PS:

Postagens todas as segundas, quartas e sextas, sem horário definido! ❥

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Capítulo 09

— Luan Rafael


Me deitei na cama outra vez, só que agora limpinho e cheiroso. Peguei meu celular que estava sobre o bidê ao lado da cama e desconectei o carregador, quando vi que o mesmo já estava com a carga completa. Estava com sono ainda, mas bem mais desperto que uma hora atrás, quando minha mãe veio me acordar. Desbloqueei o aparelho e abri o whatsapp, indo direto no grupo que tinha com os meninos.


“Tá no Rio hoje, né Luan?” — Dudu perguntou.
“Deve estar, que nem o Rober responde.” — Marquinhos respondeu.
“Dois cuzão!” — Breno foi quem mandou dessa vez.
— Parem de falar da minha vida, bando de desocupados. — enviei.
“Apareceu a Margarida.” — era Dudu.
— Tava me ajeitando, viajo pro Rio daqui algumas horas.” — respondi sua pergunta de antes.
“Tô indo para lá amanhã. Vai estar por lá ainda? “ — ele perguntou.
— Creio que sim. Até porque tenho um programa para gravar! — respondi, enquanto comia o corinho do meu dedo.
“A gente se encontra lá então. Fechou?!”
— Tudo certo. — concordei.


Respondi a Lelê, o Rober, o Douglas e até mandei uma cantada por áudio para a Elô, mas é claro que quem respondeu foi o mané do namorado dela. Bloqueei meu celular e me levantei, calçando meus chinelos. Assim que abri a porta, dei de cara com Bruna, Ana e Mary paradas no corredor, prestes a bater.


— Opa, peguei no flagra! — brinquei, semicerrando os olhos.
— Nossa, tá tão bonito hoje! — Maryana falou, ajeitando minha camisa.
— O que você quer ein? — ergui uma sobrancelha, desconfiado.
— Nossa, que horror. — ela se defendeu, fingindo-se de ofendida.
— Nossa Pi, a gente viu na sua agenda que cê tá indo para o Rio né...— Bruna comentou como quem não queria nada, ajeitando o outro lado da gola da minha camisa, já que a Maryana só tinha arrumado um lado.
— Nossa, nunca mais fui no Rio...— Ana resmungou, passando uma mão pelo meu cabelo, organizando-o.
— Deve tá um delícia as praias essa época do ano...— Mary voltou a falar, agora ajeitando minha barba, com a mão mesmo.
— Que cês tão querendo em?  Um monte de mão boba aqui...— falei, tirando o monte de mão de cima de mim e me afastando delas, que haviam me cercado.
— Eu comprei um bíquini novo ontem, pena que nem tem praia por aqui para eu estrear.
— Nossa, uma foto sua com esse bíquini em copacabana seria show em?! — Maryana falou, fingindo pensar.
— Nossa, nem tinha pensado nisso. — Bruna falou, fingindo inocência.
Gargalhei quando entendi o que estavam fazendo.
— Falem logo o que vocês querem, chatas. — falei ainda rindo e descendo as escadas, com elas atrás de mim.
— Ah, sabe né? Você sempre viaja tão sozinho...— Bruna começou.
— E a gente sabe que você é carente.. — Mary completou.
— Queremos ir com você pro Rio. — Ana soltou, me fazendo rir mais ainda.
— E o que eu ganho com isso? — perguntei, entrando na cozinha, procurando algo para comer.
— A companhia de três pessoas lindas, maravilhosas, as melhores companhias que você poderia querer. — Mary disse dando de ombros, fingindo olhar as unhas.
— Você é convencida em toquinho? — perguntei pra Mary, que semicerrou os olhos.
— Toquinho é seu rabo. — disse. — eu sou realista meu bem, é diferente. — falou fazendo cara de convencida.
— Podem ir junto. — disse e elas comemoraram. — Não sei o que você tá comemorando, toquinho. — disse pra irritar Mary, que parou e me olhou confusa.
— Como é? — perguntou, fechando a cara.
— Sim, quem vai comigo é a Bruna e a Ana, você não. — disse sério, voltando a procurar algo pra comer.
— E posso saber o porquê do não? — ela perguntou.
— Ué, porque eu não quero sua companhia. — disse e olhei pra ela rápido.
— Ok. — ela disse simples.
Desconfiei de sua reação e quando olhei pra cima, ela havia saído da cozinha e as meninas me encaravam com as bocas entreabertas.
— Luan. — Bruna disse assustada, eu não achei que ela levaria a sério.
— Eu vou atrás dela. — disse fechando a porta da geladeira e saí correndo pra tentar alcançar ela, abri a porta da frente e ela andava apressada pra frente do condomínio, certamente para esperar o táxi lá fora, já que não havia ido com o carro dela. — Mary, espera. — gritei e ela me ignorou, apurando o passo. — Me espera, cara. — pedi novamente, ela olhou pra trás e respondeu.
— Me deixa em paz. — disse brava, voltando a andar, me fazendo rir da birra dela, corri até chegar até ela e a segurei pelo braço. — me solta caralho. — ela disse puxando o braço da minha mão.
— Para birrenta, deixa eu falar com você. — pedi.
— Não tenho nada pra falar com você. — disse ainda com a cara fechada. — volta pra lá logo, que os meninos chegam daqui a pouco te buscar.— foi só ela terminar de falar, pra van entrar no condomínio. — tá vendo só? Me deixa ir. — falou, tentando puxar o braço de minha mão novamente.
— O que ta acontecendo com os pombinhos ai? — Rober perguntou irritando ela.
— Pombinhos é a minha mão na sua cara Roberval. — disse emburrada, fazendo ele gargalhar. — manda esse insuportável pra casa dele logo. — falou, me ignorando.
— O que aconteceu? — Rober perguntou.
— Eu brinquei com essa chata e ela levou a sério e agora não quer voltar comigo. — falei, com cara de tédio.
— Brincou? Você sabe que eu odeio isso. — ela disse me olhando. — você é um ridículo Luan. — ela falou ainda séria, com os olhos enchendo de lágrimas, me fazendo entender o que estava acontecendo.
— Minha bebê ta na tpm né? Por isso está tão sensível. — eu disse, puxando ela pra um abraço.
— Me larga. — ela estava irredutível.
— Se você não parar com isso, vou te levar no colo pra dentro de casa e vai comigo a força. — ameacei.
— Duvido. — ela disse com as sobrancelhas erguidas, em segundos tirei ela do chão, fazendo a mesma gritar.
— Me solta seu idiota, eu vou andando. — falou, porém não fiz, continuei andando e a van atrás de mim, só a soltei quando entrei em casa, fazendo as meninas rirem.
— O que aconteceu? — a Bruna perguntou.
— Esse teu irmão é um idiota, isso que aconteceu. — ela falou irritada.
— Chega de papinho, peguem as malas e vambora. — disse e sai buscar minhas coisas.
— Eu nem deveria mais ir. — Maryana resmungou, bicuda.
Eu ri, porque sabia que quando ela estava de tpm, ficava ainda mais birrenta que o normal.
— Deixa de show, toquinho. — resmunguei e ela mostrou-me o dedo do meio.
— Que isso, menina! — ouvi a voz da minha mãe e me virei, sorrindo para ela.
— Desculpa tia, é que esse menino me irrita. — ela se explicou e minha mãe riu.
— Vocês são impossíveis! — ela revirou os olhos. — Conseguiram convencê-lo de levar vocês? — perguntou.
— Claro que sim, ele é carente e aceita a companhia de todas nós. — Ana falou e as quatro gargalharam.
— Ha Ha Ha, nossa você é engraçada assim mesmo ou fez cursinho? — perguntei com ironia.
— Bobo. — Ana resmungou, semicerrando seus olhos azuis.
— Sua mala já está pronta, filho. — mamusca resmungou e no mesmo instante Roberval adentrou a sala junto com o Well.
— Opa, gatona! — ele disse, se aproximando da minha mãe.
— Ó o respeito, malacabado. — reclamei e ele riu, dando de ombros.
— Vou buscar minha mala. — falei, já virando as costas e seguindo em direção as escadas.


Desci minhas coisas e as das meninas com a ajuda de Roberval e Welington. Organizamos tudo na van e depois de me despedir da mamusca, que até chorou, como sempre, nos acomodamos nos nossos lugares e seguimos rumo ao aeroporto. O bom de viajar com as meninas, era que sempre tinha assunto e o clima era animado e gostoso. Não gosto de admitir, mas de fato, me sinto um pouco sozinho durante as viagens.


Quando chegamos no aeroporto, atendi as poucas fãs que me esperavam ali e até as meninas tiraram fotos com elas. Adentramos o jatinho e depois de nos acomodarmos e relaxarmos, decolamos rumo ao Rio de Janeiro. Assim que desembarcamos, me surpreendi por não haver fãs ali, talvez por terem esperado que eu fosse só no dia da gravação, como geralmente acontece. Seguimos direto para o hotel e Arleyde teve de pedir mais um quarto para as meninas, que ficariam juntas.


Subi direto para o meu, já era quase três da tarde e estava um calor infernal. Assim que entrei no quarto, deixei minhas coisas perto da cama e já fui logo tirando o casaco, a camisa e desabotoando o cinto, me livrando dos coturnos e da calaça em seguida. Coloquei a Hidro para encher e fiquei mexendo no celular enquanto isso acontecia. Pus meu celular pra carregar e tirei a cueca, adentrando a água que estava em uma temperatura gostosa.
Relaxei ali, acho que até cochilei.


A noite, saímos para jantar todos juntos, eu, Bruna, Ana, Mary, Rober, Well e Arleyde. Jantamos num restaurante que Bruna sugeriu e depois fomos dar uma volta na orla, tomamos umas caipirinhas e voltamos para o hotel quando já era quase uma da manhã.


[...]


Estávamos saindo do hotel rumo ao Projac para gravar o Caldeirão do Huck quando lembrei do áudio que o Testa mandou falando que tinha que me contar uma coisa, ele estava sentado no banco da frente com os fone de ouvido e boné. Dei um tapa na aba e ele virou pra trás assustado, já querendo me xingar.


— Ô Testa, fala aí, o que você tinha pra me contar hein? –ele franziu o cenho e ficou pensativo.– Faz essa cara feia não, fala logo.
— Lembrei. –começou a rir.– Sabe a morena do camarim?
— Aí você tá forçando meu amigo. Quantas morenas entram no camarim por dia?
— Tô falando da gostosona que te deu vários foras. –ria ainda mais.–
— A Eloá?
— Óia que ele lembra até do nome. –Well brincou, fazendo Arleyde dar risada também e ficar prestando a atenção na conversa.–
— Ela namora viado, namora com o Marim.
— Rodrigo Marim? –perguntei curioso, ele assentiu e eu fiquei sem fala.– Mas... ela disse que era... era solteira.
— Solteira? Cara, fui no show dele antes de ontem e ele entrou no camarim com ela no colo, ficavam de brincadeirinha mordendo a bochecha e risadinha pra cá e pra lá, e toda hora amor, Lolô, esses caraio tudo ai.
— Mentira, cara. Não pode ser! O que ela viu naquele viadinho? Com o cabelo alisado de chapinha e zói claro. Que mal gosto. –falei imaginando os dois juntos.
— Supera vai cara, a mina não te quis e já era.
— É uma francisca mesmo, daquelas bem interesseira.
— Luan, não ofende a moça.
— Lelê, a única mulher que presta nesse meio é você... o resto oh... –fiz sinal de negativo. Mas vem cá, cê viu os dois beijando mesmo? Aquele beijão gostoso? — Que diferença faz? Eles saíram de mãos dadas de lá, no mesmo carro e ainda ouvi uma conversa dele chamando ela pra viajar, ia pedir pra mãe dela e tudo. –fomos o caminho todo falando da vida dos outros, de fotos que vimos no insta e paramos quando entramos no Projac. Aquele lugar era enorme, parecia uma cidade.


Descemos da van e fomos naquele carrinho de golfe até o estúdio do Caldeirão. Hoje faria uma participação bem bacana, faria uma surpresa pra uma fã que tinha não só o sonho de me conhecer, mas também uma história de vida muito linda e que me emocionou pra caramba quando a Ju me mostrou o conteúdo da carta. Topei na hora gravar e conhecer essa lindeza que só tinha 16 anos, mas um amadurecimento espetacular. Eu estava fascinado.
Como todo programa eu fui para o camarim, onde troquei de roupa, fiz maquiagem, arrumei o cabelo e dei uma entrevista rápida pro GShow antes de colocar ponto e pegar um microfone para entrar no cenário.


— Sua banda está pronta, você já vai entrar cantando. Beleza? –orientou o produtor do programa, assenti e esperei pelo anúncio que não demorou a vir.–
— Com vocês no palco do Caldeirão, Luan Santana. –as portas se abriram e então entrei cantando Te Vivo, enquanto mandava beijos e acenava para os espectadores que estavam na plateia.– Luan Santana. –Luciano veio ao meu encontro, nos abraçamos e demos um aperto de mão.– Tudo bom cara?
— E tem como ficar ruim com uma plateia linda dessas? –falei sorrindo. Gravamos toda a parte de introdução ao quadro, cantei mais uma música e aí passou o vídeo contando a história dessa fã que tinha por nome Maria Luísa.


Maria Luísa tinha 16 anos, era carioca e muito linda, nunca daria 16 anos pra ela, no mínimo 18. Ela contou que aos 10 anos de idade passou por um momento difícil no que perdeu um irmão e ainda sofreu os traumas físicos do acidente de carro, e que viu na música uma forma de se reerguer, de ter vontade de renascer segundo ela. Então ela passou a compôr, letras que passavam o que ela sentia em seu coração, coisas que havia vivido e aos 15 anos compôs uma música que disse que tinha o sonho de cantar comigo.
A música falava de amor, mas não de qualquer amor, falava do amor em sua essência, a forma mais pura e fiel. Demonstrado num ciclo de vida.


— Que história em meu caro.
— Ô Luciano, rapaz do céu, quando eu ouvi essa música fiquei até arrepiado e muito curioso. –comentava.– Ela tem uma voz tão doce, passa naquela calmaria cada palavra.
— É uma mensagem muito linda, muito forte. –falamos mais um pouco e ele explicou como seria. Maria Luísa pensava que estava ali apenas para cantar sua música em um quadro novo de estréia no programa. Ela iria começar a cantar e no meio da música eu entraria fazendo parte do dueto.– Fechô?
— Bora cara.
— Então até daqui a pouco hein. Enquanto a banda aqui se prepara e o Luan se esconde faremos uma pausa. –voltei para o backstage, tomei uma água, sequei o rosto e tirei um pouco o blazer. Não demorou mais que dez minutos para que eu escutasse aquela voz serena, doce e afinada cantar as primeiras estrofes da canção. Esperei minha vez e entrei sutilmente, cantando. Quando Malu me viu paralisou, colocou as mãos na boca e as lágrimas caiam, caminhei até ela dando um abraço apertado e encorajando-a a terminar a canção junto comigo.
Significava muito estar ali como referência, logo eu, que lutei muito para estar onde cheguei. Não tinha um preço, mas sim um valor inestimável. Terminamos a gravação do programa e voltei na van ainda pensando, sorrindo com orgulho.


— Onde vamos jantar? — Bruna perguntou, uma vez que estávamos na van e já se passavam das nove da noite.
— Podíamos comer no restaurante do Fasano e depois esticamos a noite em alguma baladinha carioca! — Ana sugeriu.
— Gostei dessa programação ein?! — sorri malicioso.
— Juízo, Rafael! — Arleyde que também estava conosco, pediu.
— Tenho de sobra, Lelê. — pisquei para ela, que revirou os olhos.
— Mas e aí, vamos ou não? — Mary perguntou.
— Simbora. — Rober falou, esfregando uma mão na outra.
— Vou chamar o Dudu, ele tá aqui no Rio com a Sô. — falei, já procurando pela conversa dele no Whatsapp.

Mandei mensagem e não demorou para que ele visualizasse e respondesse, confirmando que iriam sim encontrar conosco. Seguimos direto para o hotel e jantamos lá, seguindo direto para uma boate logo após.




__________________________________________
Capítulo 09 no ar! hahaha
O que vocês estão achando da fanfic?
Obrigada pelos comentários no capítulo anterior, continuem assim.💖
Essas meninas quando querem algo... Hahahaha
E o Luan todo indignado porque a Eloá tem um "namorado"? Tadinho, não sabe da missa um terço. 
Um beijo do trio aqui e até sexta-feira! 💖

12 comentários:

  1. Ficou todo bolado "o que ela viu naquele viadinho?" Bem típico de quem não aceita que tem mais gente bonita no mundo 😂😂

    ResponderExcluir
  2. Que demora pra desenrolar a história zzzz

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Acho que pra você comentar algo assim, poderia começar mostrando o seu nome e não comentar em anônimo, aceitamos todos os tipos de criticas, desde que venha de alguém que não se esconde atrás de um anonimo. Acho que desde o começo da fanfic, deu pra perceber, que não vai ser romance água com açúcar que eles ficam juntos no 3º casal, se amam, se veneram e no 40 estão casados. Sinto muito que não estejamos te agradando, mas se você tentar compreender melhor nossas ideias, talvez você goste. Um beijo flor :*

      Excluir
  3. Mas é otário doido, aposta quanto q ele vai ver a Eloá na balada, e tentar fazer ela ficar com ele😂😂. Só vai conseguir mais um não, e eu acho é pouco😈

    ResponderExcluir
  4. Faz eles se encontrarem logo, poucos capítulos deles juntos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Como disse pro anonimo anterior, a história nao vai ser rápida dessa maneira, vai demorar pra eles ficarem juntos.

      Excluir
  5. Luan gostou de saber que Eloá tem "namorado" não hahahahahaa.
    E essa balada? Acho que Eloá vai está lá com o seu"namorado"😂

    ResponderExcluir