquentando mais o clima, deixando o Luan Jr pronto pra brincadeira.
— Gostoso.
— Você também. –morde sua boca e ri entre o beijo levando minhas mãos para a sua cintura, apalpando sua bunda e apertando depois de muito alisar.– Tava com vontade de te pegar desde aquela hora na praia. –não menti.
— E eu não? –riu.
— Tá de bom humor agora?
— Tô excitada, é diferente. –voltamos beijar, peguei sua blusa e tirei sem cerimônias, ela não estava com um sutiã o que facilitou muito quando passei a língua em seu peito, chupando seu mamilo e arrancando dela um gemido que deu mais tesão ainda.– Ah... não brinca assim... –disse fechando os olhos, nos viramos na cama e eu acabei por cima dela, com um joelho de cada lado da sua cintura, segurando seus pulsos acima da cabeça e abocanhando seus seios.


Seus seios eram naturais, durinhos e bons de chupar, eu gostava demais. E ela ficava cada vez mais entregue, cada vez mais excitada. Voltei aos beijos, sua boca, orelha, descendo por seu pescoço, passando entre os seios e enfiando a língua em seu umbigo. Ela se contorceu quando minha boca estava no pé de sua barriga, soltei seus pulsos pedindo a ela que não me segurasse e levei as mãos até o elástico do shorts tirando-o devagar, vendo-a mexer seu quadril.


— Que pressa hein. –brinquei quando estava passando o tecido por seus joelhos, canela e ela o jogou longe quando chegou as seus pés.– Pézinhos de princesa. –beijei cada um de seus dedos e fui subindo, sentindo seu corpo esquentar.
— Nossa. –arfou.
— Cheirosa. –inspirei o perfume de sua coxas, puxando-a mais pra frente e abrindo suas pernas, sentindo cheiro de sexo, vendo o tecido da calcinha mais escuro devido sua excitação.– Delícia. –passei o nariz e escutei seu gemido mais alto.– Renda?
— Uhuum... –gemeu outra vez. Coloquei a calcinha de lado e passei o polegar onde estava molhadinha, chupando meu dedo em seguida. Peguei aquela pequena peça me livrando dela bem rápido, segurei suas coxas afastando-as mais e aproximando a boca devagarinho, dando beijos demorados, passando levemente a língua e por fim chupando.– Ah, que delícia! –eu mal havia começado e ela já estava rebolando no mesmo ritmo que minha língua, me deixando com o rosto todo melado.– Ah, Luan! –apertei seus quadris, pressionando seu clitóris com a língua, aumentando o ritmo e chupando mais.– Ôh... meu deus! –seu corpo pedia por mais, estava perto de chegar ao ápice. Ana grudou em meus cabelos, filha da puta. Retribui o "carinho" segurando seus seios, beliscando seus mamilos e sentindo seu gozo em minha boca e seu corpo relaxar em seguida. Baixei a cueca e duro do jeito que estava bombei seu sexo com força, fundo.– Ai! –me apoiei no colchão e fiquei olhando para ela, vendo sua reação.
— Te machuquei?
— Não. –ofegou.– Eu só... –antes que ela terminasse sua frase penetrei outra vez.– Ah!
— Vou te foder toda hoje.
— Aham... eu quero muito. Continua!
— Seu pedido é uma ordem, delicinha. –abaixei a cabeça dando risada e ela deu um tapa forte no meu braço.– Para de me bater porra, vai ficar vermelho.
— Então para com esses apelidos escrotos, eu tenho nome. –revirei os olhos e voltei ao que fazia. Pele com pele, dentro e fora, uma e outra vez, com força, mais rápido. Estava gemendo tanto quanto ela, não queria parar, estava quase gozando e ela também, outra vez.– Luan... –senti sua boceta me engolir mais, pulsar de um jeito gostoso que me deixou mais louco. Deitei meu corpo sobre o dela, sem parar de bombar até que numa estocada não me segurei e gozei fundo com ela. Imóvel até que estava relaxado outra vez, deitei ao lado dela e fiquei quieto, sorrindo.– Nossa... eu... ah... –ela ainda estava gozando, enfiei dois dedos nela e ela continuou gemendo, tentando fechar as pernas.– Para, para, para. –segurou meus dedos, beijei sua boca abafando seu grito.
— Você tem que aprender ser mais discreta. O hotel inteiro deve ter escutado.
— E devem estar mortos de inveja. –risos.
— Abre o olho, Ana.
— Uhuum... já já. –neguei com a cabeça e estava me levantando da cama, quando ela levantou e me puxou pelos ombros, abraçando meu pescoço.
— O que você quer?
— Eu quero mais. Deita aqui, deita.
— Tá mandando em mim? É isso? –ela terminou de me despir, me jogou na cama de braços abertos e montou em cima de mim.– Tô gostando disso hein, e não é pouco não.
— Besta.
— Me chama do que você quiser, você pode tudo. –disse lentamente, rindo.
— Safado. –suas mãos seguraram meu pau, ela levantou encaixando-o nela e sentou, rebolando até que eu estava dentro dela por inteiro.
— Ah dona Ana Carolina.
— Me dá sua mão. –assim fiz, dando início ao segundo round.


Ela me cansou de um jeito delicioso, depois disso tomamos banho juntos, ela vestiu o pijama novamente e saiu de fininho. Vesti uma cueca limpa, olhei pro chão procurando a outra cueca pra colocar junto com as roupas sujas e encontrei a calcinha dela. Tirei uma foto e mandei pra ela no whats. Troquei o lençol da cama e deitei.


Meu corpo estava cansado, mas eu estava sem sono. Tirei o celular do carregador e voltei para o insta, mais fotos, vídeos engraçados e tédio. Lembrei da Eloá e decidi procurar por ela, não deveria ser tão difícil. Procurei Eloá e apareceu um monte e eu não lembrava o nome da filha da puta gostosa. Mas o entrei no insta do namoradinho chifrudo e  taran, várias fotos deles. Curti uma delas, cliquei na foto encontrando o ig dela. Eloá Andrade, como não achei ela antes?


Além de linda, tinha um corpo que deixaria qualquer homem babando e qualquer mulher morrendo de inveja. E as fotos? Nossassinhora! Pijaminha de bichinhos, croppeds decotados mostrando parcialmente seus seios, biquínis cavados sim, vídeos boomerang dela pulando na piscina e eu só conseguia olhar seus peitos pulando. Ôh delícia papai, eu vou pegar ela de jeito e juro que faço um estrago daqueles. Ah, faço!

— Eloá Andrade.


A noite eu e o Rodrigo fomos jantar fora, comemos num restaurante à beira-mar e depois de uma volta no calçadão, tomamos um sorvete delicioso e então voltamos para a casa dele.
Assistimos série até tarde e tomamos mais sorvete que tinha na geladeira dele.
Dessa vez, terminei indo dormir no meu quarto - sim, eu tenho um quarto aqui.-, porque o Rô não conseguia manter seu braço pesado longe da minha barriga e tava me deixando agoniada e sem ar já.


Acordei no outro dia com a claridade batendo no meu rosto,abri os olhos devagar para me acostumar com os raios de sol e quando isso aconteceu, me espreguicei. Apesar da claridade e do sol que fazia lá fora, o quarto estava geladinho e um delícia por conta do ar-condicionado. Me levantei e fui descalça mesmo para o banheiro, fiz xixi, lavei as mãos e então prendi meu cabelo em um coque frouxo no alto da cabeça, escovei meus dentes e tirei a roupa para tomar banho. Saí enrolada na toalha e vesti um maiô cavado preto de crochê, e um shorts jeans por cima, calcei uma rasteirinha e passei um rímel e um batom cor de boca, coloquei um brinco e alguns anéis e então desci.


Rodrigo não estava na sala, mas assim que adentrei a cozinha o vi através do vidro das portas. Ele estava sentado numa das espreguiçadeiras, mexendo no celular, resolvi tomar café da manhã antes de ir lá. A mesa da cozinha estava completamente montada, o que me deu a certeza de que não foi ele quem preparou. Comi uma fatia de bolo e tomei um copo de suco de maracujá, um dos meus preferidos. Lavei o que sujei e também o que ele havia sujado, enxuguei minhas mãos a abri as portas, deixando o vento entrar e indo até onde o meu amigo estava.


— Bom dia, meu amor! — eu disse, sentando no seu colo e escorregando até estar deitada ao seu lado.
— Bom dia, coisa linda. — ele sorriu, abaixando a cabeça e beijando minha testa. — Dormiu bem? — riu.
— Palhaço. Tive de ir pro meu quarto, porque você tava me deixando sem ar com esse braço que pesa uma tonelada. — reclamei e ele riu ainda mais.
— Tava aqui olhando umas coisas no insta, olha só esse hotel no Ceará. — ele virou o celular, me mostrando a foto. Era realmente lindo.
— Nossa, que lugar maravilhoso! — falei admirada.
— É sim, uma das belezas do nordeste. A gente podia ir lá quando você tivesse uma folga do trabalho e eu também. — ele sugeriu.
— Vamos ver. — dei de ombros, porque sabia que não teria outro feriadão como esse nem tão cedo.
— O Luan te ligou? — perguntou.
Revirei os olhos, lembrando das cantadas dele ontem
— Não, graças à Deus. Tomara que ele esqueça que você deu meu número para ele! — falei sincera e ele riu.


Tudo bem que o Luan é bonito, charmoso, realmente atraente e daquele tipo de homem que te deixa toda boba e encantada, mas juro que isso só dura até ele abrir a boca e falar alguma asneira, aliás, é só isso que ele fala, um monte de bobagens que não devem nem ser levadas em consideração.


— Quais os eventos dessa semana? — Rodrigo perguntou.
— Um evento de uma marca de maquiagem na quinta, com direito a pocket show de algum youtuber na quarta-feira, Show do Fernando e Sorocaba na quinta, um evento fechado na sexta, nada no sábado e um Dj no domingo. — contei, porque tinha revisado minha agenda três vezes antes de vir para o Rio.
— Nossa, isso que é ser eficiente. — ele brincou, bagunçando meu coque e consequentemente soltando o meu cabelo.
— Vou cozinhar hoje, não quero sair agora. — comentei, deitando minha cabeça em seu peito.


A essa altura ele já tinha bloqueado o celular e guardado o mesmo no bolso da bermuda. Ficamos ali conversando até quase onze horas da manhã, que foi quando resolvi ir preparar nossa comida. Rodrigo resolveu fazer churrasco, sim, apenas para nós dois, e eu fiz vinagrete, arroz refogado, pão de alho e também uma saladinha, porque a donzela é fitness.


Almoçamos em um clima descontraído e quando já eram duas da tarde caímos na piscina. Nos divertimos muito e rimos até a barriga doer, coisa que acontecia sempre que estávamos juntos.


— Que sábado! — suspirei, me jogando no sofá, tinha acabado de secar meu cabelo e estava com o braço doendo por conta dos movimentos repetitivos.
— Nem me fale, tô cansado e olha que só me diverti. — ele riu e eu o acompanhei.


Senti meu celular vibrar no bolso e rapidamente o puxei, desbloqueando o mesmo e abrindo as mensagens. Era uma sms da operadora, avisando que meu número tinha recebido chamadas de alguns contatos, inclusive meu chefe. Abri o whatsapp e lá estava diversas mensagens do Felipe, da Jaque e até da minha mãe, abri primeiro a da minha mãe que dizia que o Felipe precisava de mim e em seguida a do próprio. Li tudo rapidamente, parece que havia sido fechado um evento importantíssimo de última hora e ele realmente não poderia recusar. Ele precisava de toda a equipe, inclusive já havia comprado minha passagem.


— Acho que vou ter que ir embora hoje. — falei, enquanto discava o número do meu chefe, cujo o qual eu já sabia decorado.
— Ué, por quê? — Rodrigo perguntou, franzindo as sobrancelhas.
— Problemas no trabalho. Parece que Herman fechou um evento de última hora, algo que realmente não dava para deixar passar. — expliquei por cima. — Oi, sou eu. — falei quando Felipe atendeu.


Conversamos um pouco e ele me explicou direitinho o que era, graças à Deus não era nada complicado, mas mesmo assim era bem importante mesmo. Desliguei a chamada e encarei Rodrigo, que continuava com a mesma expressão de confuso. Expliquei tudo para ele, que ficou reclamando o tempo todo que eu iria embora um dia e meio mais cedo.


— Isso não é justo, cara. — ele reclamou pela décima vez, me seguindo enquanto eu saía de seu quarto e voltava para o “meu”.
— É meu trabalho! — ri.
— Continua não sendo justo. — ele resmungou e eu revirei os olhos.


Minha mala estava aberta em cima da cama e eu já tinha juntado tudo meu que estava pela a casa, guardei tudo na mala de forma organizada com a ajuda do Rô e deixei separada a roupa que eu iria vestir. Eram cinco horas da tarde e meu voo seria as sete.


Lanchamos juntos e depois eu fui trocar de roupa, fiz uma make leve e prendi meu cabelo em um rabo de cavalo alto. Calcei meu tênis preto com branco e peguei minha bolsa, a mala já estava lá em baixo. Rodrigo me levou até o aeroporto e ficou comigo até meu voo ser anunciado, nos despedimos e como sempre….isso nunca era fácil entre nós dois.


— Logo eu tô lá de novo para te ver. — ele garantiu, afagando meu cabelo.
— Promete? — pedi.
— De dedinho. — afinou a voz e eu ri.
— Idiota, tô falando sério. — reclamei com um meio sorriso.
— Eu também, boba. Vou te ver logo, não vou demorar tanto como da outra vez, juro. — ele garantiu outra vez.
— Se cuida, tá? Não exagera demais na bebida e toma cuidado com a garganta, não bebe nada gelado e nem faz nada de errado, eu vou estar longe, porém de olhos bem aberto em você. — avisei, fazendo-o rir.
— Pode deixar, baixinha. Vou fazer tudo certinho e você...— ele tocou a ponta do meu nariz com o dedo, ainda me segurando pelos ombros com o outro braço. — Se cuida também e nada de ficar virando noite estudando e esquecer que tem uma vida, você precisa se cuidar! — ele reforçou o que tinha me dito antes de virmos para cá.
Assenti, abraçando-o outra vez, agora mais apertado.
— Eu te amo, insuportável. — falei baixinho.
— Também amo você, fedida.


A última chamada do meu voo foi anunciada e eu saí em direção ao portão de embarque.


[...]


Assim que eu desembarquei em São Paulo, Jaqueline e Felipe já me esperavam ali, teríamos uma reunião em meia hora com o restante da equipe. Seguimos direto para a casa de show, onde os outros já nos esperavam. Discutimos como seriam divididas as tarefas e o que era permitido ou não permitido antes, durante e depois que o evento acontecesse. Como não teria camarim, eu e a Jaque faríamos parte do apoio, apenas supervisionando a festa, vendo se algo estava faltando e mandando repôr tudo o que fosse preciso.


Quando enfim a última coisa foi definida já eram quase onze horas da noite, fui de uber para casa, porque realmente não era obrigada a esperar o ônibus e ainda por cima ir em pé com uma mala enorme. Mas de jeito nenhum! Assim que o carro parou na frente de casa, minha mãe abriu o portão, parecia até que já estava me esperando, bom… de fato estava.
— Ai que saudade, minha menininha! — ela disse, me abraçando apertado.
— Quem vê pensa que passei um mês fora de casa. — eu ri, beijando-lhe o rosto.
— Ah, é como se fosse isso.
— Ata. — eu ri.


Ela me ajudou a entrar com a mala e depois a subir a escada. Coloquei a esma sobre a cama e ela mesma abriu, começando a tirar as roupas limpas, pondo-as de volta no guarda-roupas.


— Não precisa fazer isso, mãe. Depois eu mesma faço! — falei, tirando meu tênis.
— Não, eu mesma faço. — ela deu de ombros, continuando o que fazia. — Mas me conta como foi lá enquanto eu arrumo aqui. — ela pediu animada.
— Ah, foi incrível. Fomos a praia todos os dias, menos hoje. E é comprovado, Rodrigo continua um desastre na cozinha. — contei e ela riu.
— Mas não queimou miojo dessa vez né? — perguntou ainda rindo.
— Dessa vez não. — ri.


Conversamos bastante, contei a ela como tinha sido esses três dias no Rio de Janeiro e depois ela me preparou um sanduíche. Minha mãe foi dormir e eu tomar um banho, vesti meu pijama e me joguei na cama, ligando o ventilador. Só então lembrei de avisar o Rodrigo que eu tinha chegado bem.


Mandei uma mensagem para ele, mas ele nem visualizou. Me deitei na cama e fui olhar algumas das fotos que tinha tirado esses dias. Gostei de uma e resolvi postar, editei ela, colocando apenas um efeitinho bem simples para escurecer um pouco a foto, já que tinha saído bem clara por conta do sol. Abri o instagram e se não estivesse deitada, com toda a certeza teria caído para trás e batido a cabeça. Havia 1078 likes e não parava de chegar mais, sem contar nos seguidores, as notificações quando abri marcaram 634. Mas o que foi que aconteceu?


Abri a última foto que tinha postado ontem e tinha muito comentários, mas muitos mesmo. Comecei lendo os recentes, mas novos chegavam rapidamente. Os comentários variavam de linda atá vadia interesseira, e eu sequer sabia do que estava sendo acusada. Fui subindo ainda mais e foi então que eu descobri o que porra tinha acontecido. Luan havia comentado minha foto, “Por que tão linda?!😍"
” Esse idiota perdeu a noção das coisas? Fui olhando minhas fotos mais recentes e todas, absolutamente todas as dez últimas fotos tinham likes e comentários dele, emojis sem sentido entre outras coisas.


Eu estava completamente assustada com aquilo, os seguidores não paravam de aumentar, assim como as directs que me mandavam, abri umas três, todas perguntando o que eu era do Luan. Gente, cadê os limites?! Como se não bastassem os likes e comentários, ele também me seguiu. Saí rapidamente, fechando o aplicativo. No whats, Brê e Jess falavam sobre esmaltes no nossos grupo, não perdi tempo em ligar o notebook e chamar as duas por chamada de vídeo.


Expliquei tudo para elas, que não conseguiam parar de rir.


— Ele tá muito afim de você! — Jéssica riu.
— Claro que não, ele é um idiota, só isso. — bufei.
— Amiga, você é burra ou se faz? Porque tá na cara que ele tá te querendo. — Brenna revirou os olhos e eu encarei a tela do computador aflita.
— Parem com isso. Aquele cara é um completo babaca! — bufei. — Vocês lembram como ele me tratou no meu trabalho e depois como ficou me cercando na festa?! — passei a mão pelo rosto.
— Ah, vai ver ele tava num dia mal. — Jéssica tentou argumentar.
— Nem vem tentar defender ele, não. — revirei os olhos e ela riu, ficando quieta.
— Olha amiga, quer minha opinião sincera? — Brenna perguntou, me encarando.
Assenti, resmungando que sim.
— Eu acho que você tá sendo muito chata. Chama ele no direct, pergunta o que deu nele e o que ele tá querendo! — ela deu de ombros.
— Tô com a Brê, porque ficar xingando o cara para nós duas não vai adiantar nada, você tem que resolver seu problema diretamente com ele. Até porque, pelo que estamos vendo, ele não vai te deixar em paz até que isso aconteça. — ela voltou a rir.
— Ele é um imbecil! — suspirei,chateada.


Conversamos mais um pouco e logo nos despedimos, porque nós três precisávamos dormir.

Já estava quase cochilando quando resolvi mandar uma mensagem para o babaca. Abri o instagram e fui no seu perfil, selecionei a opção “mandar mensagem” e enviei: Você tá louco, cara?”. Depois disso, coloquei meu celular para carregar e fui dormir.

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Capítulo 13 no ar.
E aí, o que estão achando? Contem pra gente nos comentários, é importante para nós saber o que vocês estão achando.
Luan não toma jeito né?! hahaha
Comentem bastante e um beijo do trio parada dura! 💘

domingo, 26 de março de 2017

Capítulo 12


— Luan Rafael

A balada rendeu demais, rapaz do céu. Acordei cheio de preguiça no dia seguinte, bem cedo por sinal, porque as dondocas queriam aproveitar o dia e queriam ficar arrastando eu e os meninos com elas. Não aguento, quero dormir!

— Bom dia, Lu. — Mary falou rindo de mim quando viu minha cara de sono. — Ressaca, lindo? — perguntou pronta pra me zoar.
— Sono. — respondi deixando-a em pé na porta e voltando para a cama, onde me deitei ainda só de cueca. — Cadê o resto? — perguntei.
— Desceram, me deram a missão de te levar comigo sem atrasos. — ela disse sorrindo.
— Sem atrasos? Saiba que já está me atrasando. — ela franziu o cenho, ergui a sobrancelha e continuei. — Atrasando meu sono Maryana, deixa de ser lerda. — disse zoando ela.
— Você que é lerdo, babaca. — ri ao me lembrar da Eloá me xingando na noite anterior, Mary ficou olhando e não disse nada. — Ih, tá muito cheio de sorrisinho. — me olhou com os olhos semicerrados.
— Tô feliz. — disse simples.
— Claro, eu tô aqui né gato. Agora vamos logo que eu tô com fome. — disse me apressando.
— Ah não, vamos ficar aqui um pouquinho... vamos? — falei manso, querendo cafuné.— Trocar um beijo de bom dia. O que você acha? — ela bateu a porta e se aproximou mais de mim que ainda estava jogado na cama.
— Acho que você tem que levantar dessa cama e se vestir. Isso que eu acho. — deu um tapa na minha coxa que estava descoberta.
— Nem um beijinho? — fiz bico e a Mary riu.
— Vai beijar a Ana Carolina. Sua namoradinha. — disse me provocando.
— Sai fora! Que namoradinha o que... graças à Deus sou um homem solteiro. — disse com a testa franzida e negando com a cabeça.
— Hm canalha. — revirou os olhos.
— Adoro quando você revira os olhinhos assim. — abracei suas pernas e puxei ela para a cama, deixando dona Maryaninha cair por cima de mim.
— Para, eu hein. Fica me agarrando. — disse me empurrando.
— Vai falar que não gosta? — perguntei com um sorrisinho de canto.
— Para vai. Vim ver se você estava bem, ontem você bebeu demais. Fiquei preocupada. — disse um tanto sem graça, querendo mudar de assunto.
— Meu estômago não tá muito legal não, vomitei ontem antes de dormir, minha cabeça ainda tá doendo um pouco. — fiz careta e ela se ajeitou na cama, deitou a cabeça no meu travesseiro e começou mexer no meu cabelo.
— Nunca vi isso. Pra que beber desse jeito? — me perguntou.
— Estava de folga! Fol ga. — falei.
— Isso é desculpa, bem feito que tá de ressaca. — disse dando de ombros como deu.
— Ah é assim, então? — perguntei incrédulo.
— Devo ter algum remédio na minha bolsa, mas você precisava tomar café antes né? — disse.
— Ah não, vamos ficar aqui. Tá tão bom. — joguei minha perna por cima dela e abracei sua cintura, deitando minha cabeça em seu peito. — Tá cheirosa hein Mary.
— Tomei banho, escovei os dentes, passei perfume. — disse se justificando.
— Tá me chamando de fedido? — perguntei sério.
— Suado talvez. — riu.
— Boquinha linda hein… — disse olhando pra ela
— Começou a safadeza. — empurrou minha cabeça, rindo.
— Tô falando sério Maryaninha linda. Tô querendo te beijar. Vai ser ou vou ter que roubar. — perguntei elevando as sobrancelhas.
— Você está bem ligeiro pra ficar roubando beijos. Eu bem escutei sua conversa com o Rober. — disse rindo.
— Fofoqueira. — provoquei.
— Eu não, eu hein. Só escutei por isso, a Ana ficou mal hein. — disse com rostinho preocupado.
— Não sei por que, não namoro com ela. — dei de ombros.
— Ela é mulher Lu, vocês ficam há tanto tempo "sem compromisso" que virou rotina já. — disse com os olhos pensativos.
— E? — perguntei desdenhando.
— E que eu acho que ela não está levando numa boa. — fechei os olhos, mostrando estar entediado com o assunto. — É sério, Lu. Melhor vocês pararem né? Só ela vai sair machucada e ainda pode estragar a amizade dela com a sua irmã. — falou tentando me fazer entender.
— Papo chato esse viu. Af, cara. Ela não é nenhuma criança. Deixei bem claro o que queria com ela quando ficamos a primeira vez e ela aceitou numa boa, nunca reclamou. — falei ficando irritado.
— É que não viu ontem, ela indignada com a menina que você ficou no corredor do banheiro. — disse ainda mais séria, mas com ar de riso.
— Ih, lá vem. — revirei os olhos.
— Quem era hein... era a do restaurante mesmo? Eloá, né? — ri.
— Para de falar vai, vem cá.  — roubei um selinho dela que me deu um tapa no braço.
— Meu filho, aqui não é bagunçado não. Tá pensando o que? — perguntou franzindo o cenho.
— Pensando que você fala demais, puta que pariu. Desse jeito a gente perde até o tesão minha nossa senhora. — disse me afastando dela e procurando meu celular que estava pela cama.
— Eu tô com fome, anda, vamos logo. — disse me apressando mais ainda
— Aceita ovos no café da manhã? — ela ia responder, mas quando viu que eu estava rindo mostrou o dedo do meio.
— Trouxa. — disse saindo da cama e indo para o banheiro. Vesti uma bermuda e sentei na cama pra esperar, e ela logo saiu.— Vamos? — me chamou.
— Tá de biquíni já Maryaninha? — perguntei safado.
— Sem biquíni e sem calcinha. — riu. —Tô descendo, você já demorou demais e eu tenho fome.
— Falta colocar a camisa só, eu nem sei onde... — ela pegou do chão e jogou na minha cara, rindo.
— Tchau.
— Também não é assim, volta aqui vai... fala que tá sem calcinha e sai assim? Ah não, Mary. Deixa eu ver? — pedi fazendo bico.
— É mentira besta. Vem, vamos descer logo. — me puxou.
— Tava amarrada, é? Comida não vai fugir  não ôh. — disse brincando.
— Quero aproveitar meu amor, estou no Rio Janeiro. — disse abrindo os braços.
— Chata. — provoquei.
— Com fome eu sou pior. — avisou.
— Nossa, que medinho. — abracei sua cintura e entramos no elevador.
— Você é muito chato, meu Deus. — ela me disse e eu apertei ainda mais a cintura dela.
— Eu sei. — disse convencido fazendo ela revirar os olhos. — eu sei que você acha que eu sou só um cafa, mas quero ser fofo, obrigado por cuidar de mim, sempre me ouvir e me aconselhar mesmo quando eu não quero, te amo pequenininha. — disse e beijei o cabelo dela.
— Eu hein, o que você tá querendo? — perguntou.
— Credo, Maryana. — disse e me soltei dela, e o elevador abriu no mesmo instante.
— To brincando, mané. — disse e abraçou a minha cintura e eu passei o braço em seus ombros. — eu também amo você grandão, você é a maior prova que amizade e cumplicidade entre homem e mulher existe sim. — disse e ficou na ponta dos pés pra me dar um beijo no rosto, porém ela não conseguiu alcançar, formando um bico no rosto dela e uma gargalhada em mim.

Fomos juntos para o restaurante,  Eles estavam em uma mesa mais afastada e tranquila, nos juntamos a esperamos para fazer o pedido.

(...)

— Praia, ai que delícia. Como eu amo o Rio. –Bruna deu um passo a frente abrindo os braços e falando sozinha, estranha.
— E quem não ama? Um calor desses, quero me jogar nesse marzão e aproveitar cada gota. –Mary comentou ajeitando a parte de baixo do biquíni, permitindo que eu reparasse em sua bela bunda com uma calcinha fio dental.
— Que raba hein, deve ser boa pra dar uns tapas. –falei esticando o braço e passando a mão.
— Vai se foder, Luan. Eu hein.
— Se você for comigo... quem sabe, né?
— Troxa. –me xingou indo mais pra frente, junto da Bruna e da Ana que estava mais na dela, quieta.
— Que bicho mordeu ela? –perguntei e o Rober deu de ombros despreocupado, fiz o mesmo e continuamos caminhando pela areia até que vi um casal bem no fundo que vinha na nossa direção correndo, o cara segurava ela pela cintura e brincavam juntos. Até parei pra olhar mais e sorrir, mas mudei de cara quando vi quem era.
— Ih, já entendi tudo.
— Fica babando nessa aí? Nem bonita ela é. –Mary desdenhou.
— Ah amiga, ela é gata sim. Olha esse corpo... esse cabelo e esse bronzeado. Maravilhosa.
— Concordo, Bubuzinha.
— Seu falso. –respondeu minha irmã pegando sua saída de praia e pondo em cima da cadeira.– Não vão sentar não?
— Com tanto lugar pra ficar tinha que ser logo aqui?
— Qual o problema?
— Nenhum. –disse me sentando e olhando pra frente, Eloá e Rodrigo riam juntos, brincando na areia feito dois adolescentes. Ridículos, nossa cara. Como ela tem coragem de ficar comigo e agora ficar agarrada nesse namoradinho frangote. Os dois começaram a jogar bola e numa dessas jogadas a bola veio cair perto da gente e veio pedir toda educada.– Falsa.
— De onde você conhece essa menina, Pi? Você não para de olhar, nem disfarça.
— Nos encontramos na balada ontem, só isso. –dei de ombros e ela riu desconfiada.
— Só se viram? Não ficaram não, porque essa sua cara tá hilária. –Mary continuou o assunto fazendo os outros rirem da minha careta.
— Ele roubou foi um beijo, esse safado.
— Testudo boca aberta, tinha mais nada pra falar não? –resmunguei ao ver a Ana parar de rir e fechar a cara me encarando. – Fica quietinho, fica.
— Mas Pi, ontem no restaurante você disse que ela namorava o gostosão ali.
— Gostosão sou eu, olha aquilo ali. – apontei e elas riram mais ainda dizendo ser inveja minha. – Bombado demais.
— Ah como eu queria um bombado desse. – Maryana se abanava.
— Só você amiga? – tive o desprazer de ver minha irmã suspirando e virei a cara, peguei meu celular e ignorei as três por bons minutos. – Pi, vamos?
— Onde?
— Dar uma volta, ali tem umas pedras e as fotos saem muito boas.
— Tô de boa, vai lá...
— Acho que vou ficar também. – Ana Carolina disse sugerindo alguma coisa, passando a mão pelo cabelo e eu nem tchum pra ela.
— Entendi. Estamos indo. – ficamos eu, o negão e a Ana que puxou uma cadeira e sentou do meu lado, colocou as duas mãos apoiadas no meu ombro e ficou me olhando.
— Fala.
— Nossa Luan, grosso.
— Eu sou o grosso? Quem tá de cara virada comigo desde cedo é você.
— Como se você não soubesse o "porquê".
— E não sei mesmo, vai falar ou brincar de adivinha?
— Não quero também. – levantou e saiu andando na direção do quiosque, Well deu risada e eu neguei com a cabeça.
— Nisso que dá fazer a limpa com as amigas da irmã.
— A mais antiga e mais cheia de frescura. Olha cara, se ela não fosse tão gostosinha eu já tinha colocado um fim nisso.
— Ela dá conta do recado?
— Ô se dá. Gostosa pra porra, adora levar tapa na bunda e puxão de cabelo.
— Ô chefe. – risos.
— É negão, Aninha arrebenta.
— Desistiu da encrenca ali? – apontou com a cabeça para Eloá e eu ri ainda negando.– Carne de pescoço essa aí.
— Olha quem tá voltando aí.
— Quer dar uma volta, não? – dei um toque e ele saiu rindo. Levantei e quando o furacão ia passar por mim eu segurei seu braço e dei uma juntada, abraçando-a e beijando o pescoço.
— Me solta.
— Tá brava, é? – ri. – Tá legal, me desculpa.
— Não tem o que desculpar não, lindo.
— Então olha aqui. – ela olhou e eu não perdi tempo, beijei sua boca e segurei seu cabelo, puxando bem na nuca onde sabia que ela se arrepiava inteira. Ana posicionou as mãos nas minhas costas e grunhiu entre o beijo, tentando morder minha boca. – Sem morder caralho.
— Hm... – riu. – Você nunca ligou.
— Meu pau fica coberto, não dá pra ver mordidas. – pisquei e ela riu mais ainda.
— Você não presta.
— E você também não. – apertei sua bunda e quando olhei para o lado vi Eloá nos encarando surpresa, sorri do jeito mais sacana possível e apertei mais ainda, mordendo os lábios e beijei seu pescoço e ela virou a cara.
— Olha mais...
— Olhar pra quem, tá doida?
— Eu vi. – antes que ela começasse o discurso eu dei outro beijo e ficamos naquela pegação sutil, e o tempo todo eu encarando aquela safada que não tirava os olhos, mas também não deixava de babar naquele cara, fingindo não nos ver. – Sério mesmo que ficou com ela?
— Fiquei e ela beija bem pra cacete, puta que pariu. – acabei pensando com a cabeça de baixo e quando vi já era tarde, mas também foda-se. Não namoro com ninguém, não tenho que dar explicação ou ter que me privar de ficar com outras.
— Você sabe ser bem babaca quando quer né? Eu sei que você fica com outras, não precisa jogar na minha cara.
— Eu só comentei, não precisa ficar brava por isso.
— É chato porra, é desagradável. Hoje é dessa aí, ontem na balada foi até a Mary. Eu sei que não temos nada, mas não é legal.
— Ih, DR essa hora? Estamos perdendo tempo hein... –ignorei seu discurso idiota e ela não falou mais nada, sentou na espreguiçadeira e ficou.– Vamos na água, desfaz esse bico.
— Chama sua amiguinha.
— Vem Aninha, faz eu te pegar no colo não. – ri e ela não resistiu, acabou cedendo. Levantou tirando os óculos, chinelos e deixando o celular e saiu na frente, desfilando. Olhei para o lado e a bonitona sozinha, franzi a testa e quando olhei pra água o namoradinho viado estava prestes a mergulhar. Tirei a bermuda ficando de sunga e caminhei na direção dela que estava com a bunda pra cima, mexendo na sacola de praia.– Gostosa! Que raba minhanossinhora. –elogiei sua bela bunda, oitava maravilha do mundo.
— O que você disse, babaca?
— Pra você nada. Mas se quiser...
— Se enxerga, deixa de ser ridículo.
— Bem que você beijou o ridículo ontem, fez nem questão de soltar... e vai ter mais viu. – pisquei pra ela, virei pra frente e continuei andando. Ana nem tinha visto minha pequena parada, ótimo. Corri chutando areia nela e entrando na água dando aquele mergulho.

A água realmente estava uma delícia, mas minhas costas já estava ardendo, os ombros começando a ficar vermelho e eu acabei saindo. Voltando para a areia vi o casalzinho no maior Love, a gostosa sentada no colo dele e ele beijando as costas dele. Coitado, nem sabe que é corno. Passei por eles chutando areia, sem querer, sentei de boa e fechei os olhos.

— Vocês perderam! As fotos ficaram lindas. – Bruna chegou toda eufórica, querendo mostrar as fotos pra amiga.
— E aí, domou a fera? – Testa se referia a Ana, ri. – Ah, ainda não cara?
— Essa tá precisando de uma boa foda, tudo fica estressadinha e eu não tenho paciência pra isso não cara.
— Grita logo pra ela escutar, boi. Tá falando baixinho. – Rober ironizou.
— Meu foco é aquela ali oh... quando eu levar esse mulherão pra minha cama... vai ser sem volta.
— Para de babar, ela não tá nem aí pra você cara. Quis nem seu beijo roubado. Rou ba do.
— Porque namora, mas ela bem que retribuiu cara.
— E te xingou depois, olha, pula pra próxima. Sua irmã trouxe duas amigas, pô.
— Ah, são minhas amigas também, se é que me entende. Mas sei não Testa, quero a encrenca.
— Ela vai foder com a sua vida, isso sim, tem cara de interesseira.
— Quem vai foder ela sou eu, e muito bem fodida. – ele negou enquanto ria.– Olha aquilo, boi. Tinha que ver ela com a bunda pra cima, cena de pornô mesmo.
— Imagino.
— Nojentos. Não respeitam nem a menina que namora e namora o seu amigo Roberval. –minha irmã disse de abelhuda na conversa, franzi a testa e ela continuou.– Tá chato esse assunto de vocês, eu hein.
 
OK. Mudamos de assunto, mas eu já nem prestava a atenção, estava concentrado demais na minha indignação. Eloá não parava de se esfregar naquele cara, sentando no colo, abraçando, dando beijinhos e toda carinhosa sequer me olhava. Fiz questão de responder suas provocações, mas sem sucesso, ela realmente não me dava a mínima. Mas também, tô nem aí. Afinal, por quê tô ligando tanto? Ela não é especial, tem nada de diferente. Ficar com ela ou qualquer outra dá na mesma.

— Já deu de praia, quero voltar pro hotel. –falei decidido, já tinha levantado e pego as coisas.
— Gracinha, você não decide por nós. –Mary falou sorrindo.– Queremos ficar aqui, aliás, vamos ficar.
— Ah há... não vão mesmo. Nem que eu tenha que carregar as três nas costas mas ''nóis'' volta.
— "Ah não Pi, nem vem." "Seu irmão não tem juízo." "Ele tá louco, bebeu só pode." – eram três mulheres falando sem parar na minha cabeça, discutindo comigo, tentando me fazer mudar de ideia e conseguiram.

Já estava cansado de ficar ali ouvindo as meninas falarem dos caras bonitos que passavam, quer dizer, bonitos segundo elas né?! Ou seja, eu sou mais do que esses ''malacabados'' que elas ficam admirando. Virei a cara quando Bruna falou de um cara que estava passando bem na hora e consequentemente meus olhos fitaram Eloá e Rodrigo.

Observei-os por alguns instante, estavam sentados lado a lado e de mãos dadas, algo completamente desnecessário. Mordi o lábio inferior e semicerrei os olhos para ampliar a visão de seu corpo quando ela se levantou, exibindo aquele corpo maravilhoso, pele bronzeada, cabelão preto solto, ô mulher gostosa viu?! Esperei até ela entrar no mar e quando o viadinho lá foi para o quiosque, eu me levantei, decidido a conseguir pelo menos o básico.

— Onde você vai? — Well perguntou, já se colocando ao meu lado.
— Relaxa negão, vou só comprar uma água de coco. — apontei com o queixo para onde Rodrigo estava e ele me olhou desconfiado.
— Não quer que eu vá junto? — ele perguntou.
— Não precisa, vais ser rápido. — garanti.
— Não vai arranjar confusão em, Luan?! — ele me advertiu.
— Relaxa, meu nome é tranquilidade. — dei de ombros e ele riu, revirando os olhos.
Ajeitei o óculos de sol no meu rosto e pus o boné, caminhando até lá.
Parei ao lado dele no quiosque, fingindo não ter visto o mesmo.
— Uma água de coco, por favor. — pedi ao rapaz atrás do balcão.
Ele prontamente assentiu.
— Só os sertanejos aqui hoje! — comentou sorrindo.
Sorri de canto.
— Ei aí cara, beleza? — Rodrigo falou e eu virei o rosto para encará-lo.
— Nossa, nem tinha te visto aí. — fingi surpresa e ele riu descontraído. — Tudo beleza, cara? — perguntei.
— Tudo na paz. — ele cruzou os braços, escorando-se de lado no balcão.
Porra, o filho da puta ainda tem olho azul. É apelar demais, euhein.
— Cadê a namorada? — perguntei.
— Quem? — ele indagou rindo.
— A morena que estava contigo. — franzi as sobrancelhas, fingindo estar confuso.
— Ah, tá no mar. — ele apontou, mas não desmentiu sobre ser namorada ou não.
Inferno!
— Vocês estão juntos faz tempo? — perguntei, assim como quem não queria nada.
— 18 anos. — ele riu, seguida acrescentou: — Mas não do jeito que você tá pensando.
— Como? — indaguei.
— Somos só amigos, quase irmãos. — ele explicou.
Assenti, gostando de ter confirmado o que ela havia me dito por cima.
— Ela é solteira? — perguntei.
Rodrigo riu, levando o copo de cerveja até a boca e dando um gole. O rapaz colocou meu coco sobre o balcão e eu dei de ombros, sorrindo de canto enquanto levava o canudo até a boca e puxava o líquido.
— É sim, mas também é muito reservada em relação as pessoas com quem se envolve. — ele deu de ombros e eu ergui uma sobrancelha, encarando-o.
— Não entendi. O que está insinuando? — perguntei sério.
— Nada cara, pelo amor de Deus. — ele riu. — Só tô dizendo que a sua fama entre as mulheres não deixa a desejar. — ele falou aquilo que eu já estava cansado de ouvir.
— Ah, mas todo cara que é solteiro e pega várias é intitulado de cafajeste, não acho. — dei de ombros.
— Também não acho, mas é assim que funciona com as mulher, pelo menos com algumas.
— É assim com ela? — perguntei.
— Não exatamente, mas quando eu disse que ela é reservada com quem fica, é que ela costuma deixar tudo em pratos limpos, sem essa de iludir para conseguir o que quer, com ela é tudo preto no branco. — ele deu de ombros e eu assenti.
— Pode me passar o número dela? — pedi de uma vez.
— Não sei se é uma boa ideia, cara...— ele resmungou.
— Você é afim dela? — indaguei.
— Não. — ele riu. — Mas e se ela não gostar?
— Relaxa parceiro, eu nem vou falar que foi você que me passou. — pisquei e ele assentiu meio hesitante.

— Eloá Andrade.

Saí do mar, já fazia quase dez minutos que Rodrigo e Luan conversavam escorados no balcão, duas ou três pessoas até já tinham pedido fotos. Caminhei meio desconfiada até os dois, que continuavam conversando. Rodrigo falava algo enquanto Luan tinha o celular nas mãos.

— ...9365, isso. — ouvi meu amigo falar e na mesma hora me toquei do que era.
— Tudo bem por aqui? — perguntei, me aproximando de Rodrigo, que me abraçou pela cintura sem se preocupar que eu estava molhada.
— Tudo ótimo. Estava aqui conversando com o Luan de boas! — Rodrigo disse, ajeitando meu cabelo, pondo uma mecha atrás da orelha.
— Bom, vou indo nessa. Minha galera tá me esperando! — Luan falou, olhando-me dos pés a cabeça.
— Tchau… Babaca! — falei sorrindo forçado.
Ele riu e ainda teve a audácia de beijar minha bochecha e colocar a mão em minha cintura em uma espécie de “meio” abraço.
— Tchau, gostosa. — ele sussurrou apenas para que eu ouvisse.
— Ridículo. — falei no mesmo tom e ele me soltou, se afastando.
— O que foi isso? — Rô perguntou, reprimindo uma risada.
— Eu vou dar na sua cara se você tiver feito o que eu acho que você fez! — falei séria e ele me olhou culpado. — Eu não acredito, Rodrigo Carvalho Marim! — falei brava.
— Poxa, me desculpa. Ele parecia muito afim, fez muitas perguntas e eu não achei que tivesse problema, até porque se ele te encher o saco é só dar block. — ele deu de ombros.
— Mesmo assim, não é para ficar dando o meu número para qualquer um! — ralhei.
— Ata, também não é assim. — ele revirou os olhos e eu bufei.
— Vamos agora ou mais tarde? — perguntei ainda brava.
— Agora, tô cansado. — explicou

Apenas assenti, começando a juntar minhas coisas, sacudindo a  areia e colocando-as de volta na bolsa. Enrolei a canga em minha cintura, fazendo uma espécie de saia e dei um nó de lado, calcei meus chinelos e soltei meus cabelos, que estavam secos por eu ter feito um coque antes de entrar no mar e ter tomado cuidado para não molhar, já que demoraria a secar depois por conta do tamanho. Voltamos para casa e eu preparei um lanche para nós dois, até massagem nos pés eu ganhei depois, uma clara tentativa de se desculpar pela a mancada de ter passado meu número para aquele babaca.
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Olá, meninas! ❤
Finalmente conseguimos voltar e pedimos desculpas pela a nossa ausência, mas os motivos foram realmente importantes. TCC, provas, emprego e vários outros motivos.
Porém, apesar da loucura que está as nossas vidas, postamos mais um para vocês.
Mais tarde tem outro e amanha também! Hahaha
Esperamos que estejam gostando.
Sobre o capítulo:  Luan fofo no início e safado do meio para o fim. Esse rapaz não tem limites! haha
Comentem bastante e um beijo do trio aqui! ❤❤