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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Capítulo 06

— Luan Rafael

Logo após terminar minha noite da melhor forma que eu podia, depois de ter me estressado com aquela garota incompetente, na quinta eu aproveitei para voltar cedinho para londrina para poder passear com a minha família, fomos num pesqueiro que havia lá perto e passamos praticamente o dia todo lá, pescando e devolvendo os peixes na água. Íamos voltar pra casa ao anoitecer, mas estávamos com fome e minha mãe além de ter dispensado a Rita o dia todo, disse que não ia cozinhar nada quando chegasse. Iria apenas tomar um banho e dormir. Aí minha irmã e eu tivemos a ideia de passar um restaurante antes de continuar nosso trajeto, e confesso que foi a melhor escolha da noite. Jantamos pizza e tomamos suco pro peso na consciência ser um pouco menor.


— Se eu morder um único pedaço vou estourar o botão do meu shorts. Comi demais. —escutei minha irmã dizer enquanto limpava minha boca.
— Agora põe a culpa na pizza, sempre teve essa barriguinha de verme. — falei irritando ela.
— Haha, idiota. 
— fez careta. — Pi? — chamou.

— O que? — perguntei, levantando as sobrancelhas.
— Viaja amanhã que horas? — perguntei.
— Depois do almoço e ainda nem arrumei a mala. 
— falei fazendo careta. — Ôh xumba... — chamei manhoso.

— Eu arrumei hoje cedo, separei por trocas e estão do-bra-das viu Luan. — disse séria.
— Que mamusca mais linda essa minha meu Deus... 
— apertei suas bochechas.

— Luan Rafael, toma jeito. — falou.
— Um dia xumba, um dia. — risos.
Chegando em casa meus pais subiram e eu fiquei com a Bruna no sofá vendo filme até começar dar sono, nós subimos e eu fui jogar uma água no corpo antes de me deitar.
— Uai, tá fazendo o que aqui? — perguntei ao ver minha irmã e o Puff embaixo das cobertas e ela rindo.
— Amanhã quando você viajar eu não vou estar aqui, viemos dormir com você. — falou com uma carinha fofa.
— Tá carente é Bubuzinha? — perguntei rindo.
— Meu único irmão, né Pi.— disse.
— Vou trocar de roupa. 
— entrei no closet, coloquei uma cueca boxer e uma bermuda de pijama. — Chega mais pra lá. — falei.

— De conchinha, Pi. Vem cá. — e dormimos abraçados depois de muito conversar.

Na manhã seguinte quando acordei minha irmã não estava mais no quarto, Puff dormia em cima de mim e eu estava com preguiça de levantar. Fiquei uns minutos no celular, levantei e desci pra sala.

— Bom dia. — falei.
— Boa tarde, né? 
— risos.

— Já né xumba? Tô com fome. — disse.
— Eu ia te chamar pra almoçar mesmo, seu pai deu uma saída e eu dispensei a Rita por hoje. Preparei seu almoço. — falou.
— Tô sentindo o cheiro daqui. Bora? — chamei ela.
— Vai lavar o rosto, olha essa cara cheia de remela. 
— ri daquele jeito toda dela e fui lavar meu rosto, almoçamos e eu subi pra tomar banho e me arrumar pra pegar estrada. —Luan? O Rober já chegou. — disse batendo na porta.

— Tô terminando aqui já. — falei pondo meu relógio e ajeitando a touca na cabeça, estava com preguiça de arrumar o cabelo. Peguei minhas bagagens e desci, cumprimentei o testa e o negão, me despedi da minha mãe e pé na estrada rumo à cidade maravilhosa. Participei do programa do meu amigo Luciano e segui para outro cidade do Rio onde aconteceria o show dessa noite, cheguei e atendi aos fãs que estavam a minha espera e subi pro quarto, pedi um lanche e deitei pra assistir TV.

"Amanhã é em SP então boi?"
"O que tem em Sampa amanhã? Não tô sabendo de nada." — respondi ao Dudu.—  "Alguma festa?"
"Aniversário de uma produtora daqui e recebi uns convites. Topa?"
"Não sei hein... X:... Tenho show e não é em São Paulo."
"Que pena... pra você, porque eu vou.... Falando sério, não tem como você vir de jatinho não?"
"Até tem, mas eu ia chegar depois da meia noite."
"Então vem caralho!"

Deixei o celular de lado e voltei minha atenção ao que passava na TV. Meu lanche chegou, comi e continuei na preguiça não tinha nada mesmo. Acabei dormindo, quando acordei foi só o tempo de me arrumar e ir pro show da noite.
Com certeza era a melhor parte do dia porque cada público tinha sua peculiaridade, seu astral e isso que me deixava ainda mais feliz em cada cidade que passava. O show dessa noite foi lindo, no camarim então nem se fala, me emocionei demais com uma fã que deveria ter pouco mais de três anos de idade e me abraçou chorando, dizendo que me amava muito e que estava feliz por estar ali. Cara, meu coração de manteiga derreteu todo e eu beijei muito aquelas bochechas gordinhas.
Na volta para o hotel paramos num restaurante e ficamos até mais tarde, retornamos e subimos para dormir.

[...]

— Em São Paulo? — Arleyde questionava. — E não vai ficar corrido pra você, não? — perguntou preocupada.
— Tranquilo Lelê. São nem duas horas daqui. — falei, tentando convencer ela.
— Amanhã cedo você tem compromisso, vai conseguir ir virado? — perguntou, ainda não convencida.
— Durmo no vôo. — justifiquei.
— Tudo bem, faça o favor de não se atrasar. Entendeu, Rafael? — falou séria.
— Deixa comigo minha linda. 
— beijei seu rosto. — Te amo. — tomei um banho no camarim, troquei de roupa e segui para o táxi que nos deixaria no aeroporto.


Não demoramos nem uma hora e meia pra chegar em São Paulo, desembarcamos e chamamos um uber para nos levar até a boate onde o evento aconteceria. Chegamos e fomos recepcionados por muitos flashes, olhares curiosos e interessados. Entrei sorrindo, lá dentro encontrei minha turma e fui apresentado a algumas pessoas.

— O Herman é gente boa pra caralho, ele quem cedeu os convites. –Dudu explicava.– Chamei minha mulher, mas ela não quis vir. Preferiu sair com a minha cunhada pra uma outra festa. — disse.
— E você deixou? — perguntei incrédulo.
— Cara, ela me avisou que iria... não pediu permissão. — falou com as sobrancelhas erguidas.
— Mesmo assim, eu não deixava. — falei negando.
— Ah meu amigo, depois que casa muita coisa muda. E eu não reclamo porque eu também sai e viria até mesmo se ela fosse ficar em casa. É meu amigo de profissão, não faltaria. 
— me explicou. 

— Meu amigo, corajoso hein. Eu não gosto que minha Elô saia sozinha não. Não gosto, porque ela é linda, não tem roupa que coloque que não chame a atenção... e os caras olham na cara dura. — Douglas disse.
— Ôh boi, também né. 
— risos.

— Ainda bem que nós somos amigos, senão eu seria corno. Puta que pariu, só elogia minha namorada. Arruma uma pra você porra. — falou irritado.
— Um dia. 
— ri olhando em volta, muita gente bonita e bem vestida, andando com seus copos nas mãos e todos sorrisos. O tal do Herman, que de tanto olhar pra ele e ouvir esse nome eu achava conhecido, só não lembrava de onde, estava um pouco mais a frente abraçado com um mulher e conversando com uma outra que parecia estar de vela, mas era linda demais para estar sozinha. Virei a cabeça e meus olhos encontraram o alvo da noite. Morena da pena bronzeada, em cima de um salto preto e as pernas toda nua até chegar um sua coxa, um shorts vermelho e uma blusa na mesma cor mostrando parcialmente sua barriga e terminando em um decote generoso e instigante. Ela sorria para as amigas e passou por nós sem nem olhar para os lados, tinha uma bela bunda que eu reparei porque era onde terminava os seus cabelos soltos.

— Se olhar matasse. — Dudu disse.
— Pow, pow. 
— brinquei.— Conhece? — perguntei a ele.

— Não, mas queria viu. — Dudu respondeu bebendo mais de sua cerveja.
— Alá, parou na mesa do seu amigo. — comentei e todos olharam na direção das meninas. — Mesa de mulher bonita e solteiras, ninguém de aliança... — disse.
— Ainda bem né cara, seria um puta desperdício. — brincou.

A música dominava o local, estava daora curtir com os meus amigos mas eu não conseguia tirar os olhos daquela morena, mulher linda da porra. Eu olhava em sua direção, mas ela estava tão dispersa, parecia não me notar. Mas as amigas dela sim, tanto que depois de um tempo parado ali feito um poste as três vieram até mim e ela olhou de longe e depois virou o rosto pegando uma bebida.

— Obrigada, você é um amor. — sorri e elas se afastaram caminhando em direção ao banheiro.
— Sua morena nem veio em Luan, te deu nem bola meu amigo. Tá fácil não. — Marquinhos disse rindo.
— Quem é, quem é? — Douglas perguntou entrando na conversa.
— A que chegou com essas três que saíram daqui agora. Luan babando igual cachorrinho e ela cagando pra ele. — Rober disse fazendo todos rirem.
— Na hora certa, cara. Tô de boa. — falei, dando de ombros.
— Tô vendo. Bem de boa, quase arrancando aquela roupa minúscula de tanto que olha. — Douglas brincou.
— Ela é gata hein, muito mesmo. — falei.
— Gostosa isso sim, olha aquela coxa! — Dudu disse.
— E o decote então? — Rober comentou.
— Tá difícil não imaginar ela sem roupas. — Douglas voltou a falar.
— Depois eu que tô olhando demais. 
— ri me afastando e indo ao banheiro. Na saída vi que a morena saia junto e segurei seu braço, ela olhou pro meu rosto, depois pra minha mão e se esquivou, me olhando com ódio.

— Algum problema? — perguntou grossa.
— Não, nenhum... tudo bem? Prazer, Luan. — estendi a mão e ela riu irônica.
— Eu sei quem você é. — fez o mesmo soltando minha mão em seguida. 
— Não vai me dizer seu nome? — perguntei.
— Mesmo que eu dissesse você não se lembraria daqui cinco segundos. — disse, sorrindo irônica.
— Vale a tentativa... — falei sorrindo de lado.
— (riu) Tchau. 
— e saiu rebolando, olhei sorrindo, cocei a cabeça intrigado e voltei.

— Vai no banheiro pra gente se beijar. — cantaram fazendo coreografia assim que me aproximei. — Pegou né?
– Não quis nem me falar o nome dela. — contei abrindo mais uma cerveja. 
— Essas que se fazem de difícil são as piores, você sabe né? — Dudu disse.
— Quem não meu amigo? 
— risos.— Ainda tenho a noite toda pra beijar aquela boca. — falei rindo.

— Aposto dez conto que você não pega. — Dudu brincou.
— Vinte... 
— Douglas aumentou a aposta.

— Cinquentão que ele pega. — Rober disse.
— Pelo menos pra Deus ver em testa. 
— ri.

— Paga uma bebida pra ela, ela tá indo no bar. — olhei e era verdade. Ela passou por nós e ignorou cada assovio, cantada. Parecia nem ser com ela, segui seus passos e chegamos no balcão.
— Uma tônica por favor. — ela pediu.
— Então além de linda, não bebe? 
— puxei assunto. — Uma Budweiser, cara.— pedi.

— Bebo sim, a tônica não é pra mim. — respondeu tranquila pedindo uma caipirinha de frutas vermelhas.
— Veio sozinha? — perguntei.
— Com uns amigos. — respondeu seca. O que essa menina tinha?
— Hm... namorado veio também? — arrisquei um motivo pra ela não me dar bola.
— Que namorado? — perguntou e me olhou.
— O seu. — disse simples.
— Ah, tá. 
— riu.

— O que eu disse de engraçado? — perguntei sem entender.
— Nada. 
— respondendo bebericando a caipirinha.— É que eu não tenho namorado. — olhou pro barman agradecendo e saiu.

— Dois pra morena e zero pro meu amigo aqui. — tocou meu ombro. — Cara, ver você levar fora me faz sentir melhor, sabia? — risos.
— Quem disse que eu levei um fora? — perguntei.
— E não? Tentou duas vezes e nada. — Testa disse.
— Nem pedi pra ficar com ela. — falei desfazendo.
— E precisa? Tá dando sopa nóis pega rapaz. — Douglas disse rindo.
— Vai nessa. 
— resmunguei.

— Daqui a gente tá vazando e você nada. — continuou me irritando.
— Tenho meu jeito, vai caçar mulher também. — falei, fazendo sinal com a mão pra ele sair.
— A minha tá em casa, dormindo que amanhã ela vai sair cedo com a minha sogra. 
— disse Douglas.

— Será? — disse erguendo as sobrancelhas.
— Ela estava com cólica, e quando ela está com dor, ela dorme. — disse convencido.
— Por isso cê tá soltinho aqui em Sampa né? — falei rindo.
— Aproveitando o momento com os amigos, pô. 
— abraçou Rober e Marquinhos que estavam do seu lado.

— Enchendo a cara e olhando as mulheres aí. — falei.
— Olhar não é traição, Deus me deu dois olhos pra apreciar isso. — falou simples.
— Mãos e bocas abaixo da cintura? — perguntei.
— Olhando pra cima e gemendo. 
— risos.

— Oh os caras mano.

Mais alguns minutos e os solteiros foram se ajeitando e a morena nada, Dudu deu um jeito de juntar nossa turma com a dela e ela se distanciou dando a desculpa que iria dançar com as amigas, não falei nada. Herman nos apresentou sua namorada e mudou lá de assunto falando sobre a casa de shows em que administrava e levando o assunto bem mais pro lado profissional. Participei um pouco do assunto, mas meu foco era a morena que estava me hipnotizando cada vez que mexia seu corpo no ritmo da música, esbanjando sensualidade e carisma, toda sorrisos com as mãos no cabelo e rebolando de um lado pro outro.

— Ela também trabalha com você? — perguntei.
— A Eloá? 
— sorriu. — Uma das melhores funcionárias da casa, dedicada e extremamente profissional  — falou rindo.

— Hm... solteira? — perguntei.
— Por opção, porque é linda. Mas é sossegada viu. — disse.
— Tô vendo esse sossego. 
— risos.

— Achei que você lembrasse dela. — ele disse.
— Lembrar? — perguntei estranhando. 
— Eu sabia que eu conhecia ela. — Rober chegou do nada falando.
— Como é? — perguntei, sem entender nada.
— Ela é a moça que você xingou e pediu pra ser demitida no show daqui. — ele disse rindo irônico.
— O que? — perguntei incrédulo. Era por isso então que ela nem olhava na minha cara, como que podia eu não lembrar dela? Se eu tava irritado por ela me dar só foras, agora que minha raiva cresceu, ela se achava mesmo né? Metida a nojenta. — eu não to acreditando nisso. — disse negando. — eu vou dar uma volta. — disse e sai dali. A única coisa que eu queria era ir embora, quando olhei pra cima ela me olhava com uma cara cínica, ela sabia que eu estava perguntando por ela e também sabia que agora eu lembrava quem ela era. Menina metida, eu ia conseguir pegar ela, só pra fazer ela tirar esse sorrisinho irônico dessa cara linda dela.

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Capítulo 6 postado, como prometido!! 
Mais cara de pau que ele não existe né? hahahah Quero muitos comentários, vocês sabem que é a nossa maneira de saber se vocês estão gostando ou não, ou até mesmo o que precisamos mudar. 
Até segunda lindinhas, um beijo do trio aqui!!

9 comentários:

  1. POIX TOME ESSE SEU FORA SANTANA BOY. Se lascou, e Eloá merece o Tocantins inteiro pra ter esse autocontrole

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  2. Toma Luan, ta pensando que a Eloá é besta. Bem merecido, quero mais.

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  3. Hahahahahaha! Ameei o cap! KKKKK
    Taá pensando que vai ser fácil assim? Vai ter que se ajoelhar viu môBem kkkkkkk
    Quero só ver como Santana irá se sair nessa luta pra ficar com ela😂😂😂

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  4. Vai toma, ê luanzinho quem bate esquece quem apanha não kkkk

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  5. Mdsssss que capítulo foi esse
    A Eloá arrasaaa demais viuu,bem feito tomaa que é de graça luan kkkk
    Quero ver ele implorando para ficar com a Eloá
    Ansiosa pelo próximo capítulo
    Continua logooo por favor

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