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sábado, 1 de abril de 2017

Capítulo 14

— Luan  Rafael


Eu estava prestes a ler uma matéria que o Rober havia mandado o link para mim via whatsapp, acho que é alguma coisa sobre ontem na praia. Ainda eram quase quatro da manhã e eu nem tinha dormido ainda. Antes de ler, fui olhar uma notificação de um grupo que eu tinha com os meninos na direct do insta e uma nova direct em especial me chamou atenção, aliás, me chamou atenção quem havia mandado, ri demais.


"Você tá louco, cara?" – era a bravinha mais gostosa do meu instagram. Visualizei, aceitei a mensagem pra ela saber que eu vi, mas não respondi. Não no insta, sai do app e entrei no whats,  procurei o  nome dela nos contatos e mandei uma mensagem.


"Babaca, louco."
"Mais algum? "


Não demorou para que ela ficasse online, ela começou a digitar e parou, voltou e parou de novo, digitou mais uma vez me fazendo revirar os olhos com a demora. Comecei a rir sozinho. O celular começou a tocar e para a minha surpresa era ela.


— Luan. –atendi.
— Eu sei que é você, seu idiota. –quase me engoliu.
— Hm... sabe é?
— Sei e acho bom você parar de gracinha, entendeu? Não estou gostando, está ficando insuportável.
— O que?
— Você ficou maluco? Perdeu a noção seu idiota, babaca!
— Eu que sou o maluco e você que me liga totalmente desequilibrada?
— Viu o que fez? Para que ficou comentando e curtindo minhas fotos? Para se aparecer?
— Uai. O perfil está público. Ver quem quer, comenta e curte quem quiser também. Curto mesmo, vou continuar comentando e se reclamar… — antes que eu pudesse terminar, ela me interrompeu.
— Você é muito infantil, idiota, babaca! — ela falou puta.
— Só isso que você sabe falar? Ãn?
— Eu tô com muita raiva de você. — grunhiu e eu ri.
— Falta de sexo sabia? Posso resolver seu problema.
— Homens como você pensam que são o centro do universo de uma mulher. Mas deixa eu te falar uma coisa, o mundo não gira em torno de você não, me esquece moleque.
— O mundo pode não girar, mas garanto que numa cama seus olhos viram. Certeza. — ri outra vez. Ela tava muito brava e eu tava adorando.
— Nojento, escroto.
— Vai falar que não gosta? Qualquer mulher adoraria escutar isso, te garanto.
— Não sou nenhuma vagabunda que gosta de ser manipulada feito um fantoche. Eu me valorizo e de homens como você eu não chego nem perto. — ela falou alterada
— A falsa moralista, aff. Pensei que você fosse melhor. –ela bufou do outro lado da linha.– Não pareceu ligar quando te agarrei na boate, não fez questão nem de se soltar.
— Chega a ser ridículo o jeito que você fala. Machista! Isso que você é!
— Não, sou um homem sincero. Sempre fui.
— É um tonto, galanteador barato, isso que você é.
— Xinga mais, eu não ligo não esquentadinha. É das bravas que eu gost...
— Escuta aqui... e eu vou falar só mais essa vez. Me deixa em paz!
— Para de negar, você quer, eu sei disso.
— Quero distância de você, seu doente! Louco! – e desligou furiosa.


Foram poucos minutos, mas minhas gargalhadas pareciam não ter fim. Ela estava muito brava, tão brava que até gaguejava pra falar e ficava ainda mais puta quando eu rebatia alguma frase ou um comentário bem besta. Ah, Eloá. Achei seu ponto fraco.


Quando finalmente consegui parar de rir, resolvi me concentrar e ler a matéria que o Rober havia me passado o link. Cliquei no mesmo e logo o navegador do google foi aberto, esperei carregar e quando isso finalmente aconteceu, comecei a ler.


" Luan Santana curte praia do Rio de Janeiro muito bem acompanhado"


Luan Santana (21) resolveu passar três dos seus quatro dias de folga no Rio de Janeiro e muito bem acompanhado, vale salientar. Cantor curtiu a praia de Copacabana rodeado de mulheres, entre elas sua irmã Bruna (17). Segundo algumas pessoas que estavam próximas do artista, ele não parecia preocupado em se manter discreto, muito pelo contrário, Luan trocou beijos um tanto quanto quentes e cheio de mãos bobas com uma loira, identificada como Ana Carolina Torres (19).


Copacabana também foi palco de um encontro sertanejo para lá de bom, e diga-se de passagem, um maravilhoso colírio para os olhos. Luan Santana (21) e Rodrigo Marim (25)  se encontraram por acaso e até conversaram, Marim estava acompanhado da amiga Eloá Andrade (18), cuja a qual já foi apontada como affair e inclusive namorada do artista, que desmentiu a notícia e reafirmou que os dois eram apenas amigos. Segundo uma das pessoas que estavam no quiosque, Luan chegou a “cantar” a estudante de fonoaudiologia, mas não obteve sucesso.


Mas não é novidade alguma que Luan Santana é, com toda a certeza, um dos maiores pegadores que o nosso mundo artístico já viu. Apesar de ter dado uma sumida da mídia por algumas semanas, o nosso protagonista de fofocas quentes e verídicas reapareceu, trazendo com ele novas polêmicas e affairs.


Ps: Isso mesmo, Santana, você beija e a gente joga na rodinha! hahaha


Era isso que dizia um dos inúmeros bloggers de fofocas, e olha que esse era um bem informal, nota-se pela a escrita. Imagina o que deveria ter escrito nos grandes e mais conhecidos.


(...)

— Você tá fodido, quando a Arleyde ver isso aqui. –dizia dando zoom na matéria que estava estampada no tablet. Dei risada, estava terminando de me trocar quando minha baixinha linda entrou no camarim, brava.
— Pode me explicar o que é isso? –virou o tablet pra mim, li e continuei quieto.– Luan...
— Pode falar Lêzinha, eu sei que cê vai me dar mais um esporro. –respondi cheio de tédio, Testa ria e ela continuava me encarando.
— Eu disse que não ia falar mais nada...
— Pela milésima vez... –revirei os olhos.
— Mas é meu trabalho cuidar da sua imagem, só que assim... eu preciso da sua ajuda. E você não tem colaborado.
— Do que eu estou sendo acusado agora?
— Acusado e com provas. Olha as fotos de agarra-agarra na balada eu dei uma jogada pra debaixo do tapete, aí você ficou de atracando com a amiga da sua irmã e sim, tiraram fotos. E quando foi hoje cedo as redes sociais estavam bombando com os prints das fotos que você andou curtindo. Luan, meu filho. Me ajuda a te ajudar.
— São só fotinhos, Lê. Nem estressa, podemos falar que é montagem... que foi um fake, sei lá.
— Você as vezes se esquece de que é uma pessoa pública, famosa...
— Quem fica ligando pra curtida em foto?
— A mídia se aproveita de todo e qualquer assunto, e estou desassociando você como um cantor sertanejo romântico e te intitulando como pegador. Pra você... isso é péssimo. –revirei os olhos.– Eu não estou falando que você deve namorar. Só estou sugerindo que você pare, vá um pouco mais devagar.
— Tá bom Lêzinha, eu entendi.
— Eu espero, porque é a última vez que eu falo. –e saiu da mesma maneira que entrou, feito um furacão. Menos intenso, mas ainda assim, um furacão.
— Tá brigando mais com você do que com a Julinha. –Well dizia.– Assim tá foda.
— Arleyde tem hora que pelo amor de minha nossa senhora. –comentei.
— Você sabia que ia dar rolo ficar curtindo aquelas fotos... Isso foi prato cheio, vamos combinar.
— Ah, não é pra tanto cara. Já fiz coisa pior e ninguém nunca ficou sabendo. Agora você vem me falar que uma curtida causa tanto alvoroço assim?
— Bom... –fez uma pausa.– com os seus fãs, sim.
— Elas nem são assim vai.
— Tudo loucas.
— Ôu, loucas não. Elas são só um pouco ciumentas.
— Pouco? Você viu os comentários na foto?
— Não. Tá muito pesado?
_ Vou ler uns pra você ter uma ideia. –deixei ele procurando o ig e tratei de terminar de me vestir, estava quase em cima da hora.– Escuta só. –ria.– "Francisca!" "Luan tá comendo bem." "Toda gostosa, pega mesmo Luan." "Vagabunda interesseira." "Pegou o Marim, agora o Luan... ai ai... só observando ela rodando a banca." "Pelo menos não é a Jade." – esse foi o que eu mais dei risada.– E sabe o que é melhor? Elas não param de comentar, socorro.
— Comenta uma carinha ai, vou colocar dois olhinhos tamém. –corri pra penteadeira e peguei o celular comentando mais um emoji. Isso vai deixar ela louca.
— Meu, ela vai ficar puta.
— É só pra zuar cara, tacar mais fogo.
— A Arleyde acabou de te dar um esporro cara.
— Cê liga? –risos. Comentei e sai do insta dando continuidade a arrumação, depois fiz o aquecimento​ da voz e me reuni com a galera para uma oração antes de subir no palco.


A emoção de estar ali em cima fazendo o que eu mais amo é indescritível. Isso é o que eu gosto, estar naquele palco e cantar passando verdade, é olhar nos olhos dos meus fãs com todo amor e retribuição por estar onde cheguei e conquistar mais a cada dia. Me sentia livre ao pegar o microfone, mesmo com aquele friozinho na barriga.
O show de hoje arrebentou!


Estava muito quente, eu suando demais e cantando ainda mais. Quando as cortinas se fecharam eu vesti o roupão, peguei uma toalha para secar o rosto e parei pra tomar água. Depois que desci parei no caminho até o camarim para tirar foto com alguns dos fãs que estavam na grade, e segui meu caminho. Estava já no corredor do camarim quando vi uma morena gostosa de costas, bumbum grande e empinado, cabelos pretos presos em um rabo de cavalo e usando um shorts jeans, tênis branco e uma camisa preta com a logomarca da produtora do evento. Sorri, satisfeito por saber que ela estava trabalhando nesse evento, ainda mais me esperando perto da porta do meu camarim.


— Pode deixar que vou falar com ela antes de entrar. — avisei para o Well.


Ele apenas assentiu, passando a minha frente e indo direto para a porta do camarim, onde ficou parado sem nem olhar na direção da morena. Roberval fez o mesmo, mas vi ele reprimir um riso quando passou pela a Eloá.


Me aproximei devagar, ela parecia mexer distraidamente em algo, acho que no celular.  
Segurei em ambos os lados de sua cintura e puxei-a com tudo de encontro ao meu corpo, juntando nossos corpos. Minhas mãos pousaram em sua barriga e ela deu um sobressalto com o susto.


— Ah, gostosa! Eu sabia que cê iria vir atrás de mim mais cedo ou mais tarde! — falei em seu ouvido, trazendo uma das minhas mãos para a sua bunda, onde apertei com força.
— Luan! — Rober chamou rindo, mas não lhe dei atenção.
— Tá um delícia nesse shortinho em?! — beijei seu pescoço.
— Você é louco, cara? — ela perguntou e eu a soltei no mesmo instante.
Aquela não era a voz da Eloá. Meu Deus!
A moça se virou e puta que pariu, realmente não era a morena atrevida.
— Olha aqui seu moleque, se você está acostumado a desrespeitar as mulheres com quem fica, aprenda a respeitar as que sequer te dão cabimento. Ridículo! — era uma coroa já, mas ninguém diria isso a julgar pelo corpo. — Sempre ouvi boatos sobre você, mas preferi acreditar que era um rapaz bacana, um artista respeitoso. Mas parece que tudo o que você canta, não pratica. Babaca! — ela disse revoltada e sua última palavra me fez lembrar da Eloá.
— Eu sinto muito, moça. Eu achei que fosse uma amiga, e...— suspirei.
— Ridículo! — ela ralhou, virando as costas e saindo dali pisando fundo no chão.
— Eu tentei avisar! — Rober disse rindo.
— Vai tomar no cú, Roberval. — falei irritado.
Wellington gargalhou e Roberval o acompanhou.
— Aquela maldita tá mexendo com a minha cabeça, não vejo a hora de pegar ela. — falei puto.
— Vai deixar a menina sem andar! — Rober me zoou, falando com deboche.
— No mínimo. Ela vai levar umas belas palmadas naquela bunda grande e gostosa para deixar de tá brincando com a sanidade dos outros. — falei.


Abri a porta do camarim e estava parecendo festa, música rolando, minha irmã bem alegrinha com as amigas dançando e eu rindo daquilo. Passei Prô banheiro, joguei uma água no corpo, me vesti ali mesmo, cueca e calça, deixando para calçar o tênis e vestir uma camisa quando saísse do bafo quente do chuveiro.


— Tá delicinha hein Lu. –Mary brincou.
— Se quiser tô disponível. –retribui me sentando no sofá.
— Pi, vamos sair hoje? Tá super cedo.
— Eu tô morrendo de fome, nada mal um restaurante. –minha assessora disse fazendo careta.– O que acham crianças? –riu.
— Eu topo, bora cambada. –falei animado.
— Churrascaria, patrão paga.
— Cada um o seu, uai.
— Mão de vaca demais tá doido cara. –escutei meu amigo dizer e ri.


Eles foram saindo aos poucos, eu terminei de me vestir e voltamos a nos encontrar na van. Decidimos o destino, ao chegar estava cheio e nós em um grande número até. Tivemos que esperar alguns minutos, quando foi dando aquela esvaziada por conta do horário nós entramos e nos fartamos de tanto que comemos e bebemos.


Voltamos para o hotel por volta de duas da manhã e ainda tinha gente me esperando, desci da van atendi todos bem rapidinho e subi para o quarto, tirei a roupa ficando só de cueca e me joguei na cama sem olhar celular, TV, nem nada. Estava cansado e no dia seguinte viajaria cedo.


— Levanta boi, tá na hora já.
— Sai fora testudo, quero dormir porra.
— Ah faz isso no avião que você tem um compromisso em Sampa antes de ir pra Londrina.
— Puta que pariu, nem lembrava.
— Mas seu secretário aqui lembra.
— Pelo menos isso né.
— Deu de assunto, bora. Levanta aí, bicho preguiça.
— Panda. –retruquei o "elogio".
— Haha, como você é engraçado. Só pra avisar, você tem 20 minutos. As minhas malas já estão prontas e na van.
— Ah não testa, como vou arrumar a mala e me arrumar? Ajuda aí pô.
— Nas suas cuecas eu não mexo, credo.
— Luan Jr é limpinho, só baba de vez em quando. –risos.
— Cala a boca, vai logo.
— Fui. –levantei da cama num pulo e corri pra uma ducha rápida, nem molhei os cabelos.


Escovei os dentes, lavei o rosto, me esfreguei e sai voando. Terminei de arrumar as malas com o Rober e descemos para tomar café.– Bom dia cambada de preguiçosa, bebuns. –ri ao ver as três bonitas em silêncio, sentadas à mesa de óculos escuros para esconder as caras de quem tinha acabado de acordar.


— Se você puder não gritar, eu agradeço. –Mary falou baixo, segurando a cabeça.
— É Pi, não tô legal.
— Bebe mais. Depois falam de mim.
— Ninguém aqui tá de ressaca, é sono.
— Sei viu Ana Carol.
— Bom dia, bom dia. –Lelê nos cumprimentou enquanto se sentava, fiz o mesmo. O restaurante estava praticamente vazio por estar muito cedo, ou seja, menos gente mais comida. Tá que eu não abusei porque He-man tava de olho, mas comi bastante e viajei pra São Paulo de bucho cheio.
— Beijo, beijo. Talvez eu encontre vocês mais tarde. –Mary disse ao se despedir, seu voo havia sido chamado rumo à Londrina.
— Quero as duas lá uai, não aceito não como resposta.
— Querido, eu tenho uma faculdade... não nasci com a bunda virada pra lua. Tenho que estudar. –Ana retrucou.
— Sempre tem uma chata, puta que pariu. Fica em casa estudando então. –brinquei.– Se cuidem, e cuidado viu.
— Tá, tchau gente. –e foram.
— Pra onde vamos agora?
— Tenho uma entrevista em uma rádio, aí depois voltamos.
— Não antes de você ir comigo naquela loja, Pi. –falou toda mole, segurando meu braço e sorrindo.
— Tem quinhentas lojas em Londrina...
— As daqui são maiores, eu quero ir Pi. É uma só, juro.
Não botei fé nesse juramento, minha irmã era consumista demais. Fomos parar no JK Iguatemi, eu não aguentava mais andar. Ficamos cerca de uma hora e meia, entrando e saindo de lojas. Chegamos no jatinho e eu relaxei na poltrona, pondo os pés pra cima e fechando os olhos.
— A mãe vai amar essa pulseira.
— Você é doida, pra que esse monte de coisas?
— Oxe, pra usar. Ué.
— Usar, sei. –coloquei o celular no modo avião e me acomodei melhor para dormir por uns minutos.


Desembarcamos era final de tarde e fomos direto pra casa, onde eu tinha marcado uma socialzinha com uns amigos mais próximos. Meus pais e Puff estavam a nossa espera, com a carne na brasa, arroz quentinho no fogão e aquela saladinha de dona Marizete, farofa e cachaça da boa.
— Que bom que chegaram, estava com saudades. A casa fica muito silenciosa quando vocês não estão. –mamusca disse manhosa, abraçada ao meu pai, quase chorando.
— Oh minha linda, tamém tava com saudades. –a abracei forte dando um beijo em seu rosto, fazendo o mesmo com o meu pai depois.
— Arleyde me ligou viu.
— Ligou foi? Pra que?
— Depois a gente conversa. –ri daquele jeito sério e subi pra guardar minhas coisas. Joguei tudo pelo quero, troquei os tênis e meias por chinelos e desci.
— Grande homem! –Douglas acabava de fechar a porta e entrar na sala.
— E aí boi, beleza?
— Opa, sempre né? Haha. –nos abraçamos.
— Cadê a Elô?
— Começa não caralho. –risos.
— Minha amiga, você sabe disso. –ele empurrou meu ombro e foi cumprimentar meus pais que haviam voltado pra cozinha, nisso Marquinhos chegou também com uma mulher muito bonita junto com ele. Eu duvidava muito que fosse namorada, mas né...
— Tá boa a coisa aqui hein. Prazer, Luan.
— Isabela. –se apresentou sorrindo, sem largar a mão do Marquinhos.
— Fica à vontade viu. –disse educado, minha irmã riu.
— Que menino mais educado, meu deus.
— Sempre fui. –risos.
— Chamou as amigas, Bubuzinha?
— Dia da semana é ruim, elas fazem faculdade ainda não chegaram.
— Mas elas vem?
— Algumas.
— Enquanto isso nós comemos.
Estávamos comendo quando a campainha tocou e minha irmã foi atender, era a Elô com uma amiga, linda.
Elas vieram até nós, nos cumprimentou, sentou perto do Douglas.
— Pensei que não viria hein Elô.
— E não ia mesmo, estou muito cansada. Mas estava com saudades do meu namorado.
— Vê esse viado todos os dias. –falei com desdém.– Não cansa não?
— Ai, não. Morro de saudades do meu neném. –disse apertando as bochechas dele e dando um selinho.
— Aqui não é motel não, se controlem. –risos.
— Aqui não, mas seu quarto. –ri.
— Só as selecionadas passam do perímetro da escada.
— Aí credo Pi, que nojo. –Bruna fazia careta, enquanto as meninas estavam envergonhadas, vermelhas.
— Seu irmão não tem limites não Bru, nenhum.
— Ele é muito besta.
— Sabemos. –Rober concordou.
— A Mary não vem não? –Douglas perguntou e a Elô franziu o cenho de um jeito muito engraçado.– O que foi amor?
— Mary, é?
— Xii, deu ruim. –Marquinhos disse rindo.
— Para amor, é nossa amiga.
— Tô vendo, chama até de Mary. Bem amigos né?
— Cheguei gente! –olhamos para a porta de vidro e a Mary caminhava na nossa direção.– Oi, oi gente. –nos cumprimentou.– E aí, vamos lá Bru?
— Onde?
— Nem te conto. –riam.– Chama as meninas também. –e assim saíram todas.
Entre os homens ficou ainda melhor, começando a falar do feriadão de como tinha sido e um comentário mais absurdo que o outro.
— Você estava no Rio de Janeiro, ô filho da puta. Não tinha como tá ruim. –Douglas resmungava.
— Não mesmo, como foi bom. –mordi os lábios.
— Pegou a Ana de novo? Isso não é mais novidades. Por que não namoram logo?
— Cala a boca, viado. –respondi Marquinhos.– Fiquei com ela sim e não só com ela.
— Vai falar agora que pegou a morena rabuda, gostosa pra porra. –Douglas falava e o testa só sabia rir.
— Peguei numa balada que fomos.
— Ae garoto! –comemoramos brindando com as latas de cerveja.– Beija bem?
— Tem como uma filha da puta daquela, gostosa do jeito que é fazer alguma coisa ruim?
— Levou pra cama? –perguntaram curiosos.
— Ainda não, mas faltou pouco.
— Caralho!
— Puta que pariu, você já foi melhorzinho boi. –dizia o Douglas.
— Pra que pressa? De um jeito ou de outro ela vai parar na minha cama.
— Ta sonhando hein. –risos.
— Apertei muito aquela bunda, cintura fininha e aquela boca.
— Fala não que uma mulher daquelas dá até vontade.
— Vontade do que amor? –Eloísa surgiu abraçando-o pelo pescoço e beijando sua bochecha.
— De beijar sua boca e matar esses solteirões de inveja.
— Claro que é. –comentei bebendo mais, fazendo sinal para mudarmos de assunto porque a dona encrenca estava ali e logo chegaram as outras.

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Capítulo 14 no ar! 🙆 
E esse micão do Luan + a briga dele com a Eloá por telefone?!
Esses dois ainda vão longe com isso! hahahaha
Obrigada pelos comentários no capítulo anterior, continuem assim!
Um beijo do trio aqui e comentem bastante! 💚

7 comentários:

  1. Meu Deus mais brigam, Luan só leva fora 😂😂😂. E ele continua sem valer nada

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  2. Mds mds quando o luan levar a eloa pra cama vai ser tipo a música do Lucas lucco: "Foi tapa na bunda, na cara, puxão de cabelo, Na cama no chão e no banheiro, foi daquele jeito....."

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  3. EU TÔ É MORTA 😂😂😂😂😂 rir que saiu agua do olho kkkkk
    Luan é muito besta😂
    Misericórdia! Kkkkkk
    E essa briga por telefone foi demais!😂

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  4. Mdss que capítulo foi esse
    Luan não toma jeito mesmo viu kkkkk
    Eita que até por telefone eles brigam é muito amor kkkkkk
    Concordo com o testa, quando o Luan levar a Eloá para cama ela vai deixar ela de cadeira de rodas pq do jeito que ele tá kkkk
    Continua logoo por favor

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  5. 😂😂😂😂 ele ainda vai levar uns tapas

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  6. Luan merece levar uma surra de fio da Eloá

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