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quarta-feira, 28 de junho de 2017

Capítulo 21

— Luan Rafael


Tirei a roupa e depois de um banho me joguei na cama, estava cansado de tanto comer. Fiquei deitado uns minutinhos, virei de um lado pro outro da cama e ainda sentindo aquele mal estar. Por fim dormi, mas acordei no meio da madrugada com dor de barriga e corri para o banheiro.



Ela não me respondeu mais, eu também não por ter outras preocupações.


(...)


Eu não ia me acostumar nunca a me despedir dos meus pais e minha irmã, nem que fosse por dois ou três dias. Mas por amor ao que eu faço e lutei tanto para conquistar, eu o fazia.
Voamos para São Paulo onde acontecia a maioria dos shows e onde eu tinha mais compromissos, com rádios, programas de emissoras de TV e onde ficava o meu produtor também. Aterrissamos quando já estava escuro, seguimos direto para o hotel e depois de fazer o check in e subir as malas, fomos comer.


— E aí, qual a balada de hoje, boi? — Roberval perguntou enquanto estávamos jantando. —  Villa Mix hoje tá foda. — acrescentou.
— Hm... ainda não sei, cara. — dei de ombros.
— Já vai repetir a figurinha? — ri, neguei com a cabeça e peguei o celular. Nenhum sinal dela desde que ignorei sua ligação na casa do Douglas, depois de eu bancar o difícil. — Ih, cara. Cê tem que parar com isso aí. — ele fez uma careta.
— Parar com o quê? — me fiz de desentendido.
— Grudar na mulher igual chiclete, é chato pra cacete.
— Não tive notícias dela desde que fiquei de folga. — me justifiquei.
— Isso é bom, assim ela não se ilude. — ele falou simples.
— Que mané se iludir o que Roberval. Só queria sair com ela, nada demais. Tipo eu e a Sheron. — menti.
— Não. Quando você quer sair com ela, vocês saem, se comem e morreu o assunto. Agora com a Eloá não, você fica rodeando, louco pra dar o bote.
— Tá muito na cara? — perguntei, derrotado.
— Sim, está. — ele disse despreocupado.
— Foda-se. — resmunguei e continuei no celular, mandei duas mensagens, ambas chegaram e nenhuma resposta. — Filha da mãe, não responde, não. — bufei.
— Eu faria o mesmo. — Testa deu de ombros.
— Você deveria estar do meu lado, não do dela. — falei indignado.
— Você está sendo infantil demais. — ele revirou os olhos.
— É só zoar, você sabe muito bem que ela não é a única. — bufei outra vez.
— E como sei... — ele ironizou.
Tentei ligar e nada dela me atender também, por umas três vezes deixei cair na caixa postal e na quarta deixei o celular em cima da mesa.


Terminamos de comer, fomos para o quarto, eu liguei para a minha mãe avisando que havíamos chegado e todos estávamos bem... ainda tomei um banho e cama.


No dia seguinte não tive tempo nem de ir ao banheiro, quando sosseguei já estava anoitecendo e eu estava entediado, com o celular acabando a bateria. Liguei pra Eloá pela milésima vez e ela atendeu rindo de alguma coisa.


— Quem é? — perguntou ainda rindo.
— Não tem mais meu número salvo, é? — escutei sua risada cessar e ela tomar fôlego para me responder.
— Ah, Luan. Tudo bem? — falou simples.
— Se não estivesse também, você não ia se preocupar em saber, não é?
— Nossa, que grosseria... o que te aconteceu? — ela perguntou, parecendo confusa.
— Você sumiu, cara. — suspirei.
— Eu? Não. Estive no mesmo lugar, fazendo as mesmas coisas. — elar resmungou e eu podia jurar que revirava os olhos.
— Sério isso? — bufei, indignado.
— Isso o que? Que eu trabalhei? Sim, é sério. — ela soltou um suspiro impaciente.
— Você nem mensagem mandou, não me atendeu… — resmunguei inconformado.
— E aconteceu alguma coisa pra você ter sumido? — ela perguntou rápido.
— Não, eu estava de folga. — dei de ombros, embora ela não pudesse ver.
— Então...
— Só por isso você tinha que desaparecer? — bufei da sua lógica.
— Bom, eu não desapareci. Você também poderia ter atendido quando retornei sua ligação, mandado mensagem... e mais, você estava com a sua família. Não foi você que disse que não tinha muito tempo e mais um monte de coisas?! — ela disparou.
— Isso não tem nada a ver, o assunto é outro. — revirei os olhos.
— (riu) Qual então?
— Eu fiquei uma semana fora, você não sentiu minha falta?
— Não tive nem tempo, fiz alguns trabalhos da faculdade e foquei no projeto que a produtora está trabalhando, aproveitei que o Bruno ainda está por aqui. — ela falou normal.
— Foram jantar e depois ele te deixou em casa? — perguntei, realmente curioso.
— Não, ele dormiu lá em casa.
— Então quer dizer que ele sabe onde você mora? — perguntei indignado.
— Nós namoramos, Luan. Claro que ele sabe. E não ficamos de conversa mole, trabalhamos a noite toda e depois fomos dormir.
— Eu imagino. Deveriam estar muito ocupados mesmo, tão ocupada que não mandou nem um bom dia para mim. — bufei.
— Eu queria entender seu histerismo, se você estava viajando com a sua família deveria aproveitar mais e sair do celular, coisa que eu fiz aqui. Passeei com o Bruno, minha mãe e minhas amigas, nem lembrei de celular se você quer saber. — ela falou estressada.
— Desculpa, só queria conversar, te ver… — resmunguei baixo.
— Então fala, você é muito estranho sabia?! — ela riu. — Fica dias sem dizer nada, me liga e aí quando eu retorno a ligação, simplesmente ignora, agora liga cheio de estresse?! Querendo me ver? — ela falou com ironia.
— Não posso estar com saudades? — resmunguei.
— Sim, não sei do que, mas... — mesmo sem ver, sabia que ela havia dado de ombros.
— Você está em casa? — indaguei.
— Não.
— Trabalhando? — testei.
— Também não, estou em um barzinho.
— Você em barzinho? — ergui a sobrancelha, achando estranho por ser dia de semana e ela não estar em casa estudando.
— É. Algum problema?
— Não, nenhum. Posso ir me encontrar aí com você? — perguntei rápido, sem pensar.
— Hoje? — perguntou assustada.
— Agora... posso? — perguntei.
— Você nem vai saber chegar aqui. — ela resmungou.
— O taxista vai.
— Ok, te mando o endereço por mensagem. Tchau. — e desligou na minha cara.


Eu não estava acreditando que além de ser fria na ligação, ela sequer sentiu minha falta e mais, não se desculpou por ter sido ausente. Qual é cara, muitas mulheres estariam implorando para voltar no tempo e ficar no meu pé e ela... me trata com a normalidade de eu não ser ninguém. E mais, aproveitou esses dias em que eu estive fora do ar pra sair com o ex, deixar ele dormir na casa dela e ainda tem a coragem de contar que ficaram trabalhando a madrugada toda. Ah, Eloá. Você vai me pagar, ah vai.
Eu iria sim até onde ela estava e de hoje ela não me escapa. Deixei o celular outra vez em cima da mesa e o testudo me olhava rindo, rindo muito.


— Isso foi uma DR? — ria ainda mais.
— Tô indo me encontrar com ela, não sei se volto hoje. — falei rápido.
— Tá maluco, Arleyde te mata, Luan?! — ele falou arregalado.
— Mata não, é só você falar que eu dormi. — dei de ombros.
— Nesse caso, ela mata eu e o Well. — ele revirou os olhos.
— Só você sabe que eu estou saindo, tchau. — falei, pegando meu casaco sobre a cadeira.
— Você tá louco por essa mulher, não é possível. — ele suspirou, passando uma mão pelo rosto.
— Ela queria me provocar e conseguiu. — afastei o prato, me levantando da cadeira, peguei o celular e saí em direção ao banheiro.
Fiz um bochecho rápido e pedi um táxi, saí sem ser visto.


— Pode me deixar nesse endereço, por favor, cara? — pedi ao taxista, quando adentrei o carro.
— Claro. — assentiu já arrancando com o carro.


Ele rodou por algumas ruas, entrou em uma só de bares e casas de shows, de um lado forró, de outro pagode, rolava até um sertanejo bacana. Paguei pela corrida e desci entrando no menos movimentado, a cara das pessoas ao me verem chegando foram impagáveis.
Corri os olhos pelo espaço e reconheci aquela coisa gostosa que atende pelo nome de Eloá, caminhei em sua direção e quando estava chegando à mesa, um cara entrou na minha frente, de costas para mim.
— Oi. — ela falou e levantou vindo me cumprimentar enquanto o cara voltava a se sentar. Ela ficou na ponta dos pés para beijar o meu rosto e sorriu. — Senta aqui com a gente. — falou, olhando em volta. — Você é louco! — falou mais baixo.
— A gente quem? — indaguei.
— Luan, esse é o Bruno. — apontou para o malacabado que estava me olhando com cara de idiota. — E Bruno, esse é o… — antes que ela pudesse terminar, ele a interrompeu.
— Luan Santana, caramba... Quem não conhece esse cara? Sou seu fã. — veio apertando minha mão, olhei "sociável", apertando bem mais a mão dele, sem ânimo nenhum.
Filho de uma puta, pilantra, de sorrisinhos pra mim pensando que vai funcionar.
— Ele já estava indo embo...— Eloá começou.
— E por que mudou de ideia? Não precisa ficar se não quiser. — falei rápido.
— Não! Ele disse que aceitaria tomar alguma coisinha com a gente e depois me deixava em casa, já está ficando tarde. — Ela explicou, me repreendendo com o olhar.
— É o que? — cruzei os braços. — Eu te levo, não se preocupa. — falei sério.
— Certeza que vai deixar minha menininha segura e em casa? — ele perguntou e alisou o rosto dela com aquele casco de jumento, que ele chama de mão.
— Com ela todo cuidado é pouco, não é? — fui o mais irônico possível, mas ele estava tão com cara de tonto que não percebeu nada. Ai que vontade de dar um chute na bunda desse cara e mandar ele pra bem longe. Ele atrapalhou tudo, tudo o que eu planejei no caminho até aqui.


Puxei uma cadeira e me sentei ao lado dela, ainda tomamos uma cerveja juntos e ele se despediu, dizendo que iria embora por ter outros compromissos no dia seguinte pela manhã, agradeci quando ele cruzou a porta, fazendo a Eloá cruzar os braços e me encarar toda séria.


— O que foi? — ri. — Ele estava sobrando aqui, não tive culpa. — levantei as mãos para o alto, me rendendo.
— Sobrando, Luan? Tá doido? Estávamos conversando, ué. — ela deu de ombros, despreocupada.
— O cara tava te secando, não viu não? — perguntei indignado.
— Nem todo mundo é você, não. — ela revirou os olhos.
— Como eu sou? — indaguei, cruzando os braços.
— Safado. — ela falou como se fosse óbvio.
— (ri) Vou considerar como um elogio. — pisquei.
— Talvez. — riu. — Foi difícil chegar aqui? — perguntou, me olhando pelo canto dos olhos.
— Até que não, o taxista veio rapidinho. Não conhecia esse lado da cidade. — comentei.
— Me surpreenderia se você conhecesse, eu gosto daqui. — ela sorriu.
— Bem movimentado os outros bares, músicas ao vivo, gosto disso.
— Aqui só não tem a música, nem é lotado. Mas eu gosto, vinha bastante aqui com o Bruno. — ela deu de ombros e eu bufei.
— O malacabado, é? — fiz uma careta.
— Quando nós namorávamos ele me trazia aqui direto. A gente sentava, conversava sobre a semana agitada ou não, namorava e depois ele ia me deixar em casa. — ela explicou.
— Assunto chato, hein?! — bufei, revirando os olhos.
— Chato, por quê? — ela arqueou apenas uma sobrancelha, desafiando-me.
— Ficar falando do ex pro atual, não rola. — falei o óbvio.
— Atual? — ela deu risada.
— E não é? — ergui uma sobrancelha.
— Não! Tá vendo alguma aliança aqui? — ela mostrou seu dedo anelar da mão direita.
— Se quiser...— falei sugestivo, rindo.
— Não, obrigada. — respondeu tranquila e em seguida pediu mais fritas e uma coca-cola.
— Você não é muito de beber, não é? — observei.
— As vezes, não é sempre, não. Esse negócio de ficar com ressaca não é comigo. — fez careta.
— Nem comigo. — menti. — Mais uma, por favor. — ergui a garrafa.
— Cadê seus amigos? — ela perguntou.
— Quem? — franzi as sobrancelhas, confuso.
— O segurança e o outro lá que tem um nome estranho.
— O testa. — eu ri.
— Testa? — ria.
— Roberval. — corrigi.
— Aff. Pior ainda, meu Deus. Você tem essa mania, é? De sair dando apelido pra todo mundo? — ela riu.
— Sim, sempre. — ela revirou os olhos. — Mas em você, não. — falei pensativo.
— Aham, sei bem. — sorriu.
— Tô falando, cara. Você é linda demais, seu apelido deveria ser “espetacular”. — pisquei.
— Ai, cala a boca, vai. — ela deu risada.
— Só se você me beijar. — pisquei. — Tá afim?
— Para hein... — ela me repreendeu.
— Com licença. — um rapaz trouxe minha bebida e a dela, em seguida trouxeram a batata.
— Obrigada. — ele sorriu todo besta e saiu. — Servido? — ela me ofereceu a batata.
— Não deveria, né... mas… — fiz uma careta, pegando três batatinhas.
— Outro louco de academia. Todo cantor é assim, é? — ela perguntou tranquila.
— Rodrigão é desse jeito? — ri.
— Sim, mas quando ele dorme lá em casa ou eu vou pra casa dele, ele não tem essas frescuras, não. Ele come de tudo. — ela deu de ombros.
— Esse sou eu quando tô em casa, minha mãe faz tudo o que eu gosto de comer!
— Lasanha? — ela arriscou.
— Bife acebolado. — fechei os olhos, imaginando a comida. — Creme de abacate.
— Sua mãe quem faz? — ela sorriu e eu assenti.
— Ela me ensinou e foi uma das poucas coisas que eu aprendi. — ri.
— Que bonitinho. Só sabe fazer isso? — ela reprimiu um sorriso.
— Não, né. — nosso assunto estava na cozinha, mas eu estava louco para que ele chegasse logo no quarto.


Ela terminou a batata, foi ao banheiro e nesse meio tempo duas pessoas vieram até a mesa tirar foto comigo. Percebi que o entra e sai ali estava aumentando e como estava sem o Well, achei melhor irmos para outro lugar. Pedi a conta, paguei e quando ela voltou, estava terminando de falar ao telefone.


— Eu sei, mãe, tá bom. Beijos. — desligou. — Se importa de irmos embora? — indagou, me encarando.
— Já? Pensei de ficarmos mais um tempo juntos. — lamentei.
— Mais um tempo… Quanto tempo?
— O tempo de mais algumas bebidas? — falei sugestivo e ela sorriu, desviando os olhos dos meus.
— Você está dirigindo? — perguntou preocupada.
— Não, táxi... Esqueceu? — sorri.
— Sim. — risos. — Então, vamos indo? — indaguei.
— Bora. Já paguei a conta! — falei tranquilo.
— Quem mandou? — ela perguntou séria.
— Você estava demorando demais, eu tinha planos. — falei como se fosse óbvio.
— Besta. —  ela se virou para pegar a bolsa e me esperou levantar.


Não peguei em sua mão para sairmos, mas estava bem junto dela, tanto que algumas pessoas olhavam e comentavam. Ignorei e cruzamos a porta.


— Tem certeza que ainda quer ir pra outro lugar? — ela perguntou.
— Pro meu hotel. — fui direto.
— Não! Enlouqueceu? — ela perguntou arregalada.
— Já fizemos isso uma vez. — lembrei-a.
— Não vou. Conheço um lugar ótimo, vem... — ela falou animada.


Pedimos um carro e fomos até esse lugar ótimo que estava lotado, assim como os outros nove que passamos em frente. Ela achou melhor irmos para a casa dela e lógico que eu não me opus.


— Me espera aqui, tá? — ela disse quando o carro parou em frente ao mercado, ela desceu meio que correndo e demorou quase vinte minutos para voltar e com algumas sacolas. Depois disso fomos para a casa dela, em um bairro pouco movimentado, talvez pelo horário. — É aqui... vamos subir? — chamou.
— Agora. — sorri animado e ela nem deu trela, ia pegando sua carteira quando fui mais rápido em pagar o motorista e descer do carro junto com ela.
— Minha casa não é nenhuma mansão, não, mas fique a vontade. — ela sorriu daquele jeito simples, que encantava qualquer um. Ô mulher linda, viu?!
— Que isso, não ligo pra essas coisas não. — fui sincero.
— Mesmo assim. — ajudei com as sacolas enquanto ela pegava as chaves, ela abriu o portão e entramos, esperei ela fechar e subimos a escada.
— Tem cachorro? — indaguei, olhando em volta.
— Não, mal ficamos em casa. — sorriu de canto.
— Eu tenho um, Puff Augusto. — comentei.
— Tem foto? — ela sorriu;
— Ele tem até instagram se você quer saber. — eu ri.
— Vou seguir ele. — falou animada e eu neguei com um movimento de cabeça.
— Tinha é que me seguir. — falei sugestivo, dando de ombros.
— Ah, tá. — ela abriu a porta e tocou no interruptor, acendendo a luz de um pequeno corredor, entrou no primeiro cômodo onde era a cozinha e pediu para eu deixar as sacolas em cima da mesa. — Quer tomar alguma coisa?
— Não, quero isso aqui. — coloquei uma mão de cada lado de sua cintura e lhe dei uma juntada. — Você tá tão cheirosa. — elogiei, porque era verdade.
— É? — ela beijou meu pescoço e arranhou minha nuca com as unhas. Lhe dei um selinho e tentei empurrar minha língua contra a boca dela.
— Não vai deixar eu te beijar, não? — perguntei frustrado e ela riu, debochando de mim.
— Hmmm... sim. — riu. — Mas você é bem apressadinho. — e me beijou, sem pressa alguma. Me aproveitei de seu beijo, abracei sua cintura e desci as mãos para a sua bunda, indo um pouco mais abaixo e alisando sua coxa. — Hm... Para! — ela me repreendeu.
— Você não gosta? — provoquei.
— Não é isso, é que...— ela suspirou quando mordi o lóbulo de sua orelha.
— Então relaxa. — peguei ela no colo e a sentei em cima da mesa, bem na ponta, segurando suas coxas, incentivando-a cruzar os pés ao redor da minha cintura. O que não aconteceu.
— Preciso ir ao banheiro, tipo, agora. — ela me afastou e desceu da mesa. — Você vai... vai... — ela mexia nos cabelos, visivelmente nervosa. — ... Beber agora? — finalmente conseguiu falar.
— Não, eu te espero. — sorri de canto.
— Ótimo. — disse aliviada, estava nervosa com alguma coisa. — Vem cá?! —  ela me chamou e saímos da cozinha, voltando para o corredor, dessa vez indo até o final. — Fica a vontade, eu já venho. — ligou a TV, dando o controle na minha mão e subiu apressada.


Ri do jeito atrapalhado dela, confesso que achei engraçado e fofo, abaixei o volume e peguei o celular. Algumas mensagens no grupo da banda, outras no grupo da família e mais de 52 mensagens no grupo em que estava eu e os meninos (Douglas, Marquinhos, Dudu, Testa e mais alguns).
— Alguém conhece esse cara? — Rober mandou áudio e uma foto minha. — Tá perdido por São Paulo. — mandou em seguida.
— Perdido? — mandou Douglas. — Vi no insta que está muito bem acompanhado — ele gargalhou no áudio.
— Luan cachorro, eu conheço essa hein. — Marquinhos comentou sobre o print que tinham mandado. — Eloá Gostosa Andrade. — ele riu.
— "Ela que me liga", liga e você vai correndo. Ai caralho, porra boi. Kkkkk  — Doug escreveu.
— Tô bastante ocupado. — mandei áudio.
— Nesse silêncio? Já tá no motel, aprendeu direitinho hein. — Douglas riu e Rober mandou duas carinhas revirando os olhos.
— Tô é na casa dela, seus troxas. Tchau.


Parei de responder, deixei eles lá e fui olhar meu instagram e ver as marcações. Nada demais, muitos repostavam as mesmas fotos... Nós dois sentados, conversando, a gente saindo do barzinho e entrando no táxi... nada de carícias, nada de beijos. Nada de "errado", mas as redes sociais estavam bem agitadas. Ri e larguei pra lá.


— Demorei? — olhei para a escada e ela descia toda a vontade, shorts curtinho, regata e a julgar pela forma que a blusa marcava, estava sem sutiã, cabelos presos e chinelos.
— Não. — fiquei babando. — Não vai sentar aqui, não? — sorri.
— Ainda tô com fome, vou na cozinha e já venho. — ela foi até a cozinha e quando voltou, trazia mais coisas de comer, sentou de pernas dobradas, me deu a cerveja e começou puxar assunto.


Não que estivesse chato, mas porra, eu estava ali por outro motivo e comecei a investir quando percebi que ela estava mais tranquila. Primeiro tirei o copo de refrigerante de perto, depois o pacote de biscoito de polvilho e fui subindo lentamente a minha mão por sua perna.


— Mãozinha boba a sua, hein?! — ela resmungou, me olhando pelo canto dos olhos.
— Não só a mão. — beijei seu pescoço e subi os beijos devagarinho, chegando até sua orelha, onde dei uma leve mordida, deixando-a arrepiada. — Relaxa, não vou fazer nada que você não queira. — garanti.
— Eu sei que não. — ela falou e virou o rosto para mim.


Nos beijamos outra vez, minha mão agora passeava por seu corpo. Meus dedos sentiam sua pele macia e meu nariz inalava o seu cheiro extremamente excitante. A respiração dela estava ficando irregular e meu corpo respondia a isso. Fui deitando seu corpo e me deitando por cima dela, aos poucos. Toquei seus seios e escutei um gemido abafado. Que mulher é essa, cara?! Desci os beijos, alcançando os seios, com a ponta dos dedos abaixei sua blusa e passei a língua entre eles. Gostosos, com os mamilos rijos. — Luan...— sua voz vacilou.
— Hm… — resmunguei, vidrado naquele corpo.
— Nada não, continua... –ela falou, parecendo meio incerta.


Passei a língua nos mamilos e suguei, ela jogou a cabeça pra trás, deixando outro gemido escapar. Ela estava gostando, mas por algum motivo estava receosa. Foda-se também. Com os dedos adentrei seu shorts, sentindo a renda fina da calcinha pequena que Eloá estava vestindo, sua bunda... Ô delícia. Estava pondo-a de lado, sentindo parte do tecido molhado.


— Abre um pouco mais as pernas. — sussurrei. Desenhei todo o seu sexo, quente e escorregadia. — Você me deixa louco. — confessei e ela riu entre outro beijo, mordendo meu lábio inferior enquanto eu tocava seu clitóris.
— Luan... — sussurrou.
— Hmm... — chupei seu pescoço, queria deixar uma marca naquela pele. — Gostosa. — deixei meu dedo descer um pouco mais, sorrindo e louco pra foder com ela naquele sofá ou em qualquer outro lugar. Mas parecia que era uma coisa, puta que pariu... uma luz acendeu no topo da escada, ignorei. Depois foi a porta batendo, caralho.
— Saco. — ela resmungou, tirando minha mão de seu shorts e se ajeitando.


Estava muito corada e visivelmente envergonhada. Ignorei e continuei em cima, lhe beijando gostoso, apertando sua cintura, sua bunda, querendo minha mão dentro daquela roupa outra vez e nada. Ela estava distraída, olhando na direção da escada, nem percebeu quando abri o zíper da minha calça e levei sua mão até o meu pau. — Luan! — falou arregalada, um pouco assustada e surpresa, eu diria.
— Ele não vai te morder, não. — ri safado, beijando o seu rosto. — Mas fazer outras coisas... — ela parecia não querer, estava receosa, mas acabou apertando, sentindo-o por inteiro, me fazendo estremecer com o seu toque simples. — Eu adoro ser chupado, sabia? — sussurrei e ela tossiu, se engasgando com a própria saliva. — Bem gostoso. — continuei.
— É? — disse com a voz trêmula, vacilante.
— Uhum... — concordei e segurei firme seu pescoço, alisando atrás da orelha. — Vem cá...  — voltei a me sentar e ela veio junto comigo, puxei-a para o meu colo e ela veio, se acomodando no mesmo, mordiscando minha orelha. —  Ah, Eloá. — ajeitei suas pernas, deixando uma de cada lado das minhas pernas. — Quer me deixar louco, né? — ela riu, mas parecia nervosa e então deitou a cabeça no meu ombro, me beijando ali.


Abaixei o elástico da cueca, deixando meu membro livre, levei sua mão até ele novamente,  subindo e descendo com ela. Um homem pode sonhar e imaginar o quanto e como for algo desse tipo, mas a realidade é mil vezes melhor que a imaginação. Ela estava indo bem, eu estava ficando louco com aquela mão pequena e delicada subindo e descendo por todo o meu pau. — Ajoelha aqui... — pedi com jeitinho, falando ao pé do ouvido.
— Mas... eu… — ela pareceu meio perdida.
— Por favor... — Pedi e mesmo um pouco receosa, ela se apoiou nos meus ombros para se levantar e em seguida ajoelhar bem na minha frente. Levantei o quadril, descendo mais a calça e minha cueca. Coloquei na boca dela devagar, me controlando pra não enfiar tudo. — Cobre os dentes, princesa. — pedi, sua língua dava voltas na minha cabeça, sugando a ponta e descendo mais a boca pela a minha extensão. Soltei seus cabelos e em seguida os segurei,  fazendo um rabo e comecei a controlar os movimentos, e a cada chupada eu respirava ainda mais fundo. Filha da puta do caralho, sabia bem o que estava fazendo. — Assim, linda. — fiquei em pé e acelerei meus movimentos, indo mais fundo em sua garganta. — Isso... Ah... Olha pra mim... — pedi, os olhos dela brilhavam de cima pra baixo, puxei mais seus cabelos e dei mais algumas entocadas rápidas, mordendo a boca e controlando a vontade de jogá-la nesse sofá e explorar cada cantinho do seu corpo gostoso. Em momento algum ela abaixou o olhar, safada. — Você é maravilhosa! — sussurrei e ela cravou as unhas na minha cintura, mas não era hora pra dar importância a isso, estava chegando ao meu limite e não me segurando... gozei, tirando o pau da boca dela e acertando seu rosto. — Porra, Eloá. — gemi, ofegante, cansado e satisfeito.
— Fala baixo. — ela pediu rápido, limpando o rosto com a mão e passando na própria blusa, ri, vestindo a cueca e subindo a calça sem fechar o zíper.
— Delícia. — me deitei com ela por cima de mim, beijando sua boca e sentindo nela meu gosto.
— Já volto. — ela falou, se levantando rápido.
Eloá saiu e logo voltou, agora com o rosto lavado e os cabelos presos em um coque frouxo no alto da cabeça. Linda demais, meu Deus!
Quando ela se aproximou do sofá, puxei-a pela mão, fazendo-a deitar sobre o meu corpo outra vez, ela encostou sua testa na minha e segurei em ambos os lados de seu rosto, beijando-a com vontade.
— Filha? Você ainda tá acordada? Eloá?! — ouvimos uma voz.
— Cacete, minha mãe! — ela falou assustada, se levantando.
— Sua o que?— perguntei exasperado.
— Minha mãe, Luan. Minha mãe, cacete! — ela falou nervosa e eu arregalei os olhos.
— Sua mãe tá em casa? Você é maluca?! — falei tão ou ainda mais, nervoso que ela.
— Fica quieto. Cala a boca, porra! ela pediu.


Nos sentamos e logo a mãe dela apareceu, arregalando os olhos quando me viu.


— Minha Nossa Senhora das dores! — ela falou assustada quando me viu, não contive o riso e nem Eloá, que riu bem ao meu lado.

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Finalmente fériaaaaaas para mim e Faculdade terminada para a Geo! hahaha. 😍
Voltamos, dessa vez com pretensão de ficar!
Sobre o capítulo: Ciúmes, birras e um quase hot interessante… O que acharam?
Luan é babaca quando está com os amigos, porém meio diferente quando está com ela, ou estou enganada? kk

Obrigada pelos comentários no capítulo anterior, nos desculpem pela demora e não esqueçam de comentar nesse. 💚

16 comentários:

  1. Kkkkkkkkkk to berrando. Luan é um safado e vai poluir a mente inocente da Eloá kkkkkk quero mais❤❤

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  2. Luan todo safado. Quase foram pego no flagra pela mãe da Eloá kkkkk

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  3. MDS! EU Tô É MORTA KKKKKKKKK
    OS DOIS NA PEGAÇAO E ELES NAS COISAS BOA DA VIDA KKKK
    A pobi é virgem Luan kkkk
    Quero saber quando ele descobrir isso. Menina, ele ta fazendo Eloá ficar mais saidinha. Grande avanço deles. Será se a noite se estica mais?😂
    Ou vai ficar nisso mesmo?
    Luan fica só dizendo pros amigos que nao está nem aí, mas fica todo chateado pq ela não liga, manda mensagem😂😂
    Bicho babaca demais!

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  4. Cadê vocês? Postem hoje. POr Favorr!!

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  5. Achei q ia ter post tds os dias :(

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  6. Eu tô chocada kkkkkkkkkk BERRANDO KKKKKK
    Eloá jogou a timidez pro espaço e partiu pro ataque haha gosto!
    Ela tinha que contar pra ele logo que não é mais virgem!

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    1. Ela não é mais? Oq eu perdi? Kkkk e o luan sabe q ela é virgem? Pensei q não kkkkkkkk

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  7. Poxa, achei q iam recompensar a demora e postar tds os dias, mas ainda tão demorando :(

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  8. MEU DEUS MUIÉ OQUE FOI ISSO? VOLTA AQUI CONTINUA...MEU DEUS O CORAÇÃO NÃO AGUENTA ASSIM

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  9. PQP...MDDDSSS,QUASE PEGOU NO FLAGRA!!!!!ELÔ CADÊ VOCÊ MULHER.VOLTA E CONTINUA LOGO

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. COMECEI A LER POUCOS DIAS E JÁ AMOOOO...LUAN NÃO ASSUMe QUE TÁ APAIXONADO AFFFFF

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