— Eloá Andrade
Acordei com o despertador tocando e cambaleei para o banheiro, mesmo a minha vontade sendo ficar deitada o dia inteiro sem fazer absolutamente nada. Tomei um banho relaxante para despertar e me arrumei em tempo recorde, juntei tudo o que eu iria precisar para hoje e coloquei na minha bolsa, peguei um casaco, já que o tempo estava nublado e desci.
Minha mãe já tinha saído, porém hoje ela só trabalharia pelo período da manhã.
Como todos os dias, o ônibus estava lotado e eu tive de ir em pé, por sorte havia uma conhecida no ônibus e ela foi segurando minha bolsa já que estava sentada. Assim que desci no ponto, Brenna estava lá me esperando.
— Bom dia! — cumprimentei, beijando sua bochecha.
— Bom dia, amiga. — ela repetiu o gesto.
— Cadê a Jess? — perguntei, olhando em volta.
— Já tá na faculdade, tinha que entregar um trabalho. — ela explicou, dando de ombros.
— Ah..Vamos logo que eu tenho prova! — revirei os olhos e Brenna riu.
— Eu tenho também, mas estou preparada! — fez pouco caso e foi a minha vez de rir.
— Subornou o professor foi? — brinquei.
— Ridícula! Eu estudei. — ela respondeu rindo, mostrando-me o dedo do meio.
— Você vai no show de hoje? — perguntei, mudando drasticamente de assunto.
— Não vai dar, tenho que estudar para a prova de amanhã. — ela fez um bico.
— Acho que a Jéssica não vai também, mas tudo bem. — suspirei.
Adentramos a faculdade e depois de bebermos água, cada uma foi para o seu andar. As minhas duas primeiras aulas foram de Lingüística e Teorias de linguagem, a terceira e as duas seguintes foram psicologia do desenvolvimento. Quando finalmente acabou, mandei uma mensagem avisando para as meninas que já estava indo embora e saí dali as pressas, já que pelo horário que eu conhecia, um ônibus que passava no meu bairro passaria daqui dez minutos. Ao contrário do que pensei, o ônibus demorou quase meia hora para passar, mas por sorte fui sentada.
Quando cheguei em casa, assim que abri a porta da sala senti o cheirinho da comida da minha mãe invadir minhas narinas. Deixei minhas coisas em cima do sofá e tirei meu tênis, deixando o mesmo próximo a mesinha de centro. Corri para a cozinha.
— Oi, meu amor! — falei me aproximando, abraçando-a por trás.
— Oi, meu bebê! — ela resmungou, virando o rosto para beijar minha bochecha. — Como foi a aula? — perguntou.
— Interessante, bastante eu diria. — dei de ombros. — Tá fazendo o quê aí em? — perguntei, esticando a mão e roubando um pedacinho da carne que ela tinha assado.
— Eloá! — reclamou, se desvencilhando dos meus braços.
Me afastei, indo me sentar numa das cadeiras da mesa ali da cozinha mesmo. Minha mãe se virou brava, olhando-me dos pés à cabeça e fazendo um sinal de negativo ao me ver de meias. Dei de ombros.
— Quantos anos você tem? — ela perguntou com tédio e eu ri.
— Dezoito, minha flor! — respondi ainda rindo.
— Pois parece ter dois, nunca vi ser tão moleca! — ela riu. — Vai tirar essas meias e trocar essa roupa, menina. — mandou.
Mesmo contrariada, eu fui. Tomei um banho delicioso e me arrumei para o trabalho, já que iria mais cedo por ter que organizar a lista vip, a do camarim e o sorteados pro promoções.
Penteei meus cabelos e desci, me sentando junto com a minha mãe. Almoçamos enquanto conversávamos e fazíamos planos para o fim de semana, de dia, é claro já que trabalho dobrado.
Ainda assisti duas partes da novela que estava passando, me despedi da minha mãe e segui direto para o ponto de ônibus.
Assim que cheguei no trabalho, corri para o banheiro, estava apertada e já aproveitei para trocar de blusa, colocando a do uniforme. Dei uma ajeitada no cabelo, que estava preso em um rabo de cavalo e sai de dentro da cabine, guardei minhas coisas na sala dos funcionários e fui atrás do Felipe para pegar a lista de ciências para o camarim do artista.
— Está tudo certo aí, é só seguir a risca! — ele avisou. Assenti.
— Pode deixar, faremos do jeito que foi pedido. — assegurei. Felipe sorriu de canto, concordando.
Saí da sala do meu chefe já em busca da Jaqueline, precisava dela já que eram muitas exigências e cuidados. Procurei na sala dos funcionários, no banheiro, na copa e nada.
— Nossa, eu estava procurando você! — ouvi a voz dela atrás de mim e me virei de uma vez, encarando-a.
— E eu procurava você! — revirei os olhos e ela riu.
— Já pegou a lista com o chefe? — perguntou, esticando o olhar para as duas folhas na minha mão.
— Já! Vamos que temos muito trabalho a fazer! — avisei.
— Tem muita frescura? — ela choramingou.
— Mais ou menos! Tem coisas desnecessárias, mas quem somos nós para julgar né?! — ri e ela bufou. — É melhor começar logo pelo da banda que é menos coisas. — sugeri.
— Concordo, porque daí partimos para o principal. — comentou.
— Então vamos lá. — pisquei, me dirigindo até o corredor dos camarins.
Abri a porta do camarim que seria destinado a banda e comecei olhando o que tinha sido pedido. Pelo meu rádio, pedi que trouxessem as bebidas para colocar para gelar e fui organizando tudo aos poucos com a ajuda da Jaqueline. Ela organizou uma parte e eu a outra, enquanto ela colocava as toalhinhas nos lugares, eu fui colocando as bebidas nos dois frigobar que haviam ali dentro.
— Acabei aqui! — avisei.
— Eu também. — ela resmungou, passando a mão pela testa.
— Liga o ar-condicionado e vamos para o outro.
— Liguei! — ela disse, já colocando o controle sobre o sofá outra vez.
Saímos rindo enquanto ela contava dá última que o crush havia aprontado com ela, assim que adentramos o camarim principal, eu suspirei. Era maior e por isso mais trabalhoso, mas antes que o desânimo e a preguiça me dominassem, respirei fundo e já fui designando as tarefas, dividindo-as com a Jaque. Organizamos tudo, seguimos ao pé da letra tudo o que tinha escrito na lista que fora enviada a nós pela a sua equipe. O banheiro estava devidamente limpo e perfumado, com tudo o que ele havia pedido. A salinha principal com tudo no seu devido lugar e as bebidas gelando já, o pedido dá comida já havia sido feito e chegaria dez minutos antes dele para não esfriar.
Quando saímos do camarim, deixando o ar-condicionado ligado também que nem no outro, coloquei a plaquinha com o nome do artista na porta e voltei até o da banda, colocando a plaquinha também.
— Vou lanchar, amiga. — Jaqueline avisou, beijando minha bochecha.
— Vai lá! Eu vou avisar ao Felipe que está tudo certo por aqui. — resmunguei, puxando o celular do bolso. Respondi a mensagem das minhas amigas e segui até a sala do meu chefe, avisei-o que estava tudo certo e devidamente organizado.
Troquei minha roupa novamente, por um vestidinho não muito curto e uma sapatilha para que eu ficasse confortável e voltei ao camarim para ver se necessitavam de algo, soube pelo rádio que eu carregava e pela gritaria que o cantor já estava no local. Cheguei na porta do camarim e um homem enorme e forte estava na porta fazendo a segurança, me identifiquei e ele abriu a porta.
— Boa noite. — disse após adentrar o local. Estava ele e seu secretário no local.
— Agora a noite acabou de ficar maravilhosa. — o cantor disse, me deixando sem graça.
— Boa noite… — o secretário baixinho disse, esperando que eu completasse com meu nome, com minha mão na dele em forma de cumprimento.
— Eloá. — eu respondi sorrindo.
— Além de linda, tem um nome bonito também. — o cantor continuou com as cantadas baratas dele.
— Luan chega né? Está deixando a moça sem graça. — o baixinho disse. — a propósito, meu nome é Roberval, mas pode me chamar de Rober.
— Tudo bem. — eu respondi concordando com a cabeça. — eu vim só avisar que se vocês precisarem de algo, eu estarei por aqui e se não me encontrarem, procurem por uma moça chamada Jaqueline. — disse.
— Pode ficar tranquila, está tudo certo por aqui. — o Rober me respondeu, enquanto o olhar do Luan Santana não saia do meu corpo.
— Mais tarde quem sabe eu te chamo linda. — o Luan disse, neguei com a cabeça e sai de lá.
Enquanto o show ocorria, eu trabalhava, resolvia as últimas coisas para que quando o show acabasse, eu pudesse ir embora não muito tarde. Na metade do show, eu vi um tumulto, algo parecia ter dado errado, mas como eu não fui chamada, não me importei. Já no final do show, quando ele se despedia do público, não demorou muito para que ele descesse as escadas muito bravo e xingando algo ou alguém, me afastei rapidamente de onde eu estava para que ele não achasse que eu estava me intrometendo onde não devia. Minutos depois que ele entrou no camarim, o baixinho que eu esqueci o nome saiu na porta coçando a cabeça.
— Moça… — ele disse e eu olhei. — Eloá, certo? — ele perguntou.
— Isso. — confirmei. — precisa de algo? — perguntei educada.
— Você pode vir aqui rapidinho, acho que algo está errado. — ele disse e meu coração disparou, eu tinha feito do jeito que ele tinha pedido.
— Claro, vou sim. — respondi e larguei o que estava fazendo, acompanhando ele até o camarim. — O que aconteceu? O que você precisa? — perguntei, olhando ao redor tentando achar o erro.
— Isso aqui ta tudo errado, não está vendo? — ele perguntou grosso, nem parecia o homem que tinha chego ali.
— O que está errado? Se você me mostrar eu concerto. — eu respondi, pedindo a Deus para que eu não perdesse a paciência e consequentemente meu emprego.
— Essa porcaria aqui. — ele apontou as toalhas, as comidas e as bebidas que estavam em cima da mesa. — não foi nada disso que eu pedi, sem contar essa bagunça nas minhas roupas, ninguém lhe informou que tem que ser colocadas em um cabide? Uma por uma? — ele disse e eu quase ri da infantilidade dele.
— Olha, as comidas e bebidas eu não tenho culpa, o pedido foi feito da forma que você solicitou e eles entregaram. — eu disse, tentando manter a calma. — E sobre as roupas, eu arrumo pra você. — eu disse, já juntando tudo, enquanto ele bufava do meu lado. Organizei tudo, quando terminei, olhei pra ele e perguntei. — está satisfeito agora senhor? — ironizei o senhor mesmo, afinal, não sou obrigada.
— Você não sabe fazer nada direito porra? — ele disse. — Por que você não some daqui? Não serve pra nada mesmo — respirei fundo, contei até dez e ele continuou falando.
— Olha, eu vim aqui pra trabalhar. — interrompi ele no meio do seu discurso. — Segui conforte estava na lista. Você reclamou, eu arrumei e você ainda está aí falando igual uma criancinha mimada, sem contar que acha que vai perder a mão e os dedinhos se pendurar uma roupa no cabide, nunca fez isso não garoto? — não devia ter dito, mas quando vi já era e não iria voltar atrás. Ele riu incrédulo e continuou.
— Você ainda quer discutir? — ele perguntou. — Você tá errada. Toda errada.
— Luan, você está exagerando. — o baixinho disse. — para com isso. — continuou, porém eu não dei ouvidos e nem o Luan, que continuava me encarando com a expressão brava.
— Errado ta você, que acha que manda no mundo e que é melhor que os outros. — respondi séria. — E sabe do que mais? Você é um babaca, isso que vocês famosos são. Vim trabalhar sim, mas não sou obrigada ficar escutando desaforos nem seu nem de ninguém. Não está satisfeito? Ótimo, peça para outra pessoa vir e deixar no jeitinho que cantorzinho gosta. Pra mim já deu.— Virei as costas e quando fui sai, olhei pra trás e ainda soltei. — E além de ser um babaca, você é um arrogante. — Cuspi as palavras em cima dele e sai batendo a porta fervendo de raiva, querendo esganar o primeiro que viesse me encher o saco.
Raramente eu tinha problemas com os artistas contratados da casa e olha que estava lá tinha um tempo razoável. E aquele cantor sertanejo metido a besta me tirou do sério. Super mal educado, prepotente sem contar que ficou me secando na maior cara de pau, com piadas de duplo sentido e ainda quis me rebaixar ao dizer aquele monte de merda. Como se eu fosse obrigada a escutar. Revidei mesmo, se eu errei tudo bem, assumo a droga do erro, mas a culpa não foi minha. A produção dele que mandou a listagem errada e eu estava quase esfregando o email impresso na cara dele, vontade não me faltou. Sai do camarim bufando de raiva e a Jaque atrás de mim, me seguindo como se fosse minha sombra.
— Eloá do céu, você tá doida de discutir com o Luan Santana? — Jaque disse.
— Para de ficar falando daquele idiota como se ele fosse superior a alguém só por ser famoso. — disse irritada.
— Ele é um dos cantores mais respeitados da atualidade. — revirei os olhos e até parei de andar, olhei bem para a cara dela que ficou sem graça pelo que disse.
— Primeiro, se ele quer tanto respeito ele tem que aprender a respeitar. Porque assim como ele eu estou aqui trabalhando e não brincando de casinha. Segundo, sou ser humano, não sou bicho pra ele me encher de ofensas porque não dei corda para as cantadas ridículas dele. Terceiro, minha mãe me ensinou que não se deve destratar ninguém e ter humildade sempre e isso. — ri irônica. — Ele mostrou que não tem mesmo, nem o mínimo possível. — respirei para falar.— Eu estudo, trabalho. Saio de casa e deixo minha mãe sozinha pra chegar aqui e ter que ouvir desaforos? Não sou paga pra isso. — falei dando as costas e caminhando em passos largos para o vestiário. Entrei, sentei em uma das cadeiras e abaixei a cabeça deixando meus cabelos caírem para frente, respirei fundo e quando tudo pareceu acalmar Felipe entrou no cômodo.
— Precisamos conversar, me acompanha até minha sala? — e saiu após sua pergunta retórica, o segui e fechei a porta assim que entrei. — Olha, me surpreendeu demais o Luan e sua assessora terem reclamado da sua conduta profissional. Eloá, nunca tive problemas com você em relação a isso. Você é uma das minhas melhores funcionárias, me ajuda em tudo aqui dentro... fiquei sem jeito até. — ele disse me encarando sério.
— Eu não vou ficar me explicando muito. É verdade eu falei mesmo algumas coisas a ele, mas não faltei com respeito. Ele foi quem veio cheio de arrogância, me rebaixando só por eu estar arrumando o camarim de uma estrela. Você me desculpa, mas nem um animal merecia o tratamento que ele me deu. — Felipe estava sentado, me olhava sem dizer nada. — E mais, por um erro que não foi meu, na verdade nosso. — eu disse.
— Posso falar? — ele perguntou.
— Claro, me desculpa. — disse.
— Ele tem sempre razão. — falou, me deixando incrédula.
— Mas… — eu não queria aceitar aquilo.
— Espera. — cruzei os braços e mexia as pernas inquieta. — Se ele não gostou do camarim, encontrou "erros" e nos reportou, você deveria escutar e sair dali. Não importa se estávamos certos, não queremos problemas com artistas do tipo dele. — disse, ainda sério.
— Babaca? — perguntei e ele me repreendeu com um olhar.
— Do tipo que está sempre em evidência, do tipo que uma crítica pode nos colocar na rua. É desse tipo que estou falando. Do tipo que pediu para que eu te demitisse. — ele disse me fazendo abrir a boca, em sinal de surpresa.
— Pelo amor de Deus Felipe, eu preciso desse emprego. — falei no desespero e ele me pediu calma.
— Não vou te demitir, mas precisa me garantir que isso não se repetirá. — deu uma pausa, passando a mão pelos olhos. — Eloá, lidamos com esses artistas há meses, uns sabem ser gentis, outros são um poço de ignorância. Temos que ser profissionais a todo momento. Recebemos elogios? Ótimo. Críticas? Erradas ou não, teremos a mesma postura. É chato, eu sei. Mas isso segura o seu emprego e o meu. Estamos entendidos? — ele me perguntou.
— Sim. Era só isso? — disse, querendo sair dali.
— Era sim, você já está indo embora? — perguntou mudando o tom de voz.
— Preciso, meu ônibus passa daqui a pouco e se eu perder já viu né. — falei as pressas atropelando as palavras e ele apenas assentiu. Sai de sua sala ainda espumando de raiva, entrei no vestiário e só foi o tempo de pegar minhas coisas e ir embora.
No caminho de volta pra casa fiquei pensando em cada uma daquelas palavras inúteis, grosseiras e machistas. Nem a música alta nos fones de ouvido estavam ajudando. Desci do ônibus e apertei os passos para chegar em casa logo. Entrei e pensei que iria para o quarto e me jogaria na cama, dormiria e esqueceria essa noite de merda. Bati a porta e coloquei minha bolsa em cima do sofá, tirei os sapatos e estava prendendo os cabelos indo para a cozinha onde encontrei dona Rosângela que desfez seu sorriso ao me ver com cara de choro.
— O que acontece Eloá? Por quê estava chorando. –perguntou preocupada.
— Chorando de raiva, mãe. — respondi com a voz embargada.
— Raiva de quem minha filha? — puxei uma cadeira e fui me sentando, minha mãe repetiu o gesto e sentou de frente para mim. — Conta isso direito.
— Não gosto de pessoas folgadas e que se sentem no direito de humilhar as pessoas para demonstrar "poder", impor alguma coisa. Não gosto e a senhora sabe muito bem disso. — disse, tentando me explicar.
— Quer me contar o que aconteceu Eloá? — pediu, com toda serenidade que só ela tinha.
— Hoje teve show do Luan Santana. — foi eu falar o novo dele que minha mãe sorriu de orelha a orelha com os olhos brilhando, revirei os olhos e continuei o que dizia. — Como fazemos sempre, em todos os shows, organizamos o camarim seguindo a lista que a produção nos enviou. Algo no meio do show deu errado e quando ele desceu estava bravo, me chamaram no camarim e eu fui, daí mãe ele começou com a grosseria, me humilhando na frente da equipe dele e eu respondi a altura sem ser ofensiva ou faltar com respeito, falei a verdade, grande parte do que estava engasgado e sai. — expliquei o que tinha acontecido.
— Meu Deus filha, ele parece ser tão tranquilo. — falou assustada.
— Comigo ele não foi. — disse bufando.
— E o que mais, me conta… — pediu.
— Meu chefe me chamou na sala dele e me deu esporro, simples assim... aquela coisa de "o cliente sempre tem razão", só que nós somos os clientes. — falei, ainda indignada.
— Filha, você tem que aprender se controlar mais... porque quando você discute, você perde toda a sua razão e ele sai por cima. Ele sabe que errou, que o erro não foi seu. — ela disse, tentando amenizar a situação.
— Infeliz, grosseiro... urgh! — falei, colocando minha cabeça entre as mãos.
— Existe aquela famosa lei do retorno querida, tudo o que vai... volta. Não vale a pena você alimentar um sentimento desses por uma pessoa assim. Ignora, foca em outra coisa e bola pra frente. — disse toda fofa.
— Eu que queria ignorar, mas não dá mãe. Mas o mundo dá voltas! — disse balançando a cabeça.
— Filha… — falou me repreendendo.
— Não tô desejando o mal não, estou desejando que ele colha cada uma das atitudes que planta. Isso sim. — falei e ela riu. — Mãe, o papo está bom, mas amanhã eu ainda tenho facul. — disse e me levantei.
— Não vai nem jantar? — perguntou preocupada.
— Estou sem fome meu anjo, só preciso mesmo dormir. — falei.
— E de um banho, né Eloá? — disse fazendo careta.
— Nem tô fedida. — fiz cara de convencida.
— Porca, ainda bem que não durmo com você. Deus me livre. — disse brincando com a minha cara.
— Sou cheirosinha, mãe. — disse me levantando, beijei sua testa e fui para o quarto. Tirei minha roupa, coloquei uma camiseta larga e grande e me deitei na cama adormecendo em poucos minutos.
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Capítulo 4 postado! Haha... Ihhhh, o clima esquentou e não foi num bom sentido! O que estão achando? Gente, não gostamos de colocar meta, por ser injusto com quem comenta, mas se a gente não tiver retorno, seremos obrigadas a colocar, então... comentem bastante, até quarta! Um beijo do trio aqui!
Que baphoooo foi esse? Esse capítulo o clima esquentou até demais, porém não foi no bom sentindo. Luan foi babaca demais. Pelo amor de Deus! Eloá está certíssima, que se foda. Ser humilhada jamais! Mandava logo era toma no cu. Arrogante demais! Mas quero so ver no que vai dar isso. Kkkkkk
ResponderExcluirNão perde por esperar hahahha Luan babaca nesse, não chega nem perto do que é de vdd hahaha
ExcluirLuan é mto vagabundo, que meu Deus
ResponderExcluirSe fosse Eloá eu tinha dado na cara dele. Quero ver os próximos capítulos
Jessica Oliveira
Era a nossa vontade também, acredite!!!!
ExcluirLuan bem babacão credo.
ResponderExcluirVem muito mais por ai
ExcluirEu quero ver a pegação
ResponderExcluirVai ter que esperar bb
ExcluirPORRA!Tô apenas chocada com essa atitude ridícula e completamente babaca do Luan.
ResponderExcluirComo assim minha gente?! Ele foi super desnecessário e eu aqui super iludida, esperando o beijo.
Fui trouxa? Fui trouxa! kkkkkkkkkkkkkk
Ele é desnecessário nessa fanfic! hahahahha
ExcluirGente indignada com o mimado Santana, nossa se fosse comigo teria enfiado tudo no rabo dele folgado demais
ResponderExcluirMimado é apelido pra ele
ExcluirLuan é muito otário. Espero que se ele encontrar a Eloa ele peça desculpas
ResponderExcluirAcho que desculpas não está no vocabulário dele haha
ExcluirMdssss que capítulo foi esse
ResponderExcluirNossa o Luan é um otário que atitude arrogante com a Eloá ,se fosse comigo eu também não iria aguentar ficar calada não, tudo tem limite
Como a Eloá disse ele vai colher o que ele plantou
Ansiosa pelo próximo capítulo
Continua logoo
Você está arrasando
Arrogante demais né? E sem noçao!!! Continuamos! Obriga linda
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