— Luan Rafael
A balada rendeu demais, rapaz do céu. Acordei cheio de preguiça no dia seguinte, bem cedo por sinal, porque as dondocas queriam aproveitar o dia e queriam ficar arrastando eu e os meninos com elas. Não aguento, quero dormir!
— Bom dia, Lu. — Mary falou rindo de mim quando viu minha cara de sono. — Ressaca, lindo? — perguntou pronta pra me zoar.
— Sono. — respondi deixando-a em pé na porta e voltando para a cama, onde me deitei ainda só de cueca. — Cadê o resto? — perguntei.
— Desceram, me deram a missão de te levar comigo sem atrasos. — ela disse sorrindo.
— Sem atrasos? Saiba que já está me atrasando. — ela franziu o cenho, ergui a sobrancelha e continuei. — Atrasando meu sono Maryana, deixa de ser lerda. — disse zoando ela.
— Você que é lerdo, babaca. — ri ao me lembrar da Eloá me xingando na noite anterior, Mary ficou olhando e não disse nada. — Ih, tá muito cheio de sorrisinho. — me olhou com os olhos semicerrados.
— Tô feliz. — disse simples.
— Claro, eu tô aqui né gato. Agora vamos logo que eu tô com fome. — disse me apressando.
— Ah não, vamos ficar aqui um pouquinho... vamos? — falei manso, querendo cafuné.— Trocar um beijo de bom dia. O que você acha? — ela bateu a porta e se aproximou mais de mim que ainda estava jogado na cama.
— Acho que você tem que levantar dessa cama e se vestir. Isso que eu acho. — deu um tapa na minha coxa que estava descoberta.
— Nem um beijinho? — fiz bico e a Mary riu.
— Vai beijar a Ana Carolina. Sua namoradinha. — disse me provocando.
— Sai fora! Que namoradinha o que... graças à Deus sou um homem solteiro. — disse com a testa franzida e negando com a cabeça.
— Hm canalha. — revirou os olhos.
— Adoro quando você revira os olhinhos assim. — abracei suas pernas e puxei ela para a cama, deixando dona Maryaninha cair por cima de mim.
— Para, eu hein. Fica me agarrando. — disse me empurrando.
— Vai falar que não gosta? — perguntei com um sorrisinho de canto.
— Para vai. Vim ver se você estava bem, ontem você bebeu demais. Fiquei preocupada. — disse um tanto sem graça, querendo mudar de assunto.
— Meu estômago não tá muito legal não, vomitei ontem antes de dormir, minha cabeça ainda tá doendo um pouco. — fiz careta e ela se ajeitou na cama, deitou a cabeça no meu travesseiro e começou mexer no meu cabelo.
— Nunca vi isso. Pra que beber desse jeito? — me perguntou.
— Estava de folga! Fol ga. — falei.
— Isso é desculpa, bem feito que tá de ressaca. — disse dando de ombros como deu.
— Ah é assim, então? — perguntei incrédulo.
— Devo ter algum remédio na minha bolsa, mas você precisava tomar café antes né? — disse.
— Ah não, vamos ficar aqui. Tá tão bom. — joguei minha perna por cima dela e abracei sua cintura, deitando minha cabeça em seu peito. — Tá cheirosa hein Mary.
— Tomei banho, escovei os dentes, passei perfume. — disse se justificando.
— Tá me chamando de fedido? — perguntei sério.
— Suado talvez. — riu.
— Boquinha linda hein… — disse olhando pra ela
— Começou a safadeza. — empurrou minha cabeça, rindo.
— Tô falando sério Maryaninha linda. Tô querendo te beijar. Vai ser ou vou ter que roubar. — perguntei elevando as sobrancelhas.
— Você está bem ligeiro pra ficar roubando beijos. Eu bem escutei sua conversa com o Rober. — disse rindo.
— Fofoqueira. — provoquei.
— Eu não, eu hein. Só escutei por isso, a Ana ficou mal hein. — disse com rostinho preocupado.
— Não sei por que, não namoro com ela. — dei de ombros.
— Ela é mulher Lu, vocês ficam há tanto tempo "sem compromisso" que virou rotina já. — disse com os olhos pensativos.
— E? — perguntei desdenhando.
— E que eu acho que ela não está levando numa boa. — fechei os olhos, mostrando estar entediado com o assunto. — É sério, Lu. Melhor vocês pararem né? Só ela vai sair machucada e ainda pode estragar a amizade dela com a sua irmã. — falou tentando me fazer entender.
— Papo chato esse viu. Af, cara. Ela não é nenhuma criança. Deixei bem claro o que queria com ela quando ficamos a primeira vez e ela aceitou numa boa, nunca reclamou. — falei ficando irritado.
— É que não viu ontem, ela indignada com a menina que você ficou no corredor do banheiro. — disse ainda mais séria, mas com ar de riso.
— Ih, lá vem. — revirei os olhos.
— Quem era hein... era a do restaurante mesmo? Eloá, né? — ri.
— Para de falar vai, vem cá. — roubei um selinho dela que me deu um tapa no braço.
— Meu filho, aqui não é bagunçado não. Tá pensando o que? — perguntou franzindo o cenho.
— Pensando que você fala demais, puta que pariu. Desse jeito a gente perde até o tesão minha nossa senhora. — disse me afastando dela e procurando meu celular que estava pela cama.
— Eu tô com fome, anda, vamos logo. — disse me apressando mais ainda
— Aceita ovos no café da manhã? — ela ia responder, mas quando viu que eu estava rindo mostrou o dedo do meio.
— Trouxa. — disse saindo da cama e indo para o banheiro. Vesti uma bermuda e sentei na cama pra esperar, e ela logo saiu.— Vamos? — me chamou.
— Tá de biquíni já Maryaninha? — perguntei safado.
— Sem biquíni e sem calcinha. — riu. —Tô descendo, você já demorou demais e eu tenho fome.
— Falta colocar a camisa só, eu nem sei onde... — ela pegou do chão e jogou na minha cara, rindo.
— Tchau.
— Também não é assim, volta aqui vai... fala que tá sem calcinha e sai assim? Ah não, Mary. Deixa eu ver? — pedi fazendo bico.
— É mentira besta. Vem, vamos descer logo. — me puxou.
— Tava amarrada, é? Comida não vai fugir não ôh. — disse brincando.
— Quero aproveitar meu amor, estou no Rio Janeiro. — disse abrindo os braços.
— Chata. — provoquei.
— Com fome eu sou pior. — avisou.
— Nossa, que medinho. — abracei sua cintura e entramos no elevador.
— Você é muito chato, meu Deus. — ela me disse e eu apertei ainda mais a cintura dela.
— Eu sei. — disse convencido fazendo ela revirar os olhos. — eu sei que você acha que eu sou só um cafa, mas quero ser fofo, obrigado por cuidar de mim, sempre me ouvir e me aconselhar mesmo quando eu não quero, te amo pequenininha. — disse e beijei o cabelo dela.
— Eu hein, o que você tá querendo? — perguntou.
— Credo, Maryana. — disse e me soltei dela, e o elevador abriu no mesmo instante.
— To brincando, mané. — disse e abraçou a minha cintura e eu passei o braço em seus ombros. — eu também amo você grandão, você é a maior prova que amizade e cumplicidade entre homem e mulher existe sim. — disse e ficou na ponta dos pés pra me dar um beijo no rosto, porém ela não conseguiu alcançar, formando um bico no rosto dela e uma gargalhada em mim.
Fomos juntos para o restaurante, Eles estavam em uma mesa mais afastada e tranquila, nos juntamos a esperamos para fazer o pedido.
(...)
— Praia, ai que delícia. Como eu amo o Rio. –Bruna deu um passo a frente abrindo os braços e falando sozinha, estranha.
— E quem não ama? Um calor desses, quero me jogar nesse marzão e aproveitar cada gota. –Mary comentou ajeitando a parte de baixo do biquíni, permitindo que eu reparasse em sua bela bunda com uma calcinha fio dental.
— Que raba hein, deve ser boa pra dar uns tapas. –falei esticando o braço e passando a mão.
— Vai se foder, Luan. Eu hein.
— Se você for comigo... quem sabe, né?
— Troxa. –me xingou indo mais pra frente, junto da Bruna e da Ana que estava mais na dela, quieta.
— Que bicho mordeu ela? –perguntei e o Rober deu de ombros despreocupado, fiz o mesmo e continuamos caminhando pela areia até que vi um casal bem no fundo que vinha na nossa direção correndo, o cara segurava ela pela cintura e brincavam juntos. Até parei pra olhar mais e sorrir, mas mudei de cara quando vi quem era.
— Ih, já entendi tudo.
— Fica babando nessa aí? Nem bonita ela é. –Mary desdenhou.
— Ah amiga, ela é gata sim. Olha esse corpo... esse cabelo e esse bronzeado. Maravilhosa.
— Concordo, Bubuzinha.
— Seu falso. –respondeu minha irmã pegando sua saída de praia e pondo em cima da cadeira.– Não vão sentar não?
— Com tanto lugar pra ficar tinha que ser logo aqui?
— Qual o problema?
— Nenhum. –disse me sentando e olhando pra frente, Eloá e Rodrigo riam juntos, brincando na areia feito dois adolescentes. Ridículos, nossa cara. Como ela tem coragem de ficar comigo e agora ficar agarrada nesse namoradinho frangote. Os dois começaram a jogar bola e numa dessas jogadas a bola veio cair perto da gente e veio pedir toda educada.– Falsa.
— De onde você conhece essa menina, Pi? Você não para de olhar, nem disfarça.
— Nos encontramos na balada ontem, só isso. –dei de ombros e ela riu desconfiada.
— Só se viram? Não ficaram não, porque essa sua cara tá hilária. –Mary continuou o assunto fazendo os outros rirem da minha careta.
— Ele roubou foi um beijo, esse safado.
— Testudo boca aberta, tinha mais nada pra falar não? –resmunguei ao ver a Ana parar de rir e fechar a cara me encarando. – Fica quietinho, fica.
— Mas Pi, ontem no restaurante você disse que ela namorava o gostosão ali.
— Gostosão sou eu, olha aquilo ali. – apontei e elas riram mais ainda dizendo ser inveja minha. – Bombado demais.
— Ah como eu queria um bombado desse. – Maryana se abanava.
— Só você amiga? – tive o desprazer de ver minha irmã suspirando e virei a cara, peguei meu celular e ignorei as três por bons minutos. – Pi, vamos?
— Onde?
— Dar uma volta, ali tem umas pedras e as fotos saem muito boas.
— Tô de boa, vai lá...
— Acho que vou ficar também. – Ana Carolina disse sugerindo alguma coisa, passando a mão pelo cabelo e eu nem tchum pra ela.
— Entendi. Estamos indo. – ficamos eu, o negão e a Ana que puxou uma cadeira e sentou do meu lado, colocou as duas mãos apoiadas no meu ombro e ficou me olhando.
— Fala.
— Nossa Luan, grosso.
— Eu sou o grosso? Quem tá de cara virada comigo desde cedo é você.
— Como se você não soubesse o "porquê".
— E não sei mesmo, vai falar ou brincar de adivinha?
— Não quero também. – levantou e saiu andando na direção do quiosque, Well deu risada e eu neguei com a cabeça.
— Nisso que dá fazer a limpa com as amigas da irmã.
— A mais antiga e mais cheia de frescura. Olha cara, se ela não fosse tão gostosinha eu já tinha colocado um fim nisso.
— Ela dá conta do recado?
— Ô se dá. Gostosa pra porra, adora levar tapa na bunda e puxão de cabelo.
— Ô chefe. – risos.
— É negão, Aninha arrebenta.
— Desistiu da encrenca ali? – apontou com a cabeça para Eloá e eu ri ainda negando.– Carne de pescoço essa aí.
— Olha quem tá voltando aí.
— Quer dar uma volta, não? – dei um toque e ele saiu rindo. Levantei e quando o furacão ia passar por mim eu segurei seu braço e dei uma juntada, abraçando-a e beijando o pescoço.
— Me solta.
— Tá brava, é? – ri. – Tá legal, me desculpa.
— Não tem o que desculpar não, lindo.
— Então olha aqui. – ela olhou e eu não perdi tempo, beijei sua boca e segurei seu cabelo, puxando bem na nuca onde sabia que ela se arrepiava inteira. Ana posicionou as mãos nas minhas costas e grunhiu entre o beijo, tentando morder minha boca. – Sem morder caralho.
— Hm... – riu. – Você nunca ligou.
— Meu pau fica coberto, não dá pra ver mordidas. – pisquei e ela riu mais ainda.
— Você não presta.
— E você também não. – apertei sua bunda e quando olhei para o lado vi Eloá nos encarando surpresa, sorri do jeito mais sacana possível e apertei mais ainda, mordendo os lábios e beijei seu pescoço e ela virou a cara.
— Olha mais...
— Olhar pra quem, tá doida?
— Eu vi. – antes que ela começasse o discurso eu dei outro beijo e ficamos naquela pegação sutil, e o tempo todo eu encarando aquela safada que não tirava os olhos, mas também não deixava de babar naquele cara, fingindo não nos ver. – Sério mesmo que ficou com ela?
— Fiquei e ela beija bem pra cacete, puta que pariu. – acabei pensando com a cabeça de baixo e quando vi já era tarde, mas também foda-se. Não namoro com ninguém, não tenho que dar explicação ou ter que me privar de ficar com outras.
— Você sabe ser bem babaca quando quer né? Eu sei que você fica com outras, não precisa jogar na minha cara.
— Eu só comentei, não precisa ficar brava por isso.
— É chato porra, é desagradável. Hoje é dessa aí, ontem na balada foi até a Mary. Eu sei que não temos nada, mas não é legal.
— Ih, DR essa hora? Estamos perdendo tempo hein... –ignorei seu discurso idiota e ela não falou mais nada, sentou na espreguiçadeira e ficou.– Vamos na água, desfaz esse bico.
— Chama sua amiguinha.
— Vem Aninha, faz eu te pegar no colo não. – ri e ela não resistiu, acabou cedendo. Levantou tirando os óculos, chinelos e deixando o celular e saiu na frente, desfilando. Olhei para o lado e a bonitona sozinha, franzi a testa e quando olhei pra água o namoradinho viado estava prestes a mergulhar. Tirei a bermuda ficando de sunga e caminhei na direção dela que estava com a bunda pra cima, mexendo na sacola de praia.– Gostosa! Que raba minhanossinhora. –elogiei sua bela bunda, oitava maravilha do mundo.
— O que você disse, babaca?
— Pra você nada. Mas se quiser...
— Se enxerga, deixa de ser ridículo.
— Bem que você beijou o ridículo ontem, fez nem questão de soltar... e vai ter mais viu. – pisquei pra ela, virei pra frente e continuei andando. Ana nem tinha visto minha pequena parada, ótimo. Corri chutando areia nela e entrando na água dando aquele mergulho.
A água realmente estava uma delícia, mas minhas costas já estava ardendo, os ombros começando a ficar vermelho e eu acabei saindo. Voltando para a areia vi o casalzinho no maior Love, a gostosa sentada no colo dele e ele beijando as costas dele. Coitado, nem sabe que é corno. Passei por eles chutando areia, sem querer, sentei de boa e fechei os olhos.
— Vocês perderam! As fotos ficaram lindas. – Bruna chegou toda eufórica, querendo mostrar as fotos pra amiga.
— E aí, domou a fera? – Testa se referia a Ana, ri. – Ah, ainda não cara?
— Essa tá precisando de uma boa foda, tudo fica estressadinha e eu não tenho paciência pra isso não cara.
— Grita logo pra ela escutar, boi. Tá falando baixinho. – Rober ironizou.
— Meu foco é aquela ali oh... quando eu levar esse mulherão pra minha cama... vai ser sem volta.
— Para de babar, ela não tá nem aí pra você cara. Quis nem seu beijo roubado. Rou ba do.
— Porque namora, mas ela bem que retribuiu cara.
— E te xingou depois, olha, pula pra próxima. Sua irmã trouxe duas amigas, pô.
— Ah, são minhas amigas também, se é que me entende. Mas sei não Testa, quero a encrenca.
— Ela vai foder com a sua vida, isso sim, tem cara de interesseira.
— Quem vai foder ela sou eu, e muito bem fodida. – ele negou enquanto ria.– Olha aquilo, boi. Tinha que ver ela com a bunda pra cima, cena de pornô mesmo.
— Imagino.
— Nojentos. Não respeitam nem a menina que namora e namora o seu amigo Roberval. –minha irmã disse de abelhuda na conversa, franzi a testa e ela continuou.– Tá chato esse assunto de vocês, eu hein.
OK. Mudamos de assunto, mas eu já nem prestava a atenção, estava concentrado demais na minha indignação. Eloá não parava de se esfregar naquele cara, sentando no colo, abraçando, dando beijinhos e toda carinhosa sequer me olhava. Fiz questão de responder suas provocações, mas sem sucesso, ela realmente não me dava a mínima. Mas também, tô nem aí. Afinal, por quê tô ligando tanto? Ela não é especial, tem nada de diferente. Ficar com ela ou qualquer outra dá na mesma.
— Já deu de praia, quero voltar pro hotel. –falei decidido, já tinha levantado e pego as coisas.
— Gracinha, você não decide por nós. –Mary falou sorrindo.– Queremos ficar aqui, aliás, vamos ficar.
— Ah há... não vão mesmo. Nem que eu tenha que carregar as três nas costas mas ''nóis'' volta.
— "Ah não Pi, nem vem." "Seu irmão não tem juízo." "Ele tá louco, bebeu só pode." – eram três mulheres falando sem parar na minha cabeça, discutindo comigo, tentando me fazer mudar de ideia e conseguiram.
Já estava cansado de ficar ali ouvindo as meninas falarem dos caras bonitos que passavam, quer dizer, bonitos segundo elas né?! Ou seja, eu sou mais do que esses ''malacabados'' que elas ficam admirando. Virei a cara quando Bruna falou de um cara que estava passando bem na hora e consequentemente meus olhos fitaram Eloá e Rodrigo.
Observei-os por alguns instante, estavam sentados lado a lado e de mãos dadas, algo completamente desnecessário. Mordi o lábio inferior e semicerrei os olhos para ampliar a visão de seu corpo quando ela se levantou, exibindo aquele corpo maravilhoso, pele bronzeada, cabelão preto solto, ô mulher gostosa viu?! Esperei até ela entrar no mar e quando o viadinho lá foi para o quiosque, eu me levantei, decidido a conseguir pelo menos o básico.
— Onde você vai? — Well perguntou, já se colocando ao meu lado.
— Relaxa negão, vou só comprar uma água de coco. — apontei com o queixo para onde Rodrigo estava e ele me olhou desconfiado.
— Não quer que eu vá junto? — ele perguntou.
— Não precisa, vais ser rápido. — garanti.
— Não vai arranjar confusão em, Luan?! — ele me advertiu.
— Relaxa, meu nome é tranquilidade. — dei de ombros e ele riu, revirando os olhos.
Ajeitei o óculos de sol no meu rosto e pus o boné, caminhando até lá.
Parei ao lado dele no quiosque, fingindo não ter visto o mesmo.
— Uma água de coco, por favor. — pedi ao rapaz atrás do balcão.
Ele prontamente assentiu.
— Só os sertanejos aqui hoje! — comentou sorrindo.
Sorri de canto.
— Ei aí cara, beleza? — Rodrigo falou e eu virei o rosto para encará-lo.
— Nossa, nem tinha te visto aí. — fingi surpresa e ele riu descontraído. — Tudo beleza, cara? — perguntei.
— Tudo na paz. — ele cruzou os braços, escorando-se de lado no balcão.
Porra, o filho da puta ainda tem olho azul. É apelar demais, euhein.
— Cadê a namorada? — perguntei.
— Quem? — ele indagou rindo.
— A morena que estava contigo. — franzi as sobrancelhas, fingindo estar confuso.
— Ah, tá no mar. — ele apontou, mas não desmentiu sobre ser namorada ou não.
Inferno!
— Vocês estão juntos faz tempo? — perguntei, assim como quem não queria nada.
— 18 anos. — ele riu, seguida acrescentou: — Mas não do jeito que você tá pensando.
— Como? — indaguei.
— Somos só amigos, quase irmãos. — ele explicou.
Assenti, gostando de ter confirmado o que ela havia me dito por cima.
— Ela é solteira? — perguntei.
Rodrigo riu, levando o copo de cerveja até a boca e dando um gole. O rapaz colocou meu coco sobre o balcão e eu dei de ombros, sorrindo de canto enquanto levava o canudo até a boca e puxava o líquido.
— É sim, mas também é muito reservada em relação as pessoas com quem se envolve. — ele deu de ombros e eu ergui uma sobrancelha, encarando-o.
— Não entendi. O que está insinuando? — perguntei sério.
— Nada cara, pelo amor de Deus. — ele riu. — Só tô dizendo que a sua fama entre as mulheres não deixa a desejar. — ele falou aquilo que eu já estava cansado de ouvir.
— Ah, mas todo cara que é solteiro e pega várias é intitulado de cafajeste, não acho. — dei de ombros.
— Também não acho, mas é assim que funciona com as mulher, pelo menos com algumas.
— É assim com ela? — perguntei.
— Não exatamente, mas quando eu disse que ela é reservada com quem fica, é que ela costuma deixar tudo em pratos limpos, sem essa de iludir para conseguir o que quer, com ela é tudo preto no branco. — ele deu de ombros e eu assenti.
— Pode me passar o número dela? — pedi de uma vez.
— Não sei se é uma boa ideia, cara...— ele resmungou.
— Você é afim dela? — indaguei.
— Não. — ele riu. — Mas e se ela não gostar?
— Relaxa parceiro, eu nem vou falar que foi você que me passou. — pisquei e ele assentiu meio hesitante.
— Eloá Andrade.
Saí do mar, já fazia quase dez minutos que Rodrigo e Luan conversavam escorados no balcão, duas ou três pessoas até já tinham pedido fotos. Caminhei meio desconfiada até os dois, que continuavam conversando. Rodrigo falava algo enquanto Luan tinha o celular nas mãos.
— ...9365, isso. — ouvi meu amigo falar e na mesma hora me toquei do que era.
— Tudo bem por aqui? — perguntei, me aproximando de Rodrigo, que me abraçou pela cintura sem se preocupar que eu estava molhada.
— Tudo ótimo. Estava aqui conversando com o Luan de boas! — Rodrigo disse, ajeitando meu cabelo, pondo uma mecha atrás da orelha.
— Bom, vou indo nessa. Minha galera tá me esperando! — Luan falou, olhando-me dos pés a cabeça.
— Tchau… Babaca! — falei sorrindo forçado.
Ele riu e ainda teve a audácia de beijar minha bochecha e colocar a mão em minha cintura em uma espécie de “meio” abraço.
— Tchau, gostosa. — ele sussurrou apenas para que eu ouvisse.
— Ridículo. — falei no mesmo tom e ele me soltou, se afastando.
— O que foi isso? — Rô perguntou, reprimindo uma risada.
— Eu vou dar na sua cara se você tiver feito o que eu acho que você fez! — falei séria e ele me olhou culpado. — Eu não acredito, Rodrigo Carvalho Marim! — falei brava.
— Poxa, me desculpa. Ele parecia muito afim, fez muitas perguntas e eu não achei que tivesse problema, até porque se ele te encher o saco é só dar block. — ele deu de ombros.
— Mesmo assim, não é para ficar dando o meu número para qualquer um! — ralhei.
— Ata, também não é assim. — ele revirou os olhos e eu bufei.
— Vamos agora ou mais tarde? — perguntei ainda brava.
— Agora, tô cansado. — explicou
Apenas assenti, começando a juntar minhas coisas, sacudindo a areia e colocando-as de volta na bolsa. Enrolei a canga em minha cintura, fazendo uma espécie de saia e dei um nó de lado, calcei meus chinelos e soltei meus cabelos, que estavam secos por eu ter feito um coque antes de entrar no mar e ter tomado cuidado para não molhar, já que demoraria a secar depois por conta do tamanho. Voltamos para casa e eu preparei um lanche para nós dois, até massagem nos pés eu ganhei depois, uma clara tentativa de se desculpar pela a mancada de ter passado meu número para aquele babaca.
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Olá, meninas! ❤
Finalmente conseguimos voltar e pedimos desculpas pela a nossa ausência, mas os motivos foram realmente importantes. TCC, provas, emprego e vários outros motivos.
Porém, apesar da loucura que está as nossas vidas, postamos mais um para vocês.
Mais tarde tem outro e amanha também! Hahaha
Esperamos que estejam gostando.
Sobre o capítulo: Luan fofo no início e safado do meio para o fim. Esse rapaz não tem limites! haha
Comentem bastante e um beijo do trio aqui! ❤❤
Eita gota 😂😂😂
ResponderExcluirVai ter dois hoje?
ResponderExcluirMenino, q ele já conseguiu o número dela, mas aposto que vai levar um block 😂😂😂.
ResponderExcluirPq se tem uma pessoa que não vale nada, essa pessoa é o Luan 😌😌
Tadinha da Eloá, o Luan vai encher o saco dela
ResponderExcluirLeitora nova aq,Jesus tô amando demais
ResponderExcluirKkkkkk! Luan é um cara de pau. Perdoa ngm. O homem é safado demais, pelo amor de Deus!😂😂😂
ResponderExcluirE esses dois hein?! Onde se vêem, exalam amor demais! Kkkkkk
Nunca vi mais cara de pau que o Luan,tão sonso que conseguiu o número dela agora vai perturbar
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