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domingo, 19 de fevereiro de 2017

Capítulo 08


— Eloá Andrade 

Uma semana se passou da mesma forma, eu me revesando entre minha faculdade, minhas amigas, minha mãe e meu emprego, eu amava trabalhar e amava muito minha faculdade, mas ultimamente eu vinha me sentindo tão cansada, esgotada, queria tanto parar de trabalhar, mas eu sabia que não podia, eu precisava ajudar minha mãe com as despesas de casa, não podia ser tão egoísta e pensar só em mim, morávamos em um lugar humilde, eu andava de ônibus, mas mesmo assim, eu devia tudo a ela. Hoje o dia tinha sido corrido, tinha tido aulas intensas, feito trabalho e ainda tinha aproveitado pra estudar já que teria prova no outro dia e precisava trabalhar essa noite, provavelmente chegaria do show e estudaria pela madrugada, precisava ir bem, era uma das matérias mais difíceis do meu curso. 

Olhei no relógio e precisava correr contra o tempo, pra me arrumar e ir pro serviço, gostava de chegar antes pra adiantar as coisas, do que ter que fazer em cima da hora. Tomei um banho, arrumei minha bolsa com a roupa mais arrumadinha para eu usar lá, coloquei minhas maquiagens e meu perfume, coloquei uma roupa básica e desci correndo as escadas, peguei um pão que estava em cima da mesa, coloquei presunto e queijo dentro e sai correndo apressada pro ponto de ônibus, cheguei em cima do laço, por minutos que eu não perco o ônibus, entrei no mesmo e foi aquela coisa de sempre, eu em pé, tentando me equilibrar e comendo meu pão, pra não morrer de fome. Cheguei na casa de shows, guardei minha mochila no meu armário e fui até a sala do Felipe, encontrando Jaqueline ali.


— Boa tarde meus amores. — disse, dando um beijo no rosto dos dois.

— Boa tarde Elo. — Felipe disse sorrindo.
— Boa tarde amiga. — Jaque falou e eu sorri pra ela.
— A lista ta ai? Pra eu ir adiantando. — falei pra Felipe que assentiu e logo me entregou a folha com todas as exigências. 
— Ta tudo bem Eloá? — Felipe perguntou antes que eu saísse da sala.
— Ta tudo bem sim. — sorri. 
— Ta com um rostinho cansado. — ele fez a observação e eu soltei um suspiro.
— Foi um dia corrido hoje, mas ta tudo certo. — sorri, tentando lhe passar confiança, ele apenas assentiu e eu me retirei da sala, juntamente com a Jaque. 
— Vamos lá, eu faço a metade e você a outra metade, depois conferimos juntas, pra ver se não esquecemos de algo, ok? — perguntei a Jaque, já comandando o serviço.
— Certo, mão na massa. — ela disse brincando, fazendo eu rir.

Terminamos tudo e fui trocar de roupa e me maquiar, teria que esperar pelos cantores dentro do camarim, já que era uma exigência deles, se algo estivesse errado, eu arrumaria. Esperei por um tempo e eles chegaram, foram super educados, permaneci ali e quando me virei pra arrumar umas coisinhas fora do lugar, ouvi a voz dele. Ele é gostoso, eu confesso, arrogante também, não vou mentir que tinha vontade de dar uns beijos nele mas jamais admitiria isso em voz alta, essa informação ficaria comigo apenas. Óbvio que o abusado veio falar comigo, sabia que ele não perderia a chance de dar em cima de mim e eu que não sou boba nem nada, retruquei de maneira inteligente, até disse que iria pra cama com quem eu quisesse, a hora que eu quisesse, que eu que decidia aquilo, outra coisa que ele também não precisava saber, era que eu não ia pra cama com ninguém, afinal sou virgem, dei risada mentalmente dos meus pensamentos. Ele não se demorou por ali e foi com seu amigo baixinho e simpático até o camarote pra assistir ao show, continuei meu trabalho e quando o show acabou voltei até o camarim, pra ver se eles necessitavam de algo, quando eu estava saindo do mesmo, trombei com o Luan Gostoso Santana novamente, que me deu um sorrisinho e segurou meu braço enquanto passava por ele.


— Fez seu serviço direitinho hoje? — perguntou baixinho no meu ouvido.
— Vai a merda. — falei no ouvido dele também e me soltei de seus braços.
— Linda e boca suja. — ainda consegui ouvir antes de me afastar totalmente. Entrei no vestiário soltando fogo pelas ventas, cantorzinho metido, imbecil.
— Ele se acha né, só porque é um puta de um gostoso, um pedaço de mal caminho, não, um pedaço não, o caminho inteiro, eu não vou dar moral, como ele fala comigo desse jeito... "Fez seu serviço direitinho?" — imitei a voz dele. — aaaaah, arrogante, não tenho culpa se ele é um mimado e justo no dia que ele vem, as coisas não dão certo. — falei em voz alta, se alguém passasse por ali, certamente acharia que eu sou louca. Me troquei bufando de raiva desse imbecil e fui me despedir do Felipe, disse que tinha arrumado tudo e estava indo embora, senão perderia meu ônibus, sai as pressas dali, entrei no ônibus, cheguei em casa e fui comer e atualizar meu celular, no que eu abri meu whatsapp tinha mensagem do meu melhor amigo. 



















Depois de encerrar minha conversa com meu amigo, fui dar uma revisada na matéria, quando acabei tudo, já era 5 da manhã, resolvi que iria apenas tomar um banho, me arrumar, preparar o café e ir, já que o ônibus passava as 6:00 no ponto perto da minha casa. Essa era uma das piores partes de andar de ônibus, ter que sair tão cedo por ter que fazer trocas. Fiz tudo que precisava, comi um pão com uma xícara de café, peguei meu material e sai de casa. Cheguei na faculdade e fui direto pra minha sala, me sentei e esperei pelo professor, ele chegou e entregou a prova, respondi ela toda feliz por ter estudado tanto, sabia que tinha ido bem, logo após a prova, as aulas correram normalmente, sai as pressas da sala quando deu o horário, não tinha tempo de esperar as meninas e também queria a minha cama, precisava dormir nem que fosse uma horinha apenas. Cheguei em casa e ainda tive que ajudar minha mãe com o almoço e arrumar a casa, já que ela iria trabalhar e não tinha dado tempo pela manhã, ela tinha visto que eu havia ficado acordada até tarde e não tinha dormido, me deu um belo de um sermão, sobre minha saúde, provavelmente o mesmo que eu ouviria do Rodrigo pela noite. Terminei tudo era quatro da tarde, tomei um banho, coloquei um pijama fresquinho e desmaiei na minha cama, estava exausta. Acordei com vozes na parte de baixo da casa, o que não demorou pra porta do meu quarto ser aberta, quis manter meus olhos fechados, queria continuar dormindo, mas quem disse que meu amigo deixou?


— Você não dormiu essa noite né? — perguntou com os braços cruzados em frente ao peito, sério, na frente da minha cama, enquanto eu tentava abrir meus olhos.

— Eu tinha que revisar. — disse revirando os olhos e bocejando.
— Adianta revisar, ir bem em uma prova e ficar doente? — ele perguntou.
— Adianta eu ir dormir, ir mal na prova, reprovar e não achar um emprego que eu não precise ficar até de madrugada? — perguntei ficando mal humorada.
— Se você ficar doente não vai ter nenhum dos dois. — disse, mantendo o semblante sério.
— Sério que você vai fazer discurso e dar sermão logo agora que eu acabei de acordar? — perguntei com tédio. — to indo no banheiro. — avisei e levantei da cama.
— Tudo bem, mas volte sabendo que a gente vai conversar. — disse. Entrei no banheiro, lavei meu rosto, escovei os dentes, fiz xixi, lavei as mãos e sai do banheiro, olhando pra ele. — senta aqui vai. — bateu ao lado de onde ele havia sentado, me sentei e ele segurou minhas mãos, olhando em meus olhos. — eu não quero ser o amigo chato, que fica dando sermão, como se você fosse uma criança, mas é que as vezes, parece que você não tem a idade que tem. — quando eu fui contestar ele me interrompeu. — calma, deixa eu terminar. — ele disse e eu suspirei. — eu sei que você é madura, até demais, toma todas as responsabilidades pra você, por se sentir no dever de retribuir tudo que sua mãe fez por você. Só que não é bem assim meu amor. — ele disse e eu senti lágrimas descendo na minha face, que ele rapidamente limpou com as pontas dos dedos. — você precisa viver um pouquinho mais Eloá, você precisa fazer coisas que meninas da sua idade fazem e eu tenho certeza que sua mãe não vai te condenar por isso. Você tem que estudar? Ok, estuda. Mas não se mata assim não. Sua mãe me contou que você virou a noite e uma cabecinha cansada, não pensa direito e nem faz bem pra sua saúde, se você ficar doente, você vai faltar aula, vai faltar trabalho. E ai? Como você vai fazer? — ele me perguntou e eu baixei a cabeça, mexendo na mão dele. — Olha pra mim. — ele pediu e eu ergui meus olhos. — promete pra mim que vai se cuidar, porque senão, eu vou conversar com sua mãe e vou te levar comigo pro Rio e eu não estou perguntando se você concorda ou quer ir. Entendeu? — ele perguntou.
— Entendi. — respondi baixinho.
— Ótimo. — ele disse e sorriu.
— Agora posso ganhar aquele abraço que eu tanto esperei? — perguntei fazendo manha.
— Vem aqui dengosa. — me puxou pro seu abraço, que era o melhor. 

Ficamos juntos até a hora do show, me arrumei, arrumei o cabelo dele, comemos, fiquei vendo ele conversar com a minha mãe, grudada nele é claro, queria poder trazer ele pra pertinho de mim, amo tanto esse cara. Quando deu 22 hrs, ele me chamou, tinhamos que ir. Me despedi da minha mãe e saimos juntos. 
Fomos de táxi para o show, conversando ainda mais, o meu Diguinho contava como estava sendo a vida na estrada, da rotina e do reconhecimento que crescia a cada dia mais. Falou sobre as fãs que ele nem imaginava que tinha e das supostas loucuras que nos arrancaram boas risadas fazendo o táxi nos olhar preocupado pelo espelho. 

— E nenhuma namoradinha mesmo? Peguete? Nada? — perguntei abraçando seu braço.
— Nenhuma, também não estou com cabeça pra isso agora. — ele me disse.
— Ah não, e vai estar quando? — perguntei séria.
— Quando você desencalhar também. — riu da minha cara de "séria".
— Besta. — disse fazendo careta.
— Nenhum namoradinho viadinho não? — ele perguntou.
— Não, ninguém me quer sabe... — fiz drama.
— Duvido que não Eloá, duvido mesmo. Porque meus amigos veem as fotos e ficam babando, imagina aqueles caras que vão fazer shows onde você trabalha. — ele falou, me olhando desconfiado.
— Aí, mas aí estou em horário de serviço né Rô. — falei, jamais entregaria.
— E daí, eu te pegaria numa boa. — risos. — Trabalhando ou não. — ele disse com sorriso cafajeste. 
— Mas você fala isso porque somos amigos, pra eu não ficar tão mal assim. — brinquei.
— É a verdade, mas olha, não acho ruim você solteira não. Na verdade eu prefiro, assim não tenho que dividir minha Eloasinha com ninguém. — me abraçou beijando meu rosto. — Preparada para assistir o melhor show do país? — perguntou com olhar convencido. 
— Convencidinho você hein garoto. — perguntei erguendo as sobrancelhas 
— Realista, eu me garanto. — falou se gabando.
— Ui, senhor: eu sou demais, sou o foda. Mas sim, estou preparada. — disse.
— Sua mãe bem que poderia ter vindo, eu deveria ter insistido mais. — falou se lamentando. 
— Ah meu bem, pra tirar aquela ali de casa meu amor, só um milagre. Muito difícil. — brinquei.
— Percebi, não vi ela nem nas fotos lá da festa da produtora. — me falou.
— Ela não quis ir, falou que seria muita bagunça e que era coisa de jovens. — disse negando com a cabeça.
— Ela é jovem, se ela me quisesse. — mordeu os lábios e com isso ganhou um tapa no braço. — Pensa que lindo você me chamando de papai. — me provocou.
— Se liga Rodrigo, mais respeito com a minha mãezinha. — disse "brava".
— Ai bebêzona. — dizia rindo. — Chegamos. — me comunicou.
— Até que foi rapidinho. — falei corrigindo minha postura antes de abrir a porta e descer do carro, dando de cara com uma fila quilométrica de fãs do outro lado da grade esperando para entrarem na casa de shows.— Desce aí bonitão, dá um tchauzinho. — ele assim fez e a gritaria foi ensurdecedora. Vi Rodrigo dar tchau, mandar beijos e entrelaçar sua mão na minha enquanto estávamos entrando.
— Na hora hein. — o assessor dele disse assim que chegamos no camarim, sorri sem graça e ele já foi se aproximando.— Tudo bem Eloá? — me cumprimentou.
— Tudo ótimo, e você? — perguntei.
— Bem mais tranquilo agora que esse gato chegou aqui né. — bateu nas minhas costas. — Seu empresário agradece e minha conta bancária também. Vai se trocar, deixa pra namorar depois. — riu dando as costas, sentei no sofá e fiquei no celular dele esperando que o bonito trocasse de roupa para atender o pessoal do camarim.
— Rô, olha aqui, dá um tchauzinho. — chamei.
— O que você tá filmando aí?— perguntou desconfiado,
— Nada demais, só os bastidores. — ri tirando outra foto em seu snapchat. — Se preparem que agora o gatinho está trocando de camisa. — falei gravando vídeo, colocando a mão em parte da câmera. — Diguinho, lindo. Cadê o tanquinho? — brinquei com ele.
— Para, que eu vou filmar você também viu. — avisou.
— Eu não ligo, sou linda. — risos.
— Tonta, depois não reclama, vai ter troco. — disse sério.

Continuei enchendo o saco até ele sair da sala e ir para o espaço reservado para o atendimento, ele, o assessor e eu de câmera. 

— Olha como ele caminha. — ria. — Olha essa bunda, pode apertar Rô? — ele parou de andar e virou me pegando no colo. — Me solta vai. — disse dando um gritinho e rindo em seguida.
— Não, assim você sossega. — mordeu minha bochecha e foi caminhando comigo assim, nem parecia que eu pesava. Entramos na salinha no maior clima de descontração, sabia que algumas pessoas da equipe estariam ali, só não imaginei que fosse encontrar o baixinho que vive grudado no Luan conversando com a secretária do meu bonito. Ele nos olhou surpreso, ainda mais que eu estava abraçada com o Rodrigo e ele ainda me mordendo. — Oi, oi, oi pessoal. — me pôs no chão. — Boa noite. — sorriu adentrando um pouco mais. — E aí Rober, tranquilo cara? — se cumprimentaram e eu fiquei de canto na minha.
— Fala Rodrigão, tudo certo cara? — perguntou fazendo toque de homens.
— Ôh, certinho. — risos. — Elo, vem cá, esse é o Rober. Trabalha com o Luan e é um ótimo fotógrafo. — disse sorrindo.
— Hm... oi, boa noite. — falei sem muito entusiasmo.
— Boa noite. Sua namorada é? — perguntou me ollhando.
— Vou te deixar na curiosidade. — e realmente foi o que aconteceu, logo entrou o primeiro fã e eu esqueci do episódio um tanto constrangedor. Mas nada me tirava da cabeça que o tal do Rober estava sempre de olho em tudo o que eu fazia.

Terminou o atendimento e ele começou o aquecimento para subir no palco, participei de tudo, curtindo o momento e companhia do meu melhor amigo. Fizemos uma oração e ele subiu no palco, o acompanhei ficando na lateral e vendo tudo de um ângulo diferente. Rostos emocionados, casais apaixonados, trocas de olhares com o meu Diguinho lindo e até uma música dedicada a mim.
A última música foi tão linda que eu fiquei emocionada, até chorei. Ele se despediu do público e veio ao meu encontro, me abraçou, agradeceu por eu estar ali e beijou minhas lágrimas todo fofo. Sorrimos para o fotógrafo de sua fanpage e outra vez os olhos do Rober, desconfiados, nos observava. Ignorei e continuei do jeito que estava até que retornamos ao camarim.

— Foi lindo. — limpei o rosto. — Faz outro? — pedi sorrindo com as bochechas um pouco vermelhas. — Amei.

O show havia sido lindo, realmente maravilhoso. Ah, me dá tanto orgulho ver o meu menino realizando os seus sonhos. Desde criança o Rodrigo sonha em ser cantor, lembro das festinhas da escola, onde ele sempre era o que ficava com a parte da música. 
Hoje, poder vê-lo começar a realizar esse sonho é indescritível, me sinto uma irmã ainda mais babona do que já sou. Somos amigos da vida, parceiros por opção e irmãos de coração. O melhor de tudo é saber que o sentimento é completamente recíproco e que para ele sou a irmã mais nova que nunca teve.

— Não queria que você fosse embora! — pedi, fazendo um bico. 
— Que dengo, meu Deus! — Rodrigo riu, puxando-me para os seus braços. 
— É sério, você tá demorando muito a aparecer! — reclamei, cheia de razão. 
— Você trabalha esse feriadão? — perguntou. 
— Não. O Herman vai visitar a família em Petrópolis e a casa de shows vai fechar amanhã, sexta, sábado e domingo. — respondi, franzindo as sobrancelhas. — Por que? — indaguei. 
— Por que cê não vem pro Rio comigo? — ele convidou, sorrido. 
— Pro Rio?  Ai, não sei. — suspirei, colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha. 
— Deixa de bobagem, nem tem aula mesmo e tenho certeza que a Tia nem vai reclamar. — ele deu de ombros. 
— Será? — falei em dúvida. — Ai, tudo bem. — concordei, suspirando. 
— Fechou então. Vamos passar na sua casa, cê faz as malas e partimos direto para a minha casa. — ele falou animado, apertando seu braço em torno de mim. 
— Fica resolvendo minha vida, eueim. — brinquei e ele riu. 
— Idiota. — resmungou, bagunçando meu cabelo. 

Fechei meus olhos e relaxei ali, estava cansada e nada melhor do que descansar no “colo” do melhor amigo. Estava quase dormindo quando o carro passou num quebra-mola, me fazendo despertar. Ainda estava aninhada ao corpo de Rodrigo, que agora mexia no celular enquanto tinha um sorrisinho sacana no canto dos lábios. 

— O que é que cê tanto mexe aí em? — perguntei, esticando o pescoço para ver do que se tratava. 
— Você não tava dormindo? — ele abaixou a cabeça para me encarar e ergueu uma sobrancelha. 
— E quem dorme com esses quebra-molas da vida?! — resmunguei e ele riu. — Mas não me enrola, o que é que cê tá fazendo aí?
— Você viu aquela ruivinha que estava na frente do palco, de vestido preto e salto alto? — ele perguntou ainda sorrindo. 
— Vi sim. O que tem? — indaguei. 
— Então, ela me passou o número dela. — ele piscou para mim, que gargalhei. 
— Você não vale nada! — falei ainda rindo. 
— Que calúnia! — ele semicerrou os olhos. 
— Não pode ver um rabo e saia. — resmunguei de brincadeira. 
— Ah, mas não iludo nenhuma delas. — ele deu de ombros, defendendo-se. 
— Eu sei, mas isso não te faz menos cafajeste! — pisquei para ele. 
— Ridícula! — acusou-me. 
— Tá errando as bolas, é querido? Meu nome é Eloá e não Rodrigo. — debochei, ouvindo sua risada logo em seguida. 
— Ai, eu tava com tanta saudade disso. — ele confessou, se ajeitando e apoiando a cabeça em meu peito. 
Levei minhas mãos até os seus cabelos, fazendo um cafuné. 
— Das nossas idiotices? É, eu também. — assumi. 

Rodrigo sorriu, depositando um beijo no meu queixo e voltando a aninhar-se em meu peito. Não demorou para que chegássemos a minha casa, descemos juntos e o motorista permaneceu no carro, nos esperando. 

— Vão sair de novo? — minha mãe perguntou, aparecendo na porta do meu quarto. 
— Na verdade tia, eu convidei a Eloá para passar esse feriado junto comigo no Rio… A senhora deixa né? — ele perguntou todo sério e eu segurei a vontade de rir. 
— Pode ir sim, contando que se divirta muito. — minha mãe falou sorrindo. 
Pisquei para ela. 
— Podexá que essa parte é comigo! — ele deu de ombros, abraçando minha mãe. — E aí, a senhora já pensou na minha proposta? — ele perguntou e eu ri, já sabendo do que se tratava. 
— Pensei em quê? — ela perguntou, claramente confusa. 
— Uai, já esqueceu? Não acredito! — ele se fez de indignado. 
— O quê, menino? — ela resmungou. 
— Na minha proposta de casamento! A gente casa nas ilhas Maldivas, o que acha? — continuou. 
Minha mãe revirou os olhos, enquanto ria. 
— Toma tento menino, cria tudo menos vergonha nessa cara né? — ela resmungou pra ele, que riu, beijando os cabelos dela. 
— Vocês vão agora é? — ela perguntou, abraçando ele pela cintura, de lado. Seus olhos fixos em mim. 
— Vamos sim. Só passamos aqui para falar com a senhora, pedir permissão e pra Eloá fazer as malas. — Rodrigo respondeu. 
— Aham. Quer ajuda, filha? — perguntou. 
— Não, eu faço rapidinho. — dei de ombros, puxando minha mala de debaixo da cama e pondo-a sobre a cama, abrindo-a em seguida. 
— Sendo assim, vou passar um cafézinho. — ela resmungou. 
— Opa, vou descer junto que seu café não é algo que possa ser dispensado. — Rô brincou, piscando para mim. 

Os dois saíram do quarto e eu abri meu guarda-roupas, escolhi minhas melhores roupas de calor e biquínis também. Pode até soar estranho, mas embora eu vá bem pouco na praia, amo comprar biquínis, saídas, amo o mar. Se eu pudesse, moraria de frente para ela, porém… querer não é poder. Arrumei a mala com tudo o que eu iria precisar nesses quatro dias, peguei uma necessaire e pus o restante das coisas e por fim minha bolsa normal, onde estavam meus documentos, dinheiro, maquiagem. 

Troquei de roupa, colocando uma calça jeans, uma regatinha preta e um casaco amarrado na cintura, calcei meu tênis e prendi meu cabelo em um coque frouxo no alto da cabeça. Peguei minha mala, a necessaire e a bolsa e levei até a porta do quarto. 

— Rodrigo! — gritei. 
— Já vou. — ouvi sua voz, gritando. 

Ele logo apareceu e fez careta ao ver do que se tratava. 

— Bora filhinho, mostra para que servem esses músculos. — zombei, batendo em suas costas enquanto ele descia com a minha mala. 
— Para, idiota. — ele disse rindo. 
— Quantos anos você tem em? — minha mãe reclamou comigo quando paramos no pé da escada. 
— O que eu fiz? — perguntei indignada. 
— Fica gritando sendo que já alta madrugada. — ela me repreendeu e o Rodrigo riu. 
— Babaca. — falei para ele. 
— Oush, o que eu fiz? Maluca! — ele devolveu e escutei minha mãe rir. 
— Duas crianças, meu Deus. vela resmungou. 

Chamamos o Touro no carro e tomamos café juntos, depois nos despedimos da minha ma~e e depois dela nos abençoar, seguimos direto para o aeroporto. O voo foi tranquilo e quando chegamos no Rio de Janeiro já eram quase cinco da manhã. Touro levou minhas malas e Rodrigo se virou com as dele. 

— Perdeu playboy, a patroa agora sou eu. — brinquei com ele, que mostrou-me o dedo do meio. — Larga esse celular. — reclamei quando adentramos o carro e revirei os olhos. 
Rodrigo riu e me encarou. 
— Olha a nude que eu recebi. — ele pôs o celular na minha frente, mostrando-me uma foto da ruiva pelada. 

— CREDO SEU ESCROTO, EU NÃO QUER VER ISSO. DESNECESSÁRIO, RODRIGO! — gritei, fazendo-o gargalhar.


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Capítulo 08 no ar! haha
E aí, o que estão achando da fanfic até agora?
O Rodrigo é um amor, não é?! *--*
Obrogada por todos os comentários no último cap e continuem comentando bastante! 💖
Um beijo do trio aqui! 💖

6 comentários:

  1. Tadinha da Eloá. Imagino que seja muito cansativo mesmo, trabalhar e estudar não é fácil. Essa amizade dela com o Rodrigo é muito engraçada kkkkkk
    Eles são comédias demais. Adorei essa amizade dela. Ainda bem que tem ele pra distrair ela. E acho que o Rober desconfia que os dois namoram, pela forma como se tratam kkkkkk
    Luan não perde a chance nunca hahahahaha
    Tem que dar em cima dela kkkk

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  2. Bem desnecessário isso 😂😂😂 mostrar o nude pra menina será que Rober vai achar que ela e o Rodrigo namoram 🤔🤔

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  3. Eu que só estudo já fico cansada quem dirá ela que é mil em uma. Rober vai achar que ela namora o Rodrigo e o bonitão do Luan vai achat que foi por isso que ela deu altos foras nele.

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  4. Ameeei o capítulo
    Tadinha da Eloá ela trabalha demais tomara que ela se divirta muito no Rio ainda bem que ela tem o Rô ameei a amizade deles
    Rober deve está achando que eles dois namoram
    Ansiosa pelo próximo capítulo
    Continua logoo

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  5. Espero que a Eloá se divirta. Continua

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  6. Que Ro gato, miga me dá esse Boy ❤. Becha a senhora arrasa nos gatos

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