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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Capítulo 02

Eloá Andrade

Sexta, sábado e domingo para algumas pessoas eram os dias do tão merecido descanso, mas no meu caso era trabalho dobrado. Trabalhar com produção de eventos não era tão simples assim e eu apanhei muito para aprender os macetes da profissão. Felipe ou apenas Herman como eu o chamava, é meu superior era um homem tranquilo e desde quando ingressei realmente sempre me deu um suporte para que eu pudesse me sentir à vontade e executar um bom trabalho. De início minha mãe achou um absurdo eu trabalhar no período noturno, me expor ao perigo das ruas por voltar tarde e também por existir homens aproveitadores, por eu ser novinha e com o jeito de menininha. Segundo ela. Tive que conversar muito com ela, apresentar em detalhes e ela afrouxou um pouco as rédeas.
Hoje tem pouco mais de oito meses que atuo com uma profissão que diretamente não tem muito a ver com o meu curso de graduação, fonoaudiologia, mas não pense que foi opcional... apenas uni o útil ao agradável. Brenna tinha uma tia que era muito amiga de um cara que precisava formar uma equipe para ajudar em um evento, minha amiga ficou interessada e acabou me chamando por saber que eu estava um pouco apertada em casa, participamos uma vez e depois outra e mais uma e estou nisso até hoje. Gosto do que faço e penso que é uma oportunidade a mais de saber onde me enfiar para exercer minha profissão de escolha. Por isso não faço corpo mole e encaro de frente, sempre.


— Amanhã é domingo e como já é de costume, a melhor atração da semana, teremos um sertanejo exigente, então é bom que estejam preparadas porque ele é atirado e bem detalhista com as coisas que pede para o camarim. — Felipe disse.
— Sem problemas, estamos preparadas. 
— assegurei, piscando disfarçadamente para a Jaque que esperou Herman nos deixar a sós para coçar o couro cabeludo toda pensativa.

— Exigente, atirado e detalhista. Aí meu Deus, Eloá do céu, você escutou isso? — ela perguntou.
— Sim. 
— respirei fundo imaginando quem seria.— Mas não importa quem seja o trabalho será o mesmo, primeiro a equipe de limpeza cuida de tudo para deixar um brinco. E depois nós entramos com a parte de organização de acordo com a lista que mandaram pra gente.— disse a ela.

— Mesmo assim, esses homens são muito nariz em pé. Não gosto disso. — fez careta.
— Jaque, se fizermos o nosso não tem problema. Por falar em fazer o nosso vou ver o que podemos ir adiantando. — falei saindo da salinha e indo falar com o Herman que estava em seu escritório, bati na porta e entrei.— Posso dar uma palavrinha com você?
— Claro. — parou o que estava fazendo e pediu para que eu me sentasse.— O que manda doninha?
— Queria a lista do camarim do show de amanhã, hoje, sei lá. — risos. — Quando você disse que ele era exigente fiquei pensando que poderia ter algo exótico ou de sua terra natal, né.
— Estava vendo isso mesmo, ele pediu comida japonesa e deu o nome do restaurante, água, frutas, chiclete de menta, músicas... — foi listando, e pelo jeito demoraria. Logo imprimiu a lista e me entregou, falei a ele que levaria para casa e no dia seguinte veríamos isso com antecedência.— Já está indo? Está bem tarde, viu. — ele disse olhando o relógio.
— Devo ter perdido meu ônibus. — comentei preocupada ao olhar a hora.
— Vou pedir um táxi pra você, espera aí. — disse pegando o telefone e discando o número da frota, esperou uns segundos, perguntou meu endereço e desligou.— Obrigada pela ajuda viu. — ele disse.
— É meu trabalho, né. Nem precisa agradecer. — respondi.
— Eu sei que não, mas devo reconhecer que você o faz muito bem e não deixa por menos que excelente. Tanto que o assessor do artista de hoje elogiou muito minha equipe. 
—sorriu.— Estão de parabéns.

— Obrigada.
— O táxi está aí fora. 
— o porteiro veio nos dizer.–

— Vamos indo então, te levo até lá. — Felipe disse.
— Vou pegar minha bolsa. 
— sai de sua sala e fui pegar minhas coisas, me despedi da Jaque e desci para pegar o táxi, dei tchau para os rapazes e entrei no carro. Recostei a cabeça no banco, fechei os olhos e expirei cansada e querendo muito minha cama. Até minha casa não demorou mais que uma hora, até porque não tinha trânsito algum. Agradeci ao taxista e desci, entrei em casa e tirei os sapatos, deixei a bolsa em cima do sofá e segui para a cozinha. Jantei um franguinho com quiabo delícia com arroz e feijão e um copo bem grande de suco de maracujá. E tratei de ir dormir bem rápido, nem no celular peguei.


[...]

— ACORDA PREGUIÇA. — abri os olhos assustada com o grito, mas os fechei assim que encontrei a claridade dentro do quarto.— Ah, Elo. Acorda amiga.
— Jéssica, eu juro que um dia te mato. — virei para o lado oposto e cobri minha cabeça, ainda com sono.
— A gente vem passar o dia com a amiga  e é recebida assim. Ingrata. — ela disse fazendo drama.
— Sabe que horas eu cheguei? — perguntei ironizando.
— Eloá deixa de preguiça que são quase onze da manhã, sua mãe até almoço já está fazendo. 
— pulou em cima de mim, me abraçando.— Levanta vai...

— Como minha mãe te deixou entrar, hein? — perguntei indignada.
— Ela me ama. Só por isso. 
— riu. — Elo? — me chamou.

— Hum... —  perguntei, querendo na verdade que ela saísse dali e me deixasse dormir.
— Levanta senão nem vamos aproveitar o dia. — ela respondeu.
— Eu ainda vou trabalhar hoje sabia? — fiz uma pergunta que eu tinha certeza que nem precisava da resposta.
— Por que você acha que eu vim? Não perco esse show por nada, nada mesmo. Trouxe até roupa. — ela falou rindo.
— Sua casa é três ruas pra cima da minha, sua interesseira. — disse brincando.
— E daí? — ela perguntou dando de ombros.
— Eu desisto de você, Jéssica. Juro. 
— falei tirando a coberta do rosto e encontrando uma cara feia bem próxima do meu rosto. — Bom dia.

— Bom dia. — ela respondeu com cara de deboche.
— Meninas? 
— minha mãe apareceu na porta, rindo ao ver minha cara pra ela que entendeu tudo ao ver Jéssica em cima de mim. — Preciso de alguém pra ir no mercado ou que olhem a panela e o Toninho. — ela disse.

— Nós vamos no mercado. — disse empurrando a Jé e levantando da cama, entrei no banheiro, fiz xixi e aproveitei pra lavar o rosto e escovar os dentes, fiz um coque no cabelo e sai.— Vamos? — chamei.
— Quer seduzir quem com esse pedaço de pano? Tá tampando nem sua polpa da bunda, amiga. — ela disse brincando.
— O mercado é no fim da rua, vamos logo. 
— falei já sem paciência.


Depois de voltarmos do mercado nos sentamos no sofá e ficamos assistindo desenho com o meu primo até o almoço ficar pronto. Nos sentamos à mesa e comemos com muita vontade, minha mãe na cozinha não tinha pra ninguém, ninguém mesmo. Mas depois fiquei com a louça e ajeitar toda a cozinha.

— Elo, você tem aula amanhã? — assenti. — E vai voltar que horas hoje?— ela perguntou.
— Só Deus sabe. –deitei de barriga pra cima.– Quando é show grande geralmente tem mais atendimento no camarim quando acaba, né. Sem contar que o artista acaba esperando mais um pouco pra sair por causa do tumulto. — disse suspirando fundo.
— Não ligo de esperar, eu gosto. — ela falou sorrindo.
— Você não tem é vergonha nessa sua cara, Jéssica. 
— falei rindo. — Mas aqui oh, o Herman disse que ele é atirado. — contei, sabendo que ela iria gostar.

— Ele é muito lindo amiga, muito mesmo. — comentou se abanando.
— Qualquer cantor de sucesso hoje em dia é. Se matam na academia pra ficar com um corpo assim... legal e com dinheiro aí todo mundo cai matando. — falei dando de ombros.
— Tá me chamando de interesseira, amiga? 
— se fez de ofendida.

— Eu sei que eu não é. — ri. — Ligou pra Bre? Eu não vou poder ficar curtindo o show, não quero te deixar sozinha. — disse olhando-a.
— Ela vai é me xingar por não ter chamado antes. — falou fazendo careta, me fazendo rir.
— Bem feito. Agora deixa eu fazer uma ligação aqui. 
— disse e sai da cozinha, já discando os números.


Liguei para o restaurante de comida japonesa e fiz a encomenda de acordo com a lista, liguei também para dois fornecedores e pro Herman confirmando o horário e ele me pediu pra entrar um pouco mais cedo, às 19h, porque teve um almoço em família e se atrasaria um pouco. Concordei e assim que desliguei fui tomar meu banho, sem molhar os cabelos mesmo pra não ter o trabalho de secar depois.

— Vai vestir o que? — Jé perguntando enquanto se despia na minha frente, fiz careta e ela riu. — Tudo que eu tenho você tem também, nem ligo amiga. — ela disse.
— Toda desnecessária você. — falei voltando a me secar. — Irei de calça cintura alta, camiseta polo da produção e tênis.
— Nem um saltinho? — ela perguntou incrédula.
— Pra ter que ficar andando de um lado pro outro? Nem pensar. — respondi, negando com a cabeça.
— Nossa amiga, sério? — ela ainda não estava acreditando.
— E vamos de ônibus querida. 
— disse vestindo minha calcinha, ainda de toalha.

— Sim, eu sei. — ela concordou — Mas e daí? Meu salto vai na bolsa meu bem. Pensei que iria por pelo menos um cropped. — ela disse mexendo nas roupas dela.
— Não gosto de dar ousadia pra artista folgado e galanteador barato. Quanto menos roupa, mais eles dão em cima. — falei, já conhecendo o tipo de gente que eu trabalho.
— E isso é ruim? 
— ela me olhou como se fosse de outro mundo. — Olha, não sei como você ainda é virgem trabalhando num lugar desses. — falou rindo.

— Lá é uma casa de shows meu amor, sou paga pra organizar camarins não transar com quem for se instalar neles. –ri terminando de tirar a toalha e pondo o sutiã.–
— Não dá nem vontade?
— Já me roubaram beijos algumas vezes, não sou de ferro. Mas nunca quis ir para algum hotel com nenhum deles.
— Gosta de atiçar os caras, meu deus! Vou tomar banho.
— Conseguiu falar pra Bre?
— Ela disse que encontra a gente lá que é mais perto da casa dela, e que te liga quando estiver chegando.
— Tá bom. 
— vesti uma calça como havia dito, uma blusa de alcinha qualquer e calcei meu par de tênis all star. Voltei a frente do espelho e penteei meus cabelos com uma escova, fiz um coque muito bem arrumado e estava pronta. Não iria me maquiar agora, deixaria para mais tarde. Esperei a Jé enquanto passava um tempo com a minha mãe na sala depois de arrumar minha bolsa e deixar em cima do sofá.

— Amanhã você tem aula meu bem? — ela me perguntou carinhosa
— Tenho e nem imagino que horas vou chegar em casa. — falei com a cabeça escorada no sofá.
— Bem tarde, ontem eu dormi e você não tinha chegado. –falou um pouco descontente, coisa de mãe.
— Demorou mesmo, e pode ser que hoje demore um pouco mais. Mas fica tranquila que se eu chegar muito cansada não irei a aula. — disse dando um beijo no rosto dela.
— Mas olha viu, dona Eloá Andrade Mohamed, juízo hein. — disse pra me irritar
— Mohamed, mãe? 
— mostrei a língua fazendo careta. — Odeio esse sobrenome.

— Pois eu acho lindo. — sorriu acariciando meu rosto.
— Ai mãe, só a senhora mesmo.  disse rindo. — Que horas são? — perguntei.
— 17h33. — ela respondeu, olhando no celular. — Você entra mais cedo hoje? — perguntou.
— Às 19. — disse a ela. — Jéssica, vai logo. — dei um grito pra ela ouvir.
— Tô pronta. — disse quando chegou na sala.— Tô bonita tia Rosângela? — perguntou dando uma voltinha.
— Linda, Jejé. — sorriu.
— Tá faltando pano aí né? — ela vestia uma saia justa, cropped e estava de sapatilhas e com os cabelos soltos.— Barriguinha chapada de fora.— disse pra irritar.
— Deixa de ser chata, Elo. — disse mostrando a língua, me fazendo rir. — Vamos? — me chamou.
— Tchau mãe. — beijei seu rosto. — Tchau Toninho. — fiz o mesmo e peguei minha bolsa indo abrir a porta, esperei por Jéssica que também se despedia e fomos.
O caminho não era demorado, a condução de domingo sim, chegamos sete e quinze e o caos estava instalado. Jaqueline faltou beijar minha boca quando me viu entrar na sala para guardar minhas coisas no armário. Falei pra Jé ficar à vontade e me pedir caso precisasse de alguma coisa e pus as mãos na obra.
Primeiro organizamos o camarim do artista por ser o mais exigente e pedir coisas como: água de coco, suco natural e em temperatura ambiente, comida japonesa fresca, frutas (maçã, pêra e melancia). Fora toalhas, penteadeira com diversos produtos, secador de cabelo e escova, caixa de som e uma boa iluminação. O segundo deixamos bem dispostos os banners onde iria acontecer o atendimento aos fãs e convidados e por último e não menos importante o camarim da banda.
— Pronto, terminamos pessoal. — comemoramos sorrindo e fomos nos trocar para assumir os postos.
— Elo, a Bre chegou. — Jéssica apareceu com o celular na mão. — Como faz pra ela entrar? — me perguntou.
— Vou pedir para liberarem a entrada dela. — fui até os seguranças da entrada dos fundos e liberei a entrada da minha amiga que estava um verdadeiro mulherão. — Fiquem à vontade, só vou pedir pra vocês usarem isso aqui. — entreguei um crachá de convidado a cada uma delas. — Não percam porque é corrido e sem isso vocês podem ser barradas e não vai conseguir me ligar. O crachá dá acesso ao backstage, camarote e aqui os camarins e só. Vão ficar bem? — perguntei a elas, pois sabia bem do que minhas amigas eram capazes.
— Vamos sim, mas queremos entrar no camarim. — Brenna respondeu.
— Quando ele chegar eu levo vocês pra conhecer. Agora eu tenho que ir, beijos. 
— voltei ao vestiário, coloquei a polo e fiz uma maquiagem leve para a noite. Herman havia chegado e pediu que eu fosse na sala dele, pois o produtor do artista havia chegado. Respirei fundo, fiz minha melhor cara e ajeitei meu relógio no pulso.
— Licença, boa noite. — falei ao entrar no escritório e encontrar um belo par de calças de costas.
— Henrique, essa é uma das nossas produtoras, Eloá Andrade. — ele me apresentou.
— Prazer, Henrique. 
— estendeu a mão.

— O prazer é todo meu. Tudo bem? — dei um aperto firme e um beijo rápido em seu rosto.— Quer dar uma olhada nos camarins? — perguntei sendo gentil.
— Se importa? — neguei. — 
— Por favor, me acompanhe. — e fomos, ele olhou tudo e por Deus não encontrou nem um erro. Uma equipe do artista posicionou os banners, tapete e o painel e disse que o cara estava descendo da van. Entrando pelos fundos.
— Preparada? — Herman perguntou rindo.
— Sim. — disse dando de ombros.
— Posso te deixar sozinha então? — ele perguntou, pra me irritar certamente.
— Não, você é o contratante Herman. Nem pense em não recepcionar o cara. 
— dei um soquinho em seu ombro, fazendo ele rir.

— Amiga, ele chegou! — Jéssica surgiu com a Brenna, as duas não se aguentando de curiosidade.
— Quietas as duas. — falei.
— Suas amigas? — Felipe perguntou
— Sim, não briga comigo. — disse, olhando fofa pra ele.
— Jamais faria isso. 
— falou sorrindo.— A assessora dele aí. — ajeitou a manga da camisa e sorriu para a mulher que caminhava toda elegante em cima de um salto alto. — Boa noite, Dag. — ele disse.

— Oi Herman, tudo bem? — o cumprimentou com um beijo no rosto. — Oi meninas, boa noite. — sorriu para nós três.
— Boa noite. — respondi, esticando a mão para cumprimentá-la. — Vamos entrando? — chamei. 
— Claro.  — ela disse, não esperei o cara porque ele estava atendendo os fãs no portão dos fundos, quando entrou estava de touca e mascando chiclete. Logo atrás seu segurança e mais três homens, ele parou para falar com a tal da Dag cumprimentou o Herman e veio até nós, pondo a mão espalmada nas minhas costas e dando um beijo demorado no meu rosto.
— Bom demais ser recepcionado assim. — disse olhando cafajeste. —Tudo bem meninas? — ele disse educado.
— Alguém me belisca? — Brenna falou alto olhando hipnotizada para o cara.
— Aí meu deus. — revirei os olhos e me afastei um pouco. — Tudo bem sim. Ela só estava um pouco ansiosa, queria muito te conhecer. — disse rindo.
— Então vem cá me dar um abraço, linda. — aproveitei a deixa pra ir para o lado do meu chefe, esperei as meninas tirarem foto com ele e saímos.
— Ele é um sonho. — Jéssica dizia beijando a tela do celular. — Olha isso.
— Tô olhando amiga. — respondi rindo ainda mais do exagero dela.
— Puta que pariu, eu Brenna Dias, abracei Israel Novaes e ainda tirei uma foto grudada naquele gostoso. 
— dei risada, Jaqueline apareceu e ficou indignada que perdeu a oportunidade. — Vou assistir o show até mais feliz.— ela disse, ainda agitada.

— Não vi nada demais nele. — disse indiferente.
— Percebi, o cara quase te engolindo e você nem aí. — ela disse e eu ri, estava acostumada com homens assim.
— Estou trabalhando, não me divertindo. 
— falei atendendo o celular corporativo e deixando-as tagarelar. — Oi. — eram os rapazes que cuidavam da divulgação e haviam feito o sorteio de 05 pessoas que conheceriam o artista, tirariam fotos e assistiriam o show no camarote com direito a acompanhante. E assim minha noite começou, depois disso não vi mais minhas amigas e não parei um segundo, fomos nos encontrar no final de tudo. As duas acabadas de tanto que aproveitaram e eu saindo do banheiro soltando os cabelos para fazer um rabo de cavalo.

— Eu A M E I. — Jéssica disse.
— Duas, muito bom o show. Nossa! — Brenna concordou
— Escutei algumas músicas enquanto fazia uma coisa e outra, ele tem uma voz incrível. 
— eu disse enquanto andávamos pelo corredor, só não contei que daria de cara com ele.

— Eloá, não é? — ele perguntou.
— Sim, por quê? — respondi, arqueando as sobrancelhas.
— Por nada. 
— disse secando o rosto em uma toalha e entrando no camarim, olhei as meninas sem entender e segui meu rumo.

— Entenderam alguma coisa? — eu perguntei.
— Entendi que ele quer você e juro que se você não pegar, eu pego e faço estrago. — Brenna me respondeu, atirada que só ela.
— Cala a boca Brenna. Tem nada pra falar não? 
— respondi rindo.

— Ele tá te secando desde a hora que você saiu daquele camarim, amiga, ele te quer. — ela disse como se fosse óbvio.
— Pra mim ninguém falou nada. 
— disse tirando o celular do bolso, respondi as mensagens da minha mãe e guardei novamente. — Falei que a gente dava conta, Jaque. — disse sorrindo pra ela.

— Ainda bem, esse homem me intimida. — ela respondeu com o olhar assustado ainda.
— Entendo. 
— ri.

— Nós vamos no banheiro, você não vai embora agora né? — Jéssica perguntou.
— Não, só depois que a celebridade for embora. — respondi.
— A banda já foi, só falta ele mesmo. Queria tanto uma foto, Eloá. — Jaque me disse, com cara de cachorro que caiu da mudança.
— Entra lá, bate na porta. — eu disse simples.
— Ah não, tenho vergonha. 
— ri. — É sério. — ela disse angustiada

— O Herman vem vindo, entra com ele. — ela assim fez, logo que saíram disseram que ele estava me chamando. Entrei desconfiando o que seria, mas não disse nada. — Oi, me chamou.
— Vou ser direto, posso? — ele perguntou?
— Prefiro.— disse.
— Você namora? –sorri maliciosa, mas ainda no meu canto.
— Não, por quê? — perguntei com um sorrisinho de lado.
— Porque desde que eu cheguei tô querendo fazer isso. 
— num segundo ele estava como um muro bem na minha frente e minhas mãos em seu peito, ele pôs a mão no meu pescoço e com a outro juntou meu corpo no dele como fez mais cedo, olhou devolvendo o sorriso de malícia e me beijou. Um beijo quente, gostoso e urgente. Daqueles que você não sente vontade de parar porque deixa o corpo inteiro pegando fogo, suas mãos desceram para a minha bunda e as minhas para o seu pescoço arranhando de leve sua nuca, virei a cabeça me acomodando mais ao beijo, recebendo chupadas gostosas da sua língua encerrando aquele momento com selinhos demorados. — Beijo bom hein moça. — ele disse.

— Também achei. — pisquei. — Era só isso? Preciso ir ainda estou em horário de serviço. — falei pra ele.
— Não quero te largar não, como faz? — ri jogando a cabeça pra trás e sendo surpreendida com um chupão no pescoço.
— Não faz isso... — disse séria.
— Não resisti a esse seu cheiro. 
— nos beijamos mais algumas vezes até que escutamos batidas na porta e nos separamos, no susto. — Tchau morena linda. — ele disse me dando um beijo no rosto

— Tchau. — e sai.

As meninas ainda não haviam voltado do banheiro, ótimo. Voltei para o vestiário, troquei minha camiseta polo pela blusa de alcinha que eu estava antes, peguei minha bolsa e deixei em cima do banco enquanto tirava o borrado do batom. Guardei o celular corporativo, minha camiseta e sai para encontrar minhas amigas.

— Meninas? Vamos? — chamei por elas.
— Não tem nada pra contar linda? 
— Brenna perguntou rindo.— Queremos saber.

— Aqui não, deixa chegar em casa. — falei baixo. — Preciso avisar que estou indo já.
— Pro bonitão? Tirou foto pelo menos? — ela perguntou.
— Não, nem vou. 
— falei andando em direção ao escritório dei tchau para o Herman e a Jaque, e saímos.

— Tchau hein moça. — procurei a voz que me chamava e vinha da van que estava estacionada um pouco mais a frente, acenei como resposta e seguimos para o ponto de ônibus.

Até que não demoramos tanto quanto pensei, pegamos o último e ainda fomos sentadas. Contei as minhas amigas como tudo aconteceu e elas ficaram de boca aberta me enchendo de perguntas sobre o gosto do beijo, se tinha pegada e esse foi nosso assunto até que chegamos na minha casa. Comemos, trocamos de roupa e dormimos as três na minha cama.



________________________
Oooooooi! Tudo bem com vocês? ❤
O que acharam do capítulo? Trollamos vocês direitinho hein?! Hahahaha
Os comentários do capítulo anterior já foram respondidos. 
Preparadas para o próximo?! 😎
Comentem bastante, um beijão do trio aqui! ❤

16 comentários:

  1. Israel nem é besta, não deixou escapar. Pensei que era o Luan, já quero o encontro desses dois. Continua

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    1. A intenção era essa mesmo, achar que era o Luan hahahah Israel é dos meus, não dorme no ponto. Continuei

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  2. Isso é tortura é? Maldade cmg isso kkk

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  3. Não gostei,pensei q fosse o Luan.

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    1. Que pena, queríamos algo diferente, espero que goste daqui pra frente!

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  4. Vou sofrer até amanha. Aff. Cai mesmo na trollagem HAHAHA

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  5. Pensei que era o Luan
    Mas o Israel não perde tempo mesmo viu kkk
    Eloá arrasa os corações
    Já quero continuaçãoo
    Ansiosa pelo próximo capítulo
    Continua logooo

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  6. Opaa! Já estou aparecendo 😌
    Fui trollada, affs! Estava crente que era o Luan. Kkkkkkk
    Ai mds! Curiosa para o próximo. Esse trio é uma onda.😂

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  7. Leitora nova, vc posta tds os dias?

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