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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Capítulo 03

Luan Rafael

  Graças à Deus tive uma brecha no meio das agenda de shows e uma pausa de uns dias para o tão merecido descanso. A van estacionou na frente de casa, Well me ajudou com a bagagem e depois nos despedimos e eu entrei. Tudo estava escuro no andar de baixo e estaria em silêncio também se registro fosse a bolinha de pêlos mais linda da casa não estivesse latindo e pulando em cima de mim, quase não me deixando fechar a porta.

— Calma aí garotão, cheguei pô. — o peguei no colo fazendo carinho em sua cabeça e deixando que ele me cheirasse como sempre fazia. — Vai acordar a casa inteira, é?—  ele latiu mais, tranquei a porta e fui acendendo as luzes.
— Pi, você chegou. — minha irmã descia os degraus da escada sonolenta, mas com um sorriso nos lábios. Andei ao seu encontro, soltei Puff no chão para que pudesse abraçá-la. Esfregar meus dedos na cabeça dela e apertar bastante pra matar a saudade.—
— Como cê tá?


— Com sono, né. — riu. —  Faz tempo que você chegou?
— Tem nem cinco minutos. — desfiz o abraço, mas ela não, continuou com a cabeça no meu peito. — Tava dormindo já?
— Terminando de estudar. — bocejou. — Estou em semana de provas, muita coisa pra estudar.
— É, mas tem que dormir também Piroca. E o pai, a mãe... tão bem?
— Sim, tudo em ordem com os véios. E você? Pensei que chegaria mais cedo ou nem viesse hoje.
— Mal tempo, demorou para liberarem nosso vôo e atrasou tudo.
— E os meninos foram embora como?
— Com a van uai. Tem o que de janta?
— Carne moída com batata.
— Credo. — fiz careta e ela riu. — Tô com fome Bruna.
— A mãe fez pão, como e vai dormir. Boa noite, Pi. — beijou meu rosto e voltou pelo menos lugar veio. —
— Tô azul de fome. — falei sozinho enquanto ia pra cozinha com o Puff me seguindo a cada passo dado. Cortei uns pedaços de pães, leite com café e me sentei na bancada mandando tudo pra dentro enquanto mexia no celular. —
— Hora de comer não é hora de ficar no celular, menino. — olhei para a porta da cozinha e minha linda estava lá de roupão, pantufas e touquinha pra não bagunçar os cabelos. —
— Tava com uma saudade da senhora, xumba. — deixei o que fazia e abri um sorriso de menino quando ela abriu os braços e os estendeu para mim. —
— Tá geladinho querido, cadê sua blusa de frio? — acariciou meu rosto.

— Tava calor na van, deve estar no sofá.
— Luan, Luan... — segurei seu rosto lhe dando um selinho, ela era tão delicada, linda e carinhosa comigo. Sentou-se mesmo cansada e esperou eu comer, subiu para o meu quarto comigo e me deu colo. — Boa noite querido. — beijou minha testa, levantou da cama e saiu do quarto. Pra mim ainda estava cedo, eu nunca dormia aquela hora.


Aproveitei que no quarto tinha isolamento acústico e depois de tirar minha roupa, ligar o ar condicionado e pôr o celular pra carregar, liguei o videogame e fiquei jogando até altas horas da madrugada. No outro dia acordei quando meu corpo sentiu que era o momento de despertar, isso mais de uma da tarde. Tomei um banho, vesti uma bermuda, regata, calcei meu chinelo e desci com os cabelos bagunçados mesmo. Todos estavam na sala, cumprimentei meu pai com um forte abraço com direito a tapinha nas costas, minha irmã e por último dona Marizete já aproveitando e deitando no sofá com a cabeça em seu colo.

— Alá, mãe. Folgado que só ele. — implicou comigo fazendo o maior bico. Nem liguei, fechei os olhos e relaxei com ela me fazendo um cafuné gostoso, coisa que ninguém a não ser ela fazia.  — Também quero, pai.
— Vem aqui, minha princesinha. — brincou. — E como tá a estrada meu filho?
— Gostosa que só ela, esses dias conheci uma cidade no sul de Goiás, pensa num lugar gostoso e que me lembrou demais Campo Grande, sabe? — ainda de olhos fechados fiquei conversando com meus pais e a Bruna. — Muito massa.
— Imagino, Pi. Mas deixa eu perguntar, cê tá namorando aquela atriz?
— Atriz? Eu? — ri.v  Tá doida?
— Sou uma pessoa bem curiosa e suas fãs ainda ficam me marcando nas coisas. — riu.—  Tô falando da Sheron.
— Minha amiga, o povo inventa demais.
— Inventa, é? Sei. — riu mais ainda e minha mãe só de ouvido na conversa, meu pai também fingindo prestar a atenção no que passava na TV. —
— Minhas namoradas são minhas fãs, sempre será elas.
— Galanteador barato. Pi?
— Fala, Bruna...
— Não vamos fazer nada hoje?
— O que você quer fazer?
— Assistir TWD, a última temporada. Nem assisti pra ver junto contigo.

Bruna e eu subimos para o meu quarto, nos deitamos e passamos a tarde toda ali. Ela dormiu e espaçosa que era foi se mexendo na cama até abraçar minha cintura deitando a cabeça em meu peito, devolvi o abraço e fechei os olhos e acabei fazendo o mesmo. Acordei horas depois e minha irmã estava no mesmo lugar, peguei o celular que estava tocando e atendi, era o Douglas quem ligava.


— Fala viado!
— Dormiu bastante já, né?
— Nossa senhora, dormi mesmo. Mas fala aí cara, tudo bom?
— Tudo ótimo, bora sair hoje?
— Olha a hora que é cara, tá tão gostosa minha cama.
— Para vai Luan, vai ficar em casa caraio? Até a Elô disse que vai e ela ainda tem aula amanhã.
— Sério mesmo? Quem vai?
— Marquinhos, furou. Vai eu, a Elô e uns amigos dela.
— Sério mesmo cara? Vou ficar lá de vela, então?
— Minha namorada que não escute, mas boi as amigas dela são lindas, eu se fosse solteiro pegava sem dó. — riu, Bruna se mexeu me apertando mais. —
— Aquele esquema lá?
— Aquele esquema mesmo. Mas sem me comprometer.
— Com o que ôh?
— Você sabe, ôh filho da puta. Vou sair de casa pra buscar a Eloísa às 22h30. Consegue ficar pronto?
— Que horas agora?
— Quase nove, vai chamar mais alguém?
— Minha irmã.
— Ôh parceiro, não leva aquela amiga dela não. Aquela ali termina com qualquer relacionamento e minha Elô não gosta dela.
— Fala assim da Anita não, ela é gente boa.
— Você quer me foder mesmo, né cara?
— Sempre. — risos.—
— Tchau aí, até daqui a pouco.
— Até, tchau. — desliguei e foi o tempo de eu colocar o celular embaixo do travesseiro que minha mãe bateu e abriu a porta do quarto. —
— Filho, acorda sua irmã e desçam os dois pra jantar, seu pai e eu estamos esperando.
— Podexa. — ela saiu e eu fiquei com a missão de acordar a bonita. —  Bubuzinha, acorda.
— Hmmm não. — resmungou. —
— A xumba veio avisar que a janta tá pronta e pediu pra gente descer.
— Sério? Tô com preguiça Pi. — afundou o rosto em meu peito, dando uma mordida.–
— Tá louca, é? Isso dói, porra. — ela riu e me apertou mais. — Bruna!
— É saudade, Pi. — falou toda fofa, sorrindo. —
— Também tava. — baguncei seus cabelos loiros, fazendo com que ela me xingasse. —  Tô descendo, tchau. — levantei calçando meus chinelos e sairia do quarto se ela não tivesse pulado nas minhas costas. —  Tá pesadinha hein.
— Você que é fraquinho e não aguenta nada, não peso nem 60 quilos, Pi.
— Osso tamém pesa viu. — ri segurando suas pernas e saindo do quarto, descemos os degraus da escada e chegamos na cozinhas dando gargalhadas. —
— Mas minha nossa senhora, desce sua irmã daí meu filho.
— Deixa eles Marizete, estavam com saudade um do outro.
— Quero só ver até quando essa foguetisse, daqui a pouco começa "aí mãe, olha esse menino aqui" "aí Luan, para garoto".
— Ele me ama, mãe. — disse se apoiando nos meus ombros e descendo. — Obrigado pela carona, Pi. — beijou meu rosto e puxou a cadeira para se sentar, fiz o mesmo e nos servimos para comer. —
— Vai ficar a semana toda em casa Luan?
— Queria eu viu pai, voltar só terça que vem. — ri. — Mas não, volto agora na sexta, tenho um programa de TV no Rio e dois shows no sábado.
— Ah, mas tem quase a semana toda pela frente. Vai querer ir pra chácara?
— Com esse tempo? Acho melhor aquele churrascão mesmo aqui em casa, chamar a galera e ficar por aqui mesmo.
— Também acho Pi.
— Você só fala isso por causa da faculdade.
— Lógico, todo mundo se divertindo e eu aqui com a cara enfiada nos livros. — fez beicinho, meus pais e eu demos risada. —
— Tem que estudar, não adianta ser só um rostinho bonito irmãzinha.
— Idiota.
— Te falei Amarildo, tinha certeza. — falou nos fazendo rir. —
— Ôh Piroca, bora dar uma volta hoje?
— Que volta o que Luan, sua irmã tem aula amanhã.
— Não vamos demorar, nem encher a cara. Ela vai estar comigo. — falei sério e escutei minha mãe dar risada. — Uai, tá rindo de que muié?
— Nada não filho, termina de comer. — chamou minha atenção, voltei a comer assim como eles.


Deixei meu prato na pia  e subi para me arrumar, pedindo pra Bruna fazer o mesmo.
Tomei um banho não tão demorado quanto eu queria, vesti uma cueca e continuei com a toalha enrolada na cintura escolhendo o que iria vestir. Peguei um jeans escuro, blusa azul e tênis branco. Passei um secador no cabelo, dei uma arrumada com o spray e coloquei meu relógio, algumas pulseiras e passei o perfume.

— Minha nossa, Luan. Pra que tudo isso de perfume?
— Pra ficar sempre cheiroso, seduzir as gatas. — brinquei.  — Mas vem aqui pertinho de mim. — falei olhando sua roupa, ela retribuiu o olhar desconfiada, m
as veio. —
— O que?
— Decote, saia curta e ainda de salto? Olha isso, mais de um palmo da sua coxa de fora. –falei pondo a mão na perna dela. — Quer trocar não?
— Não. Eu gostei, vou assim.
— Depois não fala que eu não avisei.
— Não avisou o que Luan?
— Nada. –virei para o espelho novamente. — Tá pronta?
— Sim, estou.
— A Ana vai?
— Vai, mas não com a gente.
— Então vamos. — peguei o celular, chave do carro, carteira e saímos do quarto. Nos despedimos dos nossos pais e do Puff e saímos, iríamos no meu Jabuticaba.


A balada era bem conhecida, mas em dia de semana não lotava tanto quanto na sexta-feira. Então foi tranquilo pra estacionar e entrar, vi muita gente olhando, muitos caras olhando pra Bruna e não pensei duas vezes antes de colocar a mão em sua cintura e lhe dar um beijo no rosto. — Te amo, tá? — ela nem percebeu o motivo, sorriu e disse que também me amava. Douglas mandou mensagem falando que tinha acabado de chegar, pra nós esperarmos perto do bar e assim fizemos, logo ele apareceu com uma galera boa e de mãos dadas com a Eloísa. Os dois se aproximaram, nos apresentaram para os amigos da Elô e fomos para o camarote.


— Bora começar os trabalhos?
— Agora. — toquei na mão dele e fomos até o bar, pedi uma dose de whisky pra mim e peguei uma Budweiser pra minha irmã. —
— Pede o balde agora?
— Com cachaça e muito gelo. — risos.


Fizemos o pedido e voltamos para junto da galera, e entreguei a cerveja da minha irmã e voltei a grudar nela que não tinha percebido até dona Eloísa se pronunciar.


— Ê Luan assim tá foda hein. Desgruda encosto.
— Beija aí a boca do seu namorado, deixa minha irmã na dela. — ela fez careta bebendo mais de sua cerveja.
— Eu né? — risos.


Nossos baldes chegaram e aí começamos a beber de verdade, estava começando uma movimentação boa, pessoas andando de um lado pro outro daquele camarote e eu de olho. Minha irmã estava com Elô e algumas amigas dançando, fiquei conversando com o Douglas até encontrar uma loira de vestidinho. Ela estava encosta na grade, bebendo com mais duas amigas e mexendo nos cabelos sempre que eu olhava. Ri e bebi mais um pouco.

— Para cara, a ruiva que veio com a gente é mais gata.
— Quê?
— Disfarça não macaco, te conheço. — riu. — pe
ga a ruiva, tá solteira hein.
— Tem cara de menininha.
— Essas são as piores, certeza. — colocou o copo na mesa. — Eu sigo ela no insta, é cada foto que até velho fica de barraca armada.
— É nada... mostra ai. — ele p
egou o celular e entrou no insta, digitou algo na busca e entregou o celular na minha mão. Muitas fotos sensuais, fotos de biquíni, tipo youtuber. Carão, mordendo os lábios... era linda demais.—
— E mais, é ruiva natural.
— Tá sabendo demais hein. Tá esquecendo de contar alguma coisa?
— Não, nunca fiquei com ela e nem tenho vontade porque minha namorada arrebenta. Mas você é solteiro porra, fica aí fazendo doce que outro passa na sua frente e pega.
— Não vi ninguém chegar nela.
— Fica esperando troxa, olha mais a oxigenada. Não vejo graça em loira. — falou guardando o celular e voltando a beber.— 
— Ah para vai, só pegava loira nas festas. Aí apareceu a Elô. — comecei a rir e ele não aguentou ficar sério.—
— Vai tomar no seu cú, Luan. — ria.—  Loiras nunca foram minha preferência.
— Tô sabendo, tô sabendo. Oh quem vem vindo aí.
— Dô amor, que ir no banheiro.
— Ué, vai amor. Chama uma das meninas. — beijou o rosto dela.—
— Eu tentei, mas ninguém quer ir comigo. É rapidinho. — vi ele resmungar algo e depois ela saiu puxando-o pelo braço. Continuei no meu canto e logo a ruiva apareceu no meu campo de visão, vinha sorrindo junto com a minha irmã, se abanando com uma das mãos e a outra tirava o cabelo da nuca.—
— Que sede. –disse pegando uma lata de Redbull e abrindo. — Quer Bru? Posso te chamar assim né?
— Pode sim, é bem menos formal. — riam bem alegrinhas. — Pi, cadê a Elô?
— Banheiro.
— Ah tá, vou lá também que eu tô apertada.
— Cuidado em Bruna, se mexerem com você me grita.
— Ah claro maninho. — riu e foi se afastando, sumindo no meio das pessoas.—
— Nossa, você é tão tranquilo. — disse sorrindo, retribui.—  Tem a maior fama de pegador, mas não te vi pegar ninguém.
— Tá afim de ser a primeira?
— Não sei né, não queria fazer a linha atirada mas te achei bem devagar. — ri, ela colocou o cabelo atrás da orelha e veio na minha frente. — Ou melhor, tava babando na loirinha ali.
— Que nada, não cheguei em você porque pensei que não fosse solteira. — menti.—
— Bom, eu sou. E aí? — segurei a ponta de seu queixo e dei um selinho rápido, outro e então ela abriu a boca dando passagem para a minha língua e porra, ela beijava bem pra cacete. Coloquei as mãos na sua bunda e senti suas unhas arranharem minha barriga. — E não é que ele beija bem? — passei os dedos em seu pescoço e os enfiei em seus cabelos, beijando-a outra vez sem importar com quem estivesse ao redor.—
— Ê Larissa, beija mesmo amiga. — escutamos Eloísa dizer e ri entre o beijo.—
— Só vejo língua. — mostrei o dedo do meio e voltei segurar ela pela cintura.— 
— Gostoso.
— Não provou pra saber...
— Mas tô sentindo, o que já é suficiente. — apertou meu pau por cima da calça, gemi em seu ouvido, beijei seu pescoço. — Gostoso.
— O que acha da gente dar uma volta?
— Só se for valer a pena. — falei pra Bruna que iria dar uma volta e sai com a ruiva, saímos da casa noturna e fomos para o meu carro. Eu conhecia Londrina muito bem, não foi difícil achar um motel e pedir uma suíte. Entramos e não perdemos tempo, tendo algumas horas de muito prazer e sacanagem. A ruiva era fogosa, gostava de levar tapas na bunda e gemia feito uma cadela quando eu metia com força, foi uma madrugada e tanto.

—  Ah, Luan. — deitou na cama.—
— E aí, valeu a pena? — perguntei convencido.
— Muito. 
— risos. — Quero mais. — disse vindo pra perto.

— Bora pro chuveiro? — perguntei.
— Hoje não, tô cansada. 
— sorri vitorioso. — Seu celular...— ela avisou.

— Deve ser minha irmã. — falei levantando da cama e procurando minha calça, sabendo que ele estaria no bolso. — Fala Bruna. — disse simples.
— Você vai me deixar aqui sozinha? — perguntou irritada.
— Tô longe não, dez minutos eu tô aí. 
— disse apoiando o celular entre o ombro e a orelha, tirando a camisinha e indo jogar no lixo. Voltei vestindo a cueca, tendo que escutar sermão da minha irmã. — Te ligo quando estiver aí na porta, tchau. — e desliguei. —Tenho que ir embora. — avisei a ruiva.

— Eu também, amanhã eu trabalho. — falou vestindo a roupa às pressas assim como eu. — E ainda tenho aula. — grunhiu.
— Faz parte. — disse pegando a carteira, celular e chave do carro e saímos de mãos dadas. Paguei e fomos embora, estacionei, entramos e fomos até o camarote. — Pronto, cheguei meu amor. — disse pra Bruna, após ela atender o telefone.
— Foi boa a coisa hein. — ela disse debochada, quando chegou no carro.
— Ôh, você nem imagina. 
— risos. — Vamo nessa? — chamei.

— Sim, deu por hoje. Ainda quero dormir, quer dizer, preciso né. — falou bocejando. — Tchau Elô, Douglinhas e Lari, mandem um beijo pros outros. — falou, dando um beijo no rosto de cada um. — Vamos, Luan. — ela disse, entrando no carro.
— Falou ai galera, até a próxima. — acenei para eles me despedindo e de mãos dadas com a Bruna que estava cansada, andando devagar por causa do salto alto. — Cansou hein Bubu. — disse carinhoso.
— Quero ver como vou fazer prova amanhã morrendo de sono, você também hein... nem fala nada. — disse reclamando.
— Nem demorei minha flor. — falei rindo.
— Ah não? Tá dando quase quatro da manhã. — falou indignada.
— Dorme aí no carro até chegar em casa, quer ir atrás? — sugeri.
— Melhor, né? 
— e foi, deitada e dormindo.


Não demoramos mais que meia hora para chegar em casa, entrei na garagem e desliguei o carro. Chamei minha irmã que não queria acordar de jeito nenhum, acabei levando a bonita no colo até o quarto dela. Voltei pra ligar o alarme do carro, trancar a porta e pude ir jogar uma água no corpo e depois me jogar na cama.

[...]

Acordei bem melhor do que eu esperava, minha cabeça não doía, mas meus músculos estavam doloridos. Continuei deitado por um tempo ainda, levantei e tomei um banho demorado, deixei a água quente cair e terminar de "me relaxar" por inteiro. Saí do banho, coloquei uma bermuda, camiseta do meu timão e desci descalço porque não tava achando meu chinelo.

— Bom dia família! — falei alto entrando na cozinha e assustando a Rita, ri.
— Bom dia seu Luan, que susto menino. — disse, com a mão no peito.
— Pelo amor de Deus muié, seu Luan não. Chama de Luan que tá ótimo. 
— a abracei de lado e recebi um beijo no rosto junto com um pedaço de bolo de milho.

— Filho, vai fazer churrasco? — minha mãe entrou perguntando.
— Tô querendo, dá tempo? 
— perguntei me sentando.

— Tempo dá, mas tem que ver logo né. Pra eu dar uma forcinha pra Rita aqui na cozinha enquanto você e seu pai vão comprar as carnes. — ela disse, já mexendo em algumas coisas.
— Ah, não! Mó preguiça, xumba. — disse reclamando.
— Preguiça eu vou ter de colocar sua cerveja na geladeira. 
— disse se levantando. — Amarildo, se mexa. — disse chamando meu pai.

— Calma Marizete, tá cedo ainda. — dizia beliscando um pedaço de pão. — Você não ia sair agora cedo?— perguntou a ela.
— Mudei de ideia, ia demorar muito e eu já fiquei tempo demais longe do meu menino. —beijou minha testa. — Vai chamar os meninos tudo? — me perguntou.
— Vou deixar as portas abertas, quem quiser chegar... — disse brincando.
— Filho... — me repreendeu.
— Brincadeira mamusca, só os de sempre. Uns amigos meus, as amigas da Bruna, convidado de alguém.  — falei, continuando a comer.
— Então toma café, levanta a bundinha dá cadeira e vai comprar as coisas logo. Ligeiro. 
—disse saindo da cozinha e indo para a lavanderia, chamando a Rita pra ajudar em não sei o que.

— Ela não para. — falei pro meu pai.
— Eu já acostumei. 
— disse meu pai despreocupado, terminou de tomar sua xícara de café e se levantou. — Tô na sala e acho bom você não enrolar, senão... — disse deixando a frase no ar.

— Eu sei, tô acabando aqui já. Se bem que a gente podia ligar pro Santa Bárbara, né pai? — falei, querendo poupar o fato de ir ao mercado.
— Pode até ser, mas ainda sim vamos ter que ir no mercado. 
— disse, tirando minhas esperanças.


Enquanto terminava de comer minha mãe chegou com uma lista do que iria querer do mercado, terminei meu café com leite e fui chamar meu pai. Ele foi dirigindo no carro dele mesmo, não demoramos porque não teve tumulto e deu pra comprar tudo. Ainda passamos em uma "fábrica" de sorvete e compramos um muito gostoso de creme com pedaços de chocolate. E voltamos.
Meu pai foi temperando as carnes, minha mãe e Rita estavam na cozinha, Bruna estava pra chegar da faculdade e eu? Bom, eu estava ouvindo música deitado no tapete da sala com o meu brother.


— Ôh Luan, vai ajudar seu pai. — minha mãe mandou.
— Mas xumba, ele nem pediu ajuda. — falei fazendo manha.
— E precisa pedir? Menino, tô de olho em você. — disse me olhando séria.
— Tá vendo né Puff, até na folga nóis trabaia. Ê laia! 
— levantei, aumentei o som e fui para a cozinha. Coloquei as bebidas no freezer que tinha perto da churrasqueira, varri o chão e arrastei a mesa colocando mais pro canto. Abri o saco de carvão, ajeitei as grelhas e fui ajudar meu pai a colocar a mesa de jantar e as cadeiras pra fora.

— Isso mesmo, é assim que eu gosto. De quem pega no batente. — olhei para a porta de vidro e a bonitona estava lá. — Lindo. — e entrou de novo.
— Chegou já. — comentei e meu pai deu risada. — Pronto aqui pai? — perguntei a ele.
— Vou colocar umas carnes pra assar já. — ele disse.
— E eu pegar uma gelada pra nós. 
— pisquei e entrei pela cozinha. — Mas fala hein. — entrei provocando a amiga da minha irmã e minha amiga.

— Oi meu amor! — se pendurou em mim me abraçando. — Coisa mais linda arrumando o quintal tia. — disse sendo irônica. 
— Palhaça. — disse apertando as bochechas dela. — Como cê tá? — perguntei.
— Esgotada, três provas! — revirou os olhos. — Ainda bem que você está de folga pra eu comer e beber de graça. Adoro! — disse com toda cara de pau que só ela tinha.
— Só isso é? Quer mais nada não? — perguntei com olhar safado.
— Não, seu idiota. 
— se afastou pegando uma maçã e indo pra sala.

— Luan, Luan... — minha mãe repreendeu.
— Relaxa xumba, ela é da família. — disse a ela.
— Por isso mesmo, é amiga da sua irmã, se controla. — falou séria.
— Sim senhora. 
— abri a geladeira e peguei dois latão de skol, levei um pro meu pai e sentei lá com ele aproveitando pra falar com os caras que estavam pra chegar.

— Cadê os meninos? Ninguém vem? — ele perguntou.
— Dudu tá chegando com os filhos, Douglas entrou no condomínio já e vem vindo com umas cinco/seis pessoas, aí tem o Marquinhos e nós daqui de casa. — expliquei.
— O resto tá viajando? — continuou me interrogando.
— Tão. 
— respondi digitando no celular. — Vou lá abrir a porta. — calcei os chinelos e fui segurar o Puff antes de abrir a porta. — Ôh parceiro. Tudo bom? — cumprimentei Douglas que vinha com a Eloísa e mais três mulheres e dois caras.

— Meus amigos... — os apresentou deixando as meninas e Eloísa por último. — ... e a Elô você conhece... — falou.
— Conheço, claro que conheço. — ela bateu no meu braço dando risada e entrou dando a mão pro namorado. — Elô... hoje é seu aniversário? — perguntei.
— Não, por quê? — perguntou confusa.
— Porque você tá de parabéns. 
— risos.

— Cara de pau. — a morena disse baixo, mas eu ouvi.
— Fica quieta chata. — disse pra provocar e a mesma revirou os olhos.
— Isso é falta de mulher. — meu amigo disse indo para a cozinha cumprimentar minha mãe e o amor da nossa vida, Rita.
— Pi, quem são hein? — Bruna me perguntou.
— Amigos do Douglas 
— disse — e pode parando de fogo você e a Maryana. — falei de cara fechada.

— Eu só perguntei, eu hein. — disse se fazendo de inocente.
— É assim que começa. 
— falei sério e elas deram risada.

— Sabe o nome disso Bru? — Maryana perguntou a ela e eu fiquei pra ouvir.
— Qual amiga? — ela perguntou.
— Ciúmes. Se morde de ciúmes de ver eu e você com outro boy. — falou sarcástica. — Você, por ser a irmãzinha. E eu? Bom, o sonho dele é me dar uns beijos. — disse e deu um sorrisinho irônico. 
— Vai caçar o caminhão que você caiu Maryana. A hora que eu te pegar, quero ver você pedir mais. — falei com as sobrancelhas arqueadas e com um sorrisinho, vendo ela gargalhar. — Vou lá pra fora, cês vão ficar aqui? — perguntei.
— Por enquanto sim, quando o tio avisar que a mesa tá liberada eu apareço. — a cara de pau respondeu.
— Estamos esperando a Ana, Pi. Por que? — Bru disse.
— Pra abrir a porta, o pessoal tá chegando ainda. — falei.
— Existe campainha pra isso meu amor e interfone pelo mesmo motivo. 
— Mary falou apertando minhas bochechas.

— Aperta mais embaixo, boba. — disse baixinho, só pra ela ouvir.
— Deus me livre. 
— ela falou fazendo cara de horror.


Voltei pro quintal e deixei os convidados à vontade, ofereci as bebidas falei que a carne estava assando e que poderiam se sentir em casa, sem frescura. Dudu chegou em seguida com o filho, Felipe. E foi se enturmando conosco, depois veio Marquinhos, os caras da banda com as namoradas/esposas e o testa que chegou quando a música já rolava, a comida estava na mesa e meu pai estava alegrinho.

— Chegou cedo pra amanhã hein boi. — o cumprimentei com um abraço.
— Cheguei na hora certa, hora da comida. — Rober respondeu cumprimentando o povo.
— Não tem vergonha não? — Marquinhos perguntou bebendo mais de sua cerveja.
— Tava dormindo, melhor coisa. — puxou uma cadeira e foi sentando.
— Ui, bela adormecida. — Dudu brincou. — Tava com soninho é? — zoou o amigo.
— Começa não hein. — risos. — Veio sozinho? — Rober perguntou se acomodando conosco, pegando uma lata de cerveja e abrindo.
— E a mulher dele deixa? — Marquinhos se intrometeu. — Ela não veio, mas mandou o vigilante. — disse provocando.
— Não fala assim da minha pretinha... — Dudu disse com aquela fala mansa.— ... ela veio visitar uma amiga que ganhou neném mês passada e o Fê não quis ir. — se explicou.
— Não defende não. — falei. — Ela tá me devendo uma visita, tô com saudade da Julinha. — eu disse, fazendo drama.
— Até eu tô, minha filha é linda. — disse todo orgulhoso.
— Babão. — Douglas zombou.
— Sempre, desde que ela nasceu. Puxou o paizão aqui. — disse todo convencido.
— O tempo passa rápido, né? Minha namorada ela. — falei ao pensar que a filha deles estava a coisa mais linda.
— Nunca, nem de brincadeira. — ri.
— Sou um cara de bem, de família pô, trabalhador... — quando a gente se reunia era assim, conversas, risadas, música e muita cerveja e carne. Almoçamos quando tinha uma boa quantidade assada, e formamos uma roda depois com violão e as vozes, tocando umas modas, mostrando coisas novas e lembrando de umas nada a ver. Chegou uma hora que as meninas decidiram ir pra piscina e nós continuamos sentados, comentando.
— Vôlei na piscina, eu amo minha irmã. — falei sorrindo sacana.
— Quem perdoa é Deus, né não? — um amigo do Douglas comentou.
— Quem tá deixando passar é catraca. — Marquinhos falou rindo.
— Você não para cara, puta merda. — Dudu disse negando, era sempre o mais "tranquilo" da turma.
— Pecado não olhar, tão lindas. — Bruna e Eloísa apoiaram as mãos na borda pegando impulso para saírem, não teve quem não olhou. — Tá malhando Elô? — ela mostrou o dedo do meio e nos deu as costas.
— Vai troxa, fica mexendo com a mulher dos outros. — Testa disse mandando um beijo pra minha irmã que sorria de volta.
— Você vai namorar seu filho da puta, vai sofrer o dobro. — Douglas falou rindo. — Vão falar da sua namorada a mesma coisa que você fala da minha. — disse rindo irônico.
— Já pensou boi? — Marquinhos perguntou batendo em meu ombro.
— Os caras não vão perdoar não, vão cantar ela na sua frente e eu vou rir muito seu otário. A mesma coisa esse aqui oh. — Douglas continuou dizendo.
— Só porque tá namorando uma gata dessas tá todo mordido. Ela é bonita mesmo, com todo respeito, porque é minha amiga. — ri do meu próprio comentário sem graça.
— O cacete que é amigo, eu que não fico esperto não. — dizia Douglas bebendo um pouco mais da sua cerveja. — Vocês tão fodidos, todos! — disse indignado.
— Vamos mudar de assunto vai, esse compromete. — risos.
— Viu o último jogo desse seu timinho aí? Que vergonha em cara, perder em casa? Puta que pariu, Luan. — e as zoações começaram. Nem vimos a hora passar, e foi bom assim. Mais do que descansar nas folgas eu gostava de estar reunido com a minha família, meus amigos e usufruir daquilo que eu conquistei. Então aproveitava mesmo, não tava nem aí.
Uma galera foi indo embora, ficamos os mais chegados como a Mary, meus pais e minha irmã, Douglas, Marquinhos e o testa. Entramos na piscina depois que a cachaça subiu e ficamos conversando de boa.
— Olha quem chegou. — disse saindo da piscina e tentando ver quem era a criança que estava no colo do meu pai. — Fala oi, Ju. — meu pai disse.
— Oi. — disse pondo a mão na boca.
— Jujuba. — ela riu e quis vir para o meu colo, sequei um pouco com a toalha e a peguei. — Tudo bom princesa? — perguntei fofo.
— Udo bom. — ela respondeu.
— Boa noite cambada, cheguei hein. — Geovana disse.
— Pensei que ia furar de novo, porque na minha casa ninguém vem... agora na casa das amiguinhas. — disse fazendo careta.
— Deixa de ser mentiroso, Luan. Vejo mais sua mãe do que vejo você. — risos — Como você tá? Tomou juízo? — perguntou séria.
— Troquei pela cerveja, Sô. — disse brincando.
— Af Luan, deixa de ser pé de cana. — disse me repreendendo.
— Ôh meu, tô de folga. Hoje pode. — falei rindo.
— Duvido você pensar assim quando sua cabeça doer amanhã. — falou provocando.
— Tá rogando praga, Soraya? — perguntei incrédulo.
— Tem que ficar com dor de cabeça mesmo, pra ver se uns neurônios começam a funcionar dentro dessa cabeça vazia. — Maryana disse, fazendo todos rirem e me zoarem.
— Fica quieta tampinha, não se mete. — falei e ela revirou os olhos.
— Falando a verdade, meu marido é outro. — se referiu ao Dudu e tornou a responder a minha pergunta.
— Deixa o cara meu, tamo em família. — disse.
— Tem essa não, tenho dois filhos pequenos. Não vou cuidar de ninguém com ressaca. — falou brava.
— Tá vendo, por isso que eu não caso. Essas muié ruim. — disse, fazendo todos rirem.
— Ela fala isso mais fica toda preocupada. — disse abraçando-a por trás e beijando seu pescoço.
— Aí não cara, na frente da Jujuba não pode. — falei indignado.
— Ela nem liga. — Julia estava mais entretida com o Puff que tava doido pra pular na piscina do que com os pais nos amassos. Sentamos lá fora mais um pouco, terminamos de comer as carnes que ainda estavam na brasa, tomamos mais cerveja e entramos.
— Valeu aí amigo, mas deu minha hora. — Douglas disse.
— Tá cedo ainda, fica aí meu. — falei a ele.
— Tenho que namorar também né, ôh meu, não estraga. — Eloísa ficou morta de vergonha, deu um tapa no braço dele que doeu em mim.—  É brincadeira amor, vamos dormir mesmo que eu tô cansado. — disse tentando amenizar a situação com sua namorada.
— Tchau gente, até a próxima hein. — se despediram.
— Vai dormir aqui chata? — perguntei pra Maryana.
— Nem vou te responder seu ridiculo. — me respondeu, indo em direção as escadas com a Bruna.
— Ôh bora jogar FIFA? — perguntei aos caras que permaneciam ali.
— Agora. — responderam.

Ligamos o videogame na TV da sala de estar e começamos jogar futebol, fomos pra luta e terminamos em um de tiros. Era mais de três da manhã quando os meninos foram embora, e eu subi pra dormir.



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Terceiro cap com um misto de Luan caseiro e Luan cafajeste! hahahaha
O que vocês estão achando?
Comentem bastante e um beijo do trio aqui! ❥

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