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Postagens todas as segundas, quartas e sextas, sem horário definido! ❥

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Capítulo 23

— Luan Rafael


Já estava quase dormindo quando lembrei de ligar para o Rober, apesar de ser alta madrugada, eu sabia que ele estava acordado. Disquei seu número no telefone fixo do meu quarto e no quinto toque ele atendeu, contei tudo sobre a minha briga com a Ana e falei do celular, perguntando se teria como ele me arranjar outro. Conversarmos por um bom tempo, levei uma bronca chata para caralho, mas ouvi tudo calado. Ele estava certo, Ana era maluca.


[...]


Acordei com a claridade batendo no meu rosto, me sentei na cama ainda de olhos fechados e me espreguicei, bocejando logo em seguida, abri os olhos devagar para me acostumar com a luz e levantei, cambaleando para o banheiro. Escovei os dentes, joguei uma água no rosto, me olhei no espelho e ri sozinho do meu cabelo.
Tomei um banho demorado, aproveitei para lavar a juba e saí enrolado na toalha, vesti uma cueca boxer azul, uma calça jeans preta e camisa pólo branca, calcei um tênis preto e sequei meu cabelo, ajeitando-o rapidamente. Me perfumei todo e peguei a carteira, enfiando-os no bolso. Como minhas malas e as de Bruna já estavam no carro, desci sem nada.


— Nossa, achei que fosse dormir mais! — ela falou quando adentrei a cozinha.
— Esqueci de fechar as cortinas. — dei de ombros. — Bom dia, piroca! — murmurei, beijando sua testa e ela revirou os olhos.
— Bom dia, pi. — respondeu.


Me acomodei ao seu lado, já pegando uma torrada e colocando café em uma xícara. Bruna e eu comemos enquanto conversávamos sobre algumas coisas bobas, assim que terminei, coloquei o que tinha sujado na pia e subi, escovei meus dentes, enxuguei o rosto e desci outra vez.


— Já lavou? — perguntei surpreso, me referindo a pequena louça.
— Sou rápida. — minha irmã deu de ombros.
— Vou fechar tudo, me espera no carro! — avisei.
— Tudo bem! — concordou.


Fechei e tranquei todas as portas e janelas, conferi tudo e quando constatei que estava tudo ok, saí. Rober tinha passado mais cedo e deixado o celular na caixa de correio, peguei antes de entrar no carro. Bruna já me esperava no carro, como eu havia pedido, tomei meu lugar e dei partida, arrancando dali, cumprimentei o porteiro e os seguranças e logo pegamos a avenida. Dali até a chácara não era tão longe, então não custou muito para chegarmos.
Estacionei meu carro entre o do meu pai e o do Max, destranquei a mala e saí do carro, sendo seguido pela minha irmã.


— Graças à Deus que chegaram bem! — xumba se aproximou, abraçando e beijando Bruna e fazendo o mesmo comigo logo em seguida.
— Deixa eu ajudar vocês! — Max se aproximou.
— Fala, macaco! — ri, fazendo um toque de mãos com ele.
— E aí, malacabado?! — ele riu também.


Ele pegou as coisas de Bruna e eu fui levando as minhas, colocamos tudo no corredor dos quartos, para guardarmos depois e descemos.


— Vi tuas fotos com aquela gata! — ele comentou, se referindo a Eloá e eu ri.
— Viu, foi?! Fofoqueiro! — soquei seu braço sem muita força.
— Porra, gostosa, em?! — ele mordeu o lábio.
— Ô, para de cobiçar as muié alheia! — bati na testa dele, que me empurrou pelo ombro, rindo.
— Vai assumir é?! — me zoou e eu revirei os olhos.
— Sou de todas e todas são minhas! — desconversei, rindo.
— Você não tá valendo nada, moleque! — ele negou com a cabeça, enquanto ria.


Cumprimentei meus tios e tias, e a “primaiada” toda, me sentei à mesa com Max, meu pai e Tia Glória, bebendo cerveja junto com eles, começamos a conversar sobre uma possível pescaria ainda por esses dias e eu até me animei, já que gostava demais de fazer isso. Ficamos por ali até a hora do almoço e então a Xumba chamou todos nós para almoçarmos juntos no quintal, foi uma algazarra só pela quantidade de gente, muita gente falando ao mesmo tempo, risadas altas, mas confesso que amo e sinto falta de tudo isso quando estou na estrada.


No meio da tarde caí na piscina com meus primos e minha irmão, jogamos vôlei e brincamos de controle enquanto os mais velhos organizavam tudo para a ceia de logo mais a noite. Já estava meio cansado e com os dedos engelhados quando resolvi sair, me enxuguei rapidamente e entrei em casa, mesmo sabendo que levaria uma bronca de Dona Marizete, caso ela me visse molhando o chão.


— AI, CARALHO! — ouvi a voz do meu pai e me virei assustado, vendo-o caído no pé da escada.
— Pai! O que aconteceu? — perguntei alarmado, correndo até ele.
Me abaixei ao seu lado, observando-o, havia um pequeno corte em seu supercílio.
— Eu tropecei e caí, acho que torci o pé! — ele gemeu de dor, apontando para o pé esquerdo.
— Vem, deixa eu te ajudar! — falei.
Ajudei-o a levantar e o dei apoio até chegarmos no sofá.
— O que houve? — ouvi a voz preocupada da minha mãe e me virei, vendo-a já ao meu lado.
— Ele caiu da escada, cortou o supercílio e acho que torceu o pé também! — falei rápido.
— Ai meu Deus, Rildo! — Glorinha falou.
— Tem que prestar atenção e ter cuidado, bem! — minha mãe o repreendeu.
— Eu tropecei nos meus próprios pés. — ele revirou os olhos.
— Luan, mande o Max preparar o carro, porque nós vamos no pronto socorro antes que isso piore! — xumba falou apressada.
— Tá, tô indo! — concordei.
— Já tá começando a inchar! — ainda ouvi meu pai dizer.


Chamei o macaco, expliquei tudo para ele, que rapidamente foi lá dentro, ajudei meu pai a chegar até o carro e eles logo foram, fiquei aflito por não poder ir junto, já que causaria tumulto se eu fosse.


— O que houve? — Bruna se aproximou, preocupada.
— O pai caiu da escada, torceu o pé, eu acho. — falei, passando uma mão pelo cabelo.
— Ai meu Deus! — ela suspirou, meio aflita.


Eles voltaram quase três horas depois, havia sido apenas um mau jeito no tornozelo, imobilizaram, deram remédio para dor e eles logo foram liberados. Respirei mais aliviado após saber disso, tinha ficado preocupado com meu velho.


— Tem que deitar sim, Amarildo!  Que coisa! — minha mãe se estressou, uma vez que ele tinha de repousar e não aceitava.
— Meninos, podem levar ele! — ela mandou e ele bufou.
— Não sou inválido, Zete! — ele reclamou e nós demos risada.


Eu e Marquinhos ajudamos ele a subir e quando ele se ajeitou na cama, xumba chegou, deixamos os dois lá e descemos. Fiquei mexendo um pouco no celular e logo me chamaram para ajudar a temperar as carnes para o churrasco de mais tarde e eu fui.
Já eram quase dez da noite quando fui tomar banho. Tomei um banho caprichado, saí com a toalha enrolada no quadril, vesti uma Bermuda social preta e uma camisa xadrez vermelha de mangas curtas, calcei um tênis preto, coloquei meu relógio e algumas pulseiras, ajeitei meu cabelo e me perfumei, coloquei um colar que Bruna havia me dado no mês passado e desci com o celular na mão, já eram vinte para a meia-noite.
Tudo estava impecável, como todos os anos. Uma enorme mesa havia sido colocada no quintal, todo o aparelho de jantar era de porcelana branca e todos os detalhes da mesa eram em vermelho, os lugares estavam marcados com os respectivos nomes de cada um de nós.


Quando faltavam apenas três minutos para meia-noite, nos juntamos, fizemos a contagem regressiva do último minutos e então, quando o relógio marcou 00h00min, nos abraçamos, desejando um Feliz Natal para todos. Lembrei de ligar para a minha gata e não perdi tempo, me afastei um pouco de todos eles e liguei, ela não demorou a atender, trocamos felicitações e logo tivemos de desligar.


Minha mãe chamou todos e nos sentamos á mesa, era hora de trocar os presente, deveria ter sido antes, mas com o incidente do meu pai, acabamos deixando para depois da meia-noite. Eu havia tirado Glorinha e Bruna foi quem me tirou, trocamos os presentes, dei um vestido que Bruna escolheu à Glorinha, e ganhei um rolex Cosmograph Daytona preto com dourado, do jeito que eu queria. Comemos em meio a muitas risada e diversão.
Fizemos uma roda de viola e vimos o sol nascer em meio a um churrasco animado, modões e muita bebida. Quando fui deitar já eram mais de oito da manhã.


[...]


— Eloá Andrade


Natal era a época em que costumávamos nos reunir com a família, sentar à mesa todos juntos e conversar, sorrir e coisas nesse sentido. E em partes eu me identificava com isso, mas não como a maioria das pessoas. Minha família era minha mãe e eu, mas esse ano o Rô viria para São Paulo com a dona Thereza e a tia Rosana e passaríamos esta data todos juntos.
No dia 22 minha mãe e eu demos aquela geral em casa, trocamos as roupas de cama do quarto em que a mãe e avó do Rodrigo ficariam e ele... bom, ele dormiria comigo. Ainda neste mesmo dia fomos no mercado e compramos algumas coisas que estavam faltando para a nossa ceia e fomos dormir, pois na manhã seguinte iríamos buscar nossos familiares no aeroporto.
Deitei e dormi feito pedra que nem vi a hora passar, acordei com beijos por todo o meu rosto e mãos na minha cintura. Abri os olhos com um pouco de dificuldade, pisquei algumas vezes até enxergar nitidamente aquela coisa bem branca na minha frente, sorrindo.


— Se eu fosse te esperar, hein. — riu.— Bom dia, Lolô! — me pendurei em seu pescoço e quase que o derrubo em cima de mim. — Chegamos, viu?! — falou, como se não fosse óbvio.
— Desculpa. — pedi bocejando.
— Sua mãe disse que você estava dormindo muito gostoso e ela não teve coragem de te acordar. — ele afagou meus cabelos.
— Ela é uma linda, por isso que eu a amo. — falei sorrindo.
— Chega mais pra lá, quero deitar também. Tô sem dormir desde ontem! — ele pediu.
— Por que? — perguntei preocupada.
— O show terminou era quatro e pouco da manhã, nosso voo sairia às 6h15.
— Ah tá, deita aqui. — lhe dei espaço e ele foi se enfiando debaixo da minha coberta, e me abraçando, beijei seu rosto e deitei a cabeça em seu peito. — Você tá quentinho. — falei de olhos fechados.
— Estamos em dezembro, é verão… — ele disse como se fosse óbvio.
— Eu sei. — demos risada.
— Crianças? — minha mãe abriu a porta e deu risada. — Mas já estão grudados?
— Mãe e ele vive sem mim? — brinquei.
— Tia, quem não vive sem mim é ela. — ele deu de ombros e ela revirou os olhos para nós dois.
— Eloá, tá na hora de levantar né? — mamãe falou.
— Tá? — fiz manha e ela riu.
— Rodrigo quer descansar, não ficar tagarelando. — ela me repreendeu.
— Mãe ele veio me ver, lógico que quer tagarelar. — falei como se fosse óbvio e ela cruzou os braços, tombando a cabeça para o lado e dando risada. — Vamos ficar quietinhos.
— Sei bem. Eu vou descendo, tá? Rodrigo, tem café fresquinho lá embaixo, viu?
— Eu vou descer, tia, só vim acordar a chatinha aqui. — roçou aquela barba na minha bochecha e me apertou forte. — Eu estava com saudades.
— Eu também cantor, fiquei muito feliz que vieram.
— E eu mais ainda, minha linda. Pena eu não poder ficar mais tempo! — ele suspirou.
— Uns três dias, pelo menos.
— Quase isso. Vou ficar quatro dias, aí voltamos para o Rio.
— Dá pra curtir um pouquinho, sim. Nem avisei as meninas que você chegava hoje.
— Que bom, porque muita mulher junta e falando pra caramba eu nem durmo.
— Aí nossa, sem graça. — fiz bico.
— Deixa de ser bicudinha, deixa. — ele apertou meus lábios com os dedos.
— Você não vai comer nada antes de dormir? Tem certeza? — perguntei.
— Não. — ri.
— Deixa eu pegar meu celular... — falei me debruçando por cima dele e esticando o braço para pegar o aparelho que estava em cima do criado mudo. — Fotinho, né?
— No meu também. — voltei a me deitar ao lado dele e tirei uma foto para o snapchat.


~Queria acordar assim todos os dias.~


E ele publicou uma foto no instagram mesmo, todo fofo, me abraçando, dei risada porque as pessoas sempre diziam que éramos um casal.




rodrigomarim: Lolô ❤ @eloaandrade  #SP


— Suas fãs nem gostam, né? — ri.
— Elas são loucas pra gente assumir que fomos um casal. — ele revirou os olhos.
— Minha mãe era assim, depois desencanou. — falei rindo.
— De vez em quando minha mãe pergunta. — deu de ombros. — Eu falo que não, que somos como irmãos. Um cuida do outro, um ama o outro, mas não assim...
— Sou shipper da nossa amizade! — falei e ele riu.
— Bobona. — apertou meu nariz.
— Também amo você.
— Tô com preguiça de descer, mas tô com fome. Como faz? — perguntou virando de barriga pra cima e tapando os olhos com o braço, ri enquanto me levantava.
— Enquanto eu faço xixi, você pensa aí, tá?
— A vontade, senhora. — mandei beijo e sai.
Usei o banheiro e aproveitei para lavar o rosto, escovar os dentes e dar uma passada de escova nos cabelos que estavam um pouco bagunçados. Quando saí, o Rô estava sentado na cama, no celular com alguém e todo concentrado.
— Tá bom, tchau. — ele disse e desligou.
— Quem era? — perguntei mesmo, bem curiosa.
— Uma conhecida que viu que eu estava aqui em São Paulo e queria marcar alguma coisinha.
— E você não vai, né? — ele riu e me puxou pela cintura, me abraçando. — Rodrigo!
— Não, não vou. Vou passar meus dias aqui com você, o tempo inteiro! — ele disse rindo.
— Lindão. — apertei suas bochechas. — Vamos descer?
— Vamos sim. — calcei meus chinelos e descemos um do ladinho do outro e escutamos as vozes vindas da cozinha, já cheguei dando bom dia.
— Bom dia, lindas. Tudo bem tia? — abracei a mãe do Rodrigo. — Estava com saudades.
— Também, Elô. Andamos nos desencontrando quando a senhorita foi ao Rio!
— Culpa do senhor seu filho. — risos.— Vó Thereza, cadê meu abraço? — ela era uma linda, linda e um amor de pessoa. Nos abraçamos bem forte, bem gostoso e então nos juntamos à elas para comermos.
Tomamos café e fomos para a sala, mas o Rodrigo estava cochilando no sofá e minha mãe falou pra ele subir e deitar na cama pra não ficar com dores depois. Subi junto, mas foi para pegar o celular e sentei na ponta da cama e fiquei uns minutos trocando mensagens com as meninas, falei que o Rodrigo já tinha chego em casa e para elas aparecerem mais tarde pra gente fazer alguma coisa.
Depois larguei o celular e fui tomar um banho, já que estava calor e quando vesti uma blusinha fresca e shorts.


— Filha?
— Oi, mãe. — respondi, secando os cabelos.
— Estamos indo dar uma volta, vai ficar aí? — perguntou.
— Sim, vai que o Rodrigo acorda. — dei de ombros, simples.
— Acho difícil... — riu.—  ... mas já que vai ficar, passa uma vassoura na casa e dá um jeitinho naquela louça, tá? — assenti. — Qualquer coisa liga, beijos. — ela disse e saiu.
Comecei a arrumar lá de cima mesmo, dei um jeitinho no quarto e passei para o da minha mãe. Varri todo o quarto, corredor e escada. Ajeitei toda a sala, deixando só as malas pro Rô subir depois e parti para a cozinha. Depois de tudo limpinho tirei os lixos dos banheiros e os coloquei pra fora.
Voltei para a sala, sentei no sofá e fiquei assistindo tevê.


(...)


— Mentira que uma mulher atendeu, tô besta. — Jessica falou chocada, neguei com a cabeça.
— É, mas eu também não retornei. Esperei que ele fizesse isso, e nada! — dei de ombros.
— Vocês dois tem um fogo que misericórdia, num dia são como estranhos e em outro você tá aqui na sua casa com ele. — Brenna dizia revoltada.
— Sei lá, estou me deixando levar. — suspirei.
— Depois que você contou pra gente que chupou ele, eu acredito. Você gostou? — ela mordeu o lábio inferior, reprimindo o riso.
— Aí Jessica, mas que pergunta, hein?! — falei rindo de nervoso.
— Quero saber, ué. Você não fez isso nem com o Bruno! — ela deu de ombros, dei risada.
— Foi bom, eu não sabia direito o que fazer... Teve a hora que ele segurou minha cabeça e vocês sabem disso melhor que eu.
— E ele, nada? — Brenna perguntou sugestiva.
— Não, minha mãe desceu e fim. Ficou nos fazendo companhia! — falei frustrada e elas riram.
— Quase, em amiga?! Tô na torcida. — ela disse, exagerada como sempre.
— Como que dorme nessa casa? — ouvi a voz de Rodrigo, reclamando.
— Diguinho! — Jess falou animada, se levantando e eu dei risada, e ele também. — A Jejé aqui estava cheia de saudades! — ela o abraçou assim que ele chegou ao último degrau, ela quase sumindo naquele abraço.
— Diguinho, ô garota viu?! — Brenna negou com a cabeça, indignada.
— Acontece, Brê — risos.
— Oi Brê. — ele tirou minha amiga do chão, abraçando-a pela cintura e dando um beijo no rosto. — Sentiu saudades? — ele perguntou, apertando a bochecha dela.
— Bem pouco. — ela fez pouco caso, rindo.
— Eu sei esse pouco. — ele riu, deixando-a no chão e vindo para o meu lado. Ele se ajeitou no sofá e deitou com a cabeça no meu colo, participando do assunto. — Homens? — indagou.
— Não. — respondi rápido e as meninas riram, me entregando.
— O Luan ainda? — revirei os olhos. — Entendi tudo. — ele negou com a cabeça, rindo de canto.
— Entendeu nada, Rodrigo. — bufei.
— Chamou de Rodrigo, bonequinha? — ele me zoou.
— Vocês duas são péssimas, vou falar viu?! — os três deram risada, mas mudaram de assunto logo, dando a ideia de assistirmos algum filme.


[...]


[ Véspera de Natal. ]


Eu já estava de banho tomado, cabelos lisos e maquiagem feita. Rodrigo ainda estava de cueca boxer deitado na cama e numa live com os fãs.
— Lolô, estão perguntando por você. –dizia.
— Estou bem aqui. — joguei o cabelo no rosto dele e apareci fazendo bico. — Oi gente, beijos gente. — brinquei, aparecendo e saindo bem rápido.
— Ela está quase pronta e eu aqui! — ele fez uma cara de sofrido, que me fez rir.
— De cueca, meninas. Cueca, deitado na minha cama. — as mensagens que apareciam eram até engraçadas, dizendo que queriam ser eu, que ele poderia ficar de cueca na cama delas e por aí vai.
— Mas tô cheiroso, é só colocar a roupa pra ficar bonitão pras fotos. — piscou, todo cafajeste.
— Eu que escolhi a roupa de hoje. — fiquei por ali uns minutos, mas logo sai de cena e troquei de roupa. Coloquei o sapato e estava pronta. — Lindão. — falei quando ele finalmente apareceu pronto.
— Todos os dias, bora descer. — e descemos, encontrando a mesa cheia de delícias, dona Thereza sentada esperando o natal chegar e minha mãe descendo enquanto a tia Rosana terminava de se trocar.
Pedi pro Rodrigo tirar uma foto minha de corpo inteiro e postei em seguida, estava simples, mas bonita. Voltei a me sentar e ficamos comentando sobre algo que passava na tevê até que nos reunimos todos.




eloaandrade: Então é natal... ❤


— Faltam cinco minutos, vamos fazer nossa oração. — disse minha mãe, fazíamos isso todos os anos desde que me entendo por gente.


Levantamos todos os cinco e demos as mãos, oramos agradecendo à Deus por mais um ano comemorarmos esta data e por estarmos em família, agradecendo nossa união, o companheirismo, a amizade e coisas assim. Finalizamos pontualmente às 00h.


— Feliz natal, minha filha, meu maior e melhor presente! — a abracei com um sorriso e os olhos marejados, e o gesto se repetiu com a tia Nana, a vó Thereza e por último o meu gatinho do zóio azul.
— Ei, feliz natal, Rô! — mesmo de salto, ele ainda era mais alto, então fiquei na ponta dos pés para abraçá-lo bem gostoso e deixar uma marca de batom naquela bochecha gorda.
— Pra nós, Lolô. Feliz natal, te amo! — ele me apertou em seus braços.
— Também amo você, muito. — recebi um beijo na testa e em seguida minha mãe nos chamou para jantar.
— Hm... seu celular está tocando. — franzi o cenho, mas fui até a mesa de centro e atendi. — Quem é? — Rodrigo perguntou e cruzou os braços, como acredito que um irmão mais velho faria. Sorri e pedi pra ele esperar, me afastando, indo  até a janela.
— Alô?
— Oi, sou eu... o Luan.
— Oi, feliz natal. — sorri surpresa, mas muito feliz por ele ter lembrado de me ligar.
— Feliz natal, minha coisa linda... — ele desejou algumas coisas, bem bonitas até. Mas ele disse que seria breve, porque o sinal onde ele estava oscilava muito e a ligação costumava ficar cortando. —  ... se cuida, tá? Beijos na boca.
— Você também, manda um beijo pra Bruna.
— Só pra ela? — riu.
— Beijos pra você também, tchau. — falei sorrindo.
— Tchau, até mais. — ele ficou em silêncio e eu desliguei, colocando o celular no peito e rindo sozinha.
— Vou perguntar de novo...
— O Luan. — falei baixo. — Disse que se lembrou de mim e ligou para desejar um feliz natal. — sorri boba.
— Sei, viu?!
— Sem ciúmes, tá bom? — risos.— Vem, vamos comer.


Não precisei chamar uma segunda vez, nos juntamos as nossas mulheres e mandamos ver no jantar. Depois partimos para a sobremesa e escutei alguém chamar do portão, olhei da janela e joguei a chave para as duas bonitas que tinham acabado de chegar.


— FELIZ NATAL! — disseram juntas, me abraçando. — Cheguei! — Jess disse entrando e indo falar com a minha mãe, a Brê entrou logo atrás e fez o mesmo enquanto eu fechava a porta.
— Veio comer né? — Rodrigo falou rindo, bagunçando os cabelos da Brê.
— Lógico, o pavê da mãe dela é maravilhoso. — Brenna disse, se servindo.
— E aí, vão ficar em casa? — ela perguntou.
— É o que temos pra hoje. — falei.
— Ah não, pelo amor de Deus! Tenho uma festinha de uma amiga que faz aniversário hoje, bora?
— Não sei, o que você acha Rô? — olhei para ele.
— Sem problemas, por mim. — deu de ombros.
— Então fechou, a gente come e vai. — Jessica confirmou e ficou por isso.


Avisei minha mãe que iríamos sair e ela falou para tomarmos cuidado, porque o Rodrigo era famoso e estávamos sem nenhum segurança e esse papo de mãezona preocupada. Mas dissemos que ela poderia ficar despreocupada e fomos.
Chegando lá era um sobrado enorme, luzes de balada, a galera chegando e nós de penetras. Mas a aniversariante era um amor, e não se importou com isso. Até porque ela deu em cima do Rodrigo a noite toda que Deus deu e eu bem de boa com as meninas.
Passamos a madrugada por lá aproveitando a festança e voltamos pra casa bem cansados, com tempo apenas para trocar de roupa e deitar e dormir.
Acordamos bem tarde no dia 25 e animados para o almoço, meus tios (pais do Toninho) vieram almoçar conosco, depois ficar por lá mesmo.


[...]


Os outros dias até que passaram rápidos, mas aproveitei bastante meu amigo. E depois que eles foram embora eu fiquei em casa sozinha, minha mãe estava na casa de uma amiga e as minhas amigas viajando. Tomei um banho, coloquei um vestido, tênis e peguei uma bolsinha e decidi ir ao shopping dar uma volta, ver gente.


— Alô? Mãe? — falei rápido.
— Oi querida, pode falar.— ela disse tranquila.
— Estou indo dar uma volta no shopping, tá bom? — avisei.
— Sozinha, é? — indagou.
— Sim, sozinha. As meninas foram viajar, esqueceu? — fiz bico.
— Tudo bem, você vai demorar por lá? — perguntou.
— Acho que não, mãe. Mas eu mando mensagem ou ligo, tá? — falei.
— Tudo bem, bom passeio. — desejou.


O shopping mais próximo de casa ficava há uns 20 ou 30 minutos, cheguei lá e não estava muito cheio. Talvez por ser fim de ano e as pessoas estarem viajando. Passei por três lojas de roupas, olhei algumas peças e até comprei uma e outra. Depois passei em uma de maquiagem e enquanto olhava as cores de batom matte escutei alguém me chamar, não dei muita atenção até a pessoa cutucar meu braço.


— Eloá? — me virei e era a Bruna. Bruna, irmã do Luan.
— Eu mesma, tudo bem, Bruna? — ela sorriu, dizendo que sim e nos abraçamos, nos desejando um feliz natal atrasadinho.
— Passeando, é? — perguntou.
— Eu sim, e a senhorita? Está um pouquinho longe de casa, não acha? — brinquei.
— Bem pouco, mas com o irmão... — riu e eu já olhei para os lados, vendo se o encontrava por aqui.– ... Mas ele quis ficar no hotel, disse que estava cansado. — deu de ombros. — Vim dar uma volta também, estava vegetando no hotel desde cedo.
— Então está só de olho nas coisas? — sorri.
— Já comprei dois rímel e uma sombra linda, vi alguns batons, mas nenhum me interessou muito... — iniciamos aquele papo e acabou que saímos da loja juntas, paramos em uma gelateria e pedimos um sorvetinho, nos sentamos e falamos um pouco de como tinha sido nosso natal. — Ano novo eu e meus pais vamos passar com o Pi. — devo ter feito uma cara muito estranha, porque ela gargalhou. — Com o Luan! — se corrigiu.
— Pi? — franzi as sobrancelhas.
— Apelido nosso. — ela riu. — Ele vai fazer show em Goiânia.
— Goiânia deve ser uma delícia. — comentei, fechando os olhos, como se sentisse o clima de lá.
— E é menina, tem que ver. Tudo é gostoso naquele lugar!
— Eu imagino. — tomei mais um pouco do sorvete e ela voltou a falar.
— E você, sabe onde vai passar? — perguntou.
— Em casa. — sorri. — Rodrigo até comentou de eu ir viajar com ele alguns dias, mas não acertamos nada. — comentei.
— Nossa, que amigo gostoso! Convenhamos né, Lô?! — ri.—  É solteiro? — perguntou sem cerimônias e eu ri alto.
— Ele é piranhão as vezes, mas tá solteiro. — falei.
— Solteiro. Que palavra linda. — risos.
— Eu acho ele tão normal, muito mesmo, Bru. — franzi o nariz e ela me olhou indignada.
— Porque você é amiga, né? Pelo amor, eu com um amigo desses... — dizia suspirando.– Meu irmão que não me escute. — ela riu.
— Ele é ciumento. — afirmei sem perceber.
— Isso foi uma pergunta? — sorriu com malícia.
— Sim. — disfarcei. — Ele tem cara. — dei de ombros.
— Luan é muito bipolar, mas eu amo aquele cabeçudo. Mas e você hein? — sorriu sacana, me encarando e eu corei na hora.
— O que tem eu? — perguntei rindo.
— Tá solteira? — arqueou uma sobrancelha, como se insinuasse algo.
— Sim, estou. — falei simples.
— Sério? — Bruna não tinha vergonha de perguntar nada, me encheu de perguntas, o tempo inteiro sugerindo que Luan e eu tínhamos algo. Mas eu desconversei e logo mudamos de assunto, tiramos alguma fotos e trocamos os números de telefone e ainda demos mais algumas voltas. — Vou postar nossa foto, posso? — ela perguntou, toda educada.
— Pode, ué. — falei rindo.
— Publicada com sucesso! — peguei o meu para ver a notificação recebida e lá estava uma publicação de brusantanareal.


“Se tivéssemos combinado não tinha dado certo.  #SP”, dizia a legenda.


— Tão lindinhas. — falei enquanto comentava a foto.
— Também gostei. Você tem horas pra voltar pra casa? — ela perguntou.
— Não, e você? — devolvi a pergunta.
— Meu irmão viaja só amanhã, depois do almoço, então não. — deu de ombros. — Um filme? — ela sugeriu em seguida.
— Eu topo, tem um em cartaz que é ótimo. — resolvemos ir para a fila da bilheteria, escolhemos a sessão mais próxima e depois de assistirmos um filme muito bacana, paramos para comer num restaurante de comida mineira e nos despedimos no ponto de táxi.
— A gente se fala, hein?! — ela me abraçou.
— Pode deixar. — ela foi para um lado e eu para o outro.


Ainda cheguei em casa e nada da dona Rosângela, tomei um banho e vesti o pijama. Quando desci para ir na cozinha, ela abriu a porta, toda sorridente.


— Acha bonito isso?
— Lindo. — riu, enquanto vinha me cumprimentar. — Como foi o passeio? — perguntou.
— Muito bom, encontrei uma colega. — dei um sorriso de canto.
— Colega, Eloá? — ela me encarou, desconfiada.
— Irmã do Luan, a Bruna. — expliquei.
— Luan. Luan Santana? — ela perguntou meio confusa.
— É, mãe, ele mesmo! Aí conversamos pra caramba, tomamos sorvete e ainda assistimos filme, e eu jantei fora. — contei.
— Eu também. — riu. — Vou subir e tomar um banho, tá bom? — avisou.
— Sim, senhora. — ela subiu e eu ia tomar água, se meu celular não começasse tocar.


—  Oi, lindão. — atendi sorrindo, como todas as vezes em que Rodrigo me ligava.
— Oi Lolô, acabei de receber uma ligação e no dia 31 fechamos um show em São Paulo. — falou tudo de uma vez.
— Mentira! Sério, Rô? — sorri.
— Sério, adivinha a produtora?! — ele falou empolgado.
— Não acredito que vai ser aqui, ai meu Deus! — falei animada.
— Isso aí, será tipo um especial de fim de ano. Vai ser eu e mais algum artista! — contou.
— E você só soube agora?
— Acabei de desligar, nem minha mãe sabe ainda. — explicou.
— Ela vem também? — indaguei.
— Acho que não, mas eu vou pra sua casa. — ele avisou, como se precisasse.
— Não precisava nem ter dito, né. — revirei os olhos, mesmo sabendo que ele não estava vendo.
— Só chego aí no dia 31, provavelmente só vamos nos encontrar lá. Quero você como minha convidada, viu?!
— Como quiser, e o Herman nem me ligou.
— Vai ver está esperando chegar amanhã.
— Provável. Mas e aí, como você tá? — perguntei.
— Com fome, tô voltando da academia agora. — ele suspirou.
— Enquanto eu comi um feijão preto show de bola, você vai comer frango sem tempero nenhum e batata doce. Que delícia! — falei para encher o saco dele.
— Bobona. — ele riu.

— Também te amo. Sabe quem eu encontrei no shopping? — contei a ele sobre a minha tarde e começo de noite. Ele ficou chateado, porque queria assistir este mesmo filme e não tinha tido tempo. Por fim desligamos e eu fui deitar, continuei no celular e vi minhas notificações. e vários comentários de que o Luan tinha curtido a foto da irmã. Grande coisa, pensei.

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Olá, meninas! Sei que estamos demorando muito com as postagens, peço perdão por isso. Tivemos alguns probleminhas e contra-tempos, mas estamos tentando resolver, peço que nos perdoem e não desistam de nós. rsrs.
Obrigada por todos os comentários no capítulo anterior e não esqueçam de comentar esse! 💚

6 comentários:

  1. E esse "Mais algum cantor"? Podia ser o Luan né😏😏😏

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  2. Eita! Já quero Luan e Eloá juntos de novo! Não vou mentir, adoro. kkkkkk

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  3. Finalmente ele percebeu que Ana não tem o juízo perfeito, já não era sem tempo. Quero mais!

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  4. Demora tanto que até desanima ler :). Espero que o próximo não demore tanto como foi esse. Continua!

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  5. Já quero o reencontro desses dois!!

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  6. Amo essa amizade da Eloá e do Rô. É uma amizade tão linda. E quero reencontro do casal hahaha
    By: Brenna Dias

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