PS:

Postagens todas as segundas, quartas e sextas, sem horário definido! ❥

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Capítulo 07

— Eloá Andrade

  O resto da semana passou sem grandes acontecimentos e quando a sexta-feira finalmente chegou, eu quase agradeci de joelhos. A produtora para a qual trabalho está completando dez anos esse mês e a festa será amanhã. Acordei animada, ciente de que não trabalharia amanhã, apenas iria me divertir. Há quanto tempo não vou a uma festa, acho que a última vez em que realmente saí para me divertir mesmo foi no último dia de férias, antes de começar a faculdade e isso já tem três meses e meio. Caramba!
  Tomei um banho rápido e vesti uma calça branca, uma blusa na mesma cor, calcei meus sapatos e juntei meu material, dobrei meu jaleco e coloquei dentro da bolsa. Minha mãe já havia saído como todos os dias e eu saí apressada, enquanto comia uma maçã. Assim que cheguei no ponto o ônibus chegou, por sorte não tinha demorado mais, desci no ponto próximo a faculdade e minhas amigas já estava lá me esperando.

— Bom dia, coisas lindas! — falei animada e ambas me olharam desconfiadas.
— Bom dia! — responderam juntas. — O que está te deixando tão animada? — Brenna acrescentou.
— Como o quê?! Hoje é sexta-feira, e além disso amanhã é a festa de aniversário da produtora! — falei como se fosse óbvio.
— Ah, é verdade. — Jéssica resmungou.
— Eu tinha me esquecido. — Brenna riu, dando de ombros.
— Você vão não é?! — perguntei, mais afirmando do que qualquer outra coisa.
— Claro, ainda tem dúvidas?! — Jess brincou.
— Cadê nossos convites?
— Estão aqui na minha bolsa, lá dentro eu entrego. Amanhã eu vou dançar até não sentir mais as pernas! — falei esfregando uma mão na outra.
  Minhas amigas gargalharam.
— É assim que se fala! — Brenna concordou.
— Fazia tempo que eu não te via assim, tô gostando! — apenas pisquei em resposta a Jess.

  Adentramos a faculdade e depois de entregar os convites para ambas, nos despedimos e cada uma foi para a sua sala. Prestei atenção em cada palavra que foi dita e quando a prova começou, ao meio dia, eu nem sequer respirava direito, quando acabei, entreguei para a professora e me levantei, juntando minhas coisas e saindo da sala. Me sentei em uma das mesas da cantina, esperando minhas amigas aparecerem, já que tínhamos combinado de nos encontrarmos ali. Já estava cansada de esperar, quando senti duas mãos cobrirem meus olhos. Passei minhas mãos pelas da pessoa e rapidamente deduzi quem era.

— Brenna dadeira! — falei rindo.
— Sua cara, piranha! — ela saiu de trás de mim, mostrando-me o dedo do meio.
— Me respeite, sou pura! — dei um beijinho no ombro e ela riu.
— A Jéssica tá fazendo prova ainda? — perguntei.
— Não, foi no banheiro, mas já tá vindo aí. — resmungou, puxando o celular do bolso de trás da calça.
— Cheguei, não precisam mais chorar! — Jéssica chegou falando alto, fazendo algumas pessoas nos olharem.
— Ela é iludida, ela! — brinquei rindo.
— Vamos logo que ainda temos que passar lá em casa e depois na casa da Jess, para finalmente irmos para a sua! — Brenna falou rápido, ajeitando a alça da bolsa no ombro.

  Levantei e saí junto com as minhas amigas. Fomos de ônibus, primeiro passamos na casa da Brê e depois na da Jess, para só então irmos para a minha. As duas me ajudaram a organizar tudo em casa e depois de lancharmos, fizemos as coisas da faculdade e então fomos para a internet, stalkear e falar da vida dos outros.
  Quando a minha mãe chegou à noite, decidimos as quatro ir lanchar num quiosque que ficava na praça próxima a minha casa. Nos ajeitamos e fomos, escolhemos uma mesa mais isolada e fizemos nossos pedidos.

— Junta aí todo mundo para a selfie! — Brenna pediu.
— Ai, não gosto de fotos. — minha mãe reclamou.
— Deixa de bobagem, tia! — Jéssica resmungou.
— É mãe, junta aqui! — chamei, deixando meu rosto próximo ao seu. Nós ajeitamos e Brenna fez várias selfies, nos enviando as fotos por mensagem.

  Comemos em um clima gostoso e bem agradável. Eu adorava momentos assim, ao lado da minha mãe e das minhas amigas. Estar cercada por pessoas que você sabe que realmente gostam de você, é tão bom. Ainda ficamos um pouco na praça e então fomos na locadora que ficava ali perto, alugamos três filmes e voltamos para casa. Nós ajeitamos na sala e minha mãe fez pipoca, assistimos enquanto comíamos. Era uma comédia romântica, simplesmente maravilhosa.

[...]

  Na manhã de sábado, acordei antes que todo mundo. Fiz o café da manhã e já aproveitei para varrer a casa e preparar a água para passar o pano. Estava bebendo água quando minha mãe apareceu a cozinha.

— Hum, que cheirinho bom é esse? — perguntou.
— Fiz tapioca! — respondi.
— Opa, eu ouvi tapioca? — Brenna falou, chegando a cozinha junto com a Jéssica.
— Bom dia! — ela disse, sentando ao lado da minha mãe.–
— Sim, você ouviu tapioca. Acabei de fazer. –falei sorrindo travessa, igual criança quando apronta.–
— Amo vir nessa casa, eu como feito uma louca e comida boa, gostosa. –Jéssica disse de um jeito engraçado e completamente espontâneo nos fazendo rir demais enquanto elas terminavam de se acomodar à mesa.–
— Eu não sei o que ela tem, como acorda com essa disposição toda. –Brenna dizia fazendo careta enquanto prendia os cabelos.–
— Se anima Brezinha da Jess! Hoje tem festa, balada, música e cachaça.
— Louca. –a Bre retrucou tirando as mãos do cabelo e pegando a jarra de suco para servir seu copo.–
— É hoje a tal festa, é? E você nem me diz nada? –minha mãe perguntou se fazendo de brava.– As três ainda, ai meu deus.
— Mãezinha, é uma festa da empresa. Eu até convidei a senhora.
— Prefiro ficar no meu cantinho, curtindo minha preguiça e aproveitando a noite para dormir. –falou de um jeito mais que idoso, me fazendo revirar os olhos, minha mãe era nova e toda "tímida".–
— Ai tia Rô, você é novona. Tinha que arrumar um namorado bem bonitão e curtir a vida.
— Ah, Jéssica. Eu já curti muito viu. Quando conheci o pai da Eloá... –aproveitei a deixa no assunto para terminar o que fazia antes das três bonitas aparecerem para o café. Terminei a sala, corredor e fui para o quarto. Dei aquela geral, varri e passei pano. Dobrei as roupas que estavam em cima da cadeira e espalhadas pela minha cama, tirei as que iriam pra máquina de lavar e foi a vez de lavar os banheiros e fim, eu estava "livre".–
— Amiga, tá acabada hein.
— Claro né dona Jéssica, já você está com a vida que pediu a Deus... aliás, vocês duas né? –Jess estava zapeando os canais com o controle enquanto a Bre estava cochilando deitada no colo dela.– Alguém sabe da minha mãe?
— Aquela linda, maravilhosa está na cozinha preparando o almoço. E sabe o que é? –fiz que não com a cabeça e ela riu.– Bife acebolado com fritas porque eu sou foda.
— A mãe ainda é minha sabia?
— Minha também, somos irmãs, esqueceu? –ri me juntando a elas duas.– E aí, já sabe com que roupa vai hoje?
— Estou em dúvida entre três, não soube o que decidir no final das contas.
— Aquele seu conjuntinho vermelho é babado, você tem que ir com ele. Até porque comprou tem meses e nunca usou.
— Não mesmo, estava esperando... –falei pensando no que completar a frase e ela me olhou com aquela cara de deboche e deu risada.– Para vai... estava esperando uma oportunidade.
— Aí está. Festa da produtora meu amor, dez anos! Pensa no tanto de cara bonito que vai ter lá hoje. –disse se abanando.–
— Nossa, hoje eu saio da seca. –olhamos para Brenna que ria da nossa cara de susto.–
— Você não estava dormindo? –perguntei à ela.–
— Quem dorme com você e a Jéssica que não calam essa boca? O jeito foi entrar no assunto. –risos.
  Jéssica por fim encontrou um filme legal que estava quase na metade e acabou que nós o assistimos. Logo o almoço ficou pronto e voltamos para a cozinha, comemos e as meninas se ofereceram para ajeitar a cozinha deixando eu e minha mãe "de folga", ela foi para o quarto e eu continuei sentada conversando com elas e falando dos nomes que haviam confirmado presença para a festa mais tarde.
— Nossa, sou louca pra conhecer o Dudu Borges. Gente eu amo aquele homem, ele trabalha com e para as melhores pessoas. –Brenna dizia secando a louça.–
— Luan é um deles, daria tudo pra conhecer aquele homem. –revirei os olhos quando escutei minha amiga elogiar aquele troglodita. Jéssica era apaixonada, fissurada nele e eu cagando e andando pra ele.– Não adianta virar o olhinho não meu amor, ele é lindo e muito talentoso.
— Um sem educação também, arrogante, prepotente... quer uma lista por ordem alfabética ou decorrência dos fatos?
— Amiga. –Brenna me chamou rindo.– Eu sei que você ficou puta, mas sério, não imagino o Luan assim... meu, ele tem cara de ser tão amorzinho. Todo fofo, todo...
— Fofo? Amiga, queria aquele fofo na minha cama isso sim. Aí faria igual a Elo, ia virar os olhinhos, mas por outro motivo.
— Cala a boca, Jess! –joguei o pano de pratos nela, rindo daquela idiotice.– Eu imaginava ele bem diferente. –comentei agora mais séria.– Mais humilde, sabe?
— Pode ser que ele não estava em um bom dia. –Jess deu de ombros.– Até porque ninguém é obrigado sorrir vinte e quatro horas por dia.
— O que ele fez com a Elo foi tipo, bem babaquice, até eu fiquei com raiva na hora.
— Aí gente, não estraguem o clima pré festa falando dessa noite desastrosa. Vamos mudar de assunto que esse cantor não merece nem minha saliva falando o nome dele. –elas riram, mas respeitaram minha opinião voltando a falar de roupas e sapatos e cabelos e maquiagem.

  Saímos da cozinha e entramos no quarto, Brenna colocou uma música pra tocar e eu fui pegando as coisas de manicure para fazermos as unhas. Cuidamos de tudo, unhas e cabelos, deixamos as roupas e sapatos separados e ainda ficamos um tempinho nos celulares cuidando da vida alheia.
  As horas passaram bem rápidas, tanto que quando nos demos conta estava na hora de nos arrumar. Primeiro eu tomei banho, lavei os cabelos e sai. Brenna foi em seguida deixando a Jess por último.
Fiquei alguns minutos enrolada na folha pensando no que faria primeiro, se iria começar a me vestir ou cuidaria daquele monte de cabelo. Olhava um e outro, um e outro até decidir vestir uma lingerie pelo menos.

— Nossa Eloá, que ânimo hein. — Jess disse saindo do banheiro vestida com uma lingerie e a toalha que deveria estar em seu corpo enrolada na cabeça.
— Tô com preguiça, sabia? — respondi.
— Eu estou querendo saber o que vestir, me ajudem aí vocês duas. — Brenna falou mostrando suas opções de roupa, um macaquinho e um vestido estampado com a saia um pouco mais rodada. — E aí? — perguntou.
— O macaquinho combina mais com você, eu amei isso aqui nele. — apontei para o tule que iria mostrar não só o decote como parte de sua barriga, nas costas ele era trançado além de ser tomara-que-caia. — Show. — fiz joinha com a mão.
— E dá pra você dançar sem ficar toda hora abaixando a saia. — acrescentou Jess.
— E você, vai de calça mesmo? Passar calor? — perguntei pra ela.
— Ai Elo, trouxe meu shorts né meu amor. E esse body maravilhoso. — disse, fazendo cara de convencida.
— Bem piranha com as costas toda aberta, cobrindo só os peitos na frente. —zoei.
— Eu gosto assim, pouca roupa pra não sentir muito calor. — ri.

  Decidi começar pelo mais demorado, meus cabelos, passei o secador junto com uma escova e os deixei liso e solto. Aí dei continuidade pela maquiagem e por fim estava vestida com um cropped vermelho que era bem simples, sem muitos detalhes nas costas e um puta de um decotão na frente, acompanhado de um shorts na mesma cor, cintura alta e com alguns detalhes. Para finalizar, acessórios, como pulseiras e relógio, anel e brincos grandes. Eu estava pronta, me analisando no espelho e aprovando o que estava vendo.

— Que mulherão da porra, amiga. Se você tá assim virgem, imagina dando. Para com isso hein. — Jéssica disse, me fazendo abrir a boca em surpresa com suas palavras.
— Essa Jéssica não tem um filtro, minha nossa senhora. — Brenna revirou os olhos terminando de se vestir.
— Eu falo mesmo, não passo vontade. — falou dando de ombros.
— Louca. — falei calçando meus sapatos de salto alto. — Vamos? — chamei.
— Preciso da minha bolsa... que eu deixei bem aqui... — disse colocando as coisas em cima dos travesseiros e encontrando-a. — Quererem colocar as coisas de vocês aqui? — perguntou.
— Ah não, trouxe uma carteira tão bonitinha. — Brenna disse com sua fofura.
— Pra que carteira Brenna? É openbar amiga. — ri da discussão das duas.
— O dinheiro do táxi né amor, que eu não estou toda linda pra enfrentar o bus. — disse levantando as sobrancelhas.
— OK. Vamos indo, o carro está aí fora. — falei.

  Por fim saímos do quarto e nos despedimos da minha mãe, escutamos seu sermão de todas as vezes em que iríamos sair juntas e fomos para o carro. Herman havia dito que seria em uma boate bem conhecida, fechado apenas para os convidados (óbvio) e pra entrar o convite que vinha com um QR Code. Eu estava bem animada, descansada e sorrindo.
  Ainda no carro fizemos várias fotos, vídeos de snaps e conversamos. Quando o motorista estacionou, pagamos a corrida e descemos de frente. Haviam fotógrafos posicionados na entrada, seguranças também e uma hostess. Entregamos a ela os convites e depois de liberadas, entramos parando de frente para o painel de 10 anos da melhor produtora de São Paulo e do Brasil inteiro, Helsinki Eventos. Trocamos de poses algumas vezes e entramos no recinto. Muita música, muita gente e muitos rostos conhecidos.

— Ali não é seu chefe? — Brenna apontou com a cabeça pra um cara que estava abraçando uma mulher, fixei o olhar e era o Felipe. Fui pedindo licença e chegamos até eles, nos cumprimentamos e ele saiu para buscar nossas bebidas, deixando somente o quinteto conversando.
— Ainda bem que chegaram, tem tanta gente aqui. Famosos inclusive, sabe o Péricles? — assenti. —Está aqui com o filho, aquele que cantou no programa Esquenta. — Jaqueline desatou a falar e não parava mais, Felipe chegou junto com o rapaz do bar trazendo nossos drinks e entrou no assunto falando de nomes conhecidos que estavam presentes. Mencionou até Eduardo Borges, Dudu para os que se acham íntimos, como minhas amigas que surtaram e ficavam de um lado pro outro procurando por ele.
— Ele chegou com uma turma boa, aquele baixinho e Luan Santana estavam juntos. Lembra dele Eloá? — e riu.
— Mentira! Onde eles estão? — perguntei.
— Se controlem meninas, temos a noite toda aqui. — Felipe disse dando um selinho na namorada.—Eles estão nessa direção aqui oh... — apontou reto virando-se para a esquerda. — Vão lá...— ele disse.
— Vamos amiga? — olhei e fiz careta quando vi de longe Luan olhando para nós.— Elo?— Jéssica me chamou.
— A Jaque vai com vocês. — falei pra Jess. —Vou ficar por aqui mesmo. — conclui.
— Eu vou mesmo. — disse Brenna indo na frente, Jaqueline e Jéssica a seguiam também e eu não me importei em ficar de vela do casal.

  O trio não demorou muito por lá e voltaram mais sorridentes que o normal, contando que ele tinha sido muito educado e não sei o que mais e eu abstraindo e fingindo demência. Disse que ia ao banheiro e sai. Não estava com fila, entrei e usei rapidinho, lavei as mãos sequei e sai. Estava quase atravessando de volta para o salão quando puxaram meu braço. Olhei e ri não acreditando quem era. O cantor mais cara de pau e dissimulado, sim, Luan estava me cantando com a desculpa esfarrapada de que queria saber meu nome. Como se ele não soubesse, dei um jeito de fugir dele e voltei para as minhas amigas.

— O que foi Jaque? — perguntei.
— Queria uma tônica, mas tô com uma preguiça de ir buscar... quer ir lá não? — pediu.
— Vou, aproveito e pego uma caipirinha pra mim. — falei deixando meu celular com a Bre e saindo outra vez, passei pela rodinha do Luan e sua trupe, joguei os cabelos e continuei andando até deixar minhas mãos descansar sobre o balcão e fazer o meu pedido. Olhei para o lado acompanhando o movimento e quando me viro para o lado oposto outra vez dou de cara com o Luan que veio com outro papo furado, revirei os olhos com tédio e respondi com mais ironia possível, peguei minha caipirinha, tomei um gole e sai assim que peguei a tônica da Jaque.
— O bar estava movimentado hein, o que ele te disse? — Jaque perguntou.
— Toma sua água e fica quietinha. — brinquei encerrando o assunto.
— Ele estava dando em cima de você, é? — Herman perguntou tomando mais de sua cerveja.
— Sim, pela segunda vez em menos de uma hora. — disse, revirando os olhos.
— É as famosas voltas que o mundo dá. — disse rindo.
— Pois é. — o respondi bebendo um pouco mais. Deixei meu copo em cima da mesinha e fui dar uma volta com as meninas pelo salão, cumprimentamos um e outro e encontramos a pista de dança, as meninas ficaram por lá e eu voltei para o nosso canto para buscar meu copo tendo a surpresa desagradável de os encontrar no maior papo com o Felipe. Fui apresentada e os cumprimentei de um jeito educado, mas estava ficando sem graça com as indiretas sussurradas que Luan me lançava, sem contar seu olhar de predador e dei um jeito de sair dali voltando com as meninas. Acabei não comentando nada, tirei o canudo do copo e virei tudo na boca de uma só vez, o deixando em cima de uma bancada e me entregando a dança junto com elas. Vi que ele tinha saído de perto dos meninos com uma cara indignada, seja lá o que falaram pra ele, fez ele recuar e não vir mais pra cima de mim, ainda não estava acreditando na tamanha cara de pau do cantor, mas claro que eu não perderia a chance de provocá-lo, dei risada pelo meu plano maléfico e aproveitei o funk que tocava, para dançar olhando pra ele e provocando-o, tocava uma música da Lexa, para de marra, algo assim, olhei pra ele sensualizando e mexi minha boca, conforme cantava a música, "dançando e rebolando, chamando a atenção, jogando meu cabelo, me vendo descer até o chão, é hoje que vai passar mal... eu desço eu desço até o chão, eu subo te olhando e mostrando meu poder de sedução, eu desço eu desço, faço você delirar, rebolo e te olho só pra te provocar", dei risada vendo o olhar dele pro meu corpo, um tempo depois, um cara gato, corrigindo, MUITO gato, se aproximou de mim, enlaçando minha cintura, falou algumas coisas que não dei importância ao meu ouvido, enquanto meu olhar não deixava o do Luan, vi que o rosto dele era de raiva, sabia que seu ego estava machucado por eu estar dando moral pra outro que não ele, aproveitei a situação e também pra calar a boca do moço que falava comigo e tasquei um beijão em sua boca, quando abri os olhos, vi o Luan saindo disparado para as escadas que davam acesso a saída, sendo acompanhado de seu segurança, dei uma risada pelo meu feito e fiz o carinha desgrudar de mim, queria curtir a noite com as minhas amigas e foi o que eu fiz, aproveitei como a tempos não curtia, fomos embora com o dia amanhecendo, um pouco alteradas e rindo aos 4 ventos, cheguei na minha cama, só retirei o vestido e os sapatos me jogando na cama, apagando em minutos da forma que eu estava, só de peças intimas.

1 semana depois [...]

— Luan Rafael

Acordei com meu celular vibrando embaixo do travesseiro, procurei pelo aparelho e depois de alguns segundos o encontrei, sem nem olhar o visor, atendi a chamada.

— Hum… — resmunguei.
— Porra, viado! — Roberval bufou do outro lado da linha. — Tu tá dormindo ainda, Luan? — perguntou desacreditado.
— O que foi? — perguntei, abrindo os olhos devagar.
Estava cansado e com muito sono.
— Já são oito horas, você combinou de ir pro show do Zezé, esqueceu? — ele perguntou.
Suspirei, recordando-me.
— Não esqueci. Vou tomar banho e me arrumo bem rápido! — falei, sentando-me na cama.
— Até parece que eu acredito nisso! — ele bufou.
— Vou desligar, quando estiver pronto te dou um toque. — resmunguei.
— Ok. — ele concordou e eu finalizei a chamada.

Me joguei na cama, fechando os olhos por alguns segundos. Mesmo com sono e contra gosto, me levantei e cambaleei para o banheiro, onde tomei uma ducha rápida e relaxante, que fez acordar por completo. Saí com a toalha enrolada na cintura, vesti uma cueca boxer azul, uma calça jeans preta e uma camisa xadrez preta com vermelho, calcei meus coturnos e dei um jeito no cabelo. Me perfumei todo e coloquei meu colar, dois anéis e peguei meu celular e o cartão do quarto.

Mandei uma mensagem para o Rober, avisando que eu já estava pronto e saí do quarto, encontrando ele e o Well no corredor, próximo ao elevador. Descemos juntos e adentramos o carro que o Testa havia alugado, seguimos direto para a casa de show em meio a uma conversa de—scontraída.

Quando estávamos chegando no local do show foi que eu percebi que era onde a metidinha trabalhava, seria minha chance de tentar mais uma vez levar ela pra minha cama e fazer aquela boca abusada dela, trabalhar em torno do meu pau. Logo que entramos fomos direto ao camarim, iria ver eles antes de entrarem no palco, quando abri a porta, tive uma maravilhosa surpresa, Eloá estava no camarim trabalhando, eu não havia me enganado, sim, eu me lembrava o nome dela, depois de levar um fora como aquele, era impossível não memorizar o nome de quem me fez perder o sono com aquela ousadia e confesso também, por ter ferido meu ego.

— E ai cara. — Zezé me cumprimentou.
— Beleza? — perguntei fazendo aquele toque típico de homens.
— Tudo certo e com você? — perguntou.
— Tudo também. — respondi virando pro lado que ela estava. Aproveitei que eles continuavam uma conversa animada e fui até ela. — Boa noite. — disse com meu sorrisinho sacana de lado.
— Boa noite. — ela respondeu, continuando fazer seu serviço.
— A moça é tão mal educada que não pode parar pra cumprimentar os outros? — perguntei.
— A moça é educada com quem merece. — ela disse e me olhou. — E adivinha só? — ela chegou mais perto e disse baixinho. — você não é um deles. — falou dando um sorrisinho irônico e se virou, continuando o que estava fazendo.
— Você sabia né, que eu prefiro as dificeis? — perguntei na maior cara de pau, fazendo ela rir.
— Meu querido, eu vou pra cama com quem eu quero e quando eu quero. — ela disse levantando as sobrancelhas.
— Ótimo, o que eu faço pra te levar então? — perguntei, com a mão no queixo.
— No momento? — ela perguntou e eu acenei com a cabeça. — Nada, eu não quero transar com você, muito menos beijar essa sua boquinha que só sai asneira. — disse e passou a mão pelos meus lábios. Abusada!
— Vamos Luan? — me assustei com o Rober me chamando, olhei pra ele que completou. — O show vai começar. — ele disse.
— Vamos sim. — concordei, dei tchau pra todos e subi com o Rober pro camarote. — Você acredita que a abusada disse que minha boca só sai asneira. — disse incrédulo. — A hora que eu pegar ela, ela vai ver as asneiras que vão sair. — falei indignado, fazendo o Rober rir, ele ficou quieto e eu aproveitei pra curtir a minha noite, tentando não pensar naquela bandida. 


_________________________________________________________________________________
Ooooi, coisas lindas!
Vamos começar nos explicando por conta da demora!
A questão é que nós três fazemos faculdade e em horários opostos, o que dificulta bastante para decidir algumas coisas, portanto o que aconteceu foi que não tivemos tempo de postar e nem de vir aqui avisar. 
Mas vamos recompensar vocês por isso!
Capítulo 07 postado e esperamos que vocês gostem e comentem bastante. 
Um beijo do trio aqui! ❤


7 comentários:

  1. "Essa sua boquinha que só sai asneira" Lispector Eloá, melhor pessoa real. To vendo que Luan vai comer o pão que o avermelhado assou

    ResponderExcluir
  2. Hahaha não vou negar adoroo. Faz mesmo o escrotão penar porque ele anda merecendo. MUITO!

    ResponderExcluir
  3. Luan ta pensando que vai ser fácil. Bem merecido

    ResponderExcluir
  4. Gostei desse "Brenna dadeira" não, olha o respeito!💁
    PELO MENOS FUI DIVA NO CAP KKKKK
    Eloá arrasa, viu?! A bicha não deixa por menos não hahahahaha
    Luan vai ralar bastante pra pegar ela viu?! KKKKKK
    FICO APENAS RINDO DOS FORAS QUE ELE LEVA.😂😂😂😂😂

    ResponderExcluir
  5. Faz maratona de capítulooos

    ResponderExcluir
  6. Bem feito Luan, bicho burro e tosco kkkkk. Elo tem q fazer ele sofrer msm

    ResponderExcluir